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Clara Castro + Nathan Itaborahy: Prefixo-Quase

E encerrando a safra de apresentações musicais deste junho no Centro da Terra, temos uma atração dupla nesta última terça-feira do mês, quando o casal de Juiz de Fora Clara Castro e Nathan Itaborahy juntam-se para realizar um mesmo espetáculo, contemplando as carreiras individuais de cada um. Ela começa a mostrar seu álbum Perambule (com produção do próprio Nathan) e previsto para ser lançado no próximo mês de agosto enquanto ele mostra o groove de sua sonoridade solo, também aos poucos mostrando o início de um novo trabalho. A dupla mineira é acompanhada pelos músicos Lucas Gonçalves (guitarra, bateria e voz) e Douglas Poerner (baixo e cavaquinho) e a apresentação ainda contará com a presença de Laura Conceição, MC e poeta da cidade dos dois. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados na bilheteria e no site do Centro da Terra.

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E a filha de 8 anos da Alanis Morissette cantando “Ironic” no palco com a mãe?

Desfrute este momento: domingo passado Alanis Morissette convidou sua filha Onyx para o palco da Bridgestone Arena, na cidade norte-americana de Nashville, por onde passava a turnê que está fazendo em conjunto com a Joan Jett, e depois de fazer o público cantar parabéns para a menina (era seu aniversário), colocou-a no centro das atenções para cantar seu grande hit “Ironic”. Vê-la cantando com tanta força não só nos dá mais esperança sobre as novas gerações, como derreteu o coração da cantora canadense em público, para delírio de todos. Depois ela publcaria em seu Instagram: “O momento raivoso da garota do aniversário 💫✨ cantando ‘Ironic’ juntas 😭😭😭😭😭😭😭😭🎂🥹🥹🥹🥹 Te amo tanto Onyx, você é minha filha dos sonhos”. Haja amor.

Veja abaixo:  

Bem-vindos ao Test Fantasma

Para encerrar sua autoproclamada Temporada do Medo no Centro da Terra, a dupla Test praticamente não esteve no palco na última segunda-feira do mês, quando em vez de encarar mais uma vez o público em outra versão deformada de seu Disco Normal, preferiu chamar dois trios formmados de baixo, vocal e bateria para encarnarem o Test Fantasma. A única aparição física do guitarrista João foi no início da apresentação, quando subiu pelo alçapão do teatro para o palco, ainda com as luzes acesas, para logo em seguida assumir a iluminação da noite, enquanto seus convidados iam chegando pouco a pouco, começando por Sarine, que pilotava uma das baterias, seguido por Berna, que assumiu o baixo elétrico um pouco antes de Flavio Lazzarini assumir a segunda bateria e Alex Dias erguer seu contrabaixo acústico, tocando as mesmíssimas músicas que o Test tocou nas três noites anteriores, só que com novos arranjos, igualmente extremos. Logo depois os dois vocalistas da noite – Tomás Moreira e Chris Justino – começaram a urrar as letras das canções, fazendo a apresentação ganhar camadas de improviso e ruído que ficaram em algum lugar entre a formação da apresentação anterior – que já teve muita interferência eletrônica, desta vez capitaneada por Berna, Sarine e Flavio – e o épico formato Test Big Band, em que o grupo ultrapassa a dezena de cabeças no palco. O baterista Barata, por sua vez, assistiu à toda apresentação em uma das poltronas do teatro e só subiu ao palco depois que a noite terminou, quando foi cumprimentar os músicos convidados, provando que a banda pode existir sem mesmo ter a presença de seus dois integrantes. Um fecho brilhante para uma temporada intensa.

Assista abaixo:  

Lá vem o Paul McCartney de novo!

E ele vem mesmo! Depois de muito fazer charme anunciando datas na América do Sul, no México e na Europa como parte da versão 2024 de sua Got Back Tour, Paul McCartney finalmente anuncia os shows deste ano no Brasil, em outubro: no dia 15 toca em São Paulo (como parte das comemorações de 10 anos do novo patrocinador do estádio do Palmeiras, que o recebeu pela primeira vez há dez anos) e no dia 19 toca pela primeira vez em Florianópolis, no Estádio da Ressacada – e os ingressos começam a ser vendidos nesta terça-feira mesmo. “Terminar 2023 no Brasil foi uma experiência incrível”, disse o eterno beatle ao anunciar as novas datas. “O calor e amor que vocês nos mostraram foi inacreditável, sabíamos que tínhamos que voltar e vê-los de novo. Vocês sabem como fazer uma festa e se acabar e estamos muito animados de voltar esse ano: ‘o pai tá on!'” e a infame última frase foi escrita em português. E não duvide nada se ele anunciar ainda mais datas no Brasil nos próximos dias…

Arre “Égua”!


(Foto: Davi Pacheco/Divulgação)

A produtora carioca Natália Lebeis, gestora do festival de música avançada Novas Frequências, vem passando por um processo de transformação que lhe tira dos bastidores para lançar sua própria carreira artística – e o primeiro aperitivo chega em primeira mão no Trabalho Sujo. O single “Égua Solta”, que mistura influências eletrônicas e de música brasileira da nova artista, chega às plataformas de áudio nessa terça-feira, mas já pode ser ouvido anteriormente aqui no site, e é o primeiro registro público do álbum Choque Eletrostático, que compôs ao lado dos conterrâneos produtores Jonas Sá e Thiago Nassif, que será lançado em agosto. Ela explica que essa mutação aconteceu durante a pandemia: “O Jonas e o Thiago chamaram o Pedro Sá pra colaborar na criação dos arranjos e então eles ficavam de um lado da câmera e eu do outro; escutávamos juntos as composições e eles iam trabalhando lá no estúdio do Jonas no Rio de Janeiro”, me conta a nova cantora. “Depois quando pudemos nos encontrar – eu, Jonas e Thiago – já tínhamos algumas coisas super legais, e a partir daí tudo foi muito orgânico”, continua, “fizemos um disco de colagens sonoras, cheio de camadas e texturas, que é uma zona de interesse dos três então nos entendemos desde o primeiro momento.” Ela mais especificamente de ter escolhido essa faixa para começar os trabalhos – e abrir o disco: “Foi uma das últimas músicas que escrevi e não planejei que ela fosse o primeiro single, foi uma sugestão da meu selo (Toca Discos) e achei que eles estavam certos. É simbólico que ela esteja abrindo alas porque ela nasce como resposta a uma experiência traumática de relacionamento que mudou radicalmente a maneira como eu me entendo no mundo. Ela é um recado, mas sobretudo também, uma afirmação.”

Ouça abaixo:  

Bob Dylan olhando para diferentes passados

Sexta passada, Bob Dylan deu início ao festival em movimento pelos EUA Outlaw Music, turnê que também traz shows de Willie Nelson (que, por motivos de saúde, não pode comparecer aos shows de abertura) e do ex-vocalista do Led Zeppelin Robert Plant – ressuscitando sua parceria com a cantora Alisson Krauss -, além de nomes mais novos (como John Mellencamp e as cantoras Brittney Spencer e Celisse, que tocam em diferentes datas da turnê de trinta datas). As primeiras apresentações ocorreram na cidade de Alpharetta, no estado da Georgia, e Dylan surpreendeu todos ao mudar radicalmente seu repertório: não houve nenhuma música de seu disco mais recente, Rough And Rowdy Ways, e em vez disso preferiu tocar músicas da década de 50 que o inspiraram, fazendo versões para músicas Willie Dixon (“My Babe”), Chuck Berry (“Little Queenie”), dos Fleetwoods (“Mr. Blue”), Hank Williams (“Cold, Cold Heart”) e Sanford Clark (“The Fool”), que nunca havia tocado ao vivo em sua vida. Da própria lavra, preferiu priorizar seu disco de 2012, Tempest, ao tocar “Early Roman Kings”, “Long and Wasted Years”, “Pay in Blood” e “Scarlet Town” (e colocando camisetas da turnê deste disco à venda no dia do show) e ainda puxou “Beyond Here Lies Nothin'”, faixa de abertura de seu disco de 2009, Together Through Life. As únicas faixas próprias do século passado foram “Simple Twist Of Fate” (de 1975), “Under The Red Sky” (de 1990) e “Things Have Changed”, gravada para a trilha sonora do filme Garotos Incríveis, de Curtis Hanson, lançado no ano 2000. Como na turnê que vinha fazendo do disco anterior, Dylan tocou mais piano e gaita do que guitarra e ao ser realizado no formato festival, permitiu que fãs registrassem em vídeo as apresentações (praticamente impossível anteriormente, menos por restrições ao público e mais por tocar na penumbra). Ele também trouxe mudanças na formação da banda, ao chamar o guitarrista Donnie Herron, que não tocava em sua banda há quase 20 anos, e o baterista Jim Keltner, que o acompanhou em sua fase gospel, no século passado. Mesmo octagenário, o velho não para de mudar – e fica aquele fiapo de esperança que ele possa vir ao Brasil em um futuro próximo.

Assista abaixo:  

Desaniversário | 22.6.2024

Temos duas razões para celebrar neste sábado: a primeira é mais uma edição da nossa querida festa Desaniversário, que reúne música boa e alto astral na pista do Bubu, que fica ali na marquise do estádiuo do Pacaembu. A segunda é que nessa edição comemoramos um ano da nossa festa para adultos, que começa cedo e termina cedo pra dar tempo de todo mundo aproveitar o domingo como quiser. Eu, Clarice, Camila e Claudinho reunimos hits que você lembrava que gostava de cantar com um povo que não sai da pista de dança de jeito nenhum! O Bubu fica na Praça Charles Miller s/n° (no estádio do Pacaembu) e a festa começa a partir das sete da noite – e termina meia-noite. Vem dançar com a gente!

Marcos Valle e Leon Ware: Uma amizade musical

“Pra ser honesto, foi amor à primeira vista, como parceiro, músico e amigo”, lembra o octegenário Marcos Valle de seu encontro com o músico e produtor norte-americano Leon Ware, que faleceu em 2017. “Imediatamente, eu e Leon sabíamos que tínhamos que escrever algo juntos – era muito natural.” Às vésperas de lançar mais um disco solo, este batizado de Túnel Acústico, Valle pinça uma faixa composta ao lado do saudoso parceiro quando se conheceram, no final dos anos 70, e que ainda seguie inédita até hoje para lançar no início do próximo semestre. A demo de “Feels So Good”, que nunca foi lançada, foi encontrada em uma prateleira na casa de Marcos Valle quando seu autor entregou ao amigo e produtor Daniel Maunick para refazê-la. Tirou o vocal cantarolado que ocupava a segunda parte, cuja letra foi escrita e cantada por Valle neste ano, acrescentou vocais (a cargo de Paula Alvi), percussão (dele mesmo e Ian Moreira), deixando os vocais de Ware e os teclados de Valle gravados num estúdio em Los Angeles em 1979, quando o brasileiro ainda morava nos EUA. A deliciosa “Feels So Good” foi mostrada nessa sexta-feira pela gravadora inglesa Far Out, que lançará o single em uma versão limitada de 500 discos de vinil (já à venda), tornando-se a quarta faixa composta e tocada pela dupla – e juntando-se a “Rockin’ You Eternally” e “Baby Don’t Stop Me” (esta com Laudir De Oliveira do grupo Chicago) lançadas no disco de Ware de 1981 e a faixa-título do disco Estrelar, que Marcos Valle lançou em 1983. “Foi uma deliciosa parceria que eu prezo muito, muito”, continua Valle, ao falar sobre a nova música, “sinto muita falta dele e estou muito feliz que temos essa nova música juntos.

Ouça abaixo:  

Lá vem o Thurston Moore…

O sumo-sacerdote do noise Thurston Moore veio lançando singles desde o início do ano e agora acaba de formalizá-los no lançamento de mais um álbum, o nono lançado com seu nome e sexto desde o fim de sua banda, o fundamental Sonic Youth. Flow Critical Lucidity reúne as três músicas que lançou desde o ano passado — “Isadora” (cujo clipe foi dirigido pela Sky Ferreira) “Hypnogram” e “Rewilding” – a outras cinco faixas, uma delas lançada nesta quinta-feira. Enquanto as três primeiras carregam sua assinatura musical clássica, misturando o vocal quase falado a melodias dissonantes sobre ritmos marcados, a nova, composta em parceria com Lætitia Sadier, do Sterolab, conduz a musicalidade para outro hemisfério: hipnótico, repetitivo e delicado, com os vocais de Thurston superpondo aos de Laetitia – e dando ao disco, que já está em pré-venda e será lançado no dia 20 de setembro, uma nova coloração. Veja a capa, o nome das músicas e ouça a faixa na íntegra abaixo: