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Hurtmold no CCSP

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A principal atração musical deste fim de semana no Centro Cultural São Paulo é a apresentação do Hurtmold, tradicional banda paulistana de rock instrumental, que divide o palco com o novo projeto do Farofa, ex-vocalista do Garage Fuzz, o Acruz Sesper Trio, que lançou o clipe para a música “Modern Affair” esta semana. O show começa pontualmente às sete e você encontra mais informações sobre a noite aqui.

Bem legal.

Vida Fodona #553: Onze anos de Vida Fodona

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Aniversário com introdução curtinha.

Tim Maia – “Márcio Leonardo e Telmo”
A Extraordinária Charanga do França – “Chão Molhado da Roça”
Real Estate – “Stained Glass”
Gilberto Gil – “Back in Bahia”
Rádio Táxi – “Garota Dourada”
Spoon – “Can I Sit Next To You?”
Frito Sampler – “Cosmic Damião”
Boogarins – “No Return”
Chaz Bundick + Mattson 2 – “JBS”
Fleet Foxes – “Third of May” / “Ōdaigahara”
Elo da Corrente – “Mariana”
Iggy Pop – “Lust for Life (Prodigy Remix)”
Lorde – “Green Light”
Soulwax – “Missing Wires”
Elza Soares – “Mulher do Fim do Mundo”
Thurston Moore – “Cease Fire”
Afghan Whigs – “Demon In Profile”
Xx – “Say Something Loving”
Tennis – In The Morning I’ll Be Better”

E aqui tá a versão via Spotify, que não tem algumas músicas…

Alex Ross aos 12 anos

O artista Alex Ross, autor das belíssimas imagens em HQs de super-heróis clássicas como Marvels e Reino do Amanhã, desenterrou, em sua página no Facebook, uma versão que fez da Liga da Justiça ainda em sua pré-adolescência.

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E publicou uma versão atual do mesmo grupo de heróis, mostrando a evolução de seu traço.

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Mas a base tá ali, né?

A volta do Soulwax

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Os irmãos belga David e Stephen Dewaele – que também atendem pelo codinome de pista de 2ManyDJs – reativam oficialmente sua banda em março, ao lançar From Deewee, o primeiro disco de inéditas em uma década. O disco foi gravado ao vivo em um dia no início de fevereiro e parte do conceito do show Transient Program For Drums and Machinery, que apresentaram no ano passado, em que se apresentam ao vivo ao lado de três bateristas (Iggor Cavalera entre eles). E eles publicaram a faixa “Missing Wires” como apertiivo do novo álbum, cuja capa é esta aí em cima.

O disco deve ser lançado dia 24 de março e esta é ordem das músicas:

“Preset Tense”
“Masterplanned”
“Missing Wires”
“Conditions of a Shared Belief”
“Is It Always Binary”
“Do You Want to Get Into Trouble?”
“My Tired Eyes”
“Transient Program For Drums and Machinery”
“Trespassers”
“The Singer Has Become a Deejay”
“Here come the Men in Suits”
“Goodnight Transmission”

Lorde 2017: “The truth is I am a toy that people enjoy”

A balada ao piano “Liability” é mais uma música do novo disco de Lorde, Melodrama, que ela começou a apresentar na semana passada, com a faixa “Green Light”.

Ela aproveitou o lançamento da nova música para twittar a data de lançamento do disco: dia 16 de junho.

Curumin, por Ava Rocha

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Roberta avisa que Ava Rocha é quem cuida do visual do novo disco do Curumin, que chama-se apenas Boca, e tem produção de Zé Nigro e Lucas Martins. O disco será lançado em maio.

Real Estate 2017: “I’d love never to leave but…”

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Em uma semana, o grupo Real Estate revela seu quarto disco, o primeiro após o lançamento do aclamado Atlas, de 2014, e da saída do guitarrista Matt Mondanile, que foi dedicar-se integralmente a seu outro projeto musical, o Ducktails. O guitarrista Julian Lynch assumiu a nova função na banda de Nova Jérsei, que mostrou uma música do novo trabalho esta semana, “Stained Glass”:

É a segunda música que mostram do novo disco, chamado In Mind (e em pré-venda desde janeiro). A faixa anterior foi “Darling”:

Ambas seguem os intrincados e bucólicos arranjos já conhecidos do grupo, entre o jangle pop, o indie dance e o folk rock, consolidando ainda mais a reputação do grupo. A capa de In Mind é esta e em seguida vem o nome de todas as faixas do disco:

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“Darling”
“Serve the Song”
“Stained Glass”
“After the Moon”
“Two Arrows”
“White Light”
“Holding Pattern”
“Time”
“Diamond Eyes”
“Same Sun”
“Saturday”

Afghan Whigs 2017: “This isn’t happening”

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Uma das poucas bandas realmente boas da cena de Seattle (além do Nirvana, do Mudhoney e dos Screaming Trees… Ou estou esquecendo alguém?), os Afghan Whigs anunciam o lançamento de mais um disco, o primeiro desde que o guitarrista Dave Rosser foi diagnosticado com um câncer inoperável no final do ano passado. In Spades também é o primeiro disco da banda desde o ótimo Do to the Beast, lançado há três anos e o clima soturno da capa aí em cima também traduz-se no primeiro single, “Demon in Profile”, que a banda lançou esta semana, estrelado pelo infame Har Mar Superstar. Mas a essência da soul music guitarreira puxada pelos vocais de Greg Dulli segue intacta:

O disco vai ser lançado no dia 5 de maio e já está em pré-venda.

Letrux: “Onde a fossa dança e o gozo dói”

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Pedi pra Letícia Novaes, a eterna lady Letuce, para falar sobre seu primeiro disco depois do fim da banda, Letrux em Noite de Climão, cuja campanha de crowdfunding ela acabou de lançar: “‘Letrux em Noite de Climão – onde a fossa dança e o gozo dói’, Letícia Novaes quer te fazer dançar e chorar no seu primeiro disco solo após o fim da sua banda Letuce. Produzido por Natália Carrera – que será guitarrista -, Arthur Braganti – tecladista – e pela própria Letícia, o disco deve vir ao mundo no final de maio. O disco conta com composições próprias, e algumas parcerias com Arthur. ‘Coisa Banho de Mar’, ‘Isso Aqui Vai Render’, ‘Artes Plásticas’ e ‘Amor Ruim’, são alguns títulos das composições”, ela escreveu, percebendo em seguida que havia se descrito na terceira pessoa: “Foi mal, fiz o Pelé”, gracejou. Esse é o vídeo que ela fez para apresentar o novo álbum:

É impressão minha ou tem um certo diálogo com o Tropix da Céu? Uma versão carioca e acanalhada do sentimento noite néon do disco da cantora paulista. Não é só o x no final do título… Você pode apoiar o projeto no Catarse.

John, Paul, George e… Jimmie Nicol?

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A história do baterista que foi um beatle por 13 dias vai virar filme – escrevi sobre isso lá no meu blog no UOL.

O posto imaginário de “quinto beatle” é uma das mais clássicas disputas dessa síndrome compulsiva e até então sem cura chamada beatlemania. Ao tentar decifrar o enigma que torna os quatro cabeleiras do pós-calypso uma das mais sólidas entidades da história da cultura popular contemporânea, fãs de todo o mundo começaram um jogo que cogita incluir um quinto elemento no quarteto perfeito formado por John, Paul, George e Ringo. Não faltam candidatos: do empresário Brian Epstein ao produtor George Martin, passando pelos ex-integrantes Pete Best e Stuart Sutcliffe e integrantes do círculo interno do grupo, como Neil Aspinall, Derek Taylor e Mal Evans, até o radialista Murray the K, autor do termo que batiza o jogo.

Mas se há tantos candidatos a quinto integrante, a concorrência torna-se menor no posto de “quarto beatle”, um papel formado apenas por bateristas, uma vez que a tríade formada por John Lennon, George Harrison e Paul McCartney em 1957 só se separou depois que a banda acabou, em 1970. Ringo Starr foi o último integrante a entrar no grupo e segurou-se nos três no exato momento em que eles começaram a fazer sucesso. Antes de Ringo veio o já citado Pete Best e até o baterista de estúdio Andy White, que George Martin chamou para gravar a primeira versão “Love Me Do” por não sentir firmeza em Starr, também entrou nessa roda. Mas um único candidato, o desconhecido baterista inglês Jimmie Nicol, ocupou o posto oficialmente no auge da beatlemania e sua história agora vai virar filme.

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O livro The Beatle Who Vanished (O Beatle que desapareceu), autopublicado pelo jornalista e pesquisador norte-americano Jim Berkenstadt em 2013, teve seus direitos para o cinema comprados por Alex Orbison, filho do clássico baladeiro de voz doce Roy Orbison. “Descobri que Jimmie Nicol foi convidado nos bastidores e foi um beatle de verdade que dava entrevistas, ganhava todos os louros e estava ali apenas para ser deixado de lado em um aeroporto”, explica Orbison à revista Billboard sobre a intenção de contar aquela história, que teoricamente terminaria com Nicol ganhando 500 libras ao final do trabalho para depois ser esquecido pela história. “A segunda parte da história é um mistério. Parece ter um enorme apelo”, conclui o produtor.

Nicol substituiu Ringo no início de junho de 1964, quando o baterista original foi hospitalizado com amigdalite às vésperas da primeira turnê do grupo para o Oriente. Ele pode terminar a excursão que os Beatles faziam na Europa, fazendo um show em Copenhagen, na Dinamarca, e dois na Holanda, antes de voarem para o outro lado do planeta e se apresentarem uma vez em Hong Kong e duas em Adelaide, na Austrália. Era o exato momento em que o fenômeno beatle deixava de ser um modismo inglês que havia dado certo nos Estados Unidos e e começava a ganhar contornos épicos de fato. Abaixo, uma reportagem de uma emissora holandesa sobre a passagem dos Beatles pelo país – em holandês – com cenas de Nicol atuando como um beatle – tanto no palco quanto fora dele.