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Sessa: Ensaio Aberto

Nesta terça-feira recebemos Sessa mais uma vez no palco do Centro da Terra, quando faz um Ensaio Aberto do que será seu terceiro disco solo, programado para ser lançado em novembro deste ano. Ele vem acompanhado de Marcelo Cabral (baixo), Biel Basile (bateria) e Ina (vocal) e mostra como as novas músicas funcionarão no palco mesmo antes do público conhecê-las. O espetáculo começa sempre às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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Pelados em Contato


(Foto: Gabriela Luiza Bernal/Divulgação)

Os Pelados estão vindo! Um dos principais novos grupos indies de São Paulo já marcou a data de lançamento de seu terceiro disco, que se chamará apenas Contato e verá a luz do dia no próximo dia 21 – isso mesmo, deste mês! Nesta terça-feira eles começaram uma contagem regressiva em que anunciam o nome das músicas (com títulos como “Planeta Oxxo”, “Não Sei Fazer Refrão”, “WhatsApp 2”, “Boy, So Confusing (Lauiz e Doutor Smirnoff enfrentam seus fantasmas no planeta XCX)”, “Star Trek: O Primeiro Contato” e “Instruções para Descongelar Gilberto Gil no Espaço”), além de fazer referências de Luka Modrić (quem conhece sabe), Alpha Zero e Stockfish, reforçando não apenas a natureza pop do próximo disco como esse inusitado pé na ficção científica – além de oficializar duas participações especiais, Felipe Vaqueiro (o vocalista dos Tangolo Mangos) e Tom Caffé (que também toca na Fernê, outra banda do Theo e da Manu – aliás, tá na hora daquele show anual, hein…).

Veja abaixo o nome das músicas:  

Alanis Morissette ♥ Carly Simon

“Sinto uma honra profunda em colaborar com uma inspiração que está comigo desde que era uma jovem garota”, escreveu Alanis Morissette ao anunciar sua versão para a balada “Coming Around Again” de Carly Simon, que ela regravou com a própria autora nos vocais de apoio, “agradeço à Carly Simon para manter o nível tão alto”. Ouça a versão abaixo:  

Só Buhr


(Foto: Priscilla Buhr)

Ou apenas “Bu”, como já lhe chamam. Um dos grandes nomes da música contemporânea brasileira abandona o prenome Karina para tornar-se apenas seu sobrenome e aproveita um show em comemoração aos dez anos de seu Selvática, que acontece no Sesc Pompeia, no dia 22 de agosto (os ingressos começam a ser vendidos nesta terça, às 17h neste link), para marcar essa transição. “Eu já queria fazer isso há um tempo e no meu mergulho no universo do Selvática, de meu lugar hoje dentro dos feminismos, entra minha vontade de falar na rua que sou uma pessoa não-binária e, no meu caso, isso mexe com meu nome também”, me explica por email. “Não é uma coisa nova pra mim eu não me definir como mulher e questionar gênero e suas atribuições, mas antes eu não tinha algumas palavras na prateleira, depois fui encontrando palavras com as quais eu me identificava fortemente – como pessoa não-binária, agênero… -, mas entendia que não precisava falar disso publicamente, que era uma coisa pessoal, até que entendi que sim, preciso e quero falar sobre isso, que é também coletivo, mostrar que falo desse ponto de vista onde me encontro.” Ela cita “Eu Sou Um Monstro”, do disco de 2015, como um dos indícios de que isso já estava sendo dito anteriormente. “Quis reler as músicas e letras da minha perspectiva hoje, daqui, de 2025”, continua. “Pensar, cantando e falando, dentro dos feminismos onde me encontro agora, e relembrar, por exemplo, nas entrelinhas que sempre falei que na capa do disco, censurada até hoje pelo instagram e companhia, era um personagem sem camisa e não uma mulher ‘exibindo os seios’, frase bem cafona, aliás, que circulou bastante na época do lançamento.” Sobre o novo nome, como a atual condição de gênero, não é propriamente uma novidade: “Muita gente já me chama assim, desde criança, pronunciando ‘Bu’ mesmo, inclusive assino assim meus desenhos há bastante tempo e me sinto mais representada sonoramente, e visualmente”, completa. “Talvez venham outras mudanças, mas, por enquanto, tá de bom tamanho. Sempre tive um incômodo com o nome Karina e um dia eu entendi por quê.”

Entre o ocultismo e a psicanálise

“Quanto mais escura a noite, mais claro fica o que tem por dentro.” Rita Oliva atravessou a metade de sua temporada Em Brisas nesta segunda-feira no Centro da Terra, quando pela primeira vez deixou sua persona Papisa ser levada para o território do texto falado, entregando-se à poesia guiada pelo poeta Bobby Baq, único convidado desta noite. Além do texto – que incluía com poemas de Marina Colasanti, Clarice Lispector, Yoko Ono e obras dos dois -, Papisa ainda tocou guitarra, teclados e disparou samples, citando Lulu Santos, Sidney Magal e Radiohead e suas próprias canções, entre inéditas e desenterradas, dividindo a apresentação, que usava a água como fio condutor, em quatro partes e conversando com o público entre essas partes – abrindo, inclusive uma roda de sonho em pleno teatro. Foi sua noite mais experimental, em que o encontro da música com a poesia abriu portas para o ocultismo e a psicanálise.

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A estreia do Los Otros


(Foto: Taline Caetano e Gabriel Mendes/Divulgação)

Acompanho o trio Los Otros desde que despontaram no meu horizonte, quando comecei a fazer a festa Inferninho Trabalho Sujo. Formado pelo argentino Tom Motta, a rondonense Isabella Menin e o paraense Vinicius Czaplinski, a banda começou quando os três se encontraram em São Paulo e se mudaram para o mesmo endereço, fazendo shows o tempo todo em todos os lugares que lhe chamam – assim passaram duas vezes pelo Inferninho fazendo ótimos shows. Suas referências vão às bases do rock, cru e direto, mas também melódico e grudento, bebendo de fontes diferentes da história do rock (de White Stripes a Kinks, passando por Talking Heads e Charly Garcia, com direito a versões que fazem ao vivo para músicas de Rita Lee e Elvis Costello). O trio estreia fonograficamente nessa terça-feira, mas antecipou seu primeiro single em primeira mão para o Trabalho Sujo, quando mostram uma música que acaba resumindo as intenções do grupo, chamada “Rotina”. “Ela é a nossa primeira composição original e marcou o ponto de partida da identidade sonora da banda, no início dos ensaios e nos primeiros shows”, explica Isa, emendada por Vini: “Ela geralmente é a música que encerra os nossos shows e acabou se tornando uma das faixas mais marcantes ao vivo, já que chamamos o público pra cantar com a gente”. O vocalista e guitarrista Tom antecipa que ainda terão um clipe para este primeiro single no mês que vem e começam a mirar shows fora de São Paulo, o que já começaram a fazer este ano. “Queremos fazer muitos shows, é a nossa parte favorita disso tudo, e lançar mais um single ainda em 2025, pra depois lançar o nosso primeiro álbum em 2026”, conclui o guitarrista.

Ouça “Rotina” abaixo:  

Dylan segue desafiando os mestres da guerra

Bob Dylan segue usando seu repertório para comentar os acontecimentos recentes como tem feito em seus shows deste ano – e não foi diferente neste fim de semana, quando abriu os três shows de sua Outlaw Tour, que vem fazendo ao lado de de seu compadre veterano Willie Nelson, entre outros artistas, com a desafiadora “Masters of War”, tocando-a pela primeira vez ao vivo desde 2016. A faixa foi composta nos anos 60, quando a crise dos mísseis em Cuba e a guerra do Vietnã atormentavam os cidadãos estadunidenses, e segue atual mais de 60 anos depois, à luz das ameaças que o presidente de seu país vem fazendo a outras naçoes, da guerra na Ucrânia e da situação cada vez mais trágica em Gaza.

Assista abaixo:  

Bob Dylan volta ao estúdio – pela primeira vez depois dos 80 anos!

Por falar em Bob Dylan, o mestre esteve num estúdio de gravação pela primeira vez desde a pandemia — ainda mais, pela primeira vez desde que ultrapassou os 80 anos, há quatro anos — quando passou dois dias no estúdio White Lake, perto de Nova York. Ainda não há nenhuma informação sobre o que ele gravou nos dois dias que esteve lá, mas o estúdio fez questão de soltar um comunicado marcando a passagem (veja abaixo). Seria o primeiro disco de estúdio de Dylan desde o maravilhoso Rough and Rowdy Ways, que ele gravou nos dois primeiros meses de 2020 e lançou ainda no primeiro semestre daquele ano nefasto. Chega mais, Bob!  

O instante certo para No Céu da Pátria Nesse Instante

Esse novo documentário da Sandra Kogut, No Céu da Pátria Nesse Instante, que estreia no próximo dia 14, promete — e promete chegar em boa hora – pois o julgamento do pior presidente da história começa no dia anterior.

Assista ao trailer abaixo.