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Décadas pós-punk

Sandra Coutinho começou sua temporada Linha do Tempo Contínuo no Centro da Terra voltando para regiões de sua carreira que há tempos não visitava. Ela abriu a apresentação sozinha no palco para logo depois ser acompanhada do casal Edgard Scandurra e Sílvia Tape, que a ajudaram a executar temas compostos no período em que ela morou em Berlim, na Alemanha, na virada do milênio. Depois o baterista Rodrigo Saldanha juntou-se a eles, quando visitaram as composições de Maluf 111, projeto que Sandra e Edgard criaram no início dos anos 80 e fizeram apenas alguns shows, sem nunca ter gravado nenhuma daquelas composições, que ficavam em algum lugar entre o ska e a surf music numa paisagem paulistana poluída daquele período. Depois o guitarrista Tadeu Dias juntou-se ao trio para revisitar o seminal Smack, uma das principais bandas pós-punk do Brasil, que contava com Sandra e Edgard na formação original. Uma noite histórica – e foi só a primeira.

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Sandra Coutinho: Linha do Tempo Contínuo

Imensa satisfação de materializar, nas segundas-feiras de agosto, toda a diversidade musical de uma das principais cabeças da música contemporânea paulistana. A líder das Mercenárias, Sandra Coutinho, apresenta sua temporada Linha do Tempo Contínuo, mostrando as diferentes facetas de sua personalidade artística, sempre acompanhada de novos e velhos parceiros. A temporada começa neste dia 7 de agosto, quando ela mostra primeiro composições da época em que morou em Berlim (entre 1997 e 2004) e outras mais contemporâneas, ao lado de Silvia Tape e Edgard Scandurra para, em seguida, se juntar a Scandurra, Rodrigo Saldanha e Tadeu Dias para visitar temas de bandas clássicas dos anos 80, como Smack e a nunca gravada Maluf 111. No dia 14, ela vem acompanhada primeiro da dupla Espelho (formada pela dançarina Mariana Taques – dança e pelo guitarrista Bernardo Pacheco) e depois apresenta-se com Guilherme Pacola, dos Vermes do Limbo, e Rafael Crespo, guitarra do Herzegovina. No dia 21, ela primeiro divide o palco com Paula Rebellato (que toca equipamentos eletrônicos, teclado e percussão) e Mari Crestani (no saxofone), e depois volta aos tempos do AKT ao lado de Bibiana Graeff, Silvia Tape e Rodrigo Saldanha. Ela finalmente encerra sua temporada no dia 27 convocando suas Mercenárias (com Silvia Tape, Pitchu Ferraz e Edgard Scandurra) para tocar músicas do lado B da clássica banda paulistana. Os espetáculos começam pontualmente às 20h e os ingressos já podem ser comprados antecipadamente neste link.

William Friedkin (1935-2023)

Morreu um dos maiores diretores de sua geração: William Friedkin era da clássica safra norte-americana que apresentou Scorsese, Spielberg e Coppola ao mundo e dirigiu alguns dos maiores filmes daquela leva, como O Exorcista e Operação França. Morreu antes de ver seu filme mais recente, The Caine Mutiny Court-Martial, estrear (no fim deste mês, no festival de Veneza).

Paul McCartney no Brasil!

O velho Macca acaba de avisar que passa pelo país no final do ano em cinco datas: dia 30 de novembro em Brasília (no Mané Garrincha), dia 3 de dezembro em BH (na MRV Arena), dia 9 em São Paulo (no estádio do Palmeiras), dia 13 em Curitiba (no Estádio Couto Pereira) e dia 16 no Rio (no Maracanã). São as últimas datas de sua Got Back Tour, que começa na Austrália, e os ingressos já estão à venda!

Unknown Mortal Orchestra no Brasil?!

O grupo Unknown Mortal Orchestra acabou de anunciar que fará três datas na América Latina: dia 12 de novembro em Buenos Aires, dia 15 em Santiago e dia 17 na Cidade do México. Nada de Brasil – por enquanto -, porque como o Cleber lembrou é bem na época do Balaclava Fest, portanto…

E não custa lembrar que não é a primeira vez do grupo por aqui – o UMO tocou em São Paulo tocando hits de seu clássico disco II… Quem foi lembra como foi foda.

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Mark Margolis (1939-2023)

Morreu, nesta quinta-feira, o ator Mark Margolis, que atuou em Scarface, Oz e em seis filmes do Darren Aronofsky, e que tornou-se célebre ao interpretar o vilão Hector Salamanca, em Breaking Bad.

DM: O efeito Barbenheimer

Dodô começou o DM falando que não achava que esse papo de Barbenheimer era grande coisa, uma vez que achava que Barbie humilhou Oppenheimer, mas eu continuei falando sobre a importância desse tipo de antagonismo na época em que vivemos – um antagonismo essencialmente político, mas que transcende o limite básico entre dois gêneros. Isso é motivo para falarmos deste fenômeno pop para além das telas de cinema e também discorrermos sobre a greve de atores e roteiristas de cinema e TV nos EUA, o novo do Scorsese, a masculinidade tóxica de um Hamlet original, o mundo multipolarizado e outros assuntos que atravessam mais um DM.

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Vai um Baile de Carnaval Trabalho Sujo com a Charanga do França em pleno agosto?

Neste sábado discoteco mais uma vez para esquentar a chegada da Charanga do França, repetindo aquele clima de baile de carnaval das Noites Trabalho Sujo do começo do ano. E aproveitando o match musical, chamo mais uma vez a querida Francesa Ribeiro para discotecarmos só música brasileira antes da banda começar no Cineclube Cortina. A noite começa às 21h e vai saber que horas acaba… Os ingressos estão à venda neste link.