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Discotecando no Cena Cerrado

Neste sábado discoteco no festival Cena Cerrado, que acontece na Casa Rockambole a partir das 19h, reunindo diferentes artistas da cena independente brasileira a partir da atuação do selo de mesmo nome, produtora formada há mais de dez anos em Uberlândia, Minas Gerais, que atua em Minas, São Paulo, Goiás, Bahia e no Distrito Federal e já teve mais de 30 projetos de artistas independentes em seu elenco. Esta primeira edição do festival conta com shows dos Forgotten Boys, Macaco Bong, Supervão, Corujones, Tess e da dobradinha Tagore com Chfzz. Toco entre as bandas na primeira parte da noite, deixando o encerramento da noite com o DJ boogarinho Dinho Almeida. Vai ser massa e ainda tem ingressos à venda.

Natal em agosto pro Nine Inch Nails

Nem o Trent Reznor se aguentou! Quarta passada, enquanto seu grupo Nine Inch Nails tocava a penúltima música – justo “Head Like a Hole” – em sua apresentação na Filadélfia, nos EUA, um fã apareceu no meio da plateia fazendo um mosh FANTASIADO DE PAPAI NOEL. A cena foi tão bizarra que nem o líder da banda, conhecido por sua seriedade no palco, não conseguiu disfarçar o riso. Ride Trent Reznor, risonhai!

Assista abaixo:  

Invasão carioca no Inferninho

Sexta-feira duas atrações cariocas baixaram na edição desta semana do Inferninho Trabalho Sujo, que aconteceu no Picles. A noite começou com o show da Janine, que lançou o ótimo EP Muda no primeiro semestre, e mostrou músicas deste disco e outras que estão por vir, num show curto mas direto, que fez acompanhada da baixista Anna Clara e do baterista Arthur Xavier.

Depois foi a vez da banda Ente, liderada por Arthur Bittencourt na voz e violão, que ainda trouxe Victor Complido na guitarra, Ana Sofia Gonzalez no baixo e a própria Janine nos vocais e Arthur Xavier na bateria, que também optaram por um show curto sem delongas, misturando diferentes gêneros, como hardcore, indie, MPB, folk e noise em músicas direto ao ponto. Depois deles foi a vez de eu e Pérola derretermos a pista do Picles indo do pop mais bate-estaca à música brasileira mais macia, com direito à íntegra de “Marquee Moon” e um final cheio de baladas radiofônicas. Quem foi sabe.

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Inferninho Trabalho Sujo apresenta Janine e Ente @ Picles (29.8)

Pra encerrar esse agosto intenso, no dia 29 de agosto teremos mais um Inferninho Trabalho Sujo no Picles, dessa vez trazendo dois artistas cariocas em ascensao. A banda Ente, que acabou de lançar o ótimo Voltarei A Ser Parte De Tudo, e a vocalista Janine, repetindo sua participação na festa, quando mostra músicas de seu excelente EP Muda, também lançado neste ano, e outras que farão parte de seu próximo registro. E quem discoteca comigo depois das apresentações das bandas é minha comadre Pérola Mathias, quando chamamos juntos na xinxa quem quiser se acabar de dançar na pista. Os ingressos já estão a venda nesse link.

Thurston Moore ♥ Velvet Underground

Dia 29 de agosto é aniversário do grande Sterling Morrison, guitarrista do Velvet Underground falecido há trinta anos, e outro guitarrista de outro grande grupo nova-iorquino, Thurston Moore do Sonic Youth, acaba de lançar uma versão maravilhosa para “Temptation Inside Your Heart” em homenagem ao mestre.

Ouça abaixo:  

Quando Os Fadas viraram os Pixies

Os Fadas arrebentaram em sua apresentação Debaser que fizeram nesta quinta-feira no Belas Artes. O tributo ao vivo aos Pixies feito pela banda paulistana dentro da sessão Trabalho Sujo Apresenta coincidiu com o décimo aniversário da banda, formada em pleno levante das escolas secundaristas daquele infame 2015, quando o grupo foi formado para tocar músicas do grupo de Boston e aos poucos assumiu uma identidade própria, trabalhando desde antes da pandemia seu repertório autoral, nitidamente influenciado por Francis, Kim, Joey e David. A reverência ao grupo inspirador valeu o ingresso do público que lotou a sala de cinema, com o grupo passeando pelos cinco discos clássicos da história da banda sob os vídeos bolados pela artista Olívia Albergaria a partir do surrealismo físico das letras e das capas da banda. O show marcou a estreia de Lucia Esteves, que toca na banda Schlop, como quarta integrante do grupo, enquanto Anna Bogaciovas e Gabriel Magazza encarnaram com esmero – até no timbre das vozes – os papéis de Kim Deal e Black Francis da banda. Coube ao baterista brasiliense Augusto Coaracy o papel de mestre de cerimônias, entretendo o público com fatos sobre a banda – que também pode mostrar duas músicas próprias, a ótima “Sei Lá Vie” e a inédita “Mamata”, que devem lançar ainda este semestre. 20 músicas em uma hora de som e o público ainda pediu bis, que veio com a faixa que batiza o show, sob as imagens do filme de Luís Buñuel citado na letra original.

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Trabalho Sujo Apresenta Os Fadas tocam Pixies @ Cine Belas Artes (28.8)

No dia 28 de agosto, às 20h30, faço mais uma edição da sessão Trabalho Sujo Apresenta no Belas Artes, quando convido o grupo Os Fadas a celebrar a discografia clássica dos Pixies em uma sala de cinema. O grupo começou antes da pandemia como uma banda tributo ao quarteto formado por Black Francis, Kim Deal, Joey Santiago e David Lovering e a partir disso começaram a compor suas próprias músicas, mas voltam às origens para tocar – com direito a uma tela de cinema no palco – o repertório dos cinco primeiros álbuns do icônico grupo norte-americano, a fase clássica que antecipou a revolução do rock alternativo dos anos 90. Os ingressos já estão à venda neste link.

A fita roxa dos Pixies em vinil

Quis o destino que os Pixies anunciassem uma reedição em vinil de sua primeira fita demo – a clássica “fita roxa” – nesta quinta-feira. Para quem não conhece a mitologia, o grupo entrou no estúdio pela primeira vez em março de 1987, para rascunhar o que deveria ser seu primeiro disco, registrando nada menos que dezessete canções. A fita foi enviada para diferentes gravadoras nos Estados Unidos, que não acharam nada demais naquelas músicas, mas encontrou um ouvinte do outro lado do Atlântico, quando o presidente da gravadora inglesa 4AD, Ivo Watts-Russell, colocou a fita em seu walkman para passear por Nova York e ficou completamente bestificado com o que ouviu. Mas sua gravadora – conhecida por artistas etéreos, góticos e pós-punk como Cocteau Twins, Bauhaus e Dead Can Dance – havia acabado de assinar com uma banda indie norte-americana (os Throwing Muses) e ele estava reticente em trazer outra banda de fora para o selo, mas foi convencido por sua namorada, Deborah Edgeley, que trabalhava como secretária do selo e estava fissurada na banda. Oito faixas da demo se transformaram no primeiro disco da banda, o EP Come On Pilgrim, mas as músicas restantes seriam a base do repertório da banda nos anos seguintes, reunindo músicas que hoje são clássicos do grupo: “Broken Face”, “Build High”, “Rock a My Soul”, “Down to the Well”, “Break My Body”, “I’m Amazed”, “Here Comes Your Man” e “Subbacultcha”, além da versão que o grupo fez para “In Heaven (Lady in the Radiator Song)”, música-tema do primeiro filme de David Lynch, Eraserhead. O vinil com essas músicas sairá dia 17 de outubro e já está em pré-venda.

Golaço do Lollapalooza 2026

Não curto o formato do Lollapalooza conceitualmente: a ideia de dezenas de bandas em horas gigantescas por três dias em maratona é o oposto do que espero de um evento de música. Mesmo porque a escala gigantesca parece interferir diretamente na escolha dos artistas, quase sempre tratando o público como uma imensa massa amorfa sem gosto musical definido, abrindo brechas para artistas que existem mais na cabeça de seus agentes do que na vida real. É um desperdício de oportunidade, deixar de aproveitar o momento em que se reúne muitas pessoas para assistir a shows de artistas de maior escala para um evento em que o público possa ser apresentado a artistas que realmente estejam acontecendo e estejam passando longe do radar de muita gente. E parece que o Lolla entendeu isso e o elenco que reuniu para sua edição de 2026, apresentada nesta quinta-feira, é a prova viva de que é possível fazer com que um festival de música dessa escala volte a colocar música no centro de seus palcos – não apenas números, metas, views. O primeiro cumprimento vem ao impecável elenco principal, composto apenas por artistas contemporâneos – o único veterano dos grandes nomes, os Deftones, acabou de lançar um disco sem cheiro de nostalgia, pensando pra frente. Mas reuni-los num elenco que ainda inclui Lorde, Tyler the Creator, Sabrina Carpenter, Skrillex, Doechii, Turnstile e Chappel Roan mostra que é possível traçar um panorama do que está acontecendo de legal na música hoje sem sentir cheiro de naftalina. O grande salve, contudo, vem nas letras pequenas do festival. Além de trazer artistas que, se fossem reunidos em pares, garantiriam ótimos eventos indie de médio porte em São Paulo (Men I Trust, Addison Rae, Katseye, Djo, Interpol, Cypress Hill, Viagra Boys, Marina, Horsegirl, The Warning, entre outros), a edição do ano que vem do Lolla caprichou na escolha dos artistas nacionais, colocando nomes como Varanda, Jadsa, Nina Maia, FBC, Crizin da Z.O., Papisa, Oruã, Papangu, Stefanie, Terraplana, Cidade Dormitório, Jonabug e outros tantos, traçando não só uma ponte mais firme entre a cena independente e esse universo mainstream, como adubando seu futuro próximo para entender quem pode chegar a outros escalões de alcance. Mais do que só apresentar novos artistas para um público gigante, o festival reforça a aposta em artistas que, mesmo iniciantes, já têm maturidade para segurar um show dessa escala. Outras edições já faziam essa ponte, mas de forma tímida, o que virou passado com essa edição de 2026. Claro que há várias questões (que artista contemporâneo brasileiro poderia estar entre os grandes? Por que não temos mais artistas latinos circulando pelas outras praças que o festival também circula), mas a escalação deste ano foi um golaço. Particularmente gostei que eles não trouxeram nem a Charli XCX, o Magdalena Bay e a Clairo, porque talvez aí eu tivesse que ir pro evento. O festival acontece nos dias 20, 21 e 22 de março do ano que vem e os ingressos já estão à venda.