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Dezenove minutos de Floating Points

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O produtor Sam Shepherd revela toda extensão da nova faixa de seu grupo Floating Points, “Ratio”, quando distancia-se de seu groove jazz original rumo ao bate-estaca da pista de dança – o resultado é surpreendente. O novo single, dezenove minutos de tirar o fôlego, já está em pré-venda em versão desconstruída, com baixo, bateria e teclados em faixas separadas, para que DJs possam reinventá-lo. E abre uma inesperada nova fase para o grupo.

Vamos ver o que mais vai sair daí…

Anelis Assumpção 2017: “Quem é o forno ou a forma?”

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Com o delicioso single “Receita Rápida”, Anelis Assumpção começa a mostrar seu terceiro disco, Taurina, que pelo andar da carruagem deve ficar para o ano que vem. O abre-alas é uma música de seu próprio pai, Itamar, ao lado da poeta Vera Motta, registrada pela madrinha Alzira Espíndola em seu disco de 1996, Peçam-me, que Anelis reconhece como seu próprio ponto de partida na música: “Venho feliz sob a lua nova, dizer que apesar dos tempos sombrios, sigo no foco do meu disco. O terceiro”, escreveu em sua página no Facebook. “Decidi lançar um single do disco. Muito difícil escolher uma única música pra quebrar a casca deste inédito novo que se aproxima. Pois bem. Num momento de reflexão sobre a solidão coletiva, sobre a morte e a vida latente em cada nota deste disco, decidi lançar a única canção que interpreto que é de outra autoria. Autoria esta de meu pai Itamar e sua parceira poeta Vera Motta. Canção esta que em outrora, com quatorze anos de idade, me fez ter vontade de cantar, por ouvi-la na voz da minha diva maior – Alzira Espíndola Achei de entender que essa poesia era a ponte entre o que viemos dizer sobre esta obra, este disco que se aproxima de nascer. O difícil ofício de ser alguém. A mão de deus. O alimento da matéria e do espírito. A leveza de ser mortal. o pesar. A natureza. A saudade. O ciclo. Uma sujeita oculta e presente. Sabor de quem.”

“Receita rápida eis. Nem tão rápida. Nem tão prática. Nem tão teórica. Uma receita. Uma maneira entre tantas de ser feliz nesse inferno céu chamado vida. Que seja a entrada. Um saboroso couvert aos ouvidos. Uma canção”, conclui. A versão 2017 da música é produzida por Beto Villares e acompanhada dos mesmos Amigos Imaginários que a seguem desde seu disco anterior (a superbanda formada por Cris Scabello e Maurício Fleury do Bixiga 70, a guitarrista Lelena Anhaia, o baixista Mau, o baterista Bruno Buarque e o trombone de Ed Trombone), com vocais das Negresko Sis, o trio de vocalistas que forma com Céu e Thalma de Freitas.

Para quem não conhece a versão original desta receita, ei-la:

O disco promete.

O dia em que Björk se encontrou com Elza Soares

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Mais um mashup do sagaz Raphael Bertazi reúne duas realidades numa mesma canção, mas desta vez Björk e Elza Soares se encontram longe da pista de dança – Elza entra com a faixa-título de seu emblemático Mulher do Fim do Mundo enquanto a islandesa comparece com sua épica “I’ve Seen it All”, tema do filme Dançando no Escuro. O título – Sambando no Escuro – é até previsível, mas o resultado é demais.

Atønito e Sambanzo de graça no CCSP

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Acontece nessa sexta-feira mais uma colisão de projetos paralelos das bandas do Bicho de Quatro Cabeças – e o encontro dos projetos Atønito, de um dos saxofonistas do Bixiga 70, Cuca Ferreira, Sambanzo, do saxofonista do Metá Metá, Thiago França, promete ser épico – mesmo porque o Thiago reuniu vários percurssionistas do Bicho de Quatro Cabeças: Rômulo Nardes, Bruno Prado e Décio 7 (do Bixiga 70), Rogerio Maisum e M.Takara (do Hurtmold) e seus velhos comparsas Sam Samba, Sthefanie Araujo e Bruno Prado. Começa às 19h, é de graça e tem mais informações aqui.

Taylor Swift 2017: “You’ve ruined my life”

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Taylor Swift lança mais um single de seu próximo álbum – e “Gorgeous”, que é bem fraquinha, segue a linha dos singles anteriores, destilando fel.

Tomara que esse disco compense essa expectativa toda, porque até agora tá bem devagar…

Noites Trabalho Sujo Clube #003

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A terceira edição semanal das Noites Trabalho Sujo, no ímpeto de retomar o título de melhor sexta-feira de São Paulo, acontece mais uma vez no Plu-Bar, ali, no cruzamento da Araújo com a Ipiranga, no Centro. E pra garantir a presença de todos, não há lista de convidados – à exceção daqueles indicados pelo convidado da vez, o grande Fábio Bianchini (mais informações aqui).

Noites Trabalho Sujo Clube #003
20 de outubro de 2017
No som: Alexandre Matias e Fabio Bianchini
Plu Bar. Rua Araújo, 155.
23h45
R$ 30
Entrada sujeita à lotação da casa – chegue cedo

Bruno Morais vem chegando…

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Quem conhece o trabalho do cantor Bruno Morais sabe que ele não tem pressa para lançar seus discos. O sucessor de seu A Vontade Superstar, de 2012, vem sendo burilado desde então – composto, arranjado, gravado -, tudo na santa paciência que sempre permeou seu trabalho – e agora começa a vir a público. Depois de duas apresentações fechadas para amigos, ele abre para o público o começo de seu novo álbum, que será lançado apenas no ano que vem, em uma série de pequenos shows em que chama convidados para acompanhá-lo ao mostrar as novas canções. A série A Beleza é um Calor começa neste domingo, quando o cantor recebe o músico e compositor Zé Manoel para dividir esta tarefa. “Estou há três anos trabalhando nesse disco e muito feliz por estar na reta final”, me explica Bruno. “Foi um processo que envolveu gente do mundo todo, mas é tudo mistério ainda. O show A Beleza é um Calor revela as canções, mas não revela a sonoridade do disco. É um devir. Esse show já foi apresentado em outros lugares, mas não com o Zé Manoel, ou seja, cada show é único e as entradas servem para financiar o disco. Quem comprar o ingresso, ganhará o CD”. O show também contará com as participações do guitarrista Marcelo Sanches, do baixista Fábio Sá e do técnico Caio Alarcon disparando efeitos e fazendo dub ao vivo e acontece neste domingo, no Pátio Cultural, no Sumaré (mais informações aqui). Bruno e Zé gravaram um vídeo chamando todos para o pequeno show.

Sambas do Absurdo e Nabase de graça no CCSP

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Mais uma atração do Bicho de Quatro Cabeças de graça nesta quinta-feira, no CCSP. De um lado, Juçara Marçal, do Metá Metá, chama seus Sambas do Absurdo, projeto ao lado de Rodrigo Campos e Gui Amabis; do outro, Décio 7, do Bixiga 70, estreia o projeto Nabase, montado ao lado dos guitarristas Guilherme Held e Pipo Pegoraro, do baixista Fábio Sá, do percussionista Rômulo Nardes e dos diretores de clima Gustavo Lagarto e Junior Zorato. O show começa às 21h e há mais informações sobre o evento aqui.