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A Paixão de Cristo… 2

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Mel Gibson quer continuar seu polêmico filme de 2014 contando, desta vez, a história da ressurreição. Escrevi sobre suas intenções lá no meu blog no UOL.

E Mel Gibson vai mesmo voltar à vida de Jesus Cristo. A notícia foi confirmada pelo próprio ator e diretor australiano, que confirmou que está fazendo uma continuação sobre seu controverso filme de 2004, A Paixão de Cristo. “Claro que é um compromisso enorme – e, você sabe, não é A Paixão 2. Chama-se A Ressurreição”, disse quando participou do evento evangélico SoCal Harvest, na Califórnia, nos Estados Unidos, no fim de semana passado (veja o vídeo abaixo).

“Claro que é um grande tema e precisa ser feito com cuidado, porque não queremos fazer só uma adaptação como se fosse uma simples leitura – contar o que aconteceu. Mas para passar pela experiência e por seus significados profundos. Vai dar trabalho e Randal Wallance vai ficar com esta tarefa”, disse ao mencionar o roteirista com quem o Mad Max original tem colaborado desde que se tornou diretor, em Coração Valente. O roteirista já tinha mencionado que havia começado a trabalhar neste roteiro no meio do ano, quando contou a notícia ao site Hollywood Reporter. “Eu sempre quis contar essa história”, disse o roteirista que estudou religião na Duke University e se especializou na ressurreição. “A Paixão é só o começo e há muita história mais para ser contada.”

A Paixão de Cristo gerou polêmica quando foi lançado há doze anos não apenas por seu tema religioso, mas por ser o primeiro filme de Mel Gibson fora do esquema do cinema comercial em Hollywood e por suas sádicas cenas de violência na enorme sessão de tortura que culminou com a crucificação e morte de Jesus Cristo, que o diretor fez questão de fazer para trazer de volta o significado para aquele momento histórico que ele achava que tinha perdido seu impacto original.

A Ressurreição, no entanto, está em seus primeiros passos e não há nem sequer data para o início de produção, muito menos se o ator Jim Caviezel, que interpretou Jesus em A Paixão de Cristo, repetirá o papel neste novo filme. Assista à entrevista com Mel Gibson sobre seu futuro filme no vídeo abaixo (infelizmente sem legendas em português).

Noites Trabalho Sujo | 10.09.2016

noites10setembro2016

Nosso experimento mensal de purificação espiritual através de espectros sonoros manipulados pela mente conta com dois desfalques em sua edição de setembro, quando o cientista-fundador Alexandre Matias segue em simpósio metafísico na costa oeste norte-americana e o desbravador de sinapses Danilo Cabral continua sua longa peregrinação pelo reino do misticismo britânico. Cabe então ao metanavegador Luiz Pattoli, único representante presente do instituto de motivação psíquica Noites Trabalho Sujo, a função de capitão de mais um sábado inefável na antena de captação de boas vibrações localizada no centro da maior cidade da América do Sul. E para ajudá-lo em sua pregação carnal de timbres baixos, ele convocou dois ícones da preservação histórica sulista para motivar sua pregação êxtática: o célebre pesquisador Wilson Farina, já conhecido de outras edições deste nosso encontro, e o estudioso estreante no simpósio Tatu, ambos especializados nos efeitos das frequências elétricas sobre os batimentos cardíacos. Neste mesmo auditório surgem também as mestrandas Ana Prado e Nathalia Capistrano, reveladas ao público do colóquio neste 2016, que ministram mais uma apresentação já consagrada sob o codinome de Girls Bite Back. No outro auditório, quem recebe os convivas é a também consagrada dupla Gemini, formada pelos doutores do ritmo Karen Ercolin e Acácio Mendes, mais uma vez testando a fluência do corpo sob altas temperaturas. E nos honrando com uma presença tão intensa, vem a equipe de auditores independentes do centro de estudos Casa do Mancha, que aproveita o encontro para festejar nove anos de estudos ambiciosos e empíricos. O próprio fundador da seita musicologista Mancha Leonel recebe o professor pernambucano Bruno Nogueira e o pesquisador extrafísico Pedro Bonifrate para tensionar a psiquê coletiva levando bons fluidos e recuperando a autoestima dos que se dispuserem a se submeter aos seus caprichos. A presença no encontro só será possível sob a inscrição através do endereço de correio eletrônico noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h do dia de sua realização e o envio do nome à lista autoriza o uso morfológico do pequeno zeitgeist sob condições ideais de temperatura e pressão. Abaixo, uma amostra do que poderá acontecer neste encontro tão querido:

Noites Trabalho Sujo @ Trackers
Sábado, 10 de setembro de 2016
A partir das 23h45
No som: Luiz Pattoli (Noites Trabalho Sujo), Wilson Farina (Heatwave), Tatu, Mancha, Bruno Nogueira e Bonifrate (Casa do Mancha), Karen Ercolin e Acácio Mendes (Gemini) e Ana Prado e Nath Capistrano (Girls Bite Back)
Trackertower: R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
Entrada: R$ 30 só com nome na lista pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com. O preço da entrada deve ser pago em dinheiro, toda a consumação na casa é feita com cartões. E chegue cedo – os 100 que chegarem primeiro na Trackers pagam R$ 20 pra entrar.

Luisa Maita vem dentro da eletrônica

luisa-maita-2016

“Gosto muito de ouvir música eletrônica. Sempre fui fã da Bjork, ouvi muito Kanye West e amo Stromae, M.I.A…”, explica Luisa Malta sobre a guinada digital dada em seu novo disco, Fio da Memória, que será lançado no dia 23 deste mês e tem sua capa e primeiro single antecipados aqui para o Trabalho Sujo. Eis a capa:

luisa-maita-fio-da-memoria

“Acho que traduz a urbanidade, os sons de São Paulo”, ela explica. “Nossa procura foi expressar a cidade dentro dessa linguagem e estética que é mundial mas ao mesmo tempo com originalidade e inspiração.” A faixa de abertura do disco, “Na Asa”, teve produção do Tejo Damasceno, do Instituto e você escuta a seguir:

O disco foi produzido pelo Zé Nigro e conta com colaborações de nomes como Daniel Taubkin, Fernando Catatau, Samuel Fraga, Rodrigo Campos, entre outros. O lançamento no fim do mês coincide com uma turnê norte-americana que a cantora paulistana inicia no fim do mês, passando por Toronto e Montreal no Canadá, com passagens por Boston, Nova York, Chicago, Minneapolis e Oakland, além de passar por Austin, quando será a única atração brasileira do festival Austin City Limits.

Zack de La Rocha 2016: “The days are all night”

digging

O Robert Plant dos anos 90 está de volta. Zack de La Rocha, vocalista do Led Zeppelin da minha geração (o Rage Against the Machine), lança um single solo com produção de ninguém menos que El-P (que agora é mais conhecido pelo Run the Jewels, mas que o povo da minha época conhece do Company Flow e da gravadora Def Jux) que antecipa um trabalho novo que vem por aí…

zackdelarocha

A letra de “Digging for Windows” vem logo abaixo:

fuck that bright shit
the spot or the flashlights
we in la ducking both
in the shadows with lead pipes
the days are all night

see if i pay edison
no medicine
these blues ain’t more better when
my fever rise in the jungle
as quick as the price spikes
the days are all night

my future snapped like a rubber band
off my fold on a hand to hand
he drew from his waist
i put two in his roof
and i can still hear his screams
all night

now they ride their portfolios
like rodeos
rise every time my cherry glows
on the end of my cig as
the smoke blows through the bars
and the co’s laugh fades
as he strolls away
says i gotta pay
off that roll away
or its fuck your visitation days
and i pop off so in solitaire
i dream of offing these fred astaires
and the skin off my fingers tear
we digging for windows here
where the days are all night

this city’s a trap my partner
under the lights of they choppers
bodies tools for they coffers
not worth the cost of our coffins
i stare at a future so toxic
no trust in the dust of a promise
won’t mark the name on a ballot
so they can be free to devour our options
and just like you I’m a target
ill defined by the guap in my pocket
but the stage make figures
as quick as it off em
what marley and pac get?
i put these caps in capitals
leave minds blazed in they capitols
i step with a fury so actual fact
that my offense could be capital

we digging for windows here

Melhor do que Parece dissecado pel’O Terno

o_terno_

O trio paulistano O Terno lança oficialmente seu novo disco Melhor do que Parece neste fim de semana, em dois shows no Auditório Ibirapuera (mais informações aqui), e Tim Bernardes (guitarra e voz), Guilherme d’Almeida (baixo) e Biel Basile (bateria) se reuniram para dissecar o disco faixa a faixa para o Trabalho Sujo. Falaram muito de estrutura musical e deixaram de falar sobre o clima de fossa que atravessa todo o disco, mas deixa esse papo pra uma outra conversa…

“Culpa”

Ouça “Culpa”

“O Nó”


Ouça “O Nó”

“Não Espero Mais”

Ouça “Não Espero Mais”

“Depois que a Dor Passar”


Ouça “Depois que a Dor Passar”



“Lua Cheia”

Ouça “Lua Cheia”

“O Orgulho e o Perdão”

Ouça “O Orgulho e o Perdão”

“Volta”

Ouça “Volta”

“Minas Gerais”

Ouça “Minas Gerais”

“Deixa Fugir”

Ouça “Deixa Fugir”

“Vamos Assumir”

Ouça “Vamos Assumir”


“A História Mais Velha do Mundo”

Ouça “A História Mais Velha do Mundo”

“Melhor do que Parece”

Ouça “Melhor do que Parece”

Dimensões paralelas do novo universo Marvel

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A versão Lego de um brinquedo do Dr. Estranho pode ter dado uma pista sobre uma conexão do filme com o próximo Guardiões das Galáxias – detalhei essa possibilidade lá no meu blog no UOL.

No mês passado a revista Empire divulgou algumas imagens conceituais sobre o próximo Guardiões da Galáxia – e uma das mais empolgantes era uma em que o grupo ataca um monstro com inúmeros tentáculos no espaço. Mas algo faz parecer que veremos este monstro ainda este ano, mesmo que o segundo filme dos Guardiões só chegue aos cinemas no primeiro semestre do ano que vem – mais especificamente no próximo filme que a Marvel estreia este ano, Dr. Estranho.

A primeira pista veio quando o diretor do próximo Guardiões, James Gunn, em um vídeo ao vivo pelo Facebook, comentou que o bicho mostrado na imagem era um “monstro interdimensional”, como dá pra vê-lo falando aos sete minutos do vídeo abaixo (sem legendas em português):

Se o monstro viaja por diferentes dimensões, isso já é meio caminho andado para trazê-lo para o universo místico de Stephen Strange. Mas repare na versão Lego para o Sanctum Sanctorum do mago interpretado por Benedict Cumberbatch, já colocada à venda antes mesmo do lançamento do filme:

strangerlego

O que é esse bicho com tentáculos que aparece no canto direito do cenário?

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A própria loja online define a criatura como “o monstro do portal” o que não ajuda em nada a disfarçar a possibilidade do monstro estar vindo de – ou indo para – uma outra galáxia.

Vai ser interessante ver a Marvel montar as conexões de sua terceira fase, uma vez que ela reunirá heróis já conhecidos (todos os Vingadores, os Guardiões) com outros que ainda não foram apresentados ao público (como o próprio Dr. Estranho, a Capitã Marvel) – ou que apareceram rapidamente no recente Guerra Civil, como Homem Aranha e Pantera Negra -, além de, aparentemente, finalmente trazer os personagens da editora que fazem seriados de TV para o palco dos cinemas. E essa conexão entre o Doutor Estranho e os Guardiões da Galáxia parece ser apenas a primeira delas…

A conexão Banksy – Massive Attack

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Uma teoria cogita que o controverso artista de rua é um dos integrantes do clássico grupo de trip hop – escrevi sobre isso no meu blog no UOL.

Uma teoria elaborada no início do ano por um site escocês a partir de um rumor começa a repercutir online: o renomado e anônimo grafiteiro subversivo Banksy na verdade seria uma identidade secreta criada por Robert “3D” Del Naja, integrante do trio de trip hop Massive Attack. O rumor teria começado a partir de alguém ligado à revista italiana Il Cartello, mas começou a ganhar forma a partir de uma investigação feita pelo site Tenement TV.

A hipótese parece absurda, mas uma série de pontos em comum foram sendo levantados – além do fato dos dois artistas serem ingleses, contemporâneos e de 3D ser o responsável pelo visual do Massive Attack. Essa conexão levou ao livro 3D & the Art of Massive Attack, que tem seu prefácio escrito pelo controverso artista visual: “Quando eu tinha 10 anos, um garoto chamado 3D estava mostrando serviço ao pintar as ruas. 3D deixou de pintar e formou a banda Massive Attack, que pode ter sido uma boa para ele, mas foi uma grande perda para a cidade.”

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A partir daí, a investigação do site conectou grandes aparições do artista com as turnês internacionais do grupo: o aparição do Massive Attack em Los Angeles, em setembro de 2006, coincide com o famoso incidente de Banksy na Disneylândia californiana, doze dias após o show do grupo.

A residência de Banksy em Nova York em 2013, que começou com um mural pintado no dia primeiro de outubro, bate também com os shows que a banda fez na cidade no final de setembro daquele ano por quatro noites.

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Uma série de outras aparições de obras públicas do artista, famoso justamente por deixar sua marca sem aviso, também batem com outros shows da banda de Bristol. O site até entrevistou um velho colaborador do grupo, o músico e engenheiro de som Euan Dickinson, sobre o rumor: “Sei que o Massive (Attack) é bem lento pra lançar músicas, mas nunca me ocorreu que ele pudesse ser Banksy, a não ser que ele estivesse me enganando também.”

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Mas uma coisa é certa: mesmo que seja apenas uma teoria, ela vai ajudar a divulgar o trabalho do grupo, que aos poucos está preparando um novo disco. O grupo lançou um EP através de seu próprio aplicativo Fantom e uma das faixas, “The Spoils” com a cantora Hope Sandoval, teve clipe com Cate Blanchett, olha aí:

A demo de “Radio Song”, do R.E.M., ainda sem KRS-One

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O disco que tirou o R.E.M. do gueto indie para colocá-lo no mapa da música pop completou um quarto de século de idade no início deste ano e, como parte das comemorações deste aniversário, o grupo está lançando uma caixa com vários extras e versões alternativas de faixas de Out of Time. Como esta versão demo para a faixa de abertura do disco, que ainda não tinha os vocais do rapper KRS-One, e, por consequência, o beat dançante que bem abre o disco clássico. Olha só:

Compare a demo acima com a versão final do disco:

Super Mario 80 mil

supermarioworld

Postei lá no meu blog do UOL um hipnotizante mosaico com 80 mil peças de dominó recriando personagens e fases do clássico Super Mario World. Vê .

Maior ícone dos videogames, Super Mario já extrapolou há muito tempo para o lado analógico da força – e uma das provas é este hipnotizante mosaico de 81.032 peças de dominó erguido pelo youtuber TheDominoKing sobre sua versão favorita do encanador da Nintendo, o jogo Super Mario World.

Não dá para parar de assistir.