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Frank Ocean + Jay-Z + Tyler the Creator

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Depois de anos sem lançar nada, Frank Ocean parece disposto a tirar o atraso – e lança mais uma música inédita, desta vez ao lado de Jay-Z e Tyler the Creator, sobre andar de bicicleta. Eis “Biking”, que ele apresentou em seu programa na rádio digital Beats, da Apple, no sábado passado.

É a segunda música nova que ele lança desde o disco Blonde, do ano passado – a primeira foi “Chanel“, lançada no mês passado.

Para começar American Gods

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Abertura do seriado inspirado no primeiro romance de Neil Gaiman mistura religião, mitologia e tecnologia – publiquei-a lá no meu blog no UOL, além de mais informações sobre a série que estreia no final do mês.

Uma das séries mais esperadas de 2017 estreia no final deste mês. Inspirado no romance de estreia de Neil Gaiman, o seriado American Gods vem ganhando aplausos festejados onde seu primeiro episódio foi exibido – não apenas pela fidelidade ao tom da obra original mas também por aspectos específicos da produção, que parece ter reforçado a tensão entre o velho e o novo que atravessa todo o livro. Este clima é reforçado nos créditos de abertura, que misturam elementos de diferentes culturas, religiões, drogas e tecnologia para criar um totem pós-moderno em que pirâmides, deuses orientais, estátuas de Buda, néons de Las Vegas e um astronauta crucificado. Assista:

“É esquisito querer usar bonequinhos na sequência dos créditos de abertura?, brincaram os principais produtores do seriado Bryan Fuller e Michael Green sobre o resultado final. American Gods conta a história de um conflito entre os deuses do passado, que estão morrendo à medida em que menos pessoas acreditam neles, e os do futuro, pessoas que epitomizam novas crenças que ultrapassam a religião tradicional, como o dinheiro, a mídia e a tecnologia. Já existem dois trailers em que a história começa a ser revelada e eles instigam até aqueles que não conhecem o livro de Gaiman (que, a propósito, está envolvido com a produção do seriado):

A série estreia no dia 30 de abril no canal norte-americano Starz e no dia seguinte através do serviço de vídeos online Amazon Prime e a produção também liberou pôsteres com alguns dos deuses que desfilarão por seus episódios:

Vida Fodona #555: Máquina do tempo

vf555

Pensativo.

Jorge Ben – “O Filósofo”
Calvin Harris – “Merrymaking at My Place”
!!! – “Heart of Hearts”
Blood Red Shoes – “It’s Getting Boring By The Sea (Blamma! Blamma! Red Shoes Mix)”
We Are Scientists – “Chick Lit (Danger TV Remix Edit)”
Edu K + Marina Vello – “Me Bota Pra Dançar”
Simian Mobile Disco – “Hustler”
Whitest Boy Alive – “The Golden Cage (Fred Falke Remix)”
Mano Brown + Seu Jorge + Dom Pixote – “Dance, Dance, Dance”
Quinto Andar – “Som Pra Pista”
Knife – “We Share Our Mother’s Health”
George Michael – “Freedom ’90”
Happy Mondays – “24 Hour Party People (Jon Carter Mix)”
B-52’s – “Rock Lobster”
Gang 90 + Absurdetes – “Românticos a Go-Go”
Talking Heads – “I Zimbra”
Fall – “Rollin’ Danny”
Erasmo Carlos – “Mané João”
João Donato – “Cala Boca Menino”
Odair José – “Com o Passar do Tempo”
Pink Floyd – “Free Four”
Pavement – “Father To a Sister of Thought”
Bruce Springsteen – “Glory Days”
Isaac Hayes – “By the Time I Get to Phoenix”

Noites Trabalho Sujo | 8.4.2017

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Noites Trabalho Sujo @ Trackers
Sabado, 8 de abril de 2017
A partir das 23h45
No som: Alexandre Matias, Luiz Pattoli e Danilo Cabral (Noites Trabalho Sujo), Carlos Costa (Quarto/Fresta) e Sarah Sioli e Tati Contreiras (Almost Locals) apresentando Liv Brandão
Trackers: R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
Entrada: R$ 35 só com nome na lista pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com. Os cem primeiros a chegar pagam apenas R$ 25. O preço da entrada deve ser pago em dinheiro, toda a consumação na casa é feita com cartões. Chegue cedo para evitar filas.

A contração de músculos repetidas vezes em sincronia com o pulso delimitado por frequências sonoras cíclicas envolve a consciência de uma sensação de torpor que permite acessar áreas cerebrais inativas na vida desperta. Aliadas à baixa iluminação, à frequência visual harmônica que intercala a profusão de cores à presença massiva de outros corpos em mesma sintonia, tais movimentos permitem a criação de uma massa biomática orgônica que dissemina o conhecimento e sensações entre os voluntários, provocando a ressonância transmórfica que eventualmente nos leva à telepatia, à precognição e outras variantes do que comumente nos referimos como sexto sentido, intuição ou parapsicologia. É este experimento que está sendo realizado de forma igualmente repetitiva no terceiro (ou quarto?) andar da torre de concreto localizada na esquina próxima ao Largo do Paysandu, encruzilhada energética capital na criação psíquica coletiva do mito sobre a metrópole paulistana. A cada passagem de sábado para domingo que atravessa-se coletivamente vinculado a outras cobaias deste retiro orgástico mais expande-se a consciência que diz respeito ao reconhecimento de uma escala ainda maior de realidade, sensação que aparenta-se fugaz mas que entra na escala genética a partir da fricção dos neurônios ativados neste processo. Supervisionando o laboratório rítmico, o psiconauta Alexandre Matias e seus cientistas cúmplices no instituto Noites Trabalho Sujo, o neuro-antropólogo Danilo Cabral e o astrofilósofo Luiz Pattoli conjuram pequenas viagens psicodelicas concentradas em registros fonográficos de diferentes eras da história recente para solidificar a sensação do prazer em uma densa nuvem de som e calor. No outro ambiente do mesmo experimento, o conluio xamânico provocado pelas feiticeiras transnacionais do processo de ambientação deslocada chamado Almost Locals realiza uma manifestação pró-progesterona invocando apenas entidades femininas na sessão ministrada pela sacerdotisaSarah Sioli e a maga Tatiana Contreiras, que ainda convidaram a fada Liv Brandão para um ritual transformador. Em seguida, o cientista gnóstico Carlos Costas parte do rescaldo energético formado para reconstrui-lo usando ondas sintéticas superposta à metalinguagem cifrada em sígilos sonoros, recriando seu próprio centro de pesquisas, o Quarto/Fresta, em nossa instalação. O transe intraespacial começa a partir das 23h45 e a presença dos voluntários ao êxtase coletivo é requerida através do endereço eletrônico noitestrabalhosujo@gmail.com, caso contrário não é possível permitir sua participação. Abra-se.

Noites Trabalho Sujo @ Trackers
Sabado, 8 de abril de 2017
A partir das 23h45
No som: Alexandre Matias, Luiz Pattoli e Danilo Cabral (Noites Trabalho Sujo), Carlos Costa (Quarto/Fresta) e Sarah Sioli e Tati Contreiras (Almost Locals) apresentando Liv Brandão
Trackers: R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
Entrada: R$ 35 só com nome na lista pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com. Os cem primeiros a chegar pagam apenas R$ 25. O preço da entrada deve ser pago em dinheiro, toda a consumação na casa é feita com cartões. Chegue cedo para evitar filas.

Sgt. Pepper’s, versão 50 anos

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A celebração do aniversário de meio século do disco mais ousado dos Beatles vem acompanhado de uma edição deluxe – falei sobre ela no meu blog no UOL.

Só melhora! O disco que consagrou 1967 como um ano mítico para a música pop está prestes a ganhar várias reedições que ajudam a compreender seu impacto cultural na época e sua importância para a carreira de seus autores, os Beatles. Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band completa 50 anos no início de junho e, alguns dias antes do aniversário, chegam às lojas de disco e serviços digitais diferentes versões do clássico que inaugurou a era psicodélica e consagrou os quatro garotos de Liverpool como a banda definitiva dos anos 60.

São quatro diferentes versões do disco que serão lançadas no dia 26 de maio. A mais simples conta com apenas um CD com uma nova mixagem do álbum, a versão em vinil duplo com um segundo disco com versões alternativas para cada uma das músicas originais, uma versão em CD duplo com o segundo disco com outras tantas versões em estágio inicial de todas as músicas (incluindo as do compacto que antecipou o lançamento, com “Strawberry Fields Forever” de um lado e “Penny Lane” do outro) e uma versão deluxe com seis CDs.

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Esta versão completa é inevitavelmente a mais apetitosa, pois além da nova versão remasterizada do disco e dos discos com versões alternativas presentes nas outras edições, ainda trará uma versão mono de como o álbum foi lançado originalmente e ainda mais raridades, incluindo uma versão recém-descoberta para “Lucy in the Sky with Diamonds”, além de DVDs com versões 5.1 do disco, uma versão remasterizada do documentário The Makking of Sgt. Pepper’s, feito em 1994, os filmes promocionais que saíram do disco (os protoclipes de “Strawberry Fields Forever”, “Penny Lane” e “A Day in the Life”), um livro de capa dura com 144 páginas dissecando Pepper faixa a faixa e dois pôsteres (incluindo o poster de circo que inspirou a letra de “Being for the Benefit of Mr. Kite!”). O trailer lançado esta semana dá uma ideia da dimensão do projeto:

É difícil medir a importância de Sgt. Pepper’s cinquenta anos depois porque o mundo como o conhecemos hoje nasceu naquele momento. Foi quando o pop colidiu com a arte em grande escala, um gesto ousado de autoconsciência vindo de uma banda no auge de sua popularidade que preferiu abrir mão de fórmulas fáceis de sucesso para explorar limites artísticos, carregando uma geração inteira de músicos, artistas e ouvintes consigo. Depois de abandonar os palcos em 1966, muitos apostavam que o fim dos Beatles era iminente e que um artista não conseguiria sobreviver sem apresentar-se ao vivo. O grupo provou justo o contrário e na fase final de sua carreira, entre 1967 e 1970 só voltou a fazer shows uma única vez, construindo uma obra inteira com uma discografia que não é clássica por acaso. Sgt. Pepper’s é a coroa desta obra justamente por ser o momento em que os Beatles percebem a própria importância.

A volta de Beth Ditto

bethditto

A ex-vocalista do Gossip Beth Ditto prepara o primeiro álbum solo e dispara o incendiário single de apresentação, “Fire”.

O clima da música é mais épico e sério do que o clima punk rock de sua antiga banda e começamos a assistir sua autotransformação em diva da pista de dança (com um gostinho do sul dos Estados Unidos) – coisa séria. O disco de estreia chama-se Fake Sugar e esta é sua capa, seguida da ordem das músicas:

fakesugar-bethditto

“Fire”
“In and Out”
“Fake Sugar”
“Savoire Faire”
“We Could Run”
“Oo La La”
“Go Baby Go”
“Oh My God”
“Love in Real Life”
“Do You Want Me To”
“Lover”
“Clouds”

Feist ♥ Jarvis Cocker

feist--

A cantora canadense Feist lança mais uma música de seu novo disco, Pleasure (cuja faixa-título ela mostrou no mês passado). “A Century” foi composta e gravada ao lado do vocalista do Pulp, Jarvis Cocker:

A música segue o clima cru, meio PJ Harvey, meio Angel Olsen, que a primeira música mostrada por ela havia sugerido – e a parte que Jarvis compôs e canta na música é típica dele:

A century
How long is that?
Three billion one hundred and fifty five million
Nine hundred and seventy three thousand six hundred seconds
Eight hundred and seventy six million hours
Or thirty six thousand five hundred days
Almost as long as one of those endless dark nights of the soul
Those nights never end
When you believe you’ll never see the sun rise again
And a single second feels like a century

O Ecossistema da Música em 2017

eco2017

As transformações que estão acontecendo no mercado da música no início do século 21 são avassaladoras. Não só o Brasil chega a um nível de profissionalização na história de seu mercado como o panorama mundial da indústria fonográfica vem mudando radicalmente, além das mudanças nos hábitos de consumo de todos os ouvintes. Se antes a forma de chegar ao público pressupunha canções, lojas de discos, rádio e TV, hoje as inúmeras alternativas se desdobram exponencialmente entre aplicativos, streaming, webclipes, estratégias de lançamento, vídeos virais, gifs animados, álbuns em vinil, shows supresa, editais públicos, distribuição digital, gerenciamento de carreira, merchandising, sincronização, downloads, likes e views.

O ecossistema da música no século 21 está em plena transformação e é justamente este o foco do curso que proponho desde 2014 junto ao Espaço Cult, reunindo grandes nomes da cultura, do entretenimento e da mídia no Brasil para tentar definir horizontes de atuação para novos artistas, profissionais deste meio e ouvintes interessados nestas mudanças. Desta vez o curso acontece durante todas as terças-feiras dos meses de maio e junho deste ano, reunindo nomes como a cantora e compositora Tiê, o produtor Carlos Eduardo Miranda, o distribuidor Maurício Bussab, a assessora de imprensa Mariana “Piky” Candeias, a jornalista e apresentadora Roberta Martinelli, o empresário e artista Evandro Fióti e a empresária Heloisa Aidar. O curso começa dia 2 de maio, vai até o dia 27 de junho e as aulas podem ser adquiridas de forma avulsa (à exceção das aulas de abertura e de encerramento, que fazem parte apenas da versão completa do curso). As inscrições podem ser feitas no site do Espaço Cult.

Silicon Valley, por Daniel Clowes

O mestre do quadrinho depressivo Daniel Clowes foi convidado pela HBO para fazer o poster da próxima temporada de Silicon Valley, que estreia no final deste mês, e ficou lindaço, olha só:

Silicon-Valley-Daniel-Clowes

Falei mais sobre a série no meu blog no UOL.

Quando estreou, em 2014, o seriado Silicon Valley, da HBO, parecia prometer ser uma versão Entourage de Big Bang Theory, jogando os nerds das startups pós web 2.0 aos píncaros da glória e do sucesso. Em vez disso apresentou uma versão californiana para o The Office sem que houvesse um chefe ou um escritório de fato. Mas aos poucos foi maturando seu universo e seus persoangens e agora, às vésperas do lançamento de sua quarta temporada, promete entrar em sua melhor fase, consagrando seu criador Mike Judge (o mesmo do desenho Beavis & Butthead e do sensacional – mas subestimado – filme Como Eliminar Seu Chefe) como um dos principais observadores do cotidiano de sua geração. E tal reconhecimento veio antes do lançamento da nova safra de episódios, quando a própria HBO chamou outro grande observador desta geração para apresentar a nova temporada. E assim temos esta versão maravilhosa de Erlich (T. J. Miller), Dinesh (Kumail Nanjiani), Richard (Thomas Middleditch), Gilfoyle (Martin Starr) e Jared (Zach Woods) no traço do quadrinista Daniel Clowes, autor de clássicos modernos como a revista Eightball e as graphic novels Como uma Luva de Veludo Moldada em Ferro, Mundo Fantasma, Wilson e David Boring.

A quarta temporada de Silicon Valley começa a ser exibida a partir do dia 23 de abril – e se seguir o padrão das temporadas anteriores, a HBO Brasil deve retransmitir os novos episódios no mesmo dia de lançamento dos episódios nos Estados Unidos.