O luthier experimental suíço Norbert Möslang, pioneiro no uso de técnicas de arte sonora na música improvisada ao vivo, apresenta-se neste sábado no Centro Cultural São Paulo, a partir das 19h (mais informações aqui).
O músico brasileiro Wallace Oliveira reinventa a guitarra portuguesa com seu trio em show gratuito nesta sexta-feira, às 19h, no Centro Cultural São Paulo (mais informações aqui).
“Eu não vou sucumbir”, brada a diva Elza Soares em “Libertação”, primeiro single de seu próximo álbum, batizado de Planeta Fome, que reúne três pesos pesados da música baiana: Letieres Leite, Virgínia Rodrigues e BaianaSystem.
Quando o baixista do grupo Do Amor, Ricardo Dias Gomes, convidou a fotógrafa Caroline Bittencourt para fazer um clipe de uma das faixas do disco que ele lançou no ano passado, Aa, ela parou em “Fogo Chama”, que tem a participação do guitarrista Arto Lindsay. “Quando ouvi, me veio uma uma imagem fotográfica”, lembra a fotógrafa. “A Islândia como cenário seria perfeito. A terra do gelo, sempre em ebulição, pronta a explodir”. O clipe foi feito a partir de imagens que Caroline fez na terra da Björk, tanto com seu celular quanto em 35 mm, dirigido por Alê Dorgan e que aparece agora pela primeira vez no Trabalho Sujo.
“Não conheço a Islândia. Carol foi quem teve a visão do clipe e executou com a Alessandra”, explica Ricardo, sobre o processo de criação do curta. “A música compus e gravei ainda no Rio, pensando no fogo e mergulhando nessa dualidade entre seu significado histórico e antropológico ou do desejo e da paixão”, explica avisando que esteve em Nova York há duas semanas gravando bases para um próximo trabalho.
Aproveito para perguntar sobre a vida em Portugal, já que o músico mudou-se para além mar há dois anos. “Portugal está num período de aumento da sua visibilidade no mundo. Muita gente se mudando para lá, o que trás uma efervescência cultural cada vez maior. Sempre me surpreende a quantidade de pequenos eventos (de todas as artes) pipocando nas associações culturais e até em apartamentos. Brasileiros estão vindo aos montes, muitos bolsominions infelizmente, mas não só. É muito bom que cheguem tantos músicos brasileiros. Agora, pra mim, é, mais do que nunca, tão claro que não há no mundo um país tão incrível musicalmente como o Brasil. No geral os portugueses reconhecem isso.”
E fala sobre a sobrevivência de sua banda à distância. “É impossível pra mim tirar os dois pés do Rio. É uma vida inteira construída e Do Amor é das coisas mais especiais que há. Temos para nós que a banda segue firme nesses novos tempos. Claro que não devo estar presente em todos os shows que vão surgir mas pretendo estar presente o máximo possível”, conclui.
Aproveitando o aniversário de 40 anos de um dos discos mais emblemáticos da história do rock, o grupo inglês The Clash, um dos pilares do punk, tem sua saga revisitada a partir de novembro no Museum of London, na Inglaterra. A exposição The Clash: London Calling leva o nome do clássico álbum pois o utiliza como ponto focal e reúne mais de uma centena de itens relacionados ao grupo, entre equipamentos, peças de roupa, fotos e trechos de filmes, detalhando especificamente o processo de realização do disco – que chegou a se chamar The Ice Age e New Testament.
Entre os itens que estarão à mostra em público pela primeira vez estão as baquetas do baterista Topper Headon, a capa de fita cassete em que o guitarrista Mick Jones definiu a ordem das músicas do disco, a máquina de escrever e o caderno de rascunho de Joe Strummer e os pedaços do baixo que Paul Simonon espatifou no chão em um show em Nova York dois meses antes do lançamento do disco, gesto que rendeu a fotografia imortalizada em sua capa (veja abaixo).
O caderno de anotações de Joe Strummer
O baixo Fender Precision quebrado no palco por Paul Simonon em Nova York no dia 21 de setembro de 1979 na foto que foi eternizada na capa de London Calling
A fita cassete com a caligrafia de Mick Jones que definiu a ordem das faixas de London Calling
A máquina de escrever de Joe Strummer
Baquetas de Topper Headon
A exposição será gratuita ao público, abre no dia 15 de novembro e funciona até o meio do semestre que vem (mais informações aqui), coincidindo com o lançamento do livro London Calling Scrapbook, que será lançado pela Sony e reúne fotos e anotações manuscritas da banda sobre o disco histórico lançado no final de 1979.
A dupla psicodélica chilena The Holydrug Couple apresenta-se nesta quinta-feira, a partir das 21h, no Centro Cultural São Paulo (mais informações aqui) e a abertura fica a cargo da banda Atalhos.
O cantor e compositor Michael Kiwanuka anuncia o sucessor do ótimo Love & Hate, de 2016, com a deliciosa e assertiva faixa de abertura “You Ain’t The Problem”, que traz ecos de “The Bottle” de Gil Scott-Heron, para o século 21.
Seu terceiro álbum, batizado apenas com seu sobrenome, será lançado no dia 25 de outubro – já está em pré-venda – e, como o disco anterior, também foi produzido por Danger Mouse. Abaixo você vê a capa e a ordem das músicas:
“You Ain’t The Problem”
“Rolling”
“I’ve Been Dazed”
“Piano Joint (This Kind Of Love) Intro”
“Piano Joint (This Kind Of Love) Main”
“Another Human Being”
“Hero/Hard To Say Goodbye”
“Final Days/Interlude (Loving The People)”
“Solid Ground”
“Light”
Imenso prazer em receber o grande Pedro Pastoriz no Centro da Terra, quando o cantor e compositor gaúcho começa a descortinar seu próximo álbum solo em uma série de experimentos ao vivo que começam nesta terça-feira, a partir das 20h (mais informações aqui). Ele apresenta Esse Show é um Teste ao lado dos músicos que também estão na produção deste novo álbum, ainda sem nome: o baixista Arthur Decloedt e o baterista Charles Tixier. A apresentação também é fruto da parceria que armei com Pedro, uma vez que estou fazendo a direção artística deste seu novo trabalho, e explora possibilidades no palco para além das simples canções tocadas em frente ao público, explorando outros espaços, sonoros e físicos, desta apresentação. Conversei com ele sobre este primeiro show de uma nova fase.
Em mais um cinquentenário beatle devidamente registrado em uma edição de luxo, o disco Abbey Road recebe o tratamento especial que Sgt. Pepper’s e o Álbum Branco receberam nos anos anteriores, com o lançamento de uma versão remasterizada do álbum que conta com 23 faixas inéditas, entre versões alternativas e faixas que não entraram no disco original.
São três versões: uma quádrupla com três CDs e um bluray com o disco em alta definição, além de um livro de cem páginas cheio de fotos inéditas, uma tripla em vinil com o disco remasterizado e as versões alternativas (sem o livro), além de um CD duplo (e versões picture disc)
Uma boa amostra são estas três versões de “Something”, obra-prima de George Harrison, que vem nas versões demo, cordas e remasterizada. Sente só:
E além das todas as faixas disco em versões diferentes, a nova edição ainda traz versões para “The Ballad Of John And Yoko” (que saiu como compacto), “Old Brown Shoe” (lançada no disco Let it Be, do ano seguinte), “Goodbye” (que John e Paul deram para Mary Hopkin) e “Come And Get It” (que Paul compôs para a trilha de The Magic Christian e depois deu para o Badfinger), além de uma versão preliminar no medley do lado B do disco batizado de “The Long One” – com “Her Majesty” no meio e não no final. Segue a ordem das faixas da nova versão.
CD 1: 2019 Stereo Mix
“Come Together”
“Something”
“Maxwell’s Silver Hammer”
“Oh! Darling”
“Octopus’s Garden”
“I Want You (She’s So Heavy)”
“Here Comes The Sun”
“Because”
“You Never Give Me Your Money”
“Sun King”
“Mean Mr Mustard”
“Polythene Pam”
“She Came In Through The Bathroom Window”
“Golden Slumbers”
“Carry That Weight”
“The End”
“Her Majesty”
CD 2: Sessions
“I Want You (She’s So Heavy)” (Trident Recording Session & Reduction Mix)
“Goodbye” (Home Demo)
“Something” (Studio Demo)
“The Ballad Of John And Yoko” (Take 7)
“Old Brown Shoe” (Take 2)
“Oh! Darling” (Take 4)
“Octopus’s Garden” (Take 9)
“You Never Give Me Your Money” (Take 36)
“Her Majesty” (Takes 1–3)
“Golden Slumbers”/”Carry That Weight” (Takes 1–3 / Medley)
“Here Comes The Sun” (Take 9)
“Maxwell’s Silver Hammer” (Take 12)
CD 3: Sessions
“Come Together” (Take 5)
“The End” (Take 3)
“Come And Get It” (Studio Demo)
“Sun King” (Take 20)
“Mean Mr Mustard” (Take 20)
“Polythene Pam” (Take 27)
“She Came In Through The Bathroom Window” (Take 27)
“Because” (Take 1 – Instrumental)
“The Long One” (Trial Edit & Mix – 30 July 1969)
“You Never Give Me Your Money”, “Sun King”, “Mean Mr Mustard”, “Her Majesty”, “Polythene Pam”, “She Came In Through The Bathroom Window”, “Golden Slumbers”, “Carry That Weight”, “The End”
“Something” (Take 39 – Instrumental – Strings Only)
“Golden Slumbers”/”Carry That Weight” (Take 17 – Instrumental – Strings & Brass Only)