Curumin no CCSP
O multiinstrumentista paulistano Curumin lança seu excelente Boca em dose dupla: sexta e sábado, a partir das 19h (mais informações aqui).
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BBC escolhe as 100 melhores comédias da história do cinema – e eu reproduzi a lista com os títulos em português (e algumas cenas hilárias) no meu blog no UOL.
Senta que lá vem lista! A emissora britânica BBC resolveu fazer uma enquete com críticos de cinema de todo o mundo para descobrir quais são as cem comédias mais importantes de todos os tempos e o resultado é uma lista respeitável e, claro, controversa. Afinal de contas, infelizmente comédias são itens raros em listas de melhores filmes de todos os tempos, basicamente por serem desmerecidas como uma espécie de subgênero cinematográfico, como se rir fosse uma reação menos racionalizada ou intelectual do que aquelas provocadas pelos filmes ditos sérios. Mas basta passar os olhos pela centena de filmes abaixo para ver que inúmeros clássicos do cinema são feitos para nos fazer sorrir, rir e gargalhar – e em vários casos chorar de rir. Há, claro, polêmicas relacionadas a filmes que teoricamente não são comédias, mas o resultado final é um senhor exemplo da importância do gênero no cânone cinematográfico – e nosso débito com filmes hilários que mudaram nossas vidas. O link para a lista original está aqui e neste outro link você vê como cada crítico votou.
100) (empate) O Rei da Comédia (Martin Scorsese, 1982)
100) O Terror das Mulheres (Jerry Lewis, 1961)
99) O Panaca (Carl Reiner, 1979)
98) Se Beber, Não Case (Todd Phillips, 2009)
97) Caixa de Música (James Parrott, 1932)
96) Nascida Ontem (George Cukor, 1950)
95) Os Caça-Fantasmas (Ivan Reitman, 1984)
94) Rushmore: Três é Demais (Wes Anderson, 1998)
93) South Park: Maior, Melhor e Sem Cortes (Trey Parker, 1999)
92) O Anjo Exterminador (Luis Buñuel, 1962)
91) Essa Pequena é uma Parada (Peter Bogdanovich, 1972)
90) O Caçador de Dotes (Elaine May, 1971)
89) As Pequenas Margaridas (Vera Chytilová, 1966)
88) Zoolander (Ben Stiller, 2001)
87) Os Homens Preferem as Loiras (Howard Hawks, 1953)
86) As Oito Vítimas (Robert Hamer, 1949)
85) Amarcord (Federico Fellini, 1973)
84) Esperando o Sr. Guffman (Christopher Guest, 1996)
83) O Homem Mosca (Fred C Newmeyer e Sam Taylor, 1923)
82) Top Secret! Super Confidencial (Jim Abrahams, David Zucker e Jerry Zucker, 1984)
81) Quem Vai Ficar Com Mary? (Bobby e Peter Farrelly, 1998)
80) Como Enlouquecer seu Chefe (Mike Judge, 1999)
79) O Jantar dos Malas (Francis Veber, 1998)
78) A Princesa Prometida (Rob Reiner, 1987)
77) Divórcio à Italiana (Pietro Germi, 1961)
76) Sócios no Amor (Ernst Lubitsch, 1933)
75) Mulher de Verdade (Preston Sturges, 1942)
74) Trocando as Bolas (John Landis, 1983)
73) O Professor Aloprado (Jerry Lewis, 1963)
72) Corra Que a Polícia Vem Aí! (David Zucker, 1988)
71) Os Excêntricos Tenenbaums (Wes Anderson, 2001)
70) Conversa Truncada (Armando Iannucci, 2009)
69) A Última Noite de Bóris Grushenko (Woody Allen, 1975)
68) Ninotchka (Ernst Lubitsch, 1939)
67) Filhos do Deserto (William A Seiter, 1933)
66) Chumbo Grosso (Edgar Wright, 2007)
65) Clube dos Pilantras (Harold Ramis, 1980)
64) Quase Irmãos (Adam McKay, 2008)
63) Esse Mundo é um Hospício (Frank Capra, 1944)
62) O que Fazemos nas Sombras (Jemaine Clement e Taika Waititi, 2014)
61) Team America: Detonando o Mundo (Trey Parker, 2004)
60) Todo Mundo Quase Morto (Edgar Wright, 2004)
59) Toni Erdmann (Maren Ade, 2016)
58) Zelig (Woody Allen, 1983)
57) Meninas Malvadas (Mark Waters, 2004)
56) Nos Bastidores da Notícia (James L. Brooks, 1987)
55) O Melhor do Show (Christopher Guest, 2000)
54) Ensina-me a Viver (Hal Ashby, 1971)
53) Os Irmãos Cara de Pau (John Landis, 1980)
52) Irene, a Teimosa (Gregory La Cava, 1936)
51) Sete Oportunidades (Buster Keaton, 1925)
50) Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos (Pedro Almodóvar, 1988)
49) O Discreto Charme da Burguesia(Luis Buñuel, 1972)
48) Ladrão de Alcova (Ernst Lubitsch, 1932)
47) Clube dos Cafajestes (John Landis, 1978)
46) Pulp Fiction – Tempos de Violência (Quentin Tarantino, 1994)
45) Os Eternos Desconhecidos (Mario Monicelli, 1958)
44) Missão Madrinha de Casamento (Paul Feig, 2011)
43) M*A*S*H (Robert Altman, 1970)
42) Cupido é Moleque Teimoso (Leo McCarey, 1937)
41) Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América (Larry Charles, 2006)
40) Primavera para Hitler (Mel Brooks, 1967)
39) Uma Noite na Ópera (Sam Wood e Edmund Goulding, 1935)
38) Núpcias de Escândalo (George Cukor, 1940)
37) Contrastes Humanos (Preston Sturges, 1941)
36) Um Peixe Chamado Wanda (Charles Crichton e John Cleese, 1988)
35) Cantando na Chuva (Stanley Donen e Gene Kelly, 1952)
34) As Patricinhas de Beverly Hills (Amy Heckerling, 1995)
33) O Âncora: A Lenda de Ron Burgundy (Adam McKay, 2004)
32) Arizona Nunca Mais (Joel e Ethan Coen, 1987)
31) Tootsie (Sydney Pollack, 1982)
30) As Férias do Senhor Hulot (Jacques Tati, 1953)
29) Harry & Sally: Feitos um para o Outro (Rob Reiner, 1989)
28) Aconteceu Naquela Noite (Frank Capra, 1934)
27) Se Meu Apartamento Falasse (Billy Wilder, 1960)
26) Meu Tio (Jacques Tati, 1958)
25) A Corrida do Ouro (Charlie Chaplin, 1925)
24) Os Desajustados (Bruce Robinson, 1987)
23) Um Convidado Bem Trapalhão (Blake Edwards, 1968)
22) O Jovem Frankenstein (Mel Brooks, 1974)
21) Luzes da Cidade (Charlie Chaplin, 1931)
20) Banzé no Oeste (Mel Brooks, 1974)
19) As 3 Noites de Eva (Preston Sturges, 1941)
18) Bancando o Águia (Buster Keaton, 1924)
17) Levada da Breca (Howard Hawks, 1938)
16) O Grande Ditador (Charlie Chaplin, 1940)
15) Monty Python e o Cálice Sagrado (Terry Gilliam e Terry Jones, 1975)
14) Jejum de Amor (Howard Hawks, 1940)
13) Ser ou Não Ser (Ernst Lubitsch, 1942)
12) Tempos Modernos (Charlie Chaplin, 1936)
11) O Grande Lebowski (Joel e Ethan Coen, 1998)
10) A General (Clyde Bruckman e Buster Keaton, 1926)
9) Isto É Spinal Tap (Rob Reiner, 1984)
8) Playtime – Tempo de Diversão (Jacques Tati, 1967)
7) Apertem os Cincos, O Piloto Sumiu! (Jim Abrahams, David Zucker e Jerry Zucker, 1980)
6) A Vida de Brian (Terry Jones, 1979)
5) O Diabo a Quatro (Leo McCarey, 1933)
4) Feitiço do Tempo (Harold Ramis, 1993)
3) Noive Neurótico, Noiva Nervosa (Woody Allen, 1977)
2) Dr. Fantástico ou: Como eu Aprendi a Parar de Me Preocupar e Amar a Bomba
(Stanley Kubrick, 1964)
1) Quanto Mais Quente Melhor (Billy Wilder, 1959)
Tem algum faltando? Sobrando? Que outro merecia estar na lista? E a ordem, quem merecia ter mais destaque?
Que notícia! O papa Terry Riley, fundador da música minimalista ocidental vem para São Paulo em única apresentação no Sesc Pompeia, no dia 8 de setembro, e os ingressos começam a serem vendidos na semana que vem (mais informações aqui). O pianista apresenta-se ao lado do filho, o guitarrista Gyan Riley.
Depois de publicar uma cobra pronta para o ataque em suas redes sociais, Taylor Swift anuncia sua volta com o disco Reputation, que será lançado no dia 10 de novembro deste ano. A imagem publicada online pode ou não ser a capa do disco, mas já dá uma ideia do tom de confronto do novo trabalho:
E nesta quinta-feira ela lança o primeiro single.
Mais um daqueles momentos da terceira temporada de Twin Peaks em que duas cenas aparentemente aleatórias sincronizam-se com perfeição… Com spoilers pra quem não viu o décimo quinto episódio da terceira temporada, o dessa semana.
Já aconteceu com o próprio Agente Cooper e depois com o Dr. Amp
A partir deste mês o Centro Cultural São Paulo publica clipes ao vivo de alguns dos shows realizados na Sala Adoniran Barbosa e o primeiro deles é do show que a Letrux fez há duas semanas, da música “Além de Cavalos”:
Que show!
O populoso grupo paulistano Trupe Chá de Boldo apresenta o ótimo Verso, em que recriam músicas de autores contemporâneos, nesta quinta-feira, a partir das 21h, no Centro Cultural São Paulo (mais informações aqui).
A vocalista do grupo The Internet começa a mostrar seu primeiro disco solo, Fin, com a excelente “Bad Dream/No Looking Back”, que começa bem pra cima e depois dá uma desacelerada radical (quem vai nas Noites Trabalho Sujo sabe do que eu tô falando) que acaba sendo a alma da canção.
https://soundcloud.com/internetsyd/bad-dream-no-looking-back
Que sonzeira.
Escrevi sobre a morte de Jerry Lewis para meu blog no UOL, explicando como ele foi crucial para o reconhecimento da figura do nerd na cultura popular do século 20.
Quem hoje encontra prateleiras inteiras de quadrinhos nas livrarias, discute ficção científica em festivais dedicados ao tema, compra brinquedos que trata como obras de arte e endossa produções cinematográficas bilionárias de antigas editoras de super-herói não sabe o débito que tem com Jerry Lewis. Mais que um dos grandes humoristas norte-americanos do século passado e um popstar no sentido clássico do termo, o ator e diretor que morreu neste domingo também foi o primeiro nome a dar voz a um personagem calado na maioria das histórias. Bem antes de Stan Lee, Robert Crumb, George Lucas ou Daniel Clowes, foi Lewis quem identificou e encarnou um novo protagonista que surgia nos cantos escuros da então novíssima cultura pop: o nerd.
A partir do meio do século 20, feios tímidos, CDFs que não tiravam a cara dos livros e adolescentes com dificuldades de traquejo social encontraram na cultura popular produzida para as massas refúgios onde poderiam se recolher do campeonato de disputas sociais da puberdade. Entre revistas em quadrinhos, livros e filmes de ficção científica e fantasia, desenhos animados, programas de rádio, uma incipiente pornografia, LPs e compactos e jogos de tabuleiros, uma nova tribo se reunia longe do desfile de popularidade que a juventude se tornara. Jerry Lewis entendeu aquele novo público quase instintivamente, criando um personagem inédito para a cultura pop.
Bobo, desajeitado e ressabiado, Lewis não tinha um único personagem, encarnando diferentes tipos que sempre encaixavam-se no seu tipo de humor, que ao mesmo tempo era corporal e infantil. Seu jeito desengonçado de se mover, os movimentos caricaturais de seu rosto e a voz mole (e aqui vale um salve para o dublador Nelson Batista, falecido em 1997, que abrasileirou perfeitamente a fala de Lewis nas sessões da tarde da vida) forjavam aquele novo tipo social, que apesar da ascendência circense do palhaço, devia mais à primeira geração de ouro dos desenhos animados. O nerd desenhado por Lewis era um herdeiro direto e humanizado de Mickey Mouse, o Gato Félix, Pernalonga e Picapau.
Ao contrapor-se ao sub-Frank Sinatra Dean Martin, esta caricaturização ficava ainda mais evidente. Dean Martin era o galã de fala mansa, que chegava fácil nas moças e sempre saía-se bem usando seu charme e papo furado. Jerry Lewis não tinha essa facilidade. Enfeiava-se para mostrar como nem tudo era moleza quase saía-se bem era através da doçura ou da inteligência. Na hora de falar gaguejava, na hora de ser firme, retraía-se.
Seu grande momento, claro, é O Professor Aloprado, obra-prima que dirigiu em 1963, ao adaptar O Médico e o Monstro para a universidade. Ao vestir-se com o nerd mais caricato possível, o professor Julius Kelp, Lewis cria uma fórmula que o transforma em um galã, o narcisista Buddy Love, que muitos imaginaram ser uma crítica a seu velho comparsa de filmes, Dean Martin. Mas era uma autocrítica: Lewis sabia que se ele fosse o astro bem sucedido que gostariam que ele fosse, se tornaria um sujeito tão desprezível quanto aqueles ídolos juvenis que desprezara.
E assim ao mesmo tempo em que consagrava um arquétipo próprio do século vinte, carregava uma horda de fãs que não apenas riam dele, mas também de si próprios, ao se identificarem naquele personagem ímpar, que tornou-se molde para inúmeros ícones posteriores. De coadjuvantes célebres como Spock, C3PO, Dana Scully, Carlton Banks, Lisa Simpson, Ross Geller, Willow Rosenberg, Hiro Nakamura e Cameron Frye a protagonistas de A Vingança dos Nerds, Ghostworld, Freaks & Geeks, American Pie, The It Crowd, Superbad, Mr. Robot, Big Bang Theory e Silicon Valley, gerações inteiras foram influenciadas pela criação cinematográfica de Lewis.
A força de sua influência pode ser resumida em uma cena que não tem nenhuma participação direta sua, mas que conecta nerds de diferentes gerações através da cultura pop. Em uma cena do clássico seriado Freaks & Geeks, o personagem de Martin Starr, Bill Haverchuck, um nerd arquetípico, está em mais uma crise pessoal ao descobrir que sua mãe está saindo com seu professor de educação física. Ao som de “I’m One”, do grupo The Who (que abre com os versos “Sou um perdedor/ Sem chance de ganhar”), ele faz um sanduíche e vai assistir TV onde se encontra com o Garry Shandling e conecta-se com ele através do humor, fazendo-o esquecer momentaneamente de sua vida medíocre e conectando-o com o sublime.
Tenho certeza que muitos tiveram uma conexão parecida com Jerry Lewis. Afinal, ele foi um dos primeiros a ver que aquelas pessoas precisavam de companhia, de reconhecimento, de atenção. Eu mesmo não posso deixar de de agradecê-lo. Obrigado, Jerry Lewis.
Um dos projetos de 2017 do Radiohead foi a reativação do site Radiohead.tv para publicar material em vídeo da banda, mais especificamente íntegra de show – e aos poucos eles vão enchendo seu acervo com apresentações instantaneamente clássicas, como o show que a banda fez no fim de um dos dias do Lollapalooza em Chicago, nos EUA, em 2016. De chorar, como sempre:
Eis as músicas tocadas nesse show do dia 29 de julho do ano passado:
“Burn The Witch”
“Daydreaming”
“Ful Stop”
“2 + 2 = 5”
“Myxomatosis”
“My Iron Lung”
“Climbing Up The Walls”
“No Surprises”
“Pyramid Song”
“Bloom”
“Identikit”
“The Numbers”
“The Gloaming”
“Weird Fishes / Arpeggi”
“Everything In Its Right Place”
“Idioteque”
“There, There”
Primeiro bis
“Let Down”
“Present Tense”
“Paranoid Android”
“Nude”
“Bodysnatchers”
Segundo bis
“Street Spirit”
“Karma Police”