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Como assim, quarta temporada de Twin Peaks?!

“Está acontecendo de novo!”

twinpeaks

Começou com um tweet nostálgico de David Lynch, lembrando do lugar onde filmou sua clássica série, no meio do mês passado:

“Caros amigos do Twitter, eu amo as pessoas em King County. Amo as locações em King County. Arrumamos um lugar perfeito para filmar Twin Peaks e as pessoas perfeitas para trabalhar com a gente. Tanto Dow Constantine quanto Kate Becker são ótimos! No fim das contas, isso tornou filmar Twin Peaks ali um sonho.”

Mas daí que, no dia 29 de setembro, surge este tweet do Hollywood Horror Museum, que dizia:

“Alguém que nós conhecemos que ‘está por dentro’ deixou escapar algo bem interessante sobre o futuro de Twin Peaks. Se for verdade, estaremos rindo e excitados com 2020!”

E continuava:

“Não queremos meter ninguém em apuros (apenas por ser estúpido o suficiente para nos contar!). Então não podemos falar mais até que ELES falem, mas isso não é só um boato.”

E mais:

“Tudo que podemos dizer é que as pessoas que cuidam disso estão preparando algo grande pra 2020. Até que elas falem disso, teremos que ficar quietos.”

Não custa mencionar que filha de Lynch, Jennifer, faz parte do conselho deste museu do horror em Hollywood, Los Angeles. No dia seguinte, dia 30, o ator Michael Horse, o xerife Hawk, publica uma foto de seu personagem nos anos 90 vendo um pedido para manter silêncio em sua conta no Instagram.

E no dia seguinte, dia 1° de outubro, Kyle MacLachlan, o eterno Agente Cooper, twitta o seguinte:

“Amo este terno elegante, mas estou pensando em donuts nesta manhã.”

Neste domingo, dia 6 de outubro, completam exatos cinco anos que David Lynch e Mark Frost anunciaram a terceira temporada de sua série, algo que era considerado impossível e inconcebível e se revelou a grande obra de arte do século 21 até agora. Será que veremos a quarta temporada em 2020? Um filme? Uma versão em realidade virtual? Ou em ASMR? Ou é só um truque pra vender mais uma edição deluxe do Blu-ray?

happening

ESTÁ ACONTECENDO DE NOVO!? SERÁ POSSÍVEL?

Laerte nos cinemas

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O filme A Cidade dos Piratas, dirigido por Otto Guerra (mesmo diretor do ótimo Wood & Stock – Sexo, Orégano e Rock’n’Roll, inspirado na obra de Angeli), traz para o cinema o universo mental deste grande ícone da cultura nacional, a intelectual do traço Laerte Coutinho: seus personagens, seu traço, sua ironia, sua finesse… Parece ótimo.

A estreia está marcada para o último dia deste mês.

Paes reinventado

Foto: Isabela Yu

Foto: Isabela Yu

“Quem gravou o disco foi eu e Benke, não há participações: eu gravei vozes, baixo e teclado, ele gravou guitarras e beats. A gente tinha liberdade pra gravar e parar a hora que quisesse. Então dormindo, comendo, curtindo junto, isso nos deu uma sensação muito grande de bem estar. Influenciou diretamente no mood do resultado final”, me explica o pernambucano Paes, que lança seu EP Wallace nesta sexta-feira, mas que o antecipa já em primeira mão para o Trabalho Sujo. Feito em parceria com o guitarrista dos Boogarins Benke Ferraz, que produziu e tocou no disco, o EP desconstrói a sonoridade que o cantor e compositor apresentou em seu disco de estreia, Mundo Moderno.

A colaboração com Benke surgiu quando Paes estava começando a cogitar um disco em parceria com o ex-Mombojó Marcelo Campello, que assina algumas das composições do EP. “Ana Garcia, quando tava fazendo a assessoria do Mundo Moderno, meu disco anterior, falava muito que a gente precisava se conhecer e trocar ideia, porque tinha interesses parecidos relacionados a áudio, música, fita cassete etc.”, explica o pernambucano, mencionando a participação ativa da fundadora do festival Coquetel Molotov como ponte crucial do encontro com o guitarrista. “Já havia encontrado ele algumas vezes em Recife mas nunca trocado uma ideia de fato. Mas no Coquetel Molotov do ano passado, a gente se encontrou e eu dei uma Cassete do Mundo Moderno e meses depois, em outra festa ele me deu uma do Boogarins, A Casa das Janelas Verdes, junto com uma revista que saiu pela Void. Eu adorei a fita e ficamos trocando ideia por internet.”

“Ele me pareceu ser a pessoa mais indicada no momento pra tentar tirar outro som, me ajudar a sair da zona de conforto em relação à sonoridade, instrumentação e vibe das músicas. As coisas aconteceram de uma forma bem natural”, continua. “Quando o convidei pra produzir, no outro dia já tava almoçando com eles e pensando como fazer a coisa toda. Levei as cifras, baixo e amp pra lá e já começamos a tirar as harmonias dessas três canções. Depois de dois encontros onde já se criou as bases no Ableton Live e harmonias fomos pro estúdio por dois dias e gravamos. Lá compusemos juntos outras duas faixas ‘8 bit Blues’ e ‘Espelhos’. Ele se envolveu no processo desde o início, desde os arranjos até a finalização do trabalho. Além de produzir ele tocou as guitarras, beats e mixou as nossas parcerias. O nome do álbum surgiu de uma brincadeira nossa com o título de ‘4 Paredes’: Four walls, for Wallace, por Wallace até enfim chegar no Wallace, que reflete muito o clima familiar que a gente construiu na pré, durante as gravações e na pós. Foi-se criando uma amizade bem massa e uma facilidade de decidir as coisas juntos talvez pela forma parecida de pensar música e de filosofia de vida.”

“A diferença é em relação à sonoridade, porque a instrumentação é bem diferente”, me explica. “Não tem bateria, apenas beats eletrônicos. O Mundo Moderno é mais diversificado de timbres e a formação em cada faixa. Tem músicas eletrônicas, outras com violão e piano, outra com banda. O Wallace é rock alternativo, eletrônico, pop e mais lisérgico. É experimental e mais maluco. Em uma faixa gravamos uma jam de baixo e guita encima do beat do Casiotone, depois ele processou no Live e deixou ela com cara de videogame, por isso dei o nome de ‘8 Bit Blues’. Outra surgiu de um áudio de WhatsApp que Benke ouviu, processou e picotou, criando um beat, synth e baixo. Eu criei a melodia e letra e já gravei rapidamente em cima.”

Se o disco é tão diferente do anterior, o mesmo não pode se dizer em relação ao tema. “As questões que abordamos nas letras é uma continuidade do que tá presente no álbum anterior: reflexões sobre a contemporaneidade, das formas de relações que a gente tem nos tempos atuais, tecnologias, formas de comunicação e como isso influencia diretamente no jeito que a gente se socializa, como se relaciona com o outro através da internet e de toda facilidade que isso traz. Tem seu lado positivo de mil possibilidades mas também cria problemas desse nosso tempo que é a sensação de isolamento, muitas vezes estamos conectados com tanta gente mas nos sentimos muito solitários. É uma coisa muito comum isso que acomete quase todos que convivo, uns menos outros mais. Vejo muita gente tendo sofrendo com depressão, ansiedade, pânico e quase sempre relacionando esses pontos levantados como cruciais pra entender o que ta acontecendo no nosso mundo. E eu acho importante falar disso abertamente, nos ajudar, ouvir e tentar encontrar um equilíbrio sabe? Porque temos que estar juntos, se ajudar. É uma coisa muito comum pra nós que vivemos nesse modelo capitalista, de trabalho, cobrança pessoal, da sociedade, do sistema, essa correria louca do dia a dia onde as horas não são suficientes pra a demanda que criamos e aos mesmo tempo passa tudo tão rápido, A vida tá passando por a gente como um vagão de metrô. E nós estamos todos no mesmo carro.”

Agora o desafio é transpor essa sonoridade para o show: “Como virou eletrônico, tanto as novas como as do anterior que serão rearranjadas pra esse formato, a banda é bem reduzida, para um formato duo, em que canto, toco baixo e synth em alguma faixas e com o amigo João Bento, que toca guitarra, backing vocal e maschine, que é basicamente um equipamento com vários pads, onde podemos samplear todos os sons do álbum, não só rítmicos mas também hamônicos e melódicos e tocar ao vivo isso. Mas também temos a formação trio, com Benke completando o time tocando guitarra enquanto João fica nas bases eletrônicas, e eventualmente baixo e sintetizador. Nessa eu tenho mais liberdade pra só cantar em algumas músicas e ficar mais livre em relação a performance.”

Pélico inquieto

Foto: Caroline Bittencourt

Foto: Caroline Bittencourt

“Esse disco é um retrato atual da minha vida, consequentemente a situação do Brasil permeia algumas canções, de forma um pouco mais sutil que o primeiro single, mas tem uma indignação, um desconforto pessoal e coletivo”, me explica o cantor e compositor paulistano Pélico, que lança o clipe de sua “Descaradamente”, dirigido por Bruno Galan e que conta com a participação de Negro Léo nos vocais, em primeira mão no Trabalho Sujo. A primeira canção poderia dar uma ideia de um trabalho mais politizado, ainda mais na situação que passamos hoje no país, mas o disco Quem Me Viu, Quem Me Vê, que será lançado nas plataformas digitais no dia 18 de outubro (e que Pélico antecipa a ordem das faixas, abaixo), aborda outros temas, além do explicitado no primeiro single. A escolha da canção é direta: “Ela representa o que de mais urgente eu preciso dizer”, continua, “estamos num momento muito delicado e perigoso da nossa história. É preciso falar, antes que a gente se arrependa de ter ficado calado.”

“Descaradamente” marca o início de uma nova fase na carreira de Pélico. “Depois de 10 anos trabalhando com o mesmo produtor musical, Jesus Sanchez, resolvi trabalhar com novos produtores, além de boa parte da banda ter mudado também”, conta ele explicando que convocou Régis Damascendo e Dudinha para ajudá-lo a parir o disco. “O Clayton Martin gravou todas as baterias, o André Lima gravou pianos e sintetizadores e o Dudinha gravou alguns baixos. Todos eles nunca tinham gravado comigo. Também tem as participações especiais do Negro Leo e do Teago Oliveira, do Maglore.”

A principal mudança, no entanto, não acontece apenas entre as pessoas com quem Pélico agora trabalha, mas principalmente em relação a método. “Pela primeira vez eu compus boa parte do repertório do disco durante o processo de gravação, escrevia de manhã e à noite levava pro estúdio pro Regis e Dudinha ouvirem e na sequencia levantar a base. Isso deu uma cara pro disco, uma crueza e uma urgência que os outros meus três discos anteriores não tem.”

“Acerto de contas”
“Quem me viu, quem me vê”
“Nosso Amor”
“Não Procurava Ninguém”
“Machucado”
“Descaradamente”
“Nunca Mais”
“Louco por Você”
“Pra te Dizer”
“Amanheci”

Kastrup no Centro Cultural São Paulo

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O compositor e percussionista carioca Guilherme Kastrup inaugura a programação de música de outubro do Centro Cultural São Paulo ao levar seu disco Ponto de Mutação ao palco da Sala Adoniran Barbosa nesta quinta-feira, a partir das 21h (mais informações aqui).

CCSP: Outubro de 2019

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3/10 – Kastrup– O percussionista carioca mostra seu Ponto de Mutação, a partir das 21h
6/10 – Francisco El Hombre – O grupo méxico-paulistano apresenta seu disco Rasgacabeça, lançado no início do ano, às 18h
12/10 – Febem – O rapper apresenta seu álbum Running a partir das 19h
13/10 – O Som Nosso de Cada Dia – O clássico grupo progressivo paulistano comemora seus 45 anos de carreira, lançando o disco de inéditas Mais Um Dia, às 18h
17/10 – Dialeto + Lucy – Duas bandas paulistanas de inspiração prog apresentam-se a partir das 21h
19/10 – Jair Naves + Acachapa – O líder do Ludovic mostra seu disco mais recente, o ótimo Rente, a partir das 19h
20/10 – Pin Ups + Miêta – O grupo indie paulistano lança a versão em vinil de seu novo álbum, Long Time No See, com abertura da banda mineira, às 18h
24/10 – Papisa + Yma – A cantora e compositora paulista lança seu disco Fenda com abertura da revelação paulistana, a partir das 21h
27/10 – La Leuca + Vítor Brauer – A banda catarinense mostra seu novo trabalho com abertura do líder do grupo Lupe de Lupe, a partir das 18h
31/10 – Música de Montagem – Sérgio Molina mostra o novo trabalho de seu grupo a partir das 21h

Sotaques YB: Héloa + Saulo Duarte

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Como parte das comemorações dos 20 anos da Ybmusic, a série de encontros Sotaques YB inaugura as quartas-feiras com música no Centro da Terra e, durante o mês de outubro, traz apresentações ao vivo que promovem encontros inéditos entre duplas de artistas do elenco da gravadora (mais informações aqui). O primeiro deles acontece na primeira quarta do mês, dia 2 de outubro, e reúne a cantora sergipana Héloa com o compositor e guitarrista paraense Saulo Duarte, que já trabalharam juntos mas nunca dividiram o mesmo palco. Conversei com os dois sobre o encontro, além de pegar uma palavra com o capo da YB, Maurício Tagliari, sobre a escolha desta dupla.

A voz de Miranda Kassin

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Finalmente Miranda Kassin assume a própria voz e renasce em seu segundo disco Submersa, lançado na semana passada, que ela me chamou para escrever o texto de apresentação, que segue abaixo.

Um zumbido eletrônico ronda os ouvidos. Ele se aproxima e se distancia, quase que um radar pairando sobre o ouvinte, até crescer e abrir espaço para baixo e bateria marcarem o andamento, marcial e constante. “Outro dia você, eu não mereço isso!”, Miranda Kassin deixa sua voz doce e firme tomar conta da canção. “E se eu pudesse escolher, mas não vai ser possível”. A faixa que abre seu segundo disco Submersa não é de sua própria autoria e localiza-se no exato ponto em que está sua carreira – apesar de já ter um primeiro disco de canções autorais (Aurora, lançado em 2012) – ela ainda é uma intérprete no início deste novo trabalho – uma música de Fabio Goes e André Lima que poderia tranquilamente ter sido escrita pela própria Miranda.

Revelada há dez anos em um show em homenagem à cantora Amy Winehouse, Miranda já tinha uma carreira de atriz antes de se dedicar apenas à música. Ela começou sua carreira nos palcos norte-americanos quando foi escolhida para interpretar uma das protagonistas de um musical que um grupo da universidade em que cursava estava montando – foi acompanhar um amigo, não tinha pretensão de entrar no elenco, mas foi escolhida e logo depois estava emendando uma produção na outra. Voltou para o Brasil e não tinha mais como: havia assumido a arte como carreira e encontrou na cantora inglesa um norte – e uma forma de homenagear sua grande paixão musical, a soul music norte-americana.

O espetáculo em que encarnava a autora de clássicos como “Rehab” e “You Know I’m No Good” a transformou em uma estrela da noite paulistana e em pouco tempo levava sua voz para todo o Brasil. Feliz com o papel de intérprete, foi provocada por músicos e amigos a assumir sua própria carreira autoral – e assim surgiu Aurora, sete anos atrás. Mas logo depois deste primeiro disco, ela foi mãe duas vezes consecutivas e a maternidade lhe afastou da música. Até agora.

O novo disco é o resultado deste novo momento de sua carreira e tem este título justamente por ter sido uma imersão de volta à sua carreira autoral. Ela novamente conta com a produção de Fabio Pinczowski, que foi coprodutor do disco anterior, e que ajudou-a a redefinir o caminho sonoro escolhido desta vez: o mesmo soul que a trouxe para a música, mas agora sintético e minimalista, de timbres eletrônicos, teclados discretos, beats quebrados e linhas de baixo sinuosas. Ao lado dos dois, o multiinstrumentista Piero Damiani, que acompanhava Kassin nos shows em homenagem à Amy, surge como preparador vocal do álbum e coautor de boa parte das canções do novo repertório, além de integrar a banda que ajuda Miranda a levar o disco para o palco.

Ao lado do trio central formado por Miranda, Fabio e Piero, um time de músicos que inclui o tecladista Danilo Andrade, o baixista Rubinho Tavares, o baterista Breno Silveira e os próprios Pinczowski (dividido entre o baixo e os teclados) e Damiani (nos backing vocals) torna o acompanhamento sonoro enxuto e coeso, abrindo brechas para as eventuais presenças do saxofonista Marcelo Freitas, dos teclados de André Lima, do percussionista Felipe Roseno e do guitarrista João Erbetta, além da única participação especial do disco, quando Miranda recebe o guitarrista paraense Felipe Cordeiro na versão de em uma das primeiras canções que compôs na vida, a quase adolescente “Vacilão”, num dos poucos momentos do disco em que a guitarra ganha voz – na imensa maioria de Submersa não há guitarras.

A submersão sugerida pelo título não diz respeito apenas à musicalidade e ao papel da cantora como compositora – ela é autora de quase todas as músicas do disco, dividindo parcerias com outros compositores conhecidos, como o vocalista do Vanguart Helio Flanders, César Lacerda e o marido André Frateschi, além de cantar canções assinadas por André Lima, Fabio Goes, Chico Salem e Paulo Carvalho. A grande revelação de Submersa é pessoal, quando ela se redescobre como uma nova mulher depois de passar pela maternidade, reencontrando sentimentos e sensações de forma adulta. É esta constatação que dá o tom de todo o disco, deixando-a mais à vontade com esta nova personalidade, plena deste novo estágio em sua vida.

E é a fusão destas duas realidades – uma musical e outra individual – que é a base de sustentação de Submersa. De um lado, a sonoridade negra norte-americana do século passado relida com instrumentos sintéticos, timbres artificiais e arranjos simples e precisos, ressaltando a beleza das canções e da doce e clara voz de Miranda. Do outro, a própria cantora e compositora reencontrando-se após a maternidade, voltando de uma jornada da heroína parente daquela de Joseph Campbell em que a viagem, neste caso, é para dentro – pois é a própria maternidade. Redescobrindo-se depois de mãe com a possibilidade de deixar-se levar por sentimentos que suas canções ajudam a externar, Submersa é quente e intimista, sincero e entregue, mas comedido o suficiente para não exagerar nesta plenitude. Da simplicidade direta de “Fudeu” à balada derramada “Doentinha”, da sinuosa “Eu Quero de Novo” à intensa “Vou com Você”, passando pelo groove ameaçador de “Segunda ou Terça”, a paixão intensa de “Simplesmente”, o trip hop pensativo de “Acaba com Isso”, a latinidade intensa de “Vacilão” e o pop radiofônico de “Correio”. Miranda está feliz e segura de seu novo momento pessoal – e seu segundo disco é o casulo em que ela convida o ouvinte para acompanhar sua metamorfose. É só vir.