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Blackpink ♥ Spice Girls

O fenômeno pop coreano Blackpink encerrou um dos dois shows que lotou o estádio de Wembley na Inglaterra celebrando uma de suas principais inspirações, ao saudar o público inglês com o hit “Wannabe” das Spice Girls. Embora cantada apenas pela vocalista Rosé, a versão foi mais um número livre para comemorar a passagem pela Inglaterra e deixar claras as aspirações do grupo, que deve lançar novidades em breve.

Assista abaixo:  

Terence Stamp (1938-2025)

Terence Stamp, ator inglês que combinava a sisudez do teatro britânico ao charme da Londres dos anos 60, morreu na manhã deste domingo. Sua versatilidade o fez participar de filmes tão distintos quanto o excelente O Colecionador (1965) de William Wyler, o hipnotizador Teorema (1968) de Pasolini, os dois primeiros Super-Homem (1978 e 1980, como o kryptoniano general Zod) de Richard Donner e Richard Lester e o filme australiano Priscilla, a Rainha do Deserto (1994) e trabalhar com diretores tão díspares quanto Fellini, Peter Ustinov, Bryan Singer, Ken Loach, Soderbergh, Edgar Wright e Tim Burton, além de ser um dos principais galãs da Londres dos anos 60: além de ser o modelo favorito do fotógrafo oficial da Swinging London (David Bailey), também foi namorado de Julie Christie (rendendo o verso “Terry meets Julie” no hino daquela cena, “Waterloo Sunset”, dos Kinks) e era sério candidato a substituir Sean Connery como 007. Amigo pessoal da falecida princesa Diana e de Michael Caine (com quem dividiu apartamento nos anos 60), era um ícone pop inglês como não se vê mais atualmente.

Supergrass comemora 20 anos de seu Road to Ruin

Às vésperas de passar pelo Brasil celebrando o aniversário de 30 anos de seu disco de estreia I Should Coco, o trio inglês Supergrass começa a comemorar o aniversário de outro disco, ao anunciar o lançamento de uma edição de 20 anos para o seu disco Road to Rouen. Além de marcar seus dez anos de carreira fonográfica, o quinto disco da banda também o tirou da linhagem que o estabeleceu como um dos artistas mais consistentes da era do britpop, mostrando que o grupo conseguiu ir além do frenesi daquele miolo dos anos 90, experimentando com canções mais longas e densas, orquestradas, testando novos instrumentos (como cítaras, ukuleles, cordas, metais e até bateria eletrônica) e gravando pela primeira vez longe da Inglaterra (num estúdio em Roen, na França, que acabou por batizar o álbum). A nova versão do disco de 2005 (que sai no dia 3 de outubro e já está em pré-venda) traz uma nova masterização para o álbum e um disco cheio de extras, além de versões acústicas gravadas na França (e batizadas de “débranché”, que é como se diz desplugado em francês, incluindo uma versão para “Hyacinth House”, dos Doors), duas faixas inéditas gravadas na mesma sessão, uma versão para “Lady Day & Johh Coltrane” do Gil Scott-Heron (imagina isso!) e a inédita e sensacional “Don’t Leave Me Alone”, que por algum motivo bizarro ficou de fora do disco – e que o grupo finalmente mostra para seus fãs ao fazer o anúncio do novo álbum. Dá uma sacada abaixo:  

E, do nada, um disco ao vivo do Radiohead

Ao fuçar nos arquivos do Radiohead para fazer os arranjos para a peça Hamlet/Hail to the Thief, em que os diretores Christine Jones e Steven Hoggett conectaram a peça de 425 anos de Shakespeare ao disco paranoico de 2003 da banda, Thom Yorke deparou-se com performances que a banda fez das músicas desse disco em diferentes concertos entre 2003 e 2009 e animou seus companheiros de banda a lançar uma versão ao vivo do disco mais desconexo da discografia do grupo inglês. O resultado é Hail to the Thief (Live Recordings 2003-2009), que o grupo acaba de disponibilizar digitalmente e que toma versões físicas a partir do próximo dia 31 de outubro (e já em pré-venda). Com gravações feitas em Londres, Dublin, Amsterdã e Buenos Aires, segue a mesma ordem de músicas do disco original (mas conta com duas baixas, “Backdrifts” e “A Punchup at a Wedding”) e soa bem mais intenso e vivo do que sua versão original em estúdio. Assista abaixo o grupo tocando a versao de “2 + 2 = 5” gravada em Londres em novembro de 2003 que abre o disco:  

O Agente Secreto segue ganhando prêmios

Escolhido para abrir o 58º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o novo filme de Kleber Mendonça Filho, O Agente Secreto, levou mais dois prêmios internacionais neste sábado, ao ser escolhido como Melhor Filme do Júri Oficial e Melhor Filme pela crítica internacional no 29º Festival de Cine de Lima, no Peru. O filme estrelado por Wagner Moura será lançado em 94 países e chega aos cinema dos EUA logo após estrear no Brasil 6 de novembro. As estreias em Nova York no dia 26 de novembro e em Los Angeles no dia 5 de dezembro são cruciais para garantir a presença do filme no Oscar do ano que vem.

John Lennon fazendo política com rock’n’roll

Uma caixa monumental disseca de forma o ápice da fase política de John Lennon, quando o ex–beatle passou da teoria para a prática e organizou dois shows enormes no mesmo 30 de agosto de 1972 no Madison Square Garden, em Nova York, para arrecadar fundos para a Willowbrook State School, instituição estatal de amparo para crianças com deficiência intelectual que encontrava-se em situação deplorável. Batizada de Power To The People, a enorme compilação reúne doze CDs de gravações deste período (sendo que três são discos com Blu-ray com versões em alta definição de áudio dos discos com o show em Nova York), tanto a íntegra das duas apresentações (a de tarde e a da noite), breves apresentações ao vivo em programas de TV ou protestos com fins políticos, os extensos ensaios com gigantes como Frank Zappa, Eric Clapton, Keith Moon, George Harrison, Nicky Hopkins e Klaus Voorman e gravações caseiras de John (inclusive uma sessão ao lado de Phil Ochs), além de vários outros itens como um livro de duzentas páginas, um pôster que imita uma capa de jornal, dois postais, duas folhas de adesivos, réplicas de ingressos, de credenciais de acesso aos bastidores e convites para a festa depois do show. Três dos CDs são discos Blu-ray e trazem o que o produtor da caixa, o próprio filho de John, Sean Lennon, batizou de “documentário da evolução”, reunindo trechos diferentes do ensaio de várias músicas, mostrando como elas foram chegando ao formato final apresentado nos shows, batizados de One to One. Na prática foi o único show completo que Lennon deu após sair dos Beatles (os outros foram participações em shows ou eventos alheios) e ele estava realmente feliz em poder voltar aos palcos. Para antecipar a caixa, que será lançada no dia 10 de outubro e já está em pré-venda, foi lançada uma versão remasterizada da versão que John fez para sua “Come Together”, a faixa que abre o último disco dos Beatles.

Assista abaixo – e veja mais detalhes sobre a caixa:  

Do verão Brat para “The Moment”

Charli XCX fez o último show da turnê de seu disco Brat nessa sexta-feira, em Seul, na Coréia do Sul. Parece que agora o verão Brat chegou mesmo ao fim. Mas ao mesmo tempo ela lançou o primeiro teaser sobre seu próximo projeto, o documentário fake The Moment sobre a ascensão de uma cantora pop, escrito e dirigido pelo escocês Aidan Zamiri, que estreia na direção de um longa depois de dirigir clipes (como “360” da própria Charli e “Birds of a Feather” da Billie Eilish), que ainda terá participações de Alexander Skarsgård, Rosanna Arquette, entre outros. O teaser mostra apenas uma claquete com o nome do filme dando início a uma gravação, o que parece marcar que a partir de agora esse é o assunto da nossa querida XCX. Vamos ver…  

Azul Pelados

Bem bonita a recém-revelada capa do disco novo dos Pelados, Contato. Sem firulas (nada de foto dos integrantes, título, nem sequer o nome da banda), ela só reforça a vibe de ficção científica retrô que parece pairar sobre o disco com efeitos gráficos analógicos. Uma das vantagens de ter uma vocalista, a sensível Manu Julian, que também é uma baita artista plástica. O terceiro disco da banda paulistana sai na próxima quinta.

King Gizzard & The Lizard Wizard ♥ Jello Biafra

O King Gizzard & The Lizard Wizard não para! Depois de ter lançado o melhor disco de 2025 até agora – o inacreditável Phantom Island – e de ter tirado seus discos do Spotify, eles seguem fazendo shows intermináveis e barulhentos com uma agenda intensa desde maio deste ano. E acabaram de premiar o público que foi vê-los na primeira noite do seu próprio festival – Field of Vision, em Buena Vista, nos EUA, em que prometerem shows de três horas em cada uma das noites – com uma participação especialíssima, ao convidar ninguém menos que Jello Biafra para dividir o palco com eles na clássica “Police Truck”, dos Dead Kennedys. Vestindo uma camiseta pró-Palestina, Jello, em ponto de bala, encerrou a apresentação chamando o grupo de sua banda favorita, além de gritar “Palestina livre e fuck the police!”. Bora!

Assista abaixo:  

Todo o show: Beatles ao vivo no Shea Stadium, 1965

Nessa sexta-feira, um dos shows mais importantes de todos os tempos fez 60 anos, quando os Beatles comemoraram o aniversário do primeiro show musical realizado num estádio. Sua aparição no estádio de beisebol Shea Stadium, em Nova York, culminou a turnê que o grupo fazia em 1965 resolvendo de forma drástica uma questão que perseguia sua crescente popularidade: como colocar mais pessoas num show dos Beatles? O salto de casas de shows e galpões improvisados como tal para estádios antes destinados apenas aos esportes começou quando o grupo inglês reuniu mais de 55 mil pessoas ao mesmo tempo naquele 15 de agosto de 1965, mudando os parâmetros para apresentações musicais para sempre, que passaram a atingir públicos cada vez maiores, chegando hoje à casa dos milhões. Era uma evolução impensável até mesmo nos intensos anos 60, que só ampliou ainda mais as fronteiras para a megalomania da década seguinte, tornando a música cada vez mais parte do dia-a-dia do público. Se hoje aquela apresentação é tida como histórica, à época foi um teste dos limites para todos os envolvidos, tanto o público que não conseguia ouvir a banda (pois não havia caixas de som para tanta gente e o grupo usou o mesmo sistema de som do estádio que anunciava lances do jogo nas partidas que realizava), quanto da produção que teve de lidar com dezenas de milhares de jovens muito empolgados (a ponto de tentar invadir o palco, num tempo em que não havia público na “pista”, apenas nas arquibancadas) e até da própria banda (que em pouco tempo abandonaria os shows por não conseguir se ouvir enquanto estava no palco). O show foi gravado por doze câmeras da BBC e transformado num documentário de 50 minutos exibido no ano seguinte pela emissora inglesa (e lançado nos cinemas dos Estados Unidos no mesmo período), mas nem o vídeo nem o disco ao vivo tiveram lançamentos oficiais do show, que só circula em cópias piratas desde os anos 70. Seria ótimo se o grupo relançasse (em versão remasterizada) esse esquecido documentário…

Assista abaixo: