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In Edit no Centro da Terra: O Piano que Conversa

Você já sabe que quarta-feira é dia de cinema no Centro da Terra graças à parceria que fechamos com o festival de documentários In Edit e neste dia 12 de abril é a vez de exibirmos O Piano Que Fala, filme de Marcelo Machado que usa o músico e compositor Benjamin Taubkin como fio condutor de uma viagem pelo Brasil pelo ponto de vista de piano – mostrando como o instrumento conversa com a musicalidade do país independentemente da região em que ele esteja sendo tocado. A sessão começa pontualmente às 20h, os ingressos podem ser comprados neste link e o trailer pode ser visto abaixo.  

Passo decisivo

Ao conectar seu trumpete com o contrabaixo acústico de Marcelo Cabral, o kit de percussão de Mamah Soares e o vocal intenso de Paola Ribeiro, Guizado começou a explorar uma nova fronteira sonora para uma nova fase de sua carreira a partir desta terça-feira, no Centro da Terra. Com esta formação chamada Guizado e a Realeza, ele abriu possibilidades de improviso a partir de temas já estabelecidos que fez com que este encontro de músicos expandisse seus próprios horizontes à medida em que se conheciam mutuamente. Um primeiro passo decisivo.

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Guizado e a Realeza

O trompetista Guizado começa mais um capítulo de sua carreira ao apresentar, pela primeira nesta terça-feira, seu projeto Guizado e a Realeza, no Centro da Terra. Cercado de cobras como Marcelo Cabral, Mamah Soares e Paola Ribeiro, o músico e produtor começa a investigar conexões entre a música eletrônica para dançar, percussão africana, a presença do baixo e a voz como instrumento de improviso, em uma apresentação inédita O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados antecipadamente neste link.

Angel Olsen sem olhar pra trás

“Pra sempre quer dizer sempre em busca”, canta Angel Olsen na faixa-título do EP que lança na próxima sexta, “Forever Means”. O disco é um conjunto de faixas que poderiam entrar no esplendoroso álbum que ela lançou no ano passado, Big Time, mas que surgem agora como um pacote de canções que acertam em cheio. “Nothing’s Free”, a faixa de abertura do EP lançada há um mês, já nos colocava num lugar em que sua composição e sua execução atingiam um equilíbrio perfeito, empenando aos poucos (e de propósito) para um lugar mais emotivo à medida em que o piano e o sax se soltam com o correr da canção, atingindo um ápice com o solo do instrumento de sopro, que vem sendo completo por um Hammond esparramado como um blues antigo. Na nova faixa, lançada nesta terça, ela prefere que o timbre levemente rouco que lhe é característico dê o tom da canção, que apesar do clipe solar, traz uma melancolia que não quer olhar para trás. “Pra sempre quer dizer tentar ver, pra sempre quer dizer dizer o que você está pensando, pra sempre quer dizer tenha certeza, tome seu tempo, pra sempre nos seus olhos, te vejo quando você brilha”. Que mulher.

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Duas guitarras entrelaçadas

Que encontro maravilhoso o de Kiko Dinucci e Jadsa na segunda noite da temporada Big Buraco que a compositora baiana está realizando no Centro da Terra. Os dois percorreram repertórios mútuos – Jadsa puxou tanto sua “Raio de Sol”, que contou com a participação do guitarrista de Guarulhos em seu disco de estreia, quanto “Um Choro”, que compôs para o disco recente de Juçara Marçal que Kiko produziu; quanto Kiko convidou Jadsa a passear por “Chorei”, de Beto Villares, que eternizou em seu primeiro disco solo, Cortes Curtos. Mas também tocaram números inéditos, entrelaçando os timbres claros de seus instrumentos, ambos feitos pelo curitibano Seithy Handa, da luthieria Kuumba.Wa, que pareciam gêmeos bivitelinos, que apesar de não serem gerados a partir da mesma célula, conheciam-se de forma uterina. Uma apresentação maravilhosa, imantada por uma energia magnética, que parece ser apenas o começo de uma longa parceria.

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A hora da despedida

Os mineiros da Lupe de Lupe encerraram neste domingo a turnê de despedida do baterista e vocalista (e ex-guitarrista da banda) Cícero Marra no Bar Alto, na Vila Madalena, e a procura foi tão grande que a casa abriu uma segunda sessão, começando às 17h, antes do último show de fato. Casa abarrotada de fãs cantando todas as músicas, a banda formada por Cícero, Renan Benini (baixo e vocais), Vítor Bauer e Jonathan Tadeu (guitarras e vocais) segurou mais de uma hora e meia de apresentação intensa e alto astral (mesmo com altas doses de sofrência), citando Caetano Veloso, Legião Urbana, John Denver e Dorival Caymmi nos rabichos de suas canções sempre emocionadas, se consolidando como um dos maiores conjuntos musicais em atividade no Brasil atualmente. Foda demais.

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DM: Balanço do verão 2023

Um mês sem DM – o último foi antes do carnaval! – e isso é motivo para eu e Dodô não apenas revermos o mês passado, que passou voando pra ele e bem devagar pra mim, como também fazer um balanço destes três primeiros meses do novo ano, falando tanto da guerra na Europa e da iminente crise econômica mundial como do começo do governo Lula e como isso tem impactado em nossas rotinas. É claro que isso é a deixa pra falarmos de tudo quanto é assunto, desde a violência desse começo de ano, do disco inédito dos Tincoãs (e seu desdobramento histórico, mais que musical), a secessão brasileira, o filme novo de Martin Scorsese em Cannes, a série que o Dodô escreveu e sobre mais um encontro presencial, porque um só pro começo do ano não foi suficiente.

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