Trabalho Sujo - Home

Só Maria

A porto-riquenha María Zardoya, líder do ótimo grupo californiano The Marías (não conhece? Começa no Cinema de 2021 para depois emendar no ótima Submarine, do ano passado), acaba de anunciar que irá lançar um trabalho solo, mas pediu para os fãs não se preocuparem pois a banda continua. Ela prefere criar o que chama de uma realidade alternativa e avisa, ao lançar o projeto que chama de Not for Radio, que “uma semente foi plantada e agora é hora de vê-la crescer”, para em seguida compartilhar uma dúvida: “Eu vivo me perguntando: o amor faz valer a dor?” Ótima pergunta.

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The Who toca “Going Mobile” pela primeira vez ao vivo em pleno 2025!

O Who não está pra brincadeira em sua (aparentemente definitiva) turnê de despedida, que começou a perna pelos EUA na semana passada. O caldo engrossou quando, na segunda-feira, ao se apresentar em Miami, na Flórida, o grupo estreou ao vivo uma música que tem mais de meio século de existência e nunca tinha sido levada ao palco. Parte do monumental “Who’s Next”, “Going Mobile” foi cantada pelo irmão mais novo do guitarrista Pete Townshend, Simon, deixando o vocalista da banda, Roger Daltrey, tocando gaita durante a estreia da música ao vivo. Será que veremos outras surpresas nos próximos shows? E será que o grupo corre o risco de vir para o Brasil?

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Anthology volume… 4?

Ó os Beatles aí de novo… Já escancararam que vem um Anthology novo aí (aleluia irmãos!), mas e esse número 4, hein? Será que tem um quarto volume da versão em disco da compilaçao de raridades oficial do grupo (que originalmente foi lançada em três CDs duplos) pra deixar todo mundo de cara (o inconsciente coletivo de todos grita “Carnival of Light”)? Hein? Hein?

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Pela recepção

Sem explicações ou palavras, Lorena Hollander e o Novíssimo Edgar conduziram a audiência do Centro da Terra nesta terça-feira a um transe de matizes indianas ao descortinar seu Hotel Shiva pela primeira vez em uma apresentação pública, para além de seus círculos internos. Enquanto o artista de Guarulhos mostrava seu lado músico disparando bases e tocando flautas, um trompete de madeira e kalimba, a multiinstrumentista paulistana exibia seu domínio do kotô – uma gigantesca e tradicional cítara japonesa – sobre bases eletrônicas que às vezes desfaziam-se em texturas e noutras marcavam beats, quase sempre distorcendo o timbre ancestral com seus pedais de efeito. Edgar desafiou-se a passar toda a apresentação sem soltar sua conhecida voz, deixando-a soar apenas como um vocalise no último movimento da peça contínua que os dois mostraram por uma hora, como Lorena já vinha cantando sem palavras no decorrer da noite. Ornando a apresentação, vídeos traziam trechos de filmes indianos que ajudavam-nos a entrar pela recepção deste Hotel, que deve virar disco em breve.

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Novíssimo Edgar + Lorena Hollander: Hotel Shiva

O encontro do Novíssimo Edgar com Lorena Hollander parece musicalmente improvável, uma vez que os experimentos de canto falado do poeta de Guarulhos parece ter poucas intersecções com o trabalho que a multiinstrumentista toca em seu projeto pessoal Ushan, mas os dois se encontraram ao cantar sobre música como cura e juntos apresentam o espetáculo Hotel Shiva, que definem como um portal que se abre para um espaço-tempo que faz forças arquetípicas e tecnologias intuitivas se encontrarem usando instrumentos eletrônicos e ancestrais como o koto (harpa tradicional japonesa) e a kalimba, além de guitarras, sintetizadores e percussão e conduz seu transe hipnótico nesta terça-feira, no Centro da Terra. O espetáculo começa sempre às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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Odair José abrindo pro Brian Jonestown Massacre

Numa cartada ousada e acertada, Odair José abrirá o show que o Brian Jonestown Massacre fará no Brasil no dia 28 de novembro, no Cine Joia. A ótima banda paulista Ema Stoned também fará parte da programação, abrindo a noite, mas ela de alguma forma está dentro do espectro psicodélico noise da banda dos Estados Unidos. Já o veterano outsider Odair José pode parecer peixe fora d’água aos ouvidos incautos, mas tem tudo para funcionar bem como aquecimento para show, numa aposta tão firme quanto a escolha de chamar o Trio Mocotó para abrir o último show que a mesma banda fez por aqui há dois anos, na mesma casa de shows. Assim que se faz.

Um filme sobre a Joni Mitchell com Anya Taylor-Joy e Meryl Streep dirigido por Cameron Crowe

Um filme sobre Joni Mitchell é uma bola que vem quicando há alguns anos e parece que vai se tornar realidade. Pelo menos foi isso que levantou o jornalista Jeff Sneider, que antecipou o rumor em sua newsletter nesta terça-feira. A gênia canadense seria vivida por duas atrizes: a sensação Anya Taylor-Joy viveria a cantora e compositora folk no início de sua carreira e a imbatível Meryl Streep faria a versão atual de Joni. O nome especulado para a direção tem cacife pra tal empreitada: ninguém menos que Cameron Crowe, de Quase Famosos. Não há nenhuma informação oficial sobre nada, mas só o fato da especulação ter se transformado num rumor mais definido já é de se comemorar.

Weezer, Mogwai, Bloc Party, James, Judeline e Otoboke Beaver vêm mesmo pro Brasil!

Finalmente marcados quase todos os shows do Primavera Fauna chileno no Brasil. O novíssimo festival Índigo – parte de uma plataforma musical, seja lá o que isso queira dizer, inventada pela produtora 30e – é a marca que trará, no mesmo 2 de novembro, Weezer, Mogwai, Bloc Party, Judeline e Otoboke Beaver para se apresentarem no Parque Ibirapuera, na área que o C6 Fest se criou e foi visitada pela edição deste ano para o Popload. Os ingressos para esse novo festival começam a ser vendidos nesta quarta-feira e não há nenhum nome brasileiro anunciado – espero que chamem uns nomes legais. Já o James vem em shows solo, tocando em Curitiba no dia 12 de novembro (na Ópera de Arame) e em São Paulo no dia seguinte (na Áudio), com ingressos à venda a partir da quinta-feira. Mas ainda falta o Massive Attack…

Aceitando o minimalismo

Alinhamento perfeito no encontro entre Papisa e Arquétipo Rafa proporcionado como mais um capítulo da temporada que a primeira está fazendo no Centro da Terra. Ao reduzir as canções dos repertórios de ambos a poucos instrumentos (Rita entre guitarra, piano e synths e Rafa entre a bateria e o baixo synth) inevitavelmente deixaram seus arranjos mais minimalistas e isso fez com que pudessem se aprofundar bem nas próprias músicas, nas versões alheias que fizeram (passaram por “Na Hora do Almoço” de Belchior, “Esperar Pra Ver” de Evinha e “Wicked Game” de Chris Isaak, que fechou a noite) e até uma inédita, que compuseram para a ocasião. No meio do show, os dois convidaram a cantora Luna França, que passou por uma tragédia pessoal que, felizmente, conseguiu contornar e voltar aos palcos, para participar de uma música nova de Rafa chamada “Pode Vir”, quando o baterista foi para o piano, Rita para a guitarra, deixando a convidada soltar sua voz num momento tocante. Foi bem bonito.

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Neil Young volta a dar seu recado quase 30 anos depois

Quando Neil Young lançou “This Note’s for You”, em 1988, criticava a forma como as marcas vinham se apropriando do rock, apontando o dedo na cara da Budweiser, cujo slogan na época era “This Bud’s for You”. Quase quarenta anos depois, a música infelizmente segue fazendo sentido, só que com outros mercadores, e logo após parar de produzir material para o Facebook e Instagram quando soube que a empresa estava testando a inteligência artificial de seus robôs de conversa com menores de idade com conotações sensuais, resolveu deixar claro que essa sempre foi sua luta ao ressuscitar, pela primeira vez em 28 anos, a faixa no palco, quando se apresentou com sua nova banda Chrome Hearts em Toronto, no Canadá, quando emendou a canção de protesto com o hit da mesma época, a clássica “Rockin’ in the Free World”, num bis com mais de treze minutos.

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