Trabalho Sujo - Home

Duas faixas novas do LCD Soundsystem

LCD-2017

James Murphy, líder do LCD Soundsystem, publicou na página no Facebook de seu grupo um extenso post em que anunciava que lançaria duas músicas novas de sua banda nesta quinta-feira, além de dar uma geral no andamento do novo disco, que ainda não tem nome, embora já esteja chegando em seu processo final. Murphy lista que ainda falta colocar vocais em uma música, mixar mais umas duas, mandar para a masterização e daí pra fábrica: “Insisto que haverá a versão em vinil no dia em que o disco for lançado – porque…bem… porque eu sou um velho”, escreveu. E eis as duas novas músicas, “Call the Police” e “American Dream”:

Ambas com os pés no krautrock, “Call the Cops” volta uns quinze anos no passado para os tempos em que Nova York estava borbulhando com uma cena vagamente referida como “novo rock” e “American Dream” volta para os anos 70, passando uma cobertura de ambient eletrônico sobre uma balada melancólica. Dois clássicos instantâneos do grupo, dizaê.

Boogarins 2017 – em inglês!

boogarins-2017

Às vésperas de começar mais uma turnê pelos EUA (mais detalhes no site da banda), os Boogarins revelam a primeira música inédita deste ano. E ela vem em inglês com as bençãos de um ícone do underground norte-americano, John Schmersal, do Brainiac, que também assume os vocais. “A Pattern Repeated On” segue o clima psicodélico manhoso característico dos goianos e marca a segunda vez oficial que o grupo canta neste idioma (sendo a primeira a versão que eles fizeram para uma música dos Kinks a convite da revista inglesa Mojo). Mas não sabemos nem se o novo single estará presente no já gravado terceiro disco da banda muito menos se o disco ainda inédito é bilíngüe ou todo em inglês.

American Gods começou bem

american-gods-s01e01

O primeiro episódio da série inspirada no primeiro romance de Neil Gaiman fez valer a espera – escrevi sobre ele no meu blog no UOL.

Se havia motivos para desconfiar da adaptação do primeiro romance de Neil Gaiman, American Gods, para o formato seriado, estes desaparecem em seu primeiro episódio, que estreou no domingo nos Estados Unidos e pode ser visto desde ontem no mundo inteiro pelo serviço Prime de vídeos da loja Amazon. O episódio piloto do seriado não aprofunda-se em nenhuma história, funciona apenas para sintonizar os novos espectadores em um novo universo bem como prestar satisfação ao séquito de fãs do autor, uma religião que começou quando ele escrevia sua minissérie em quadrinhos Sandman e que amadureceu com sua passagem para o mundo dos livros. Abaixo comento sobre seu primeiro episódio sem dar maiores spoilers sobre o seriado.

American Gods fala sobre como os deuses do passado se perderam com a mudança dos povos da Europa para os Estados Unidos e como o nascimento de um novo país viu surgir deuses característicos de lá. Mas o embate entre o velho e o novo, mola-mestra para os acontecimentos do livro, ainda não é aprofundado neste episódio de abertura, apenas sugerido – e só perto da cena final. Antes disso, somos apresentados aos seus dois principais personagens, além de conhecermos três divindades distintas, em situações diferentes.

Não sem antes começar no passado. American Gods acena para os fãs de Game of Thrones logo em sua primeira cena, resgatando a chegada dos vikings à América pré-colombiana numa sequência de imagens que mostra que a série não está para brincadeira. O tom pesado e cru da primeira história contada no episódio pode nos ter apresentado discretamente um de seus principais personagens, mas funciona mais como termômetro lógico e cênico do que como introdução à história em si.

Esta começa com a libertação do personagem Shadow Moon (um ótimo e quieto, como deve ser, Ricky Whittle), que é solto da cadeia apenas para descobrir uma dura surpresa do destino. Em seu desdobramento, ele é acompanhado de perto de um intrigante Wednesday, um personagem que parece ter sido escrito para seu intérprete, o excelente Ian McShane. Os dois formam uma dupla perfeita no momento em que se encontram e é nesse vínculo que reside toda a força da narrativa do livro. Se o embate mitológico que é apenas mencionado no primeiro episódio é o motivo da história existir, o elo formado entre os personagens de Whittle e McShane é o motivo de continuarmos a acompanhando e o grau de empatia da dupla está à altura daquele imaginado por Gaiman (que, por sua vez, é consultor e produtor executivo do seriado).

Além da dupla, também conhecemos outros três deuses: o fanfarrão Mad Sweeney vivido por Pablo Schreiber em uma briga em um bar que parece ter saído de um filme de David Lynch (Coração Selvagem, especificamente); o pentelho Technical Boy vivido por Bruce Langley (e seus capangas saídos do Laranja Mecânica) e a intensa Bilquis vivida por Yetide Badaki, protagonista da principal cena do primeiro episódio, uma das cenas mais antológicas do livro. Os três seguram bem seus personagens e, assim, o seriado explora diferentes fronteiras em um mesmo episódio.

E é tudo muito pesado – e quente. Sexo e violência coexistem como é a tendência em alguns dos principais seriados atualmente, mas ambos são abordados por vias pouco ortodoxas. E é exatamente essa abordagem incomum – compare os três banhos de sangue do episódio e perceba como eles são distintos – que torna o piloto tão instigante. Agora é hora de começar a contar a história.

Haim 2017: “I’ll take the fall and the fault in us”

haim2017

E as irmãs Haim mostram mais uma música de seu próximo disco, Something to Tell You, agendado para julho. “Want You Back” parece ir no caminho melancólico da primeira nova música revelada (“Right Now”, com um belo clipe dirigido por Paul Thomas Anderson), mas logo volta a passear ensolarada como se estivessem na Los Angeles do fim dos anos 70 – o cantinho imaginário que elas escolheram habitar desde o disco anterior.

Amber Coffman 2017: “Baby, I need you in a serious way”

Amber Coffman pegou todo mundo de surpresa quando abandonou sua banda Dirty Projectors no final do ano passado, lançando o single “All By Myself“, que deixava claro que a saída da banda era consequência do fim de seu relacionamento com David Longstreth, a outra cabeça da banda. Agora ela anuncia seu primeiro disco solo, City Of No Reply, que será lançado no começo do mês que vem com a capa acima, a ordem das músicas abaixo e, além do single do ano passado, a segunda faixa do novo trabalho, “No Coffee”, que ela apresentou esta semana, com este clipe:

“All To Myself”
“No Coffee”
“Dark Night”
“City Of No Reply”
“Miss You”
“Do You Believe”
“If You Want My Heart”
“Nobody Knows”
“Under The Sun”
“Brand New”
“Kindness”

Melhor do que Parece em vinil

melhor-vinil

Terceiro disco d’O Terno, um dos grandes discos do ano passado, é o lançamento da vez do Noize Record Club. Eis o teaser do lançamento:

Maiores informações no site do NRC.

Belchior: “Viver é melhor que sonhar”

belchior-

Resgatei, lá no meu blog no UOL, uma entrevista que Belchior deu em 1976 que captura a essência do Dylan cearense falecido no fim de semana.

“Viver é melhor que sonhar” – se conseguisse escolher um único verso para lembrar da importância de Belchior seria esse, parte do monumento chamado “Como Nossos Pais”, esse pequeno livro de contos em forma de canção eternizado por Elis Regina e também uma das melhores músicas da história de nosso país. Morto neste fim de semana, o ícone cearense finalmente foi eternizado após seu sumiço definitivo, em vez de ironizado como tantas vezes foi em outros sumiços recentes. Inevitavelmente o preço de seus discos em vinil irá disparar, mas felizmente ele pode ver seu clássico Alucinação ser reverenciado como um dos grandes discos da nossa história recente. Como acontece quase sempre, sua morte servirá de gatilho para entusiastas se debruçarem sobre sua obra, neófitos vagarem com mais atenção por sua discografia e para apresentá-lo para pessoas que só o reconheciam pelo nome – ou pelo indefectível bigode.

***

Não vou emendar mais um texto sobre sua importância (deixo este a cargo de seu atual biógrafo, o grande Jotabê Medeiros, que escreveu a análise definitiva sobre o autor). Em vez disso, chamo o próprio compositor para falar em seu nome, resgatando uma entrevista que ele deu há mais de quarenta anos, à revista Hit Pop, quando lançava seu já festejado segundo álbum e destrinchava a filosofia daquele verso favorito meu, citado ao início: “O que é velho tem, realmente, que morrer”, reforçava na entrevista. Encontrei-a a reprodução do texto de Eduardo Athayde no ótimo blog Velhidade (vale perder umas duas horas fuçando em suas tags) e transcrevo-a a seguir:

Belchior: O que me interessa é amar e mudar

A cara larga de vaqueiro. A fome insaciável pelo novo. A rebeldia. A provocação. O indiscutível talento. Tudo isso somado, resulta em Belchior, nascido Antonio Carlos Gomes Belchior Fontinelli Fernandes, cearense de 29 anos.

E afirma, apenas, que é um “rapaz latino-americano”. E eu digo que isso quer significar três coisas: não cede, não concede, se impõe.

O seu novo LP, intitulado Alucinação, vai fazer a cabeça de todos os que estiverem atentos à música e principalmente à letra. É o LP do ano, não tenho a menor dúvida. Quem não se tocar, dançou. Reparem no repertório selecionado, todo de lavra sua: “Apenas um Rapaz Latino-Americano”, “Velha Roupa Colorida”, “Como Nossos Pais”, “Sujeito de Sorte”, “Como o Diabo Gosta”, “Alucinação”, “Não Leve Flores”, “A Palo Seco”, “Fotografia 3 x 4”, “Antes do fim”.

Vou pecar pela repetição, mas acho que o trabalho de Belchior se resume no verso: quero que meu cantotorto feito faca corte a carne de vocês. O torto, no caso, talvez se reflita na simplicidade do fraseado musical. Mas o afiada da faca pinta em cada um dos versos que ele faz, ele que é um letrista da pesada.

É esse Belchior que vem com tudo – seu canto torto e sua lâmina afiada – nesta entrevista concedida com exclusividade para o Hit-Pop. É um papo comprido, do geral ao particular, sempre denso de ideais e ideias. Eu dou fé.

É possível rotular sua música?
Olha. Fundamentalmente, eu faço música nordestina contemporânea. Transo de xaxado, xote, baião. Mas não dispenso o elemento eletrônico e tampouco as influências que recebi. E foram várias, variadas: Luiz Gonzaga, Beatles, cantadores de feira, ciganos nas estradas do Ceará, música de igreja. Some esses elementos todos e você terá, digamos, uma arte mestiça…

E a latinidade? Qual é, de fato, a dimensão deste (novo) elemento musical chamado som latino-americano ou influenciado por ele?
O que me impressiona é a possibilidade de nós, latino-americanos, podermos nos comunicar com uma linguagem nova, comovente, revolucionária. Aliás, o tango argentino é a autêntica linguagem das minorias latino-americanas. É claro que não sou contra o blues, forma de expressão dos negros americanos. Nem sou contra o samba ou contra o rock – um grito da juventude. O que eu não gosto – de músicas ou letras apenas contemplativas, passivas. Eu falo – e devo falar – dos enganos que nós, os jovens, sofremos por ver nossas esperanças caírem por terra. Assim, não abro mão da agressão. Acho que é preciso fazer um trabalho irreverente e insolente. Caso contrário, vira aquele negócio de música de fundo de restaurante, sabe como é? As pessoas estão comendo e a arte serve apenas de relaxante, entretenimento. Facilitador da digestão.
Se o meu canto vai chegar a todas as pessoas, eu não sei. O que eu sei é que mantenho meu trabalho sob controle absoluto. Eu digo: “sou apenas um rapaz latino-americano sem dinheiro no banco. Por favor, não saque a arma no saloon, eu sou apenas o cantor…”

Você imagina ter sua obra imortalizada, assim com os clássicos da música popular brasileira?
Não me interessa, como artista, produzir e criar pensando na eternidade da obra. Eu quero dar toques, e isso é fundamental para mim, pois o homem é o fim e o objetivo de si mesmo. Eternidade não é um dado humano, comum. Aliás, em qualquer nível é uma farsa, uma mentira. Sou contra. Eternidade é o tédio dos deuses, que gostariam de ser mortais. Minha ligação é com a terra, ouça: “Eu não estou interessado em nenhuma teoria, em nenhuma fantasia, nem no algo mais. Longe o profeta que a Laranja Mecânica anuncia. Amar e mudar as coisas me interessa mais!” Essa é a minha proposta. Isto é, suportar o dia-a-d-a e a experiência com coisas reais.

Seu novo LP está na praça, seu talento é reconhecido, a crítica elogia. Como você encara o sucesso?
O sucesso me interessa porque me dá possibilidade dedizer e cantar até chegar às pessoas. O disco é a chance que o artista tem, em se oferecer integralmente, com suas ideias, mensagens, reflexões. Neste momento, estou montando minha banda, para correr todo o Brasil. Já estou com o Liminha, o Áureo de Souza, o Rick, só busco um tecladista.
O meu disco tem um título que eu gosto, Alucinação. Sabe, viver é mais importante que pensar sobre a vida. É uma forma de delírio absoluto, entende? A alegria, a ironia, a provocação, são tão importantes quanto sorrir, brincar, amar. Acho importante provocar. Um trabalho novo só aparece através da agressividade. Eu estou tranquilo quanto às consequências do meu trabalho. Acho importante que ele cause polêmica. É para desafinar mesmo! Desafinar sempre, que esse é o desafio. Hoje em dia, já não se pode mais criar sem correr riscos. E eu quero enfrenta-los. Minha expectativa é para os jovens compositores. Sobre eles, recaem todas as dificuldades pra fazer qualquer coisa. E também costumo tomar o trabalho de compositores mais velhos como marco para começar tudo de novo. Artista reconhecido é importante, claro, mas no momento eu quero dar as mãos a Fagner, Alceu Valença, Luís Melodia, Ednardo, Marcos Vinícius… A todo o pessoal dessa geração violentada. Temos que encontrar uma forma de mostrar que estamos vivos. E isso só se consegue fugindo do convencional, optando definitivamente pela juventude. A cultura precisa se rejuvenescer sempre voltada para a nossa realidade. O que é velho tem, realmente, que morrer. Até agora, com raras exceções, a música tem sido uma forma artística com tendências à fuga, à evasão. Meu trabalho é uma colocação do real, pois nada muda por si mesmo…

Essas transas de misticismo, ioga, oriente… Elas têm significado pra você?
Fui criado comendo boi com abóbora, no interior do Ceará. Por isso, tenho a mente aberta para ver se existe algo, nisso tudo que você fala. Mas sou completamente desinteressado. Não acredito, não quero nenhuma nova teoria que me decepcione depois. Sou um cara mais preocupado com toques imediatos, do presente. A arte não pode viver de ilusões. Sinto necessidade de falar das aspirações imediatas: dormir, comer, sentir alegria, dor, prazer, tristeza, coisas claras, entende? Não sou, de fato, místico. Sou mal comportado por opção: “Não me peça que eu lhe faça uma canção como se deve: correta, branca, suave, muito limpa, muito leve. Sons, palavras, são navalhas e eu não posso cantar como convém sem querer ferir ninguém.”

Como é que foi sua vinda para o sul, a barra que você encarou?
Minha família é nordestina, patriarcal. Somos 23 irmãos, vendo com grandeza e honradez o trabalho que fazíamos com as mãos. Aos 16 anos, eu não aguentei a barra, saí de casa, tentando buscar uma alternativa… Não vejo mal nenhum em sair por aí, botar o pé na estada. O nordestino tem a alma de emigrante, é uma ave de arribação, como diz Luiz Gonzaga, em “Asa Branca”. O jovem nordestino quer, um dia, voltar para lá, mas sempre tem necessidade de sair. Agora, quem põe o pé na estrada precisa estar preparado para aguentar a barra. De 1971 até hoje, o negócio não foi fácil. Dormi em muita calçada. Segurei de perto a barra da Lapa (RJ). Senti fome e frio. Fiquei de pires na mão, nas salas de espera das gravadoras. Hoje, comparando, digo que fazer beicinho porque o papai não deu grana pro cinema é a mais completa infantilidade. Não passa disso. As soluções estão dentro da gente, é lá que a gente deve ir buscá-las. É como digo em “Fotografia em 3 x 4: “Em cada esquina que eu passava, um guarda me parava, pedia meus documentos e depois sorria, examinando o 3 x 4 da fotografia e estranhando o nome do lugar de onde eu vinha.”

Qual a alternativa que você sugere?
Cada um tem a sua. Pelo amor, sexo, conhecimento, experiência de vida, o jovem, isolado, terá tempo de refletir e encontrar o seu próprio caminho. É o toque que eu dou, por exemplo, na música “Como o Diabo Gosta”.

belchior-hit-pop-01

belchior-hit-pop-02

OK, Radiohead

oknotok

O teaser do Radiohead no início da semana realmente tinha a ver com o vigésimo aniversário do OK Computer (e infelizmente nenhuma referência ao R.E.M.) – o grupo inglês abriu a pré-venda da caixa OKNOTOK, em que celebram o aniversário de seu primeiro disco clássico com uma série de extras. Em todas elas, o disco vem com três faixas inéditas e oito que já haviam saído em lados B dos singles do grupo na época. A seleção final é esta:

oknotok-

São três versões, uma em vinil triplo, outra em CD duplo e o box completo, de deixar todo fã salivando, com três vinis, um livro de capa dura com trinta ilustrações (parte delas inédita), um caderno de 104 páginas com rascunhos de Thom Yorke, outro de 48 páginas com detalhes da preparação da arte do disco e uma fita cassete de noventa minutos com demos do disco, além de outra fita cassete (esta decorativa) com o material do disco no formato digital.

OKNOTOK_Box

Os três formatos podem ser comprados no site que o grupo criou para vender o disco. Outra novidade é que eles aproveitaram o aniversário do álbum para ressuscitar o site-labirinto que a banda tinha em 1997.

Eita, Bananada!

bananada-2017

Céu, Tulipa, BaianaSystem, Boogarins, Far from Alaska, Mutantes, Mano Brown, Rakta, Karol Conká, Maria Gadu, The Baggios, Scalene, Forgotten Boys, E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante, Carne Doce, My Magical Glowing Lens, Liniker e os Caramelows, Luiza Lian, Teto Preto, Ventre… A lista de bandas do Bananada deste ano não estava nem pela metade e parecia o elenco de três festivais diferentes, de portes diferentes, que fotografam diferentes versões da cena pop brasileira de 2017. Capitaneado pelo intrépido Fabrício Nobre há quase duas décadas, o festival não apenas colocou Goiânia no mapa da música independente brasileira como transformou-se em um dos principais palcos para os artistas brasileiros em diferentes fases de ascensão. Bati um papo com o Fabrício sobre a edição do festival deste ano, que acontece entre os dias 8 e 14 deste mês (veja a escalação completa abaixo – e mais informações lá no site oficial deles) e como ela reflete o estado atual do mercado independente brasileiro.

fabricionobre

Qual o principal desafio ao pensar na edição 2017 do festival?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/fabricio-nobre-qual-o-principal-desafio-ao-pensar-na-edicao-2017-do-festival

O festival é um reflexo da atual música pop brasileira?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/fabricio-nobre-o-festival-e-um-reflexo-da-atual-musica-pop-brasileira-1

Em que pé que está a cultura independente no Brasil?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/fabricio-nobre-em-que-pe-que-esta-a-cultura-independente-no-brasil

Você acha que o mercado de música brasileiro vive uma boa fase?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/fabricio-nobre-voce-acha-que-o-mercado-de-musica-brasileiro-vive-uma-boa-fase

Como você compara a trajetória do Bananada com a deste momento atual do mercado?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/fabricio-nobre-como-voce-compara-a-trajetoria-do-bananada-com-a-deste-momento-atual-do-mercado

Segunda, 8 de maio
22:30 – Mellow Buzzards
21:30 – Sheena Ye
20:30 – Cherry Devil
22:30 – Sarah Abdala
21:30 – Niela
20:30 – Chell
21:30 – Raul Majadas
20:00 – Nick Mafra
21:00 – Bruna Mendez
20:00 – João Canta Brandão

Terça, 9 de maio
23:00 – Dogman
22:00 – Gregor
21:00 – Sótão
23:00 – Lúcio Ribeiro (popload Dj Set)
22:00 – Brvnks
21:00 – Peixefante
20:30 – B. Abdala + Convidados
22:20 – Manso
21:20 – Components
20:30 – Lutre
23:00 – My Magical Glowing Lens
22:00 – Supervão
21:00 – Honeyband
23:00 – Papisa
22:00 – Miêta
21:00 – Lari Pádua

Quarta, 10 de maio
21:30 – Lava Divers
20:30 – Justine Never Knew the Rules
22:00 – Perrosky (Chile)
21:00 – Magaly Fields (Chile)
21:00 – Ventre
20:00 – E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante
22:30 – Esdras Nogueira
00:15 – Far from Alaska
23:00 – Black Drawing Chalks
22:30 – Trem Fantasma

Quinta, 11 de maio
00:00 – Nevermind
23:00 – Boogarins
22:00 – Rollin Chamas
21:00 – Orquestra Filarmônica De Goiás
02:00 – Hierofante Púrpura
01:00 – Clearance (EUA)
00:00 – Ombu
01:00 – Síntese
00:00 – Luiza Lian
03:00 – Carol Sterica (Sapabonde)
01:30 – Athena Ilse
00:00 – Lulu Praxedes + Gustavo Bill
23:00 – Lipy B.

Sexta, 12 de maio
03:00 – Selvagem
02:00 – Jaloo
01:00 – Neguimbeats
01:00 – Baiana System
00:00 – Engroove
23:50 – Céu
23:00 – Chicotripp
23:00 – Akua Naru (EUA)
22:30 – Hierofante Púrpura
22:20 – Scalene
22:00 – Plutão Já Foi Planeta
21:40 – Fióti
21:30 – E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante
21:05 – Sinara
21:00 – The Baggios
20:30 – Ventre
20:30 – Luziluzia
20:00 – Barro
20:00 – Magaly Fields (Chile)
19:30 – Raça
19:00 – Branda

Sábado, 13 de maio
03:30 – Patricktor4 (Baile Tropical)
02:00 – Viní + Sants
01:00 – Cesrv + Cybass (Beatwise Recordings)
01:00 – Os Mutantes
00:00 – Maria Gadú
00:00 – DJ Barata (criolina)
23:10 – Liniker E Os Caramelows
23:00 – Ávner Andrade
22:30 – Carne Doce
22:30 – Tagore
22:00 – Outro Eu
21:50 – Romperayo (Colômbia)
21:30 – Luiza Lian
21:10 – Clearance (EUA)
21:00 – Perrosky (Chile)
20:30 – Aeromoças E Tenistas Russas
20:30 – Ultra Vespa
20:00 – Terno Rei
20:00 – Bruna Mendez
19:30 – Jp Cardoso
19:00 – Consuelo

Domingo, 14 de maio
01:00 – DJ Patife
00:00 – Come & Hell Live
23:30 – Mano Brown
23:00 – Alex Justino + Morgana
22:30 – Karol Conká
22:00 – Gabb Borghetti + Lucas Arr
21:30 – Tulipa Ruiz
21:00 – Laurent F.
20:40 – Teto Preto
20:30 – Wry
20:00 – Overfuzz
20:00 – Black Drawing Chalks + Hellbenders
19:30 – Koogu
19:10 – Forgotten Boys
19:00 – Mad Monkees
18:40 – Far from Alaska
18:30 – Brvnks
18:00 – Rakta
18:00 – Poltergat
17:30 – El Toro Fuerte
17:00 – Wine B