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Ainda no rio de lágrimas

Quando Paola Lappicy disse estar envolvendo suas canções com música eletrônica ao fazer seu próximo álbum com o produtor Vortex Beat, imaginei que ela pudesse levar suas baladas quase sempre compostas ao piano para um universo menos melódico e mais rítmico, mas qual surpresa ao ver que não só seu produtor também toca teclado – e em algumas canções nesta terça-feira dividiu o piano com ela -, como ela puxou os timbres sintéticos para seu rio de lágrimas, levando suas baladas para o território do trip hop e, em alguns momentos, até para o piseiro eletrônico, mas sem perder a melancolia que caracteriza suas composições. No espetáculo Coisas que Eu Quis Te Dizer Antes de Tudo Acabar, que também batiza o disco que ela lança no mês que vem, ela dividiu-se entre o piano e os sintetizadores, quase sempre acompanhada por Vortex, que ia dos synths para os beats e efeitos até um acordeão (!), e por Nyron Higor, que além de percussões também tocou baixo. Na metade da noite, no entanto, ficou sozinha ao piano e além de puxar a clássica “Espumas ao Vento” (pedindo para o público cantar o refrão), passeou por músicas de seu primeiro álbum, Choro Fácil. Sem ter preparado nada específico para o bis, voltou à única música do novo disco já lançada, “Me Leve para Outro Lugar”, que contou com a presença da outra de suas autoras, Mirella Façanha, além do trompete de Felipe Aires – e improvisou sua homenagem ao badalado Bad Bunny ao puxar sua “DtMF” num clima introspectivo. Bem bonito.

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Paola Lappicy: Coisas que Eu Quis Te Dizer Antes de Tudo Acabar

A cantora e compositora Paola Lappicy volta ao palco do Centro da Terra nesta terça-feira para antecipar mais um álbum, com atmosfera radicalmente diferente do anterior, Choro Fácil, de 2023. Em Coisas que Eu Quis Te Dizer Antes de Tudo Acabar, ela abraça a eletrônica para falar sobre diferentes fins – o fim de mundo e o fim de um relacionamento -, acompanhada do coprodutor Vortex Beat, que atravessou essa fronteira entre a canção e a música eletrônica entre pianos, sintetizadores e programações. A apresentação ainda conta com luz da Olívia Munhoz. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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São Paulo Sociedade Anônima de volta aos cinemas

Clássico do Cinema Novo paulista que completou 60 anos no ano passado, São Paulo Sociedade Anônima, de Luiz Sergio Person, volta às telas de cinema em versão 4K a partir do dia 26 de fevereiro. Com Walmor Chagas, Darlene Glória, Ana Esmeralda e Eva Wilma no elenco, é um dos melhores filmes sobre a maior cidade do Brasil.

Assista abaixo:  

Charli XCX no armário da Criterion

Um clássico da nouvelle vague, um Cronenberg, um Antonioni e um Bergman: eis as escolhas de Charli XCX no armário da Criterion. Mas ela escolheu filmes bem fora da curva e deu uma das melhores definições sobre o cinema de David Cronenberg, quando explica que saiu do filme escolhido “confusa, por não saber o que eu achava sobre o filme” e que acha que descobriu “um novo sentimento depois de assisti-lo” – e isso vale pra praticamente todos os filmes do mestre canadense.

Assista abaixo:  

Geese no Tiny Desk

Eis o Geese no Tiny Desk, pinçando as músicas mais sossegadas de seu Get Killed e chamando um tecladista convidado para acompanhá-los no programa da NPR. Mais um degrau na escalada do grupo indie sensação do ano passado.

Assista abaixo:  

Minimalismo rock

A semana começou bem com Juliano Gauche mostrando pela primeira vez no palco do Centro da Terra as canções que se tornarão seu próximo álbum, A Balada do Bicho de Luz. Descendente direto da estética incisiva e direta de sua última incursão puramente elétrica (no disco Afastamento, de 2018), o novo trabalho busca um minimalismo rock que conversa tanto com a introspecção de seus discos anteriores, mas de forma expansiva. Pilotando a guitarra à frente dos velhos comparsas Klaus Sena, o baixista que também é coprodutor do próximo álbum e tocou xilofone quando apresentaram a faixa-título, e o baterista Victor Bluhm, Gauche também antecipou algumas participações que estarão no disco, como Fernando Catatau e Julia Valiengo, e encerrou o show com versões de velhas canções, como as impositivas “Alegre-se” e “Cuspa, Maltrate, Ofenda”, além de repetir a faixa de trabalho do próximo disco, “a única com refrão”, como mencionou, “Jesus Cristo Açoitando Belzebu”. Que venha o disco!

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Juliano Gauche: A Balada do Bicho de Luz

Nesta segunda-feira Juliano Gauche volta ao palco do Centro da Terra para novamente apresentar um disco antes de seu lançamento. A Balada do Bicho de Luz, que deve ser lançado ainda neste semestre, reconecta o cantor e compositor mineiro tornado capixaba com suas influências roqueiras, depois do período introspectivo marcado pelo EP Bombyx Mori e pelo álbum Tenho Acordado Dentro dos Sonhos. Ele vem acompanhado de Klaus Sena, que produziu o disco junto com ele, e Victor Bluhm, que o ajudam a erguer as canções do disco inédito pela primeira vez no palco do teatro. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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