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Vida Fodona #179: Serge Gainsbourg (Parte 2)

E vamos à segunda parte do especial do mês. Desta vez, observamos Serge Gainsbourg deixar a sofisticação e a polidez em segundo plano para atacar um universo de lolitas e cantoras adolescentes que inclui ninguém menos que Brigitte Bardot.

France Gall – “Poupee De Cire, Poupee De Son”
France Gall – “Teenie Weenie Boppie”
France Gall – “Baby Pop”
France Gall – “N’ecoute Pas Les Idoles”
France Gall – “Les Sucettes”
Serge Gainsbourg – “Docteur Jekyll et monsieur Hyde”
Serge Gainsbourg – “Qui est ‘in’ qui est ‘out'”
Serge Gainsbourg – “Shu ba du ba loo ba”
Serge Gainsbourg – “Torrey Canyon”
Serge Gainsbourg – “Chanson du forçat”
Françoise Hardy – “L’Amour en Privé”
Françoise Hardy – “Comment Te Dire Adieu”
Serge Gainsbourg & Brigitte Bardot – “Initials B.B.”
Serge Gainsbourg – “Bloody Jack”
Brigitte Bardot – “Contact”
Serge Gainsbourg & Brigitte Bardot – “Bonnie & Clyde”
Serge Gainsbourg & Brigitte Bardot – “Comic Strip”
Serge Gainsbourg – “Hold Up”
Serge Gainsbourg & Brigitte Bardot – “Ford Mustang”
Serge Gainsbourg & Brigitte Bardot – “Comic Strip (Version Anglaise)”
Serge Gainsbourg & Brigitte Bardot – “Je T’Aime… Moi Mon Plus”
Serge Gainsbourg – “Marilu”
Serge Gainsbourg – “Cannabis”
Serge Gainsbourg – “Théme 504”
Serge Gainsbourg & Jane Birkin- “La Chanson de Slogan”
Serge Gainsbourg – “Manon”
Serge Gainsbourg – “Requiem pour un Con”

Allez!

TV Serge Gainsbourg – parte 5

Serge Gainsbourg conheceu Brigitte Bardot como o mundo todo: no cinema. A atriz estava em ascensão por sua simples e inacreditável beleza e, como parte de toda uma geração que ganhou notoriedade mundial graças à popularização da televisão no final dos anos 50/começo dos 60, estava em todo lugar – como Elvis, Marilyn Monroe, os Beatles, os Kennedy, Pelé e dezenas de outras celebridades globais deste período, Bardot cantava, dançava, sapateava, assobiava e chupava cana ao mesmo tempo. Foi inevitável que, mesmo com uma voz limitada, fosse parar no mundo dos discos e foi aí que Gainsbourg conseguiu se aproximar dela. Aos poucos estava compondo músicas exclusivas para ela, antes de iniciar um caso divulgado com alarde pela imprensa francesa da época – ambos casados e célebres, ela impecável, ele horrendo, tinham motivos de sobra para habitar páginas e páginas de fofocas. O affair rendeu não só bons singles como um dos melhores discos da primeira fase da carreira de Gainsbourg (Comic Strip, em que flerta com a cultura anglófona) e o início de uma polêmica monstruosa que daria a Serge seu maior e mais popular feito comercial.


Brigitte Bardot – “L’Appareil a Sous”


Serge Gainsbourg – “Initials B.B.”


Serge Gainsbourg – “Comic Strip”


Serge Gainsbourg – “Bloody Jack”


Brigitte Bardot – “Bubble Gum”


Serge Gainsbourg – “Docteur Jekyll et Monsieur Hyde”


Serge Gainsbourg – “Qui est ‘in’ qui est ‘out'”


Serge Gainsbourg – “Bloody Jack”


Brigitte Bardot & Serge Gainsbourg – “Bonnie & Clyde”


Brigitte Bardot – “Everybody Loves my Baby”


Brigitte Bardot, Sacha Distel & Serge Gainsbourg – “La bise aux hippies”


Brigitte Bardot – “Harley Davidson”

Pornovintage

O vídeo acima é parte do portfólio da agência de design espanhola Porno Graphics e é uma homenagem à estética do cinema pornô dos anos 70 – por isso, apertar o play pode ser perigoso dependendo de onde você vai assisti-lo.

Link – 28 de setembro de 2009

Quando os links vão para o mundo realRealidade aumentada vai mudar tudoTecnologia ainda é modismo entre publicitáriosEntenda a realidade aumentadaSaiba como usar a realidade aumentada com o ‘Link’ de hojeTecnologia vai reforçar laços, diz André LemosApós pressão, Apple libera aplicativos para o iPhoneQue tal fazer download de todo o ciberespaço?Layar, o browser que leva a internet ao mundo real‘A tecnologia pode prosperar na área do entretenimento’, diz Romero ToriPixel na retinaMecânico 2.0Na veiaCelular na caraOs links do Link • • Feira de games do Oriente aposta na mobilidadeVida Digital: Andrew Keen

“Querendo comprar samba, você está maluco?”

“Um dia apareceu lá no morro o Mário Reis, querendo comprar uma música. Estava com outro rapaz, que veio falar comigo. ‘O Mário Reis está aí e quer comprar um samba teu’. Fiquei surpreso: ‘O quê? Querendo comprar samba, você está maluco? Não vendo coisa nenhuma’.

No dia seguinte ele voltou e me levou até o Mário Reis. Ele confirmou. ‘É, Cartola, quero gravar um samba seu. Fique tranqüilo, seu nome vai aparecer direitinho. Quanto você quer por ele?’ Pensei em pedir uns 50 mil réis. O outro rapaz falou baixinho: ‘Pede uns 500 mil’. Eu disse: ‘Você está louco, o homem não vai dar tudo isso’.

Com muito medo, pedi os 500 mil. Em 1932, era muito dinheiro. O Mário Reis respondeu: ‘Então eu dou 300 mil réis, está bom para você?’.

Bom, ele comprou o samba mas não gravou. Quem acabou gravando foi o Chico Alves.”

O Juliano pinçou a declaração acima, do Cartola, para falar um pouco sobre as transformações que aconteceram no mercado da música durante o século vinte e que agora parecem retomar seu curso original. Ele continua:

O Mário Reis, que se oferece para comprar o samba, aparentemente já está vivendo dentro da lógica das emissoras de rádio e da indústria nascente do disco. Para ele, faz sentido o processo artificial que tornou escasso um produto informacional e portanto naturalmente abundante.

Mário Reis inclusive menciona indiretamente o princípio que justifica o comércio de bens informacionais. Ele diz: “fique tranquilo, seu nome vai aparecer direitinho” e o que está por trás motivando essa preocupação é o direito de autor, a solução jurídica que dá a base para que esse modelo de indústria criativa cresça, permitindo que criativos profissionais vivam de sua produção.

A cabeça do Mário Reis é a que olha para o compartilhamento de músicas na rede e enxerga a contravenção, a pirataria, mas a do Cartola mostra como a coisa não é definitiva, como não existe uma verdade absoluta no posicionamento das gravadoras, que a motivação tem a ver não com a Justiça, mas com regras e hábitos que durante muitos anos sustentaram uma determinada indústria.