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Mais uma dos Strokes

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Pelo visto o novo disco dos Strokes, The New Abnormal, que será lançado na próxima sexta, repassa as diferentes fases que a banda nova-iorquina – e depois do feliz single “Bad Decisions” revisitar seus primeiros anos, o grupo solta “Brooklyn Bridge to Chorus”, que parece ter saído diretamente da fase Angles da banda, de quase dez anos atrás (só que com mais guitarras que naquela época). Boa música.

Thurston Moore volta ao Chelsea Light Moving

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O guitarrista do Sonic Youth, Thurston Moore, aproveitou o período estranho da pandemia e quarentena para desenterrar uma música antiga e inédita do grupo Chelsea Light Moving, que inventou com os músicos que o acompanham em sua carreira solo, Keith Wood na guitarra, Samara Lubelski no baixo e John Moloney na bateria. A música “Sunday Stage” é de 2014 e a foto de divulgação, com a banda usando máscaras, foi tirada quando o grupo tocou no Japão. O resultado é o bom e velho noise melódico que esperamos de Thurston.

O grupo também lançou a brusca faixa “No Go”, esta gravada em 2013.

On the run #163: Neon Indian – Italo Disco Mix Vol. 1

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O mexicano Alan Palomo, o nome por trás do Neon Indian, encontrou uma forma bondosa de prestar seu débito à italo house ao ser convidado para fazer um set para o festival italiano Ortigia Sound System. Dedicou sua hora de mixagem a esse delicioso subgênero da disco music que caminha entre o épico e o cafona, o romântico e o robótico e decidiu que os fundos arrecadados com esta colaboração iriam para ajudar às vítimas do coronavírus na região do festival, em Siracusa. E ele viaja bonito, mostrando uma faceta desconhecida para seus fãs.

Risque – “Starlight”
Spanish Crash – “Life is Now Pt. 2”
Gang – “KKK (Club Mix)”
Mito – “Unit (Incl. Toccata E Fuga in Re Minore)”
Radiators – “I am Sure”
Gaznevada – “Special Agent Man (Female Version)”
B.W.H. – “Stop”
Talko – “The Hustle (Instrumental)”
Silvie Stone – “Charming Prince ”
The Creatures – “Machine’s Drama”
S.C.O.R.T.A. – “Pertini Dance (1984 Italo Mustache Edit)”
M-Basic – “OK Run”
La Bionda – “I Wanna Be Your Lover”
Evo – “Din Don”
Domina – “You’ve Got my Soul”
Frank Tavaglione – “Tumidanda (Italian Diversion)”
Lowell – “No Matter”
Maurice Mcgee – “Do I Do (Edit)”
Peter Richard – “Marlene”
Clio – “Faces”
Fabio Xeno – “It’s Droad Day Light”
Plustwo – “Melody”
Patrizia Pellegrino – “Il Mondo Di Una Nuovola”
Videoclub – “Lost Time”
The Immortals – “Ultimate Warlord”
Casco – “Cybernetic Love”

Frank Ocean, sorrateiramente…

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Como quem não quer nada, Frank Ocean escorreu um single nesta sexta-feira revelando versões acústicas de duas músicas que já tinha mostrado trechos em remixes feitos por amigos: “Cayendo”, remixada pelo Sango, e “Dear April”, que ficou com a dupla francesa Justice. Nas novas versões, que possivelmente não serão as mesmas do disco que está vindo aí, ele afasta-se da vibe rap futurista que caracterizavam as duas faixas que havia mostrado (“DHL” e “In My Room“) para voltar-se ao soul sintético que é mais próximo de seu disco mais recente, Blonde – mas como são versões acústicas, não dá para saber se elas são próximas da versão que provavelmente está no disco. “Cayendo” especificamente se destaca, muito por Frank cantar em espanhol (“cayendo” quer dizer “caindo”).

E cada faixa tem uma silhueta de uma foto sua como marca, de acordo com o código que revelou logo que passou a mostrar as novas músicas – ou seja, elas realmente fazem parte do próximo disco.

Ed O’Brien foi atingido pela epidemia

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Como se não bastasse a pandemia, que já tinha estragado os planos de lançamento do primeiro disco solo de Ed O’Brien, guitarrista do Radiohead pegou o coronavírus ainda por cima. Enquanto esperamos que se recupere prontamente, ele segue o trabalho de divulgação do disco, que será lançado no próximo dia 17, e mostra mais uma nova faixa, a longa “Olympic”, que tem produção do guru eletrônico Flood e finalmente começa a revelar mais consistência do que as faixas que havia mostrado antes – que eram boas, mas só isso.

Com essa nova faixa, fica a esperança que o disco chegue perto dos outros trabalhos solo dos seus companheiros de banda – que nunca chegam perto de seu trabalho conjunto, mas mostram os diferentes aspectos individuais que explicam a força do Radiohead como um conjunto.

Quarentena indie

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Mesmo com seu Guitar Days inscrito em festivais de cinema (o que impede de disponibilizar o conteúdo online para garantir o ineditismo em uma competição), o diretor Caio Augusto Braga conseguiu uma brecha para exibir neste sábado seu documentário sobre as guitar bands brasileiras influenciadas pelo indie rock norte-americano e inglês a partir dos anos 90. Guitar Days pode ser assistido entre as 15h e as 18h deste sábado no link abaixo, e logo após esta exibição eu assumo o Instagram do documentário (@guitardaysdoc) para entrar ao vivo numa entrevista com o diretor – e outros nomes que fazem parte do documentário para falar sobre o filme. Além da exibição, haverá sorteio de brindes durante a live (mais informações aqui).

Vida Fodona #631: Bill Withers (1938-2020)

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Esse é pro Fred <3
Bill Withers – “Grandma’s Hands”
Bill Withers – “Let it Be”
Bill Withers – “For My Friend”
Bill Withers – “Lean On Me”
Bill Withers – “The Same Love That Made Me Laugh”
Bill Withers – “Do It Good”
Bill Withers – “Kissing My Love”
Bill Withers – “Better Off Dead”
Bill Withers – “Harlem”
Bill Withers – “Making Love to Your Mind”
Bill Withers – “Lovely Day”
Bill Withers – “Who Is He (And What Is He to You)?”
Bill Withers – “You Got The Stuff”
Bill Withers – “Use Me”
Bill Withers – “Close to Me”
Bill Withers – “It Ain’t Because Of Me Baby”
Bill Withers – “Friend of Mine”
Bill Withers – “Ain’t No Sunshine”

Um longo outono

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O bardo paranaense Giancarlo Rufatto estava preparando a retomada de sua carreira quando, como todos nós, foi surpreendido pera quarentena e obrigado a manter-se isolado do convívio social. “Não estava planejado gravar nada em 2020”, ele me explica por email como começou a pensar em Canções do Distanciamento Social – Vol.1, que lança nesta sexta. “Eu havia começado ensaiar com a uma pequena banda para shows e era isso que eu queria fazer, mas a pandemia mudou os planos de todo mundo. A canção original do disco “Não Pretendo Me Embrutecer” surgiu no começo do ano e ela dizia muito sobre esse desejo de não querer ficar isolado e não se transformar em uma ilha de solidão, então achei que era uma boa grava-la. E a sonoridade minimalista do EP tem a ver com o que eu quero fazer ao vivo um dia.”

Ele conta como o disco começou a materializar-se. “Tudo mudou e com esse período de quarentena, trabalhando de casa, precisei criar um cronograma pra manter atividades mentais em dia, tipo exercício físico mesmo. E brincando de publicar versões no Instagram as canções vieram, foram me divertindo e desviando a solidão. Curto discos de volumes, mas ideia de ter volumes na atual conjuntura é um tanto distópica, parte do pressuposto que o distanciamento social veio pra ficar infelizmente e a produção online nos manterá ativos. Curiosamente nunca estivemos tão ativo como nas ultimas semanas, é um distanciamento físico e não social.” Ele não queria fazer vários volumes, mas pelo visto prepara-se para isso. “Gostaria que não tivesse volume 2, mas parece que teremos volume 2, 3… um pra cada mês. Se nada mudar no final de abril deve sair o volume 2.”

Além da nova canção, ele também fez versões introspectivas para os hits “The Whole of the Moon” dos Waterboys e “Ando Meio Desligado” dos Mutantes. “As versões saíram de um destes exercícios de imaginar um outro universo em que essa canções possam existir e que sejam pontos fora da curva do que as pessoas estão acostumadas a ouvir nelas. No caso de “Ando Meio Desligado” acabou se surgindo uma canção sobre isolamento e tesão reprimido, tipo Bruce Springsteen em “I’m on Fire”. “Whole of the Moon” é uma das minhas canções favoritas de todos os tempos, simplesmente amo a frase ‘I wondered, I guessed and I tried. You just knew’, fiz basicamente pra cantar essa parte.”

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