On the run 69: André Paste apresenta Cid Moreira on the Dancefloor
Se o mashup é o tropicalismo do mundo, André Paste é o futuro da música brasileira. Pode usar essa aspa no release – ou no MySpace.
Se o mashup é o tropicalismo do mundo, André Paste é o futuro da música brasileira. Pode usar essa aspa no release – ou no MySpace.
A Vanity Fair publicou fez um extenso perfil sobre John Hughes, que morreu no ano passado, e entrevistou quase todo mundo que trabalhou com o diretor. Aí, em determinado ponto da entrevista de Molly Rigwald, ela lembra que:
“Quando terminamos de gravar O Clube dos Cinco, ele começou a escrever um roteiro chamado Lovecats, pois eu havia mostrado para ele aquela música do Cure, “The Lovecats”. Eu era obcecada pelo Cure – ainda sou. Acho que o Robert Smith é um compositor menosprezado. Enfim, mostrei a música para John, ele começou a escrever o roteiro e depois ele me deu uma fita mostrando como seria a trilha sonora. Tinha muito Dave Brubeck e a música mais recente de Bob Dylan”.
Vai saber que filme viria com isso… A dica foi do Slicing Up Eyeballs.
…eis a cara da música pop hoje em dia: um moleque de ascendência asiática vestindo uma camisa do Run DMC botando no YouTube um mashup de hits farofa americanos com um violino e programas de edição de som. Conheçam Paul Dateh.
Um épico. O mashupeiro A Roffle Meow pegou os hits de Fame Monster da Lady Gaga e os fundiu com vocais do hoje clássico Hello Nasty – a saber “Unite”, “Super Disco Breakin’”, “Intergalactic” e “Just a Test”. O resultado é que se os Beastie Boys parecem soar sérios ao lado de Lady Gaga, ela mesma ganha alguma respeitabilidade ao cantar ao lado dos três judeus de Nova York. Engraçado isso, sendo os dois artistas essencialmente moleques, mas faz parte do poder do mashup. E com 11 minutos, esse mashup é perfeito para dar uma escapadela da pista enquanto se está discotecando – dá pra curtir o comecinho, correr pra fumar um cigarrets ou pegar outra bebida no bar – e voltar a tempo de comemorar o final da música.
A Roffle Meow – “The Fame Nasty“
Veja este caso, por exemplo, Vinícius. No lugar de “Harley Davidson”, poderia vir “Ferrari”, “Mercedes Benz” tanto quanto “Prada”, “Channel” ou, vai saber, “Casas Bahia”, “MTV” ou “Google”. Marcas são pop? Por obrigação! Mas o nosso pop aqui tende ao personagem, ao ícone, ao mito – muito mais do que a um slogan ou um estilo de vida bolado numa agência de publicidade.
Quanto à seleção, imbatível. Mas a camiseta que o Vinícius escolheu é quase uma grife, no limite de fugir do próprio conceito de homenagem pop. Mas tudo bem, a gatinha japonesa ainda é uma personagem.
Depois que eu citei o Mos Dub, projeto do produtor Max Tannone em que mashupava os vocais de Mos Def em bases reggae, o Daniel (bom blog, hein) avisou que ele também fez o Double Check Your Head, um disco virtual composto por bases instrumentais e vocais hip hop de faixas diferentes do mesmo disco – obviamente o terceiro dos Beastie Boys, Check Your Head. Parece indigesto pra quem não é do ramo, mas se você gosta de mashup ou dos b-boys, pode baixar na fé. Siga por aqui.
Max Tannone – “3’s What’cha Want“