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Washed Out 2018: “All we need is to break it off”

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Faz tempo que o canal Adult Swim funciona como plataforma para artistas de pequeno e médio porte lançarem singles longe de seus discos oficiais. Desta vez o convidado foi o Washed Out de Ernest Greene, que lançou a bela balada oitentista “Face Up”.

Demais.

São Paulo: Capital Tropicalista

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O Centro Cultural São Paulo celebra os 50 anos da Tropicália com o evento São Paulo: Capital Tropicalista, uma exposição sobre o aniversário do movimento que chacoalhou a música brasileira há meio século, que tem dois eventos em sua abertura, nessa sexta: o músico e historiador Cacá Machado fala sobre o clássico Tropicália ou Panis et Circensis, disco-manifesto que colocou o tropicalismo no mapa de nossa música, na Praça das Bibliotecas, às 18h, e em seguida, o diretor do CCSP, Cadão Volpato, conversa com o mestre Tom Zé sobre a São Paulo que viu o movimento nascer e crescer em 1968. Todas as atividades são gratuitas (mais informações aqui).

Noites Trabalho Sujo no Clube V.U. | 6.4.2018

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A sexta-feira é para quem gosta de dançar até se acabar e o jornalista Alexandre Matias, do site Trabalho Sujo, arrasta todo mundo pra pista misturando todo tipo de som: música pop, indie rock, rap, soul, música brasileira, rock clássico, R&B e todo tipo de hit, que transformam o Clube V.U. em uma grande celebração da acabação feliz, reunindo todos ao redor da boa música. E nesta edição, ele recebe sua primeira convidada: a grande Cris Nunes, que segue a linha da noite trazendo hits de todas as décadas para fazer todo mundo ficar com as pernas doendo de tanto dançar.

Noites Trabalho Sujo no Clube V.U.
Toda sexta-feira, a partir das 22h
No som: Alexandre Matias e Cris Nunes
Rua Lavradio, 559, Barra Funda
R$ 10 ou R$ 50 de consumação
Entrada gratuita até à meia-noite
Tel. 3661-2095

Arctic Monkeys numa tranquila

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Há dois anos cozinhando um novo álbum, os Arctic Monkeys finalmente anunciaram o lançamento do sucessor do ótimo AM: Tranquility Base Casino & Hotel será lançado no dia 11 de maio e felizmente deve manter o aspecto rock de tiozão que o grupo de Alex Turner assumiu nos últimos anos.

Eis a capa e o nome das músicas novas:

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“Star Treatment”
“One Point Perspective”
“American Sports”
“Tranquility Base Hotel & Casino”
“Golden Trunks”
“Four Out of Five”
“The World’s First Ever Monster Truck Front Flip”
“Science Fiction”
“She Looks Like Fun”
“Batphone”
“The Ultracheese”

O disco já está em pré-venda.

Vem Melody’s Echo Chamber!

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Depois de muito adiar seu novo disco (e de um súbito acidente que a deixou de molho no ano passado), Melody Prochet volta a acionar seu projeto Melody’s Echo Chamber com o single “Breathe In, Breathe Out”, que conecta as duas pontas de seu trabalho até aqui – a psicodelia guitarreira noise açucarada que a estabeleceu em seu disco de estreia e os experimentos seguintes com folk e música pop que começou a fazer após o lançamento do disco.

A música é o primeiro single do segundo disco da cantora francesa, batizado de Bon Voyage, que foi gravado na Suécia e conta com as participações das bandas Pond e Dungen. Essa é a capa do disco, que já está em pré-venda, seguida das nomes das faixas:

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“Cross My Heart”
“Breathe In, Breathe Out”
“Desert Horse”
“Var Har Du Vart”
“Quand Les Larmes D’un Ange Font Danser La Neige”
“Visions Of Someone Special, On A Wall Of Reflections”
“Shirim”

O acidente que lhe tirou de circulação no ano passado também fez que ela cancelasse sua primeira vinda ao Brasil. Será que dessa vez ela vem?

A Sétima Efervescência em vinil

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A gravadora goiana Monstro está comemorando vinte anos na ativa e resolveu começar as festas colocando o pé na porta ao anunciar que irão lançar o clássico A Sétima Efervescência, obra-prima do gaúcho Júpiter Maçã, em edição luxuosa em vinil como sendo o primeiro volume de sua Série Ouro, dedicada a recuperar lacunas da discografia brasileira que ainda não tiveram versões neste formato. O marco psicodélico que Júpiter lançou em 1996 vem como um álbum duplo, como capa gatefold, encarte com texto escrito pelo Cristiano Bastos (autor do livro Gauleses Irredutíveis, sobre a história do rock do Rio Grande do Sul, e do documentário Nas Paredes da Pedra Encantada, sobre o mítico disco Paebirú, de Zé Ramalho e Lula Cortes), com fotos inéditas da época do álbum e já pode ser encomendado no site da Monstro. A Sétima Efervescência é apenas o primeiro destes lançamentos: a Série Ouro da gravadora também deve relançar Ties of Blood, do Korzus; Com Todo Amor e Carinho do grupo brasiliense Oscabeloduro; e Jumentor, do grupo campineiro Os Muzzarelas, além de estarem negociando um dos discos do Mundo Livre S/A e o Tarde na Fruteira, também do Júpiter Maçã, que a Monstro lançou originalmente em CD.

Luedji Luna: Bom Mesmo é Estar Debaixo D’Água

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A cantora e compositora baiana Luedji Luna é a dona das terças-feiras de abril no Centro da Terra, sessão ainda sem nome que abre a possibilidade para artistas expandirem obras em temporadas curtas. Bom Mesmo É Estar Debaixo D’Água é o nome de sua temporada, em que experimenta, ao lado de um baixista, músicas de seu novo repertório, para além do disco Um Corpo no Mundo, lançado no ano passado. A temporada é batizada com o título de uma dessas novas canções (que ainda incluem faixas chamadas de “Chororô”, “Khadja”, “Bença”, “Tudo que brilha”, “Eu sou um Árvore Bonita” e “Seta”, entre outras), todas mostradas pela primeira vez no pequeno grande palco do bairro do Sumaré, em São Paulo. São canções compostas ao lado do músico François Muleka, que participará de uma das apresentações, e o repertório deve variar de um show para o outro. As apresentações acontecem em todas as terças de abril, à exceção do dia 10 (mais informações aqui). Mas ela nem sabe se as novas músicas darão origem a um novo disco: “Nesse momento eu quero somente compor mais canções…”, como ela me conta na entrevista a seguir.

Como é começar a pensar em músicas novas no momento em que seu álbum está decolando?
Eu não pensei, essas canções simplesmente vieram! Tenho refletido muito sobre afetividade de mulheres negras, tenho pensado muito sobre meus próprios afetos e experiências amorosas, que acabaram virando letras, boa parte delas musicadas por François Muleka, que será convidado a cantar comigo em uma das terças. Nesse momento eu quero somente compor mais canções…

As canções têm algum ponto em comum? Elas estão em qual estágio?
Sim, eu sou letrista na maioria das canções e o François musicou boa parte delas, todas trazem como elemento comum a temática do amor ou a ausência dele. O formato será voz e baixo. Elas podem estar no estágio inicial ou final, não quero gerar expectativas.

Você mostrará músicas do seu disco atual?
Não, eu quero me experimentar cantando essas novas canções e ver a reação do público. Apesar de entender que quero trazer essa mesma temática no novo disco, não necessariamente essas serão as canções que estarão no próximo trabalho. Bom Mesmo É Estar Debaixo D’Água é uma experiência!

Rico Dalasam: Elefantes, Mantras e Trava-Línguas

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Em abril, as datas do Segundamente – temporada mensal que acontece às segundas-feiras no Centro da Terra com minha curadoria musical – são do rapper Rico Dalasam, que está finalizando o ciclo do EP Balanga Raba, lançado no meio do ano passado, e sai em busca de novas sonoridades. Assim ele embarca na temporada Elefantes, Tramas e Trava-Línguas (mais informações aqui), quando, acompanhado apenas dos músicos Moisés Guimarães (guitarra) e Dinho Souza (teclados), apresentando músicas novas e recriando antigas, buscando espaços musicais que possam levar suas canções para além da pista de dança. Influenciado pela moderna música africana e por artistas tão diferentes quanto Nicolas Jaar e Bon Iver, ele começa a mexer em seu repertório sem intenção de transformar o trabalho em um disco. “A palavra experimental é a que mais reverbera em minha cabeça”, explica o rapper. “Abrir as músicas e entregar mantras a partir de suas melodias e trava-línguas das rimas. É o único desejo dentro desse projeto.” Conversei com ele sobre esta etapa de sua carreira e como ele pensa em repensar sua carreira a partir deste experimento.

Qual o conceito por trás desta temporada no Centro da Terra?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rico-dalasam-2018-qual-o-conceito-por-tras-desta-temporada-no-centro-da-terra

Descreva como serão as apresentações – qual será a formação dos shows?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rico-dalasam-2018-descreva-como-serao-as-apresentacoes

Você ficará apenas músicas novas ou novas versões das antigas?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rico-dalasam-2018-voce-ficara-apenas-musicas-novas-ou-novas-versoes-das-antigas

Quais são suas principais influências para esta temporada?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rico-dalasam-2018-quais-sao-suas-principais-influencias-para-esta-temporada

Como os shows mudarão entre si?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rico-dalasam-2018-como-os-shows-mudarao-entre-si

A temporada é um ensaio para o novo disco ou algo que funciona por si só?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rico-dalasam-2018-a-temporada-e-um-ensaio-para-o-novo-disco-ou-algo-que-funciona-por-si-so

Gangrena Gasosa no CCSP

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A banda carioca Gangrena Gasosa, que misturou terreiro e heavy metal ao fundar o gênero saravá metal, traz o show de lançamento de seu disco mais recente, Gente Ruim Só Manda Lembrança pra Quem Não Presta, neste sábado, às 19h (mais informações aqui).

Karol Conká ♥ Sabotage

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Em mais uma colaboração para a Trip – ou, melhor dizendo, para sua revista-irmã TPM -, conversei com a rapper curitibana Karol Conká sobre o primeiro sinal de vida de seu aguardado segundo álbum, Ambulante, quando, sexta que vem, ela lança sua versão para a música “Cabeça de Nego”, do Instituto com o Sabotage, produzida pelos próprios Tejo e Rica do Instituto ao lado do produtor do novo disco de Karol, Péricles “Boss in Drama” Martins. Um trecho da conversa:

Regravar uma música do Sabotage no Brasil de 2018 tem um teor político. Qual seu papel nessa história?
É mostrar força pra quem pensa em sucumbir. As mensagens que recebo diariamente são muito tristes. Depois da morte da Marielle Franco muita gente está sem esperança. Conversei com a MC Carol, que foi candidata à vereadora e ela estava muito em choque, até fez uma música sobre isso. A gente se perguntou o que podia fazer. Chorar só escondido. Não dá pra ficar mostrando abalo, não é isso que a Marielle queria. É força, luta. É uma perda muito grande, a dor é imensa, fico arrasada, mas a gente tem milhares de pessoas que nos usam como referência. Não somos protagonistas à toa. Agora é a hora da gente juntar mais força ainda, focar realmente na solução. So-lu-ção. Mas como fazer isso? Mantendo contato com pessoas que têm essa mesma disposição, que estão quase sucumbindo. Como artista, também fico numa posição de risco, por ser porta-voz. A morte de Marielle foi tipo um aviso, foi um cala-boca pra todo mundo, “parem de encher o nosso saco”. Nunca me envolvi com política, não falo sobre isso, mas as pessoas sabem qual é a minha posição, tá escancarado na minha cara.

A íntegra da entrevista você lê no site da TPM.