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Um papo com Dean Wareham

Dean Wareham traz o show que faz em homenagem à sua primeira banda o Galaxie 500, neste sábado no Cine Joia, quando vem ao país com sua companheira Britta Phillips (com quem divide a autoria de sua outra banda clássica, o Luna) e o baterista Roger Brogan repassar clássicos como “Tugboat”, “Strange”, “Blue Thunder”, “Fourth of July” e tantas outras. Conversei com ele, que divide a noite com a cozinha do finado Morphine tocando músicas da velha banda do saudoso Mark Sandman, com o nome de Vapors of Morphine, em mais uma colaboração para o Toca UOL.

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Seu Jorge e a MPB clássica

Conversei com o Seu Jorge sobre seu novo álbum, The Other Side, que fez em Los Angeles com Mario Caldato há mais de quinze anos e que só agora vê a luz do dia. Um disco que evoca a MPB clássica de Tom Jobim, Arthur Verocai e Milton Nascimento com participações de Maria Rita, Marisa Monte, Zap Mama e Beck. Leia a íntegra da matéria que fiz para o Toca UOL e veja um trecho da entrevista em vídeo que fiz com o carioca:  

Ringo e Paul cantando juntos!

Lançado nesta sexta-feira, “Home to Us”, o primeiro dueto de Ringo Starr com Paul McCartney, faz parte do próximo disco do último, o nostálgico The Boys of Dungeon Lane, e está longe de ser uma balada sobre os bons tempos, preferindo lembrá-los – e falar de Liverpool – com um rock alto astral que, quando os ouvimos cantando juntos, não tem como não dar aquela choradinha de canto…

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RockXCX!

“Rock Music”, que Charli XCX lançou quase de surpresa nesta sexta-feira, é um pé na porta que marca o possível anúncio de um novo álbum, mas que também segue um crescendo em sua carreira que vem desde antes da pandemia, seu Brat sendo o momento (daí o título do filme que lançou em seguida do disco de 2024) ápice deste movimento que seguiu inclusive incluindo sua fase cinematográfica. E apesar do título e da entrevista pra British Vogue em que ela parecia negar a pista de dança em detrimento do rock (com a frase “I think the dance floor is dead, so now we’re making rock music” sendo o refrão do single ainda não lançado dito como frase de efeito), o single e o clipe – curtos com meros dois minutos de duração – parecem continuar o projeto-objeto que é sua discografia. Não é uma negação nem uma continuação de Brat (nem negação ou mero pastiche de rock), mas um aceno a outra parte de seu universo sonoro – e, sim, com timbres de guitarra, culto ao excesso e a mesma pulsação 24 horas que ironizava em The Moment, agora aparentemente sem ironia. Ou como não ser irônico enfiando um maço de cigarros na boca ao mesmo tempo e acendendo todos de uma vez? “Eu realmente estou batendo a minha cabeça”: Ela ri de si mesmo, ri da gente e de todo o sistema (da sociedade de entretenimento, ao culto a celebridades, de Hollywood ao panteão do rock clássico até, em última instância, ao ultracapitalismo e a máquina de pifar sanidade das redes sociais) enquanto nos convida para uma nova fase. Vamos lá, Charli…

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Luis Sérgio Carlini (1952-2026)

Conhecido principalmente por seu sobrenome, o guitarrista Luiz Sérgio Carlini deixou este plano nesta quinta-feira, encerrando assim a trajetória de um dos maiores heróis da guitarra elétrica do Brasil. Mais conhecido por ter montado o Tutti Frutti que, na metade dos anos 70, tornou-se a banda de Rita Lee, Carlini colaborou com artistas canônicos do rock brasileiro, tocando com nomes como Barão Vermelho, Titãs, Erasmo Carlos, Lobão e Marcelo Nova, entre outros. Influenciado tanto pelo rock progressivo, pelo hard rock e pela Jovem Guarda, ostentava sua Gibson Les Paul parte de seu próprio corpo. Atualmente figurava na banda que acompanha a turnê de 50 anos de carreira de Guilherme Arantes, mas foi internado recentemente e a notícia de sua morte foi confirmada por sua família.

Mike D veio aí!

O eterno beastie boy esquentou as turbinas com os filhos num show no mês passado, anunciou shows para esse mês e nesta sexta-feira lança o primeiro trabalho de um beastie boy solo depois do fim da banda, que aconteceu com a morte do saudoso Adam Yauch em 2012. E “Switch Up” é melhor do que você poderia imaginar…

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Encontro mágico

Foi um primor o encontro de Chicos quando Francisca Barreto dividiu a noite com Chico Bernardes em mais uma edição inspirada do QuintaLapa, projeto tocado pela Anna Vis na galeria Lapa Lapa. Como característico da noite, os dois não usaram microfones nem amplificação para deixar seus instrumentos de corda reverberar paisagens sonoras para que as duas vozes se soltassem lindamente. Revezando-se entre violões e o violoncelo de Chica, os dois passaram por por músicas próprias: ele puxou músicas de seu disco mais recente, Outros Fios, como “Esse Navio”, “Todacor”, “Ode À Perfeição” e “Até Que Enfim”, ela cantou sua já lançada “Habana” e as ainda inéditas “Canoeiro”, “Bico da Proa” e uma versão delicada para a música que compôs para sua irmã gêmea. Mas também tiveram momentos para canções de outros autores, pinçadas a dedo, como “Place to Be” de Nick Drake, “Not a Lot, Just Forever” de Adrianne Lenker e uma versão deslumbrante para “O Vento” de Dorival Caymmi. Um encontro mágico que não deve ficar apenas nessa primeira aparição.

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Marina Nemesio 2026: “Faz tempo que a gente sente e se entende sem falar”

Marina Nemesio está preparando seu disco de estreia, mas antes de mostrar alguma coisa deste, soltou essa joia chamada “Te Dar/Ganhar”, que não estará no álbum e equilibra-se perfeitamente entre o pop e a MPB, causando aquela sensação ambígua entre o moderno e o retrô que é parente da paixão crescente descrita pela letra. Finíssima.

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A volta do Cosmo Grão

Parado desde a pandemia, o grupo pernambucano de prog pesado instrumental Cosmo Grão está lentamente retomando as atividades e fazem isso oficialmente a partir desta sexta, quando lançam o EP Cosmo Grão Ao Vivo, mas uma de suas músicas – “Mabombe” – pode ser ouvida em primeira mão no Trabalho Sujo. Fizeram algumas apresentações em 2023 e 2024 mas só no ano passado conseguiram reunir toda a formação original, com Thiago Menezes e Chico Rocha nas guitarras, Rafael Gadelha no baixo e Cássio Sales na bateria, quando gravaram o disco que lançam nesta sexta numa parceria dos selos Muuu Records (do Criatório Estúdio) e Precarian Takes (do Benke Ferraz, guitarrista dos Boogarins). “A ideia de gravar a banda em uma performance ao vivo se tornou ainda mais sedutora quando se somou à oportunidade de registrar um reencontro que não acontecia há sete anos”, explica o baterista, que também é produtor do disco. O grupo ainda está estudando quais os próximos passos, mas o primeiro deles acontece nesta mesma sexta, quando divide o palco com os grupos Papangu e Zepelim & O Sopro do Cão, no Brilho Cultural (Rua Ulhôa Cintra, 122, no Recife).

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O começo de Inferno

Novamente no susto, a dupla escocesa Boards of Canada lança as duas primeiras faixas de seu aguardado Inferno, que estará entre nós no dia 28 deste mês. “Introit” e “Prophecy At 1420 MHz” chegam juntas como uma mesma faixa e com um clipe de colagens extraordinário feito pelo designer Robert Beatty, que fez capas para discos como Rainbow da Ke$ha, Afrique Victime do Mdou Moctar e Currents do Tame Impala. O que abre a possibilidade do disco inteiro ter clipes – e ser um álbum visual. Se mantiver o sarrafo desse aperitivo não tem nem o que pensar: só vem!

Assista abaixo: