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Thiago França: Depois a Gente Vê | 12.6.2017

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Na segunda etapa de sua temporada no Centro da Terra, Thiago França firma-se entre duas baterias em busca do limite entre a percussão e a melodia ao lado de dois músicos quentes – Sérgio Machado e Mariá Portugal. O inusitado trio explora fronteiras sonoras imprevisíveis em mais uma hora de improviso sem rédeas neste pequeno trio de sopro e ritmo, em mais uma de suas incursões que só depois sabemos o que acontecerá. Conversei com o músico sobre esta segunda segunda-feira de junho e há mais informações sobre o encontro aqui.

Você já tocou acompanhado apenas de bateria? A ideia é explorar o lado percussivo do sax?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/thiago-franca-depois-a-gente-ve-voce-ja-tocou-so-com-bateria-a-ideia-explorar-o-lado-percussivo

E como duas baterias ao mesmo tempo, é a primeira vez?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/thiago-franca-depois-a-gente-ve-e-como-duas-baterias-ao-mesmo-tempo-e-a-primeira-vez

Conte como conheceu o Sergito e a Mariá. É a primeira vez que você improvisa com eles?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/thiago-franca-depois-a-gente-ve-como-conheceu-o-sergito-e-a-maria-e-a-primeira-vez-com-eles

“Toxic” sem Auto-Tune

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Prepare-se para ficar de cara – pois postei no meu blog no UOL a versão sem pós-produção do vocal de Britney Spears em seu clássico “Toxic”, ouve só.

Controverso software que “conserta” falhas nos vocais dos artistas pop, o Auto-Tune é o equivalente sonoro do Photoshop, retocando digitalmente qualidades (ou defeitos) da versão analógica original. Mas ao mesmo tempo em que é alvo de críticas por pasteurizar e padronizar timbres nas músicas mais ouvidas do mundo (embora já venha sendo utilizado como efeito estético, suas qualidades artificiais deliberadamente assumidas), ele também criou gerações de artistas que cresceram com a desconfiança do público em relação a seus talentos naturais justamente por conta deste excesso de recursos sintéticos.

E uma das artistas que melhores se enquadram neste parâmetro é a grande popstar da década passada, Britney Spears. Mas eis que uma versão de seu já clássico hit “Toxic” aparece online sem os retoques do Auto-Tune. E o resultado surpreende:

Esse outro vídeo ajuda a comparar os vocais processados no estúdio pelo software em questão aos vocais puros dos mesmos artistas em versões ao vivo. Na ordem, Ariana Grande, Demi Lovato, Justin Bieber, Taylor Swift, Katy Perry, Meghan Trainor, Rihanna, Selena Gomez, Lady Gaga, Adele, Miley Cyrus, Nicki Minaj e Shawn Mendes.

O que achou?

Toro y Moi 2017: “Dreaming a connection”

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Lá vem o Toro y Moi de novo. Chaz Bundick resolveu sua crise de identidade (que o fez lançar discos com diferentes nomes e dentro de categorias específicas) rebatizando-se de Chaz Bear e começando esta nova fase com um novo disco, chamado singelamente de Boo-Boo. Ele explicou essa fase em um texto publicado junto à pré-venda do álbum, que deve ser lançado no início de julho:

“Depois de sete anos fazendo shows e gravado, me vi me tornando autoconsciente sobre minha postura na vida como uma pessoa ‘famosa’ ou pelo menos na minha versão do que quer que isso seja. Meus sonhos se tornaram minha realidade, ainda que eu ainda não conseguisse aceitar este novo ambiente. Eu não pude fazer outra coisa a não ser cair em algo que pode ser descrito como uma crise de identidade. Um ciclo repetitivo de pensamentos temerários me deixavam confuso. Eu me sentia como se eu não mais soubesse o que é que eu realmente queria ou precisava da vida e algumas vezes tinha dificuldades em dizer o que era realidade.

Durante este período de turbulência pessoa, usei a música como uma forma de terapia e ela me ajudou a lidar com a dor que eu sentia. Ouvia a mesma canção ambiente várias vezes seguidas, tentando me isolar da realidade. Me apaixonei com o espaço novamente.

Na hora em que vi que estava pronto para gravar um novo disco, sabia que esta ideia de espaço dentro da música poderia ser algo que impulsionasse meu novo trabalho adiante. Os artistas que influenciaram o que eu estava fazendo incluía todo mundo, de Travis Scott ao Daft Punk, Frank Ocean ao Oneohtrix Point Never, Kashif ou Gigi Masin. Decidi que queria fazer um disco Pop com estas ideias em mente. Esta ideia de um disco finalmente se transformou em Boo Boo.”

E o som – a começar pela ótima “Girl Like You” – é o bom e velho soul de quarto que conhecemos desde os tempos em que ele era apenas um jovem aspirante de um certo gênero chamado chillwave…

Noites Trabalho Sujo | 10.6.2017

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Chegando perto da metade do ano, encerramos o primeiro semestre de nossa celebração hipnótico-carnal coletiva consensual trazendo uma compilação autoral dos registros sonoros industriais feitos até aqui. Selecionamos uma série de músicas que se encaixam no cardápio sonoro oferecido em todos nossos experimentos mas que se enquadram no critério de registros tornados públicos entre o dia primeiro deste dois mil e dezessete até a presente data, além de confrontá-los com frequências já conhecidas pelo voluntariado submisso aos testes de energia orgônica. Este é o tema da apresentação deste fim de semestre conduzida pelo cientista psicossocial Alexandre Matias e o explorador antropológico-químico Danilo Cabral, que, desfalcados da presença do carismático nudista Luiz Pattoli, seguram a edição deste sábado como dupla no auditório azul da torre de concreto em frente ao Largo do Arouche. Do outro lado do andar, a dupla de completistas O Cafuçu e o Hipster, formado pelos pesquisadores Pedro Jansen e Leo Freire, estreiam em um auditório maior, seguidos da presença sempre contagiante de Ana Laura Mello, também conhecida como DJ Mulher, que encerra as atividades na madrugada deste sábado para o domingo. Não custa lembrar que só participa das atividades deste dia dez quem enviar seu nome para o correio eletrônico noitestrabalhosujo@gmail.com.

Noites Trabalho Sujo @ Trackers
Sabado, 10 de junho de 2017
A partir das 23h45
No som: Alexandre Matias e Danilo Cabral (Noites Trabalho Sujo), Pedro Jansen e Leo Freire (O Cafuçu e o Hipster) e Ana Laura (DJ Mulher).
Trackers: R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
Entrada: R$ 40, só com nome na lista pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com. Aniversariantes da semana não pagam para entrar (avise quando enviar o nome no email, por favor). Os cem primeiros a chegar pagam R$ 25. O preço da entrada deve ser pago em dinheiro, toda a consumação na casa é feita com cartões. Chegue cedo para evitar filas.

PJ Harvey 2017: “But no angel came…”

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Depois do par de canções (“A Dog Called Money” e “I’ll Be Waiting”) que lançou para reforçar sua turnê pelos Estados Unidos, PJ Harvey segue lançando novas músicas como uma extensão natural de seu The Hope Six Demolition Project, lançado no ano passado. Cada vez mais preocupada com as questões políticas globais, ela vem aos poucos transformando seus discos em uma versão musicada de um jornalismo cada vez mais ausente, jogando luz sobre temas que não são tão discutidos quanto deveriam. É o caso do recém-lançado single “The Camp”, feito em parceria com o músico egípcio Ramy Essam e o colaborador de longa data John Parish sobre a crise dos refugiados no oriente médio, especificamente no Líbano. O clipe é composto por imagens feitas pelo fotógrafo inglês Giles Duley e não tem meios termos em relação ao tema abordado.

E não custa lembrar que o Lucio acaba de confirmar a presença de PJ Harvey em seu Popload Festival, dia 15 de novembro (com Phoenix, Daughter, Neon Indian e Carne Doce).

Bixiga 70 2017: “Primeiramente”

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A banda instrumental mais contagiante de São Paulo, o Bixiga 70 parte pro confronto e lança o primeiro single de seu próximo álbum, batizado, sem papas na língua, de “Primeiramente”. E a mensagem não fala apenas do presidente postiço do Brasil, bem como toda situação política em todo o planeta, como dá pra ver no clipe que a banda também lançou:

Abaixo, um papo que tive com o Décio 7, baterista da banda, que também comentou sobre o clima que deu origem a este single:

Por que começar a mostrar o disco novo com “Primeiramente”?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/bixiga-70-2017-por-que-comecar-a-mostrar-o-disco-novo-com-primeiramente

É um disco mais politizado? O que dá pra adiantar sobre o disco?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/bixiga-70-2017-e-um-disco-mais-politizado-o-que-da-pra-adiantar-sobre-o-disco

O Bixiga sempre teve preocupações políticas, mesmo sendo uma banda instrumental.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/bixiga-70-2017-o-bixiga-sempre-teve-preocupacoes-politicas-mesmo-sendo-uma-banda-instrumental

E a hipsterizacao do bairro do Bixiga, como vocês vêem isso?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/bixiga-70-2017-e-a-hipsterizacao-do-bairro-do-bixiga-como-voces-veem-isso

A música brasileira está voltando a protestar?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/bixiga-70-2017-a-musica-brasileira-esta-voltando-a-protestar

Ruído em Progresso no Centro Cultural São Paulo

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Em mais uma parceria fechada pelo Centro Cultural São Paulo, entregamos o porão e a Sala Adoniran Barbosa nesta quinta-feira para um dos palcos mais incríveis do Red Bull Music Academy Festival, que toma conta da cidade esta semana por vários lugares. As atrações no CCSP hoje vão de Arto Lindsay ao Chinese Cookie Poets, Tantão, Objeto Amarelo, entre outros – mas o centro da noite é a colaboração entre as Rakta e as Mercenárias. Ainda tem ingressos pra quem quiser embarcar nessa – mais informações aqui.

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