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Sobre os 50 anos do Dark Side of the Moon

O disco mais emblemático do Pink Floyd completa meio século de existência neste 2023 e o programa Em Movimento, do canal Arte 1, me chamou pra falar sobre a importância deste disco, que mesmo 50 anos depois, continua tão moderno quanto atemporal.

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Cure no Brasil?!

Robert Smith está mais uma vez testando nossa paciência para um novo disco do Cure e transformou essa espera numa extensa turnê que começou no ano passado, logo que anunciou o título do novo álbum: Songs of a Lost World. A turnê Shows of a Lost World causou rebuliço típico de suas excursões esporádicas e atropelou inclusive a gigante Ticketmaster numa polêmica que o próprio Smith se envolveu pra contornar preços extorsivos e cambistas online como poucos artistas já fizeram, quando anunciou mais datas para 2023, marcando shows em países do hemisfério norte. E como quem não quer nada, no início da semana, twittou com seu CAPS LOKI característico, que está apontando sua mira para a América Latina:

https://twitter.com/RobertSmith/status/1643347509295579141

E anunciou quando o aniversário do último show de sua banda em São Paulo completa dez anos – sim, aquele show memorável no Anhembi aconteceu no dia 6 de abril de 2013 e eu tava ali na grade, vendo o cara de pertinho… Com a mesma voz e o mesmo som de guitarra que atravessam décadas intactos – gravei alguns vídeos, claro.

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In Edit no Centro da Terra: Paulo César Pinheiro – Letra e Alma

Você já sabe se quer ver um documentário sobre música brasileira no cinema em São Paulo já tem dia e hora marcada toda semana: graças à parceria que o Centro da Terra fez com o festival de documentários In Edit Brasil, sempre trazemos filmes novos e clássicos sobre grandes nomes e cenas da nossa cultura musical. E nesta primeira quarta de abril, mergulhamos no grande Paulo César Pinheiros, um dos maiores letristas do Brasil, que é dissecado no documentário que Andrea Prates e Cleisson Vidal lançaram em 2021. Paulo César Pinheiro – Letra e Alma aprofunda-se na importância deste poeta que fez exemplos clássicos de nosso cancioneiro ao lado de artistas tão diferentes quanto Ivan Lins, Edu Lobo, João Nogueira, Francis Hime, Dori Caymmi, Pixinguinha, Sueli Costa, Raphael Rabello, Tom Jobim, Lenine, Guinga, Carlinhos Vergueiro, Toquinho e Baden Powell Maria Bethânia, eternizado por intérpretes como Maria Bethânia, Elis Regina, Simone, Nelson Gonçalves, Emílio Santiago e Clara Nunes, com quem foi casado. A sessão começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados neste link.

O legado milenar dos Tincoãs

Só a notícia que existe um disco novo inédito dos Tincoãs que nunca foi lançado já seria suficiente para segurar o fôlego de qualquer um que goste de música. Mas não para por aí: esse disco, engavetado há quarenta anos, finalmente verá a luz do dia, trazendo Dadinho (violão), Mateus Aleluia (atabaques) e Badu (agogô e ganzá) acompanhados do Coral dos Correios e Telégrafos do Rio de Janeiro, um projeto que foi idealizado pelo produtor Adelzon Alves, que trabalhava com o grupo. O primeiro aperitivo de Canto Coral Afrobrasileiro, que será lançado ainda este semestre, é o single “Oiá Pepê Oiá Bá”, que chega às plataformas digitais nesta quinta-feira, mas já dá pra sentir um gostinho em primeira mão aqui no Trabalho Sujo.

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Desafio vencido

Que maravilha a estreia do Guaxe ao vivo. A dupla formada por um boogarin e um supercorda finalmente debutou nos palcos depois de quase dez anos de parceria – Dinho e Bonifrate começaram a compor desde o primeiro dia em que se conheceram, em 2015, e lentamente seguiram maturando composições entre a guitarra do goiano e a viola do paratiense até que elas tomaram forma no ano anterior à pandemia e o encontro no palco foi suspenso pelos motivos que conhecemos. Este primeiro reconhecimento finalmente aconteceu nesta terça, quando Bonifrate disparava bases eletrônicas num Casiotone – ou simplesmente fazia o teclado cantarolar uma melodia – para que seus instrumentos de corda e suas vozes se encontrassem num ponto perfeito entre a desconfiança caipira e a ingenuidade lo-fi, num show memorável que terminou com os dois reverenciando Spacemen 3, numa versão para “The Sound of Confusion”. Lindaço.

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Guaxe: Desafio do Guaxe

Vocalistas de duas das principais bandas psicodélicas brasileiras deste século, Dinho e Bonifrate atravessaram os anos pós-golpe lapidando, nas idas do goiano à Paraty, um disco que só foi lançado depois em 2019. E como aconteceu com todo mundo em 2020, o projeto que une o boogarin e o supercorda criaram em casa, não se materializou nos palcos pelos motivos que a gente sabe, ressurgindo apenas em 2023 na primeira apresentação ao vivo, que recebemos com prazer neste início de abril no Centro da Terra. A dupla Guaxe mistura as sensibilidades caipira e lo-fi entre violas e teclados de brinquedo nessa que já uma das apresentações mais disputadas no Centro da Terra neste ano. O espetáculo Desafio do Guaxe começa pontualmente às 20h e ainda há ingressos à venda online – mas estão quase no fim!

Cine Ensaio: Novos Clássicos – John Wick 4

Tanto eu quanto André Graciotti fomos impactados pelo quarto capítulo da série John Wick, o ápice de uma fórmula desenvolvida em vários filmes pelo dublê de ação Chad Stahelski, que assumiu a direção de um filme apenas para escrever esta franquia. Com Keanu Reeves no papel do matador de aluguel do título, o diretor foi moldando um formato de filme de ação que começou a desenvolver quando trabalhou na trilogia original Matrix e atingiu a perfeição neste filme mais recente, esmerilhando em cenas impecáveis com um elenco de cair o queixo. Foi a deixa para elegermos mais um novo clássico e falarmos sobre a má reputação que o cinema de ação tem na história do cinema, algo que já se abateu sobre a ficção científica e o cinema de horror mas que ainda persiste, mesmo que seja uma das espinhas dorsais da sétima arte.

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Entre o céu e o inferno da canção

Jadsa escolheu a canção como fio da meada da primeira noite de sua temporada no Centro da Terra e convidou o conterrâneo e contemporâneo Giovani Cidreira para cair no Big Buraco que vai tomar conta das segundas-feiras no palco mais ousado do Sumaré. Juntos e acompanhados apenas de seus instrumentos – Jadsa na guitarra e Giovani ao violão -, os dois foram do céu ao inferno entrelaçando vozes e instrumentos em canções cruas que eram distorcidas pelos efeitos de Felipe Galli, que fez timbres e ecos dar novas dimensões a um encontro tão afetivo e importante. E pensar que foi só a primeira noite…

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Jadsa: Big buraco

Quem toma conta das noites de segunda-feira no Centro da Terra é a baiana Jadsa, que completa dois anos de lançamento de seu disco de estreia, o lírico-paulistânico Olho de Vidro, olhando para o que construiu neste início de carreira e como isso misturou-se com o nefasto período pandêmico. Ela reúne a velhos e novos compadres e comadres para revisitar o disco em encontros que prometem ser históricos. No primeiro deles, dia 3 de abril, ela convida o conterrâneo Giovani Cidreira para mergulhar em seu passado comum. Na segunda que vem, dia 10, é a vez de se encontrar com o guitarrista Kiko Dinucci. Na semana seguinte, dia 17, ela junta-se às cantoras e compositoras Marcelle, Josyara e Marina Melo, e termina a temporada, chamada de Big Buraco, no dia 24, quando recebe, na mesma noite, Alessandra Leão e Juçara Marçal. Vai ser lindo e intenso, como só Jadsa sabe fazer. Os espetáculos começam sempre pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados antecipadamente neste link.

Seymour Stein (1942-2023)

À frente da Sire Records, Seymour Stein ajudou a consolidar a geração punk do CBGB’s ao assinar com os Ramones e com os Talking Heads, além de descobrir uma certa novata chamada Madonna e a revelar artistas em ascensão durante os anos 80, como os Smiths, os Pretenders, Depeche Mode, os Replacements e o Echo & The Bunnymen, entre outros. Morreu neste domingo.