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Como Assim? e Earl Greys @ Aurora (19.4)

O fim do Estúdio Aurora também encerra um ciclo para a Como Assim?, banda que montamos eu, Pablo, Carlão e Mateus durante a baixa pandemia em 2021, usando o estúdio, que estava parado por motivos de quarentena e isolamento social, como ponto de partida para um passatempo que aos poucos cresceu e tornou-se público, fazendo até shows primeiro no Aurora e depois além. Por isso não tinha como não encerrar essa fase fazendo mais uma apresentação no próprio Aurora, ao lado dos nossos velhos camaradas do Earl Greys. O show acontece no próximo domingo, dia 19, no próprio Aurora e não espere música autoral: enquanto os Earl Greys passeiam por décadas de pop britânico, nós sintonizamos a rádio na madrugada voltando da noite entre a Alpha FM e a Kiss FM. O Aurora fica na Rua João Moura, 503, sala 12, em Pinheiros, a noite começa a partir das 18h e os ingressos já estão à venda. Onde vamos ensaiar? Quando será o próximo show? Não temos a menor ideia, mas por enquanto venha comemorar o morto com a gente!

Charli XCX via shoegaze

Enquanto a Charli XCX fica dando entrevista por aí falando sobre o fim da pista de dança e como ela vai cair no rock, Becca Harvey, que também atende pelo codinome Girlpuppy, já atirou uma das músicas do Brat (a triste balada “I Might Say Something Stupid”) num pântano shoegaze que só peca pela curta duração. A faixa é um dos extras da versão deluxe do disco Sweetness que ela lançou no ano passado e que chega encorpada às plataformas digitais no fim do mês que vem. Ficou joia.

Ouça abaixo:  

Sabrina Carpenter ♥ Madonna

Na primeira noite do segundo fim de semana do Coachella, Sabrina Carpenter subiu o sarrafo e tirou onda ao chamar ninguém menos que Madonna para dividir o palco com ela, quando cantaram juntas “Vogue”, “Like a Prayer” e a inédita “Bring Your Love”, que pode estar no recém-anunciado novo disco da madre superiora, Confessions II, que será lançado em julho.

Assista abaixo:  

Cine Imaginal Disk

A dupla Magdalena Bay anunciou há algum tempo que sua obra-prima de 2024 – o soberbo Imaginal Disk – tornaria-se filme, mas só agora cravou a materialização deste sonho, quando estreia seu longa, dirigido por Amanda Kramer, estreia na edição deste ano do festival nova-iorquino de Tribeca, que acontece no próximo mês de junho. “That’s my floor! I’m coming up to the party and I want more!”

Assista abaixo:  

E de repente… um beastie boys fazendo show solo?!

E enquanto o festival de Coachella estava comendo no fim de semana passado, um centro cultural da pequena cidade californiana de Ojai recebeu o show da minúscula banda Very Nice Person, que prometia um “convidado muito especial” na noite. Lógico que facilita o fato da banda ser composta pelos irmãos Skyler e Davis Diamond, filhos do lendário Mike Diamond, mais conhecido pelo codinome beastie boy Mike D, que subiu ao palco com os jovens e mandou músicas de sua antiga banda. Não é a primeira vez que ele faz isso e apresentou-se solo algumas vezes depois que a banda encerrou as atividades, após a morte do saudoso Adam “MCA” Yauch, em 2012, mas desde o fim da pandemia ele não havia voltado aos palcos para rimar. Até agora…

Assista abaixo:  

Massive Attack com o dedo na cara!

Lançada dias após a prisão em Londres de um de seus líderes por protestar contra o genocídio na Palestina, “Boots on the Ground”, a nova canção do grupo Massive Attack coincide em ser a primeira canção inédita de Tom Waits em quinze anos. “Um dia, há muitos anos, aceitei o convite do Massive Attack para colaborar”, escreveu Waits sobre o lançamento do single. “O longo atraso no lançamento nunca me preocupou. Hoje, como em toda a história da humanidade, é garantido que esse tipo de música nunca sairá de moda e que a tolice humana de cometer fracassos é um banquete para as moscas”, explicou antecipando que o grupo inglês ainda lançará o single em vinil com outra música, chamada “The Fly”, como seu lado B. O clipe ainda traz uma série de imagens maravilhosas do fotógrafo estadunidense @thefinaleye, que vem cobrindo protestos em seu país desde o assassinato de George Floyd aos protestos contra a milícia de Trump contra os imigrantes daquele país, mostrando que, mesmo que as tensões políticas do mundo pareçam pairar sobre a Europa, a América Latina, os países árabes e a Ásia Central, o pau anda comendo nos Estados Unidos há muito tempo… Detalhe: a música não está no Spotify.

Assista abaixo:  

“Drop Dead” é um cavalo de Troia

Além da vontade de ouvi-la só mais uma vez (e outra e outra), “Drop Dead”, primeiro single do novo disco de Olivia Rodrigo, me parece mais um cavalo de Troia do que uma amostra do que será seu novo álbum. Especificamente por não espelhar a tristeza presa em seu título: You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love, que traduz-se por “você parece bem triste para uma garota tão apaixonada” e, apesar de seu título (que pode ser traduzido livremente como “Morra”), a nova música vem carregada de uma felicidade rara nos discos anteriores de Olivia, fazendo-a literalmente dançar como uma princesa num palácio (e qual deles senão o mais famoso do mundo?). A impressão é que ela está empolgando seu público para uma descida emocional ainda mais profunda e dolorida que a dos outros discos, agora ciente que sua estatura como estrela pop ultrapassou as proporções do modismo passageiro. É como se, inclusive ao citar Cure e mostrar aparelhos do passado (o laptop e o fone de ouvido com fio) no clipe, ela tivesse consciência de que está fazendo seu primeiro disco clássico. E que época foda é essa que uma garota de 23 anos pode ter a disposição de fazer isso, diz aí…

Assista abaixo:  

Outro disco novo do Beck?!

Beck acabou de lançar um disco (tudo bem, uma coletânea) e avisa que segunda-feira traz novidades. Pelo jeito vem aí mais um de seus álbuns melancólicos e introspectivos com os pés na música folk de seu país, na linha dos clássicos One Foot in the Grave, Mutations, Sea Change e Morning Phase. E ainda bem, porque o último nessa toada – o Morning Phase, de 2014 – foi lançado há mais de dez anos…

Veja abaixo:  

Lana Del Rey com licença para matar

Enquanto esperamos o disco novo de Lana Del Rey, ela vem com uma inesperada música-tema para o agente secreto mais famoso da cultura pop dez anos de ter uma música recusada para um filme de James Bond (quando preferiram uma canção do açucarado Sam Smith para a trilha de Spectre, de 2015, em vez de uma dela – e do Radiohead, que liberou a sua de graça na internet à época). Não é a trilha do novo longa de 007 e sim de um videogame que conta sua vida pregressa à carreira oficial de espião britânico, mas Lana não deixa barato. Ancorada pelo mestre David Arnold, veterano das trilhas dos filmes recentes do agente, ela entrega a deslumbrante “First Light”, uma música-tema como há muito não fazem para o personagem.

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