Depois de passar quase uma década para lançar o sucessor do perfeito Kill for Love (o ótimo Closer to Grey), Johnny Jewel retoma a produção compulsiva que sempre caracterizou seus Chromatics – e logo após lançar mais um single no início do ano, o grupo volta agora com a seca “Famous Monsters”.
Até isso tudo virar um disco lá se vão anos… Mas nem tô reclamando.
O cantor e compositor sueco Erlend Øye reativou sua clássica banda Whitest Boy Alive, parada desde 2014, mas que, do nada, fez alguns shows no final do ano passado, passando, inclusive, na Argentina. Na ocasião, o grupo aproveitou a passagem pelo país hermano para registrar “Serious”, como registrou o estúdio Elmar em seu Instagram na época, que agora lançam oficialmente. A música segue o padrão do grupo como se não houvesse um hiato de quase dez anos entre o novo single e seu último disco, Rules, de 2011.
Não há notícias sobre um novo disco, mas como o grupo já marcou alguns shows este ano (entre eles, no festival dinamarquês Roskilde e no mexicano Tecate Pa’l Norte) e criou um novo Instagram, é bem provável que haja mais algo em breve. Boa notícia!
Cadão voltou de Nova York e Thomas voltou de Londres – ambos por curta temporada – e assim o mítico grupo pós-punk paulistano Fellini se reúne mais uma vez nesta sexta-feira, no Sesc Pompéia (mais informações aqui) – e olha só a cara da banda em 2020 no primeiro ensaio do novo show na foto acima… Aproveitando a proximidade do show, a gravadora Nada Nada abriu mais três músicas inéditas que irá lançar na coletânea A Melhor Coisa Que Eu Fiz – inclusive a ótima faixa-título:
Além das novas músicas, a gravadora também fez um vídeo para mostrar como é a versão deluxe do novo lançamento, que estará à venda no dia do show:
O trio de irmãs Danielle, Este e Alana Haim anunciam finalmente seu terceiro álbum, que já vêm instigando desde o ano passado. Women in Music Pt. III já está em pré-venda – a capa é esta acima – e deve ser lançado no dia 24 de abril. E para aproveitar o anúncio, o grupo lança mais um clipe dirigido por Paul Thomas Anderson – com os três clipes anteriores, “Summer Girl”, “Hallelujah”, e “Now I’m In It” -, “The Steps” vem codirigido por Danielle, que também assina a produção com Ariel Rechtshaid e Rostam, que já vêm trabalhando com a banda.
O ex-vocalista do grupo Rapture, Luke Jenner, anunciou o lançamento de seu primeiro disco solo, batizado apenas de 1, que será lançado por sua própria gravadora, a Manono Records, em maio. Para começar, ele lançou a melancólica e nostálgica “You’re Not Alone”, em que, no piano, ele lembra de sua infância e adolescência, dando o tom pessoal do disco.
O Rapture fez alguns shows no ano passado e ao que tudo indica, o grupo pode voltar à ativa de verdade e até lançar material novo. Enquanto isso, o primeiro disco de Luke já está em pré-venda e essas são a capa e a ordem das músicas.
“A Wonderful Experience”
“All My Love”
“If There is a God”
“Asshole”
“I’m Still Alive”
“What Do I Dream About”
“You’re Not Alone”
“You Know You’re in Love When You’re in Love”
“Die One Day”
“About to Explode”
O casal psicodélico californiano Aaron Coyes e Indra Dunis (“A.C.I.D.”, como eles brincam) vem preparando o terreno para lançar o primeiro disco de seu projeto dance dub Peaking Lights pela gravadora holandesa Dekmantel. Escape é o primeiro lançamento da dupla desde o ótimo The Fifth State of Consciousness, de 2017, e as duas faixas que eles já mostraram – “Soft Escape” e “EVP” – levam o som para uma dimensão mais sintética e menos ensolarada que seus trabalhos anteriores.
Escape será lançado em maio, já está em pré-venda, e sua caixa e ordem das faixas vem a seguir:
O ápice da indústria automobilística já passou e estamos indo rumo a uma nova era no deslocamento de pessoas nas cidades. É o que diz o site Overview, num especial sobre o tema:
Automobiles make up 70% of the emissions from all forms of transportation. There are an estimated 1 billion cars on the planet, with around 80 million new cars sold each year. Despite continually strong sales, experts suggest we have reached ‘Peak Car’ – meaning the average distance traveled per person in cars has peaked, and will continue to fall over time. There are many different factors contributing to this trend, such as a global shift towards urban living, new forms of mobility, new government policies for reducing traffic, and a slowing expansion of road networks.
Quando Jarvis Cocker, o eterno homem Pulp, anunciou que estava montando uma nova banda no ano passado, disse que seu novo grupo, batizado infame e genialmente (como tudo que ele faz) de Jarv Is, disse que o novo projeto era uma experiência ao vivo antes de mais nada. Formado por Serafina Steer (harpa, teclados e vocais), Emma Smith (violino, guitarra e vocais), Andrew McKinney (baixo e vocais), Jason Buckle (synths e programações eletrônicas) e Adam Betts (percussão e vocais), o grupo era uma tentativa de compor novas músicas ao lado do público, mas felizmente o produtor do Portishead Geoff Barrow os convenceu a registrar o processo em um disco, que Jarvis anunciou com o lançamento do single “House Music All Night Long”:
Batizado de Beyond the Pale, o novo disco será lançado no primeiro dia de maio, já está em pré-venda e incluíra o primeiro single do grupo, lançado ainda no ano passado, “Must I Evolve?”
A capa e o nome das músicas estão logo abaixo:
“Save the Whale”
“Must I Evolve?”
“Am I Missing Something?”
“House Music All Night Long”
“Sometimes I am Pharaoh
“Swanky Modes”
“Children of the Echo”
Eu nem tô acreditando que vou entrevistar o John Cale em público na próxima quarta, dia 11, no Sesc Vila Mariana, às 16h, mas é isso mesmo – o mestre galês pai do Velvet Underground e um dos nomes mais influentes da música contemporânea, apresenta-se em São Paulo e em São José dos Campos dentro da programação do Nublu Festival deste ano e antes das apresentações musicais, ele bate um papo sobre música e sobre sua carreira numa entrevista comigo (mais informações aqui). Parece que os ingressos online já se esgotaram, nesta quarta, às 17h30, começam a vender nas bilheterias no Sesc.
Se Art Angels havia levado o pop futurista da canadense Grimes para um mundo distópico e claramente artificial, em seu novo álbum, Miss Anthropocene, ela conclui esta transição abandonando completamente a graça e a leveza que ainda restavam no disco anterior. Agora ela prende-se apenas na estranheza e num futuro abstrato e descartável, que embora agradável e correto, torna-se esquecível a cada canção. Ao aliar o lançamento do álbum a dois clipes da música “Idoru” – quase idênticos, diga-se de passagem -, ela parece abandonar a paisagem do pop contemporâneo para fechar-se em uma biosfera própria, como outras artistas de sua categoria, como Björk e Billie Eilish. Mas ao distanciar-se do elemento mais incomum de seu ecossistema – as doces melodias e letras precisas, justamente o elemento pop -, ela parece concluir sua transição rumo à irrelevância. Uma pena.