Imenso prazer em receber o grande Pedro Pastoriz no Centro da Terra, quando o cantor e compositor gaúcho começa a descortinar seu próximo álbum solo em uma série de experimentos ao vivo que começam nesta terça-feira, a partir das 20h (mais informações aqui). Ele apresenta Esse Show é um Teste ao lado dos músicos que também estão na produção deste novo álbum, ainda sem nome: o baixista Arthur Decloedt e o baterista Charles Tixier. A apresentação também é fruto da parceria que armei com Pedro, uma vez que estou fazendo a direção artística deste seu novo trabalho, e explora possibilidades no palco para além das simples canções tocadas em frente ao público, explorando outros espaços, sonoros e físicos, desta apresentação. Conversei com ele sobre este primeiro show de uma nova fase.
Em mais um cinquentenário beatle devidamente registrado em uma edição de luxo, o disco Abbey Road recebe o tratamento especial que Sgt. Pepper’s e o Álbum Branco receberam nos anos anteriores, com o lançamento de uma versão remasterizada do álbum que conta com 23 faixas inéditas, entre versões alternativas e faixas que não entraram no disco original.
São três versões: uma quádrupla com três CDs e um bluray com o disco em alta definição, além de um livro de cem páginas cheio de fotos inéditas, uma tripla em vinil com o disco remasterizado e as versões alternativas (sem o livro), além de um CD duplo (e versões picture disc)
Uma boa amostra são estas três versões de “Something”, obra-prima de George Harrison, que vem nas versões demo, cordas e remasterizada. Sente só:
E além das todas as faixas disco em versões diferentes, a nova edição ainda traz versões para “The Ballad Of John And Yoko” (que saiu como compacto), “Old Brown Shoe” (lançada no disco Let it Be, do ano seguinte), “Goodbye” (que John e Paul deram para Mary Hopkin) e “Come And Get It” (que Paul compôs para a trilha de The Magic Christian e depois deu para o Badfinger), além de uma versão preliminar no medley do lado B do disco batizado de “The Long One” – com “Her Majesty” no meio e não no final. Segue a ordem das faixas da nova versão.
CD 1: 2019 Stereo Mix
“Come Together”
“Something”
“Maxwell’s Silver Hammer”
“Oh! Darling”
“Octopus’s Garden”
“I Want You (She’s So Heavy)”
“Here Comes The Sun”
“Because”
“You Never Give Me Your Money”
“Sun King”
“Mean Mr Mustard”
“Polythene Pam”
“She Came In Through The Bathroom Window”
“Golden Slumbers”
“Carry That Weight”
“The End”
“Her Majesty”
CD 2: Sessions
“I Want You (She’s So Heavy)” (Trident Recording Session & Reduction Mix)
“Goodbye” (Home Demo)
“Something” (Studio Demo)
“The Ballad Of John And Yoko” (Take 7)
“Old Brown Shoe” (Take 2)
“Oh! Darling” (Take 4)
“Octopus’s Garden” (Take 9)
“You Never Give Me Your Money” (Take 36)
“Her Majesty” (Takes 1–3)
“Golden Slumbers”/”Carry That Weight” (Takes 1–3 / Medley)
“Here Comes The Sun” (Take 9)
“Maxwell’s Silver Hammer” (Take 12)
CD 3: Sessions
“Come Together” (Take 5)
“The End” (Take 3)
“Come And Get It” (Studio Demo)
“Sun King” (Take 20)
“Mean Mr Mustard” (Take 20)
“Polythene Pam” (Take 27)
“She Came In Through The Bathroom Window” (Take 27)
“Because” (Take 1 – Instrumental)
“The Long One” (Trial Edit & Mix – 30 July 1969)
“You Never Give Me Your Money”, “Sun King”, “Mean Mr Mustard”, “Her Majesty”, “Polythene Pam”, “She Came In Through The Bathroom Window”, “Golden Slumbers”, “Carry That Weight”, “The End”
“Something” (Take 39 – Instrumental – Strings Only)
“Golden Slumbers”/”Carry That Weight” (Take 17 – Instrumental – Strings & Brass Only)
Lana Del Rey – “Season Of The Witch”
Clash – “The Right Profile”
Sleater-Kinney – “Can I Go On”
Do Amor – “Planeta Fome”
Karina Buhr – “Amora”
Jards Macalé – “Limite”
Juliana Perdigão – “Só o Sol”
Billie Eilish – “My Strange Addiction”
Thom Yorke – “Runwayaway”
Hot Chip – “Melody of Love”
Theophilus London + Tame Impala – “Only You”
Gilberto Gil – “Tempo Rei”
Pato Fu – “O Processo Da Criação Vai De 10 Até 100 Mil”
Of Montreal – “Plastis Wafers”
Silver Jews – “People”
A banda goiana Carne Doce volta a São Paulo tocando seu disco Tônus, além de material inédito, neste domingo, às 20h, no Centro Cultural São Paulo (mais informações aqui).
Em quatro vídeos feitos pela Piauí, o diretor artístico da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, Arthur Nestrovski, sintetiza a importância do maior artista brasileiro, João Gilberto, que morreu há um mês.
A banda gaúcha Supervão lança seu disco Faz Party a partir das 19h deste sábado e convida o músico mineiro JP para abrir o show, tudo de graça (mais informações aqui).
Nossa musa Lana Del Rey prepara o terreno para seu sexto álbum, Norman Fucking Rockwell, que se tornará público no penúltimo dia deste mês, e lança uma versão para “Season of the Witch”, clássico de Donovan nos anos 60, para manter seu nome quente durante este mês de agosto. Produzida pelo mesmo Jack Antonoff que a produziu em seu próximo disco, a faixa não estará no novo álbum e sim na trilha sonora do novo filme de Guillermo del Toro, baseado na trilogia de livros Scary Stories to Tell in the Dark, que estreia agora em agosto nos EUA.
O single reforça a aura de feitiçaria que ela vem assumindo desde seu disco mais recente, Lust for Life. Já Norman Fucking Rockwell teve sua capa e nome das músicas revelados no fim do mês passado, além de um trailer (abaixo). Todas as músicas que Lana mostrou antes do novo lançamento (“Venice Bitch”, “Mariners Apartment Complex”, “Hope Is a Dangerous Thing for a Woman Like Me to Have – But I Have it” e a versão para “Doin’ Time” do grupo Sublime) entraram no álbum.
Dividindo a capa com ela surge Duke Nicholson, neto de Jack Nicholson. Tira onda essa Lana…
“Norman Fucking Rockwell”
“Mariners Apartment Complex”
“Venice Bitch”
“Fuck it I Love You”
“Doin’ Time”
“Love Song”
“Cinnamon Girl”
“How to Disappear”
“California”
“The Next Best American Record”
“The Greatest”
“Bartender”
“Happiness is a Butterfly”
“hope is a dangerous thing for a woman like me to have – but i have it”
O cantor paulista Jacintho lança seu disco Tropical Desespero, produzido por Felipe Cordeiro e Rafael Barone (da banda Liniker e os Caramelows), que mistura ritmos tropicais de todas as épocas – da salsa ao reggaton – nessa sexta-feira, às 19h (mais informações aqui).
Mesmo separado em três cidades diferentes (uma delas, além mar), o quarteto carioca Do Amor conseguiu, à distância, encontrar um jeito para gravar um disco novo – e eles lançam seu A Zona Morta nesta sexta-feira, antecipando a primeira faixa, “Guanabara”, com clipe artesanal dirigido pelo guitarrista Gustavo Benjão, aqui no Trabalho Sujo.
“O nome do disco tem a ver com a zona morta do arremesso de três do basquete, mas também tem muito a ver com o mundo de hoje em dia em que vão se criando vazios, vácuos de conhecimento, de cultura, de amor e isso afeta a sociedade de uma maneira geral, mas também abre espaço para novas coisas e manifestações culturais e pessoais florescerem”, me explica Benjão.
“Mesmo com os quatro morando no Rio a gente já teve dificuldade de divulgar o disco anterior, por causa da vida doméstica, das carreiras solo de cada e isso atravancou a divulgação do disco”, continua o baterista Marcelo Callado, que comenta a saída de dois dos integrantes originais da cidade-natal da banda, quando o baixista Ricardo Dias Gomes foi para Lisboa e Gabriel Bubu mudou-se para São Paulo. “Com isso, a banda foi dando uma certa minguada, os trabalhos solo foram tomando proporções maiores e a banda foi ficando de lado. Mas sempre com carinho”, completa, ressaltando que a banda nunca cogitou terminar.
Pelo contrário, o grupo pensou em como continuar desta maneira. “A gente teve uma ideia de fazer um disco de colagens, que não precisava estar junto pra gravar, que um fizesse uma parte de uma música e outro fosse completando, à distância”, lembra Callado. “E esse processo gerou muitas músicas, algumas que foram pro meu disco solo, Caduco.” “A gente foi pré-produzindo com alguns meses antes, trocamos muitas músicas e muitas ideias de maneira virtual, dada à distância – Ricardo tá morando em Portugal, Bubu em São Paulo – é uma junção de ideias”, emenda Benjão.
“Aí no meio desse processo, o Ricardo tava aqui no Rio”, continua o baterista, “e o Bubu teve uma ideia boa de se encontrar os quatro e gravar tudo em dois dias. E foi o que a gente fez. A gente fez uma seleção dessas músicas, escolheu as que tivessem mais a ver com esse formato e gravou como se gravava antigamente, os primeiros discos dos Ramones e dos Beatles, aprendendo a música na hora e gravando.” Gustavo continua: “Escolhemos dez músicas, definimos a forma e ensaiamos rapidamente e gravamos da maneira mais simples, só os quatro gravando numa sala, na Áudio Rebel, ao vivo, sabendo que já ia ser o disco. A gente já pensou nos arranjos de baixo, guitarra e bateria pra não ter nenhuma sobreposição, nenhum instrumento foi gravado posteriormente, só os vocais. Um disco cru como faríamos no palco”.
E Benjão não está exagerando quando diz cru. A placidez de “Guanabara” não traduz as guitarras pesadas que dominam o disco, que está mais para os primeiros discos dos Beatles e dos Ramones como Callado descreve, embora com aquele jeito torto típico das composições dos quatro. Algumas faixas (como a expansiva “Planeta Fome”, o bailinho de “Não Peida no Amor” e a vibe soy darks de “No Cemitério”) até saem da atmosfera musical Ween do iê iê iê que paira sobre o disco, mas as guitarras estão sempre lá, mais incisivas devido à gravação ao vivo.
“É um disco sem adereços, que tem a pilha do encontro, só os quatro, fazendo o que a gente faz juntos, sem outros elementos além daquilo que a gente tá fazendo ali”, explica Benjão. “Fizemos vários takes ao vivo de cada música, escolhemos o melhor, e depois gravamos as vozes. Foi um jeito de dar mais relevância pra esse encontro, já que a gente não tá tão junto fisicamente. Inicialmente a gente pensou em gravar o disco mono em cassete, mas devido à sonoridade a gente abandonou essa ideia.” Essa vibe crua traduz o hiato do grupo, como resume Callado: “A banda nunca acabou, mas realmente ficou numa zona morta”, embora refute que o nome do disco não esteja ligado a isso.
Abaixo, a capa e o nome das músicas de Zona Morta:
“Roquinho Triste da MPB”
“Zona Morta”
“O Tempo”
“Azar”
“Guanabara”
“Não Peida no Amor”
“Planeta Fome”
“No Cemitério”
“Falta”
“Flórida”
O produtor e jornalista Alex Antunes comemora seu aniversário de 60 anos nesta quinta-feira, apresentando dois trabalhos de suas bandas, o grupo de improviso MARV e o trio Death Disco Machine, a partir das 21h (mais informações aqui).