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Angel Olsen de volta aos anos 30

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Nossa musa regrava o standard “I’ll Be Seeing You”, composto por Sammy Fain com letras de Irving Kahal em 1938, que foi mais tarde imortalizado por Frank Sinatra e Billie Holiday. São poucos segundos dessa voz celestial acompanhada apenas do piano, mas é o suficiente para aquecer os corações:

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Working on some covers, some expected, some not. This one’s been close to the heart lately. “I’ll be seeing you” Original music by Sammy Fain and lyrics by Irving Kahal. Published in 1938, it was inserted into the Broadway musical Right This Way, which closed after fifteen performances. Later made famous by Billie Holiday, Frank Sinatra, and my favorite jazz/ swing/ blues singer Mildred Bailey. – -Speaking of which, if you’re unfamiliar check out some of Mildred Bailey’s work. From Wikipedia: “Mildred Bailey (born Mildred Rinker; February 27, 1907 – December 12, 1951) was a Native American jazz singer[2] during the 1930s, known as "The Queen of Swing", "The Rockin' Chair Lady" and "Mrs. Swing". Some of her best-known hits are "For Sentimental Reasons", "It's So Peaceful in the Country", "Doin' The Uptown Lowdown", "Trust in Me", "Where Are You?", "I Let a Song Go Out of My Heart", "Small Fry", "Please Be Kind", "Darn That Dream", "Rockin' Chair", "Blame It on My Last Affair", and "Says My Heart". She had three singles that made number one on the popular charts.[3]”

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E ela diz que está “trabalhando em alguns covers” – o que será que ela está aprontando?

Quando o Maglore encontrou o casal Pato Fu

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Gravada orginalmente pelo grupo indie baiano Maglore para ser lançado em seu disco de 2017, o ótimo Todas as Bandeiras, “Não Existe Saudade no Cosmos” só viu a luz do dia no fim daquele ano, quando foi oferecida a Erasmo Carlos, que topou gravá-la em seu Amor é Isso. O próprio Maglore já registrou a faixa quando lançou seu disco ao vivo, mas finalmente mostra a versão em estúdio, desta vez com a participação do casal Pato Fu Fernanda Takai e John Ulhoa.

Ficou joia.

Amy Winehouse em duas caixas de discos

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A diva soul inglesa Amy Winehouse, que morreu há quase dez anos, ressurge no fim de 2020 em duas coleções póstumas, passando a limpa em toda sua discografia. São duas caixas, uma com cinco discos em vinil, outra com todos seus doze compactos. The Collection reúne toda sua discografia oficial – os três discos que lançou em vida (Frank, de 2003, e Back to Black, de 2006, e o ao vivo I Told You I Was Trouble: Live in London, de 2007), a coletânea póstuma Lioness: Hidden Treasures e um disco reunindo os principais remixes, reunindo nomes como Hot Chip, Harmonic 33, Kardinal Beats, Jay-Z, Mylo, entre outros.

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Já 12×7: The Singles Collection reúne tanto seus festejados singles “Rehab”, “You Know I’m No Good”, “Back To Black”, “Love Is A Losing Game” e “Tears Dry on Their Own” quanto faixas menores e o dueto que ela fez com Tony Bennett, “Body and Soul”.

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A caixa de compactos chega antes, no dia 20 de novembro (aniversário do Trabalho Sujo), e a de álbuns chega no dia 4 de dezembro. As duas já estão em pré-venda (a de álbuns aqui, a de compactos aqui). Abaixo, a ordem das músicas das duas caixas:

12×7: The Singles Collection

Compacto 1
“Stronger Than Me”
“What It Is”

Compacto 2
“Take The Box”
“Round Midnight”

Compacto 3
“In My Bed”
“You Sent Me Flying”

Compacto 4
“Pumps”
“Help Yourself”

Compacto 5
“Rehab”
“Do Me Good”

Compacto 6
“You Know I’m No Good”
“Monkey Man”

Compacto 7
“Back To Black”
“Valerie (Jo Whiley Live Lounge)”

Compacto 8
“Tears Dry on Their Own”
“You’re Wondering Now”

Compacto 9
“Love Is A Losing Game”
“Love is a Losing Game (Kardinal Beats Remix)”

Compacto 10
“Body and Soul” (com Tony Bennett)
“A Song For You”

Compacto 11
“Our Day Will Come”
“Will You Still Love Me Tomorrow”

Compacto 12
“I Saw Mommy Kissing Santa Claus”

The Collection

Frank
“Intro / Stronger Than Me”
“You Sent Me Flying / Cherry”
“Know You Now”
“Fuck Me Pumps”
“I Heard Love Is Blind”
“Moody’s Mood For Love (Teo Licks)”
“(There Is) No Greater Love”
“In My Bed”
“Take The Box”
“October Song”
“What Is It About Men”
“Help Yourself”
“Amy Amy Amy (Outro)”

Back to Black
“Rehab”
“You Know I’m No Good”
“Me & Mr Jones”
“Just Friends”
“Back To Black”
“Love Is A Losing Game”
“Tears Dry On Their Own”
“Wake Up Alone”
“Some Unholy War”
“He Can Only Hold Her”
“Addicted”

Lioness: Hidden Treasures
“Our Day Will Come”
“Between The Cheats”
“Tears Dry (Original Version)”
“Will You Still Love Me Tomorrow?”
“Like Smoke”
“Valerie (’68 Version)”
vThe Girl From Ipanema”
“Half Time”
“Wake Up Alone (Original Recording)”
“Best Friends, Right?”
“Body And Soul”
“A Song For You”

Live in London (Live from Shepherd’s Bush Empire, 2007)
“Intro / Addicted”
“Just Friends”
“Cherry”
“Back To Black”
“Wake Up Alone”
“Tears Dry On Their Own”
“He Can Only Hold Her / Doo Wop (That Thing)”
“Fuck Me Pumps”
“Some Unholy War”
“Love Is A Losing Game”
“Valerie”
“Hey Little Rich Girl” (com Zalon & Ade)
“Rehab”
“You Know I’m No Good”
“Me & Mr Jones”
“Monkey Man”

Remixes
“Stronger Than Me (Harmonic 33 Remix)”
“Take The Box (Seijis Buggin’ Mix)v
“Fuck Me Pumps (MJ Cole Remix)”
“In My Bed (CJ Mix)”
“Rehab (Hot Chip Remix)”
“Back To Black (Mushtaq Vocal Remix)”
“You Know I’m No Good (Ghostface UK Version)”
“Tears Dry on Their Own (Al Usher Remix)”
“Love Is A Losing Game (Kardinal Beats Remix)”
“Rehab (Remix Featuring Jay-Z)”
“You Know I’m No Good (Skeewiff Mix)”
“Tears Dry on Their Own (Alix Alvarez Sole Channel Mix)”
“Fuck Me Pumps (Mylo Remix)”
“Back To Black (The Rumple Strips Remix)”
“Love Is A Losing Game (Truth & Soul Remix)”

Um Baggio solo

julico

O guitar hero sergipano Julico Andrade prepara-se para lançar seu primeiro disco fora dos Baggios, chamado Ikê Maré, e convidou Curumin pra dividir vocais no groove pesado “Todo Santo Dia”, terceiro single que mostra do disco e a faixa que mais lembra a banda da qual faz parte, em que esmera um solo à altura de sua reputação no instrumento.

Mas o resto do disco vai por uma linha estética bem diferente dos Baggios, mesmo que o compositor seja o mesmo. Ele começou a mostrar o disco no início do mês passado, começando pela triste e acridoce “Nuvens Negras”…

…e depois emendou com a psicodélica e sinuosa “Eu São / Curtis Says”.

Curioso pra ver como este disco soa como um todo, que chega pra gente no fim desse mês.

Vida Fodona #679: Só no 109 BPM

vf679

O mesmo beat o programa inteiro…

Escort – “Cocaine Blues”
Diana Ross – “Upside Down”
Virgins – “Rich Girls”
Jessie Ware – “Read My Lips”
Céu – “Perfume do Invisível”
Mahmundi – “Hit”
Emílio Santiago – “Bananeira”
Ariana Grande – “Thank U, Next”
Daft Punk – “Lose Yourself to Dance”
Radiohead – “Reckoner (Cubicolor Remix”
Chromatics – “Lady”
Commodores – “Brick House”
Pharrell – “Frontin”
Digitaldubs – “Fleetwood Dub”
Pixies – “Gigantic”
Tame Impala – “Breath Deeper”

Billie Eilish dá mais um passo

billie-eilish-

2020 tem sido um ano de detalhes para Billie Eilish, mas isso não quer dizer que estes sejam pequenos. Agora é a vez em que ela mostra a versão visual da canção-tema que compôs para o novo filme de James Bond, a bela balada “No Time to Die”, que a reúne com os arranjos orquestrais de Hans Zimmer e a guitarra de Johnny Marr. Billie é a artista mais jovem a compor uma música para a famosa grife cinematográfica, cuja nova versão tem a direção do Cary Joji Fukunaga que fez sua fama na primeira temporada de True Detective. O clipe chega na hora em que a produção anuncia que o próximo filme do agente secreto britânico estreia nos cinemas no mês de novembro.

E a música ficou linda.

Quando Joni Mitchell era uma cantora folk

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Ao preparar o lançamento da caixa Joni Mitchell Archives Vol. 1: The Early Years (1963-1967), que será lançada no fim deste mês, a cantora e compositora canadense faz as pazes com o seu passado ao se reconhecer como uma cantora folk, rótulo que odiava que lhe pregassem desde o início de sua carreira. “Eu não deveria ser tão esnobe contra minhas primeiras músicas”, ela contou em uma declaração em seu site. “Muitas destas músicas eu acabei as perdendo. Elas ficaram pelo caminho. Só existem estas gravações. Por muito tempo eu me rebelava contra o termo: ‘Eu nunca fui uma cantora de folk’. Eu ficava putaça se me rotulassem. Eu não acho que era uma boa descrição para o quem eu era. E aí eu escutei e… era lindo. Me fez perdoar meu início. E eu tive essa revelação… Eu era uma cantora folk!” E depois de revelar a primeira gravação que fez na vida (uma deslumbrante versão para “The House of the Rising Sun” dos Animals), ela agora mostra outra joia da caixa que está vindo aí: a primeira demo que gravou na vida!

“Day After Day” foi registrada para ser enviada a Jac Holzman da gravadora Elektra, muito antes de ele lançar os Doors e os Stooges. Gravada numa sessão no dia 24 de agosto de 1965, a faixa nasceu junto com outras: “What Will You Give Me”, “Let It Be Me”, “The Student Song” e “Like the Lonely Swallow”, todas presentes na caixa e todas mostradas para o público pela primeira vez. A caixa segue em pré-venda.

A metamorfose de Laura Wrona

laurawrona

“Faz um tempo que tenho vontade de criar dentro de um projeto, sem ser assinando meu nome e sobrenome, o que acaba sendo extremamente pessoal, e pretendo focar nessa construção a partir de agora”, ela explica, quando pergunto quais os próximos passos após o lançamento do novo single, “Se acaso a casa”, que lança nesta sexta-feira e antecipa seu clipe em primeira mão nesta quinta, no Trabalho Sujo. “O single de certa forma representou o fechamento de um ciclo – que sempre é também a abertura de outro”, prossegue. “Por ser algo ainda em gestação, não posso adiantar muito sobre a forma final pois eu mesma não sei… ”

O single canta as indecisões e incertezas de 2020, mas abre a janela para a transformação, que parece ser o próximo passo de sua carreira: “Se acaso a casa cair, a asa pode se abrir”, canta no refrão. A faixa é fruto de uma parceria com o produtor Pipo Pegoraro, que quando estava lançando seu disco Antropocósmico no início do ano, chamou a amiga cantora, que também é fotógrafa, para fazer fotos de divulgação para seu novo trabalho. Laura topou e decidiu receber pelo serviço na forma da produção deste novo single, que, por sua vez, foi feito todo à distância, uma vez que Laura mudou-se para Atibaia, no interior de São Paulo.

“Minha intenção é seguir trabalhando com o Pipo, pois achei que nossa dinâmica criativa funcionou muito bem na produção desse single”, conclui, falando na produção de um EP com músicas antigas que ainda não tinham arranjo e outras novas composições, além de esperar a possibilidade de voltar a fazer shows, pois tinha marcado de ir para Portugal. “Era meu plano para esse ano, interrompido por conta da quarentena, por ter gravado António Variações no disco anterior, fui cultivando esse desejo de apresentar minha versão por lá e assim que possível o farei.”

Como se fosse 2009…

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Lembram dos tempos que um meme na internet melhorava a vida de todo mundo envolvido? Nathan Apodaca estava voltando pra casa, em Idaho Falls, nos Estados Unidos, na sexta-feira passada quando ficou sem gasolina. Pegou seu skate e foi pegar combustível ouvindo música e aproveitou a descida para gravar um vídeo no TikTok, rede social que vinha brincando misturando música com situações do seu cotidiano. Ouvindo “Dreams” do Fleetwood Mac e tomando suco de Cranberry, ele de repente olha para a câmera e se entrega à canção.

Parcos segundos de alto astral viralizaram – e não precisa nem lembrar que é 2020 pra entender porque. O vídeo, que publicou na sua conta 420doggface208, já tem mais de vinte milhões de views, sem contar as inúmeras vezes que foi reproduzido, reeditado e misturado com outras mídias. Até aí, só um viral.

Mas o TMZ conversou com ele e descobriu que ele, que mora em um motorhome sem água corrente, conseguiu arrecadar 10 mil dólares e virou uma celebridade instantânea, ajudando inclusive o Fleetwood Mac voltar a ser ouvido nas plataformas de streaming (a banda twittou que amou – e mesmo que não tivesse gostado, aprenderia a gostar pois a música teve um aumento de audições em quase 90% e outro de vendas digitais de quase 400%).

Que história boa… Alto astral com alto astral se paga!