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Guardiões da Galáxia 2 sem spoilers

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Escrevi sobre como o novo filme da Marvel é de chorar – sem estragar surpresas – lá no meu blog no UOL.

O ideal é assistir a filmes sem saber nada sobre o que vai ser visto. Em muitos casos, até a mais simples sinopse pode entregar o susto de uma cena, uma reviravolta inesperada, a expectativa por um determinado tom ou conclusão. Ainda mais hoje em dia, quando os trailers, na ânsia de chamar atenção, trazem todas as principais cenas do filme para aquele minúsculo curta que deveria funcionar apenas como um aperitivo para o filme. Por isso, se você quer mesmo ter o prazer completo do segundo volume da série de filmes Guardiões da Galáxia, pare de ler este texto agora e apenas o retome após tê-lo assistido. Mesmo que eu vá comentar o filme sem entregar nada grave sobre o filme, tudo que eu possa descrever a seguir pode interferir na fruição da obra. Mas se você precisa ser convencido a assistir ao novo filme de James Gunn e não liga de ter uma ideia geral antes de assistir a um filme, vamos lá.

Guardiões da Galáxia 2 não chega a superar as expectativas porque sua mira foca em um rumo completamente inusitado. A ação e a comédia continuam lá, intactas e até melhoradas em relação ao primeiro filme, mas este segundo filme não diz respeito apenas ao grupo de mercenários que virou herói sem querer – e sim a cada um de seus indivíduos. A história principal acompanha a fuga do grupo após uma brincadeira de Rocket, o guaxinim modificado geneticamente dublado por Bradley Cooper, mas ela pouco importa e serve apenas como gancho para o principal trunfo do filme: Guardiões da Galáxia 2 é uma aventura sentimental.

E o melhor: sem sentimentalismo barato de cunho romântico. Todos os personagens passam por momentos em que eles entram em contato com suas próprias dores internas, revelando que aquela gangue é, antes de tudo, uma reunião de desamparados. Todos têm seus momentos profundamente terapêuticos em frente às câmeras; uns mais do que os outros. A Gamora de Zoe Saldana não consegue expor seus próprios sentimentos; o Drax de Dave Bautista tem uma profundidade intensa por trás da casca abobada; personagens coadjuvantes como a Nebula de Karen Gillan e o Yondu de Michael Rooker ganham um vínculo emocionante com o grupo principal que não era nem aventado no primeiro filme. A nova personagem Mantis, vivida por Pom Klementieff, tem poderes que basicamente atuam sobre o lado sentimental do grupo. Até o cinismo cruel de Rocket, despido racionalmente em outra sessão de análise grupal, é exposto sem rodeios.

Mas é o drama pessoal do Peter Quill de Chris Pratt a grande mola-mestra do filme. Se havia comparações entre o primeiro filme e o Guerra nas Estrelas original, lançado há 40 anos, não há dúvida que este segundo filme é um Império Contra-Ataca. Mas ao contrário do que poderíamos prever, seu tom não é mais sinistro, violento e sombrio – pelo contrário. É um dos filmes mais coloridos da Marvel, de causar repulsa ao fã da DC que mora naquele universo de Zack Snyder em que o sol só sai durante quatro horas por dia. Guardiões da Galáxia 2 é solar, reluzente, diurno até mesmo em suas cenas sob o infinito do espaço. Mas ele têm seus momentos “Luke, eu sou seu pai” – forçando em cima de várias questões paternais mal-resolvidas de Peter Quill.

São cenas em que a trilha sonora rouba a atenção – tornando a sensação provocada pela cena ainda mais emotiva. Não vou mencionar que músicas ou intérpretes para deixar que a surpresa tome conta do momento. É uma das armas secretas do filme, utilizada de forma ainda mais precisa do que no primeiro filme. Nestas cenas específicas Guardiões da Galáxia 2 deixa de ser um filme de super-herói ou uma comédia de ficção científica e faz o público segurar o fòlego para não desaguar no choro. James Gunn maneja magistralmente as emoções do público – e usa a trilha sonora como o arco de seu violino.

Isso sem contar Baby Groot. O personagem dublado por Vin Diesel rouba a cena toda vez em que ele aparece – e isso não é exagero. Na verdade, é deixado bem explícito logo na primeira cena, uma espetacular cena de luta filmada de um ponto de vista extraordinário, temperada com uma música que é o motivo para a Electric Light Orchestra ter existido. Uma cena que pouco traduz o clima do resto do filme – é uma montanha-russa de pura diversão -, mas que mostra exatamente o drama sentimental daquele pequeno ser vegetal: ele é um filhote indefeso e todos os Guardiões estão tomando conta dele. É uma das grandes cenas do filme, mas não se iluda – é apenas uma grande cena para ter trechos utilizados no trailer.

Durante o filme, vimos a aparição de novos personagens vividos por velhas caras conhecidas – nem leia quais são estes novos atores para não se divertir com as surpresas. E eles aparecem até mesmo nas cenas dos créditos finais.

Guardiões da Galáxia 2 funciona tanto como uma sequência perfeita (em alguns momentos melhor que o filme original) como um filme que pode ser visto por qualquer um, mesmo sem saber nada sobre o universo Marvel. Há pistas que o envolve aos poucos com este universo (tive a impressão de ver algo do terceiro filme do Thor num momento em que a nave “pula” pelo hiperespaço) e este talvez seja seu único problema, que ele não parece se encaixar no resto da história que envolve todos os heróis da Marvel. Era uma das expectativas para este filme, mas até as cenas escondidas (são cinco – e o pato Howard não está em nenhuma delas) parecem apontar mais para o terceiro Guardiões da Galáxia do que o futuro próximo da Marvel. Mas isso não é propriamente um problema. A não ser que os personagens vistos na aparição de Stan Lee tenham a ver com a história principal desta nova fase.

O primeiro filme de 2017 da Marvel deve desfazer facilmente a má impressão causada pelo Punho de Ferro (que foi lançado em parceria o Netflix no mês passado) e deixar o caminho livre para que o estúdio siga bem o resto do ano como seu novo filme do Homem Aranha e o terceiro Thor, ambos com trailers tão divertidos quanto o trailer deste novo Guardiões. Resta saber se eles guardam algumas surpresas, como este Guardiões nos revelou.

Até o final da semana eu comento o filme com as referências, citações e relações do filme com o resto do universo Marvel. Enquanto isso, pode ir pro cinema sem medo que a diversão é garantida.

Curumin 2017: “Deu brecha, deu bandeira”

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O Boca de Curumin chega pesado. O disco, quarto lançamento do cantor e compositor paulistano, será lançado no fim do mês que vem e ele antecipa a primeira música, o reggae escrachado e pesado “Boca de Groselha”, em primeira mão para o Trabalho Sujo.

Conversei com ele sobre o novo trabalho, que tem participações especiais e a arte assinada pela Ava Rocha, autora da foto acima:

Quando você começou a fazer o Boca?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/curumin-2017-quando-voce-comecou-a-fazer-o-boca

O disco já tinha uma cara antes de você começar a gravar ou ele foi acontecendo no estúdio?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/curumin-2017-o-disco-ja-tinha-cara-antes-da-gravacao-ou-isso-foi-acontecendo-no-estudio

Por que “Boca de Groselha” é o primeiro single?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/curumin-2017-por-que-boca-de-groselha-e-o-primeiro-single

São várias Bocas? Cada faixa é uma boca?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/curumin-2017-sao-varias-bocas-cada-faixa-e-uma-boca

Quem mais participa do disco contigo? Quem é a banda base e quem foi convidado?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/curumin-2017-quem-mais-participa-do-disco-contigo-quem-e-a-banda-base-e-quem-foi-convidado

Todas as músicas são suas ou você gravou algo de outra pessoa?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/curumin-2017-todas-as-musicas-sao-suas-ou-voce-gravou-algo-de-outra-pessoa

O que você tem achado sobre o momento atual da música brasileira?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/curumin-2017-o-que-voce-tem-achado-sobre-o-momento-atual-da-musica-brasileira

Quando o disco vai ser lançado? Em quais formatos?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/curumin-2017-quando-o-disco-vai-ser-lancado-em-quais-formatos

A hora certa dos Sambas do Absurdo

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Os Sambas do Absurdo que Rodrigo Campos compôs com Nuno Ramos a partir de um livro de Albert Camus tiveram uma má estreia. Abrindo para o grupo inglês Cymande na edição mais recente do Nublu Jazz Festival, o projeto introspectivo e de temática pesada que o sambista fez ao lado dos compadres Juçara Marçal e Gui Amabis encontrou um público esperando festa e o choque entre artista e plateia fez o show soar desencontrado – mais culpa da programação do evento do que do público ou dos artistas. Não fossem os três nomes reconhecidos da atual cena paulistana, talvez não se apresentassem pra ninguém. Ironicamente, o deslocamento do show parecia ter saído das faixas do próprio projeto, que será lançado nesta sexta-feira e cuja capa, feita pelo próprio Nuno Ramos, é antecipada em primeira mão para o Trabalho Sujo.

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O disco homônimo será lançado nas plataformas digitais nesta sexta-feira, quando também será disponibilizado para download no site do projeto e deve ganhar versão em vinil em breve pelo selo Goma Gringa. Abaixo, dois dos “Absurdos” (as faixas chamam-se apenas “Absurdo” seguido de um número) tocados pelo trio:

E o projeto será lançado oficialmente ao vivo no dia 10 de maio, na nova Casa de Francisca (mais informações aqui), um lugar bem mais propício para a atenção que o trio merece.

Smiths: “Trump will kill America”

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Os Smiths sempre se posicionaram politicamente contra sistemas políticos autoritários, principalmente por conta da presença incisiva de Morrissey, seu líder e vocalista. E mesmo fora de atividade, o grupo não deixou de se pronunciar em relação à controversa presidência de Donald Trump, ao cravarem a frase “Trump matará a América” em uma edição limitada para o single com uma versão crua para “The Boy with the Thorn in His Side“, lançado no Record Store Day passado.

E como o fã Øystein D Johansen notou no Twitter, o responsável pela arte do single é chamado apenas de Esteban nos créditos – a versão em espanhol para o prenome de Morrissey, Steven.

Criolo, por Elifas Andreato

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Então é isso: “Menino Mimado“, que Criolo mostrou há duas semanas, na verdade faz parte de um disco inteirinho dedicado ao samba, chamado Espiral de Ilusão, que será lançado na próxima sexta. E a Adriana do UOL descolou a capa do disco em primeira mão, assinada por ninguém menos que Elifas Andreato, capista clássico da música brasileira que assinou obras como estas:

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Conferências sobre uma amizade

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Quando bolamos, lá no Centro Cultural São Paulo, uma semana para marcar o século do nascimento da amizade entre Mário e Oswald de Andrade, um encontro que fez nascer o país que conhecemos hoje, pensei em ir além do que se espera de uma curadoria de música de um lugar como aquele – resumidamente, shows – e reuni um time de pensadores e cabeças da música que explicitaram sua reverência aos mestres em um ou em vários momentos de sua carreira. Assim, junto com a programação completa da Semana MáriOswald, que acontece desta terça até o domingo, a Sala Adoniran Barbosa recebe a série Conferências sobre uma Amizade, com nomes como Tom Zé, Iara Rennó, Elo da Corrente, José Miguel Wisnik e Ronaldo Fraga. Cada um deles vai falar sobre a importância dos dois até hoje, cem anos depois de seu encontro, em uma programação gratuita que começa hoje com a apresentação do José Miguel Wisnik, uma das principais autoridades sobre estes dois pensadores, que disseca o amor e a inimizade entre a dupla. Abaixo o texto que escrevi para o catálogo desta semana:

Conferências sobre uma amizade

Gênios de personalidades complementares, não é exagero dizer que Mario e Oswald de Andrade inventaram e anteveram a cultura brasileira do século que viram nascer. Uma cultura urbana, cosmopolita, brincalhona e musical, que enxergava futuro ímpar e de destaque para um país rural de dimensões continentais recém-saído de uma colonização europeia. Se politicamente ainda engatinhamos, culturalmente somos filhos deste encontro.

Durante a Semana MariOswald, realizada na última semana de abril, a Sala Adoniran Barbosa receberá conferências de grandes nomes da cultura brasileira, herdeiros diretos e indiretos desta amizade, que aprofundam a relação de seu trabalho com a influência que tiveram dos dois maiores ícones do modernismo brasileiro.

José Miguel Wisnik, Iara Rennó, Elo da Corrente, Ronaldo Fraga e Tom Zé expõem diferentes aspectos da vida e obra de Mario e Oswald de Andrade e os colocam em contraponto às suas próprias produções. Em vez de shows, as apresentações realizadas durante a semana seguem o formato de conferência, em que artistas estabelecidos em diferentes áreas da cultura brasileira expõem sua relação com os dois homenageados.

O músico, cantor, compositor, professor e ensaísta José Miguel Wisnik abre a Semana MariOswald falando sobre a relação entre os dois autores – tanto suas proximidades quanto suas divergências. A conferência de abertura acontece na terça-feira e chama-se “Mario e Oswald: Amor e Inimizade”. No dia seguinte é a vez do estilista Ronaldo Fraga falar de seu grande mentor intelectual, Mario de Andrade, e de como sua obra foi crucial na formação de sua carreira.

Na quinta-feira é a vez de Iara Rennó mostrar e conversar sobre sua Macunaópera Tupi, um disco composto em cima do clássico livro de Mario de Andrade, Macunaíma. A apresentação mistura músicas do disco com interpretações da autora sobre sua obra e a obra original. No sábado é a vez do grupo de rap Elo da Corrente viajar pelas Missões do mesmo autor, mostrando as canções que compuseram sobre os registros feitos por Mario no início do século passado. Como a conferência de Iara, os integrantes do grupo também falarão sobre o processo de composição e de pesquisa para a realização de seu trabalho, feito em 2009 em parceria com o Centro Cultural São Paulo.

A semana de conferências na Adoniran Barbosa encerra-se com a presença do cantor e compositor Tom Zé, que fala sobre a importância do Modernismo para a Tropicália, fazendo também uma conexão com a cultura brasileira atual. A base da conferência do genial baiano é seu disco Tropicália Lixo Lógico, de 2012.

Todas atrações da Adoniran Barbosa durante a semana MáriOswald serão gratuitas.

Conferências sobre uma Amizade
de 25 a 30 de abril
Cinco conferências com personalidades que se inspiraram nas obras e na dualidade entre Mário e Oswald de Andrade para falar sobre as transformações que acontecem no Brasil de hoje – e como elas veem a importância desses autores em suas obras e na história do Brasil.

Conferência de abertura: Mário e Oswald – amor e inimizade, com José Miguel Wisnik
dia 25/4 – terça – 20h
Ronaldo Fraga (estilista) fala sobre Mário de Andrade, seu mentor intelectual
dia 26/4 – quarta – 21h

Iara Rennó disseca sua versão de Macunaíma
dia 27/4 – quinta – 21h

Elo da Corrente embarca na viagem das Missões
dia 29/4 – sábado – 19h

Tom Zé traça a conexão entre o modernismo, a tropicália e hoje
dia 30/4 – domingo – 18h

Sala Adoniran Barbosa
grátis – a bilheteria será aberta duas horas antes do inícío do evento para a retirada de ingressos, que não estarão disponíveis pela internet – cada pessoa poderá retirar um par

Mais informações sobre o evento, que tem atividades em todas as outras curadorias dedicada ao tema, aqui.

Negro Leo Chega em São Paulo – Parte 4

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“Pura adrenalina!”, assim Negro Leo define o final do processo iniciado há um mês no Centro da Terra, quando ele começou uma viagem quatro movimentos que chega ao fim nesta segunda-feira. Depois de duas noites burilando o formato canção e uma completamente free jazz, ele chega ao último dia rompendo barreiras entre a música, a performance, o cinema e o teatro, reunindo vários outros convidados além daqueles que havia mencionado anteriormente. Só quem for vai saber. Conversei com ele sobre esta última etapa.

Ao final da temporada, o que você pode dizer sobre todo este processo?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/negro-leo-chega-em-sao-paulo-ao-final-da-temporada-o-que-voce-pode-dizer-sobre-todo-este-processo

Algo fugiu de controle ou aconteceu como você pensava que iria acontecer?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/negro-leo-chega-em-sao-paulo-algo-fugiu-de-controle-ou-aconteceu-como-voce-imaginava

Fale um pouco sobre o experimento da terceira noite.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/negro-leo-chega-em-sao-paulo-fale-um-pouco-sobre-o-experimento-da-terceira-noite

Como a quarta noite conversa com o resto da temporada?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/negro-leo-chega-em-sao-paulo-como-a-quarta-noite-conversa-com-o-resto-da-temporada

O que você pode adiantar sobre a última noite?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/negro-leo-chega-em-sao-paulo-o-que-voce-pode-adiantar-sobre-a-ultima-noite

A temporada termina em si mesma ou ela deve ter algum desdobramento?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/negro-leo-chega-em-sao-paulo-a-temporada-termina-em-si-mesma-ou-ela-deve-ter-algum-desdobramento

O que você descobriu sobre São Paulo durante este processo?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/negro-leo-chega-em-sao-paulo-o-que-voce-descobriu-sobre-sao-paulo-durante-este-processo

Silêncio dos Inocentes, uma comédia romântica

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Remix recria o trailer do clássico suspense de Johnathan Demme, desvirtuando-o de seu contexto original – o vídeo foi publicado no meu blog no UOL.

Um dos filmes mais tensos de todos os tempos, O Silêncio dos Inocentes, de 1991, leva este título não apenas por suas referências a canibalismo, sadismo e nos detalhes pesados sobre assassinatos requintados, mas também pela forte fricção entre as personalidades de seus dois principais personagens, a agente do FBI Clarice Starling (vivida por Jodie Foster) e o psiquiatra Hannibal Lecter (vivido por Anthony Hopkins). Mas e se a tensão entre os dois tivesse um cunho mais romântico do que a relação entre presa e predador? É o que imagina o site Cinefix, ao recriar o trailer do filme de Jonathan Demme como se fosse uma comédia romântica.

War on Drugs 2017: “I’m moving through the dark”

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Há três anos sem lançar nada autoral (apenas o ótimo cover em um disco-tributo ao Grateful Dead), a banda norte-americana War on Drugs, autora de um dos melhores discos de 2014, lança o single “Thinking Of A Place“, em versão limitada de 5500 cópias no Record Store Day.

https://vimeo.com/213900454

Não deixe os teclados e os timbres iniciais da introdução te enganar: a faixa vai além das referências oitentistas de rock clássico retrô características à banda (Waterboys, Tom Petty) e abraça uma sonoridade da década anterior, reforçando a influência de Bob Dylan, Neil Young e The Band – com direito a guitarra slide, solo à Neils Cline, gaita, dez minutos e lá vai pedra, o pacote completo. Não há nenhuma palavra sobre disco novo, mas se eles forem nessa linha…