Frieza e Basalt no Centro do Rock
Duas bandas de pós-metal, a goiana Frieza e a paulistana Basalt, encerram a programação gratuita do Centro do Rock no CCSP neste sábado, a partir das 19h (mais informações aqui).
Duas bandas de pós-metal, a goiana Frieza e a paulistana Basalt, encerram a programação gratuita do Centro do Rock no CCSP neste sábado, a partir das 19h (mais informações aqui).
Edgar está vindo e quem sabe, sabe. É até redutor chamá-lo de rapper, uma vez que este arauto de Guarulhos caminha tanto pelas fronteiras do texto falado que também abrangem o rap, mas que também ecoam no rádio-jornalismo, na poesia slam, no spoken word, na locução e em outras formas narrativas que usam a voz não-cantada como veículo. Embrenhando-se como um cigano em diversos lugares do país (já morou na casa de amigos no sul, em Minas Gerais, no Pernambuco – cada um destes lugares influenciando sua arte), ele não para apenas na música como vai além: seu figurino, presença online e fotos reciclam cacos de nosso imaginário para criar um ser novo e mutante, retrô e futurista, assustador e encantador na mesma medida. Seu primeiro disco, Ultrassom, será lançado pela Deck agora em agosto e foi produzido pelo jovem mestre Pupillo, baterista da Nação Zumbi. Edgar antecipa o clipe de “O Amor Está Preso?” em primeira mão para o Trabalho Sujo.
Abaixo, a capa do disco e a ordem das músicas, duas delas com a participação de Céu e Rodrigo Brandão.
“Líquida”
“Felizes Eram os Golfinhos”
“Go Pro”
“Print”
“O Dia é Meu” (participação: Céu)
“Plástico”
“Saúde Mecânica”
“Adorno” (participação: Rodrigo Brandão)
“O Amor Está Preso?”
“Antes Que as Libélulas Entrem em Extinção”
“Charles Lynch”
Duas bandas de rock torto do selo Sinewave, Macaco Bong e Odradek, dão início à última semana de apresentações gratuitas no CCSP nesta quinta, às 21h (mais informações aqui).
O documentário MATANGI / MAYA / M.I.A., do diretor Stephen Loveridge, pretende mergulhar numa das artistas mais ímpares deste século – M.I.A. e sua transformação de ativista política para popstar global em menos de uma década.
Esqueci de linkar aqui o post que fiz pro Instagram da revista Trip no meio do mês sobre o show que o grupo fez para lançar seu excelente Quebra-Cabeças no Sesc Pompeia – com direito a vídeo da faixa-título. Abaixo, a íntegra do texto que mandei pra revista.
Música de protesto instrumental
O Bixiga 70 lança seu quarto disco, pegando ainda mais pesado na veia política, mesmo sem vocais
A máquina de groove Bixiga 70, hidra paulistana de dez cabeças que conquistou o Brasil e o mundo, está prestes a lançar seu quarto álbum, Quebra-Cabeças, e começam a apresentá-lo a partir desta quinta-feira até sábado, com três shows no Sesc Pompeia. É o disco do grupo que mais demorou tempo para sair e o primeiro que leva um título – os anteriores foram batizados apenas com o nome da banda. Também muda a abordagem musical – é um disco mais
introspectivo e pesado que os discos anteriores.
“Reflete o momento: tem sido bem pesado viver no Brasil”, conta o guitarrista e tecladista Maurício Fleury, “a gente nunca quis cair numa coisa que fosse muito parnasiana, o som pelo som, a gente precisava achar um eixo que foi falar sobre o que a gente vive.”. “A gente sempre teve isso, de fazer música de protesto mesmo sem escrever letra”, emenda o saxofonista Daniel Oliveira.
“A gente sente isso todo dia, em cada treta que acontece em São Paulo. A gente fazia o Dia do Grafitti no Bixiga todo ano, mas no ano passado não conseguimos fazer porque não teve apoio da prefeitura”, continua Fleury. “A política acaba intervindo no nosso trabalho de uma forma muito direta. Tem gente que quer extinguir o Ministério da Cultura. Não tem música que não seja de protesto numa situação dessas! Qualquer mínimo de pensamento já é protesto. Querem que a gente vá contra a ciência, contra a cultura, a arte, o respeito à vida humana… É muito terrível o que a gente tá vivendo, o que a gente faz é uma ilustração, talvez não seja tão transformador, é só uma forma de reagir. Não tem como não se posicionar”.
O disco demorou para sair pois foi atropelado pelas turnês globais do grupo, especificamente uma que durou 45 dias no meio do ano passado, que fez a banda passar por Los Angeles e pela Índia. Gestado durante quatro dias em um sítio no interior de São Paulo em maio do ano passado, Quebra-Cabeças começou a ser gravado ainda em 2017, quando o grupo lançou a faixa “Primeiramente”. Foi a primeira colaboração com o engenheiro de som Gustavo Lenza, que assumiu a produção do disco – é a primeira vez que alguém de fora dá pitacos na criação do Bixiga 70. O tom ainda é festivo mas parte do novo repertório é lento e melancólico.
Duas forças na nova psicodelia brasileira – a paulista Bike e a capixaba My Magical Glowing Lens – se reúnem neste domingo, às 18h, no CCSP, para realizar mais um show conjunto dentro da programação do Centro do Rock – mais uma vez, de graça (mais informações aqui).
Uma das principais atrações do Centro do Rock no CCSP em 2018, o grupo goiano Carne Doce lança seu novo disco Tônus este sábado, a partir das 19h, com abertura da conterrânea Bruna Mendez, de graça (mais informações aqui).
Nesta sexta-feira o Centro do Rock abre espaço para o pós-rock cearense, com o encontro das bandas Maquinas e Astronauta Marinho no palco do CCSP, às 19h, de graça (mais informações aqui).
As apresentações desta quinta-feira – a banda paraense Molho Negro e a mineira Black Pantera – fecham o tempo a partir das 21h na nona noite do Centro do Rock do CCSP, sempre gratuito (mais informações aqui).