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Neil Young via War on Drugs

Excursionando após lançar seu A Deeper Understanding – que não me bateu tão bem quanto seu terceiro disco, Lost in a Dream -, a banda norte-americana War on Drugs passou por Toronto no fim de semana passado, quando o líder da banda, Adam Granduciel, pode saudar a importância de seu ídolo Neil Young, nascido na cidade canadense, ao puxar uma soberba versão para o hino “Like a Hurricane”, uma das assinaturas musicais do velho Neil.

De chorar.

Bode Holofônico e Naaxtro de graça no CCSP

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Mais uma noite do Bicho de Quatro Cabeças, que desta vez reúne um projeto paralelo do Hurtmold – o Bode Holofônico de Guilherme Granado e Leandro Archela, que convida Rodrigo Brandão, Roger Martins e Marcos Gerez – e outro do Bixiga 70, o Naaxtro – no caso os metais Daniel Gralha e Cuca Ferreira, além de Iládio Davanse (baixo), o mesmo Archela do Bode Holofônico (teclados e eletrônicos) e Cacá Amaral, do Rumbo Reverso (bateria). O show é gratuito e começa às 21h. Mais informações aqui.

Brian Eno e Kevin Shields juntos

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Dois mestres da ambiência sonora – Brian Eno e o criador do My Bloody Valentine Kevin Shields – se encontram para um mergulho espetacular de nove minutos em camadas de som, na faixa “Only Once Away My Son”. Ouça com fones de ouvido, por favor.

Dylan saúda Tom Petty

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No dia seguinte do aniversário do recém-falecido amigo, o mestre toca sua “Learning to Fly” ao vivo – publiquei o vídeo lá no meu blog no UOL.

A morte de Tom Petty, no início do mês, pegou a todos de surpresa: fãs, amigos, parentes e músicos. Um dos mais abalados pela notícia tenha sido o notoriamente imóvel Bob Dylan, que lamentou a perda do amigo em um raro comunicado emotivo: “Foi uma notícia chocante, devastadora”, disse à revista Rolling Stone. “Eu achava que Tom era o máximo. Era um grande artista, cheio de luz, um amigo e nunca me esquecerei dele.” Dylan assistiu à ascensão do artista, vendo-o firmar-se a ponto ser o caçula da elite de veteranos chamada Travelling Willburys, supergrupo criado nos anos 80 que reunia, além de Tom e Bob, Roy Orbinson, Jeff Lynne e George Harrison. A homenagem ao falecido amigo prosseguiu neste fim de semana, quando, no sábado, Dylan lembrou que Tom Petty completaria 67 anos na véspera, puxando uma versão de um dos maiores hits do cantor e compositor, “Learn to Fly”, durante um show na cidade Denver, no estado do Colorado, nos Estados Unidos.

Outra vez no júri do Prêmio Multishow de Música Brasileira

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E mais uma vez vou ao Rio de Janeiro participar de outro Prêmio Multishow de Música Brasileira – é minha sexta edição como consultor do prêmio (ao lado do Bruno Natal, Pedro Garcia e Dudu Fraga) e a terceira como integrante do Super Júri. Desta vez, iremos escolher o melhor disco do ano (disputa quente entre as estreias de Letrux e Rincon Sapiência e o disco do veterano Chico Buarque), a melhor música do ano (páreo duríssimo entre “Menino Mimado” do Criolo, “Flutua” de Johnny Hooker e Liniker, “Invisível” do BaianaSystem, “Ponta de Lança” do Rincon Sapiência e “Caravanas” de Chico Buarque) e a revelação do ano (outra competição difícil entre Rincon Sapiência, Luiza Lian e Rakta. A discussão do Super Júri acontece simultaneamente à apresentação do prêmio no Multishow, só que no Canal Bis, a partir das 21h. Mais informações no site do canal.

De volta a um clássico

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Smiths relançam sua obra-prima The Queen is Dead em edição cheia de raridades – escrevi sobre o lançamento no meu blog no UOL.

Com um atraso de um ano em relação ao aniversário de trinta anos de seu disco mais clássico (lembrado por este que vos escreve no ano passado), os Smiths voltam a The Queen is Dead em um relançamento cheio de raridades. Além de uma versão remasterizada do álbum, a De Luxe Edition do disco de 1986 é relançada como caixa de três CDs ou em cinco vinis conta com discos que são verdadeiras relíquias para os fãs do disco.

A primeira delas é uma integral versão alternativa para o álbum, criada a partir de demos e versões diferentes do disco original. São versões bem próximas às conhecidas, algumas com diferenças consideráveis, como o trompete e as risadas ao final de “Never Had No One Ever” e as deliciosas versões cruas de “Bigmouth Strikes Again”, “There is a Light That Never Goes Out” e “Some Girls Are Bigger Than Others” (arrisco dizer que esta última é tão boa quanto a original, com seu dedilhado de guitarras esticado como num sonho). O disco ainda conta com músicas que foram lançadas como lados B dos singles do disco, também remasterizadas, como “Rubber Ring” (que já havia sido antecipada no ano passado), “Asleep”, a instrumental “Money Changes Everything” e “Unloveable”.

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A outra é a oficialização do registro pirata da primeira apresentação ao vivo do disco nos Estados Unidos, quando os Smiths tocaram no Great Woods Amphitheater, na cidade de Mansfield, na grande Boston, no dia cinco de agosto de 1986. Originalmente lançado em 1986 como o disco pirata duplo Live in the USA, o show é eternizado como Live in Boston e traz as primeiras versões ao vivo para quase todas as faixas do disco clássico, além de outras como “How Soon is Now?”, “Hand in Glove”, “I Want the One I Can’t Have”, “Strech Out and Wait”, “Is it Really So Strange?”, “That Joke Isn’t Funny Anymore”, entre outras. As duas últimas músicas do show, no entanto, ficaram inexplicavelmente de fora da versão oficial. Uma pena, já que “Heaven Knows I’m Miserable Now” e “Bigmouth Strikes Again” são dois dos maiores clássicos do grupo. O disco, no entanto, como a maioria das gravações ao vivo dos Smiths vale mais como registro da banda ao vivo do que propriamente como um bom show capturado em áudio.

A edição Deluxe do Queen is Dead também está disponível nas plataformas digitais.

Martela, Superchunk!

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Há quatro anos sem lançar discos, Superchunk retorna com um single de protesto: a inédita “Break the Glass”, que conta com os vocais de Sabrina Ellis (do grupo A Giant Dog) e uma versão para “Mad World” do grupo de hardcore Corrosion of Conformity, cujas letras “infelizmente as letras ainda são apropriadas para hoje”, como disse o líder do grupo, Mac McCaughan.

Kiko Dinucci e Plim de graça no CCSP

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Os trabalhos solo do guitarrista Kiko Dinucci e do baterista Serginho Machado – ambos do Metá Metá – se apresentam em sessão dupla, às 18h, neste domingo, como mais um evento da programação Bicho de Quatro Cabeças. O show é gratuito e os ingressos começam a ser distribuídos duas horas antes (mais informações aqui).