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Garbage no Brasil em 2025 – com abertura do L7!

Atenção noventistas! O Garbage acabou de anunciar mais uma passagem pelo Brasil, desta vez fora de festival (como o que veio no ano passado) em uma pequena turnê em março do ano que vem que passará pelo Rio de Janeiro (no dia 21, no Vivo Rio), São Paulo (no dia 22, no Terra SP) e em Curitiba (dia 23, no Live Curitiba) – todos com abertura do grupo L7, que também passou por aqui em 2023. Os ingressos para os shows começam a ser vendidos na próxima segunda-feira, às 13h, neste link para os cariocas (em que clientes Vivo poderão comprá-los a partir desta sexta), neste link para os paulistas e neste link para os curitibanos. Só vem!

50 anos de Red, do King Crimson

E o King Crimson segue sua meticulosa tarefa de disponibilizar para os fãs a maior quantidade de sua música gravada a partir de versões expandidas de sua concisa discografia. Desta vez é o brutal Red, que completa meio século de idade neste 2024, a receber uma nova edição, reunindo novas mixagens, os “mixes elementais” feito pelo produtor e ex-empresário da banda David Singleton, gravações de shows da época e trechos das gravações do disco. Red – The 50th Anniversary Edition será lançado no dia 25 de outubro e já está em pré-venda, tanto em CD (que conta com um blu-ray com as gravações de nove shows que o grupo gravou em 1974) quanto em vinil. O disco marca o fim da primeira fase da banda clássica, com sua formação reduzida a um trio liderado – sempre – por seu fundador Robert Fripp na guitarra, Bill Bruford na bateria e John Wetton no baixo e vocais e traz a fase mais incisiva da banda, além de ser seu disco mais popular após o disco de estreia, In the Court of Crimson King, lançado cinco anos antes. O disco ainda conta com participações de músicos ligados a outras formações da banda, como David Cross, Mel Collins, Ian McDonald, Robin Miller e Mark Charig, mas seu cerne está na dinâmica entre os três instrumentistas principais, além de trazer a imortal “Starless”. A nova edição ainda traz os Elemental Mixes, feito pelo produtor e ex-empresário David Singleton da banda, que reuniu trechos das gravações para reimaginar o disco a partir de outras versões instrumentais, além de uma nova edição mixada em 2024 feita pelo às Steven Wilson sob supervisão de Robert Fripp. Veja abaixo a cara da nova edição do disco:  

Dentro do abismo

Ao liderar uma apresentação formada por três vozes e três instrumentos, Inés Terra nos conduziu rumo ao desconhecido nesta terça-feira no Centro da Terra, quando mostrou ao lado de Paola Ribeiro e Panamby no espetáculo Língua Fora. A apresentação começou com cada uma das participantes desfiando suas vozes e instrumentos individualmente: primeiro a própria anfitriã, tocando um instrumento de corda e percussão chamado finnis terrae, tocado tanto com dedos quanto com um arco, seguida por Paola, que puxou seu berimbau, que também tocou com um arco, e finalizando com Panamby, à frente de um aya, um instrumento primo da cítara, tocado no colo. Cada uma delas usou seu instrumento como porta para suas performances vocais, os três centros da apresentação, que se alinharam ao final, em um transe entre a melodia e o ruído que nos jogou dentro do abismo. Intenso.

Assista abaixo:  

Inés Terra: Língua Fora

Com prazer recebemos nesta terça-feira, no Centro da Terra, a cantora Inés Terra, que apresenta uma nova versão de seu espetáculo de performance vocal Língua Fora, que já passou pela Alemanha e Argentina, e que desta vez conta com a participação das vocalistas Panamby e Paola Ribeiro, cada uma delas com um instrumento específico: Inés toca o finis terrae criado por Cadós Sanchez, Panamby um aya e Paola um berimbau, numa apresentação de música livre. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda na bilheteria e no site do Centro da Terra.

#inesterranocentrodaterra #inesterra #centrodaterra2024

E a Charli XCX finalmente chamou Lorde prum show…

Aconteceu nesta segunda-feira, quando Charli XCX apresentou seu Brat em grande escala no Madison Square Garden de Nova York e, do nada, chamou ninguém menos que Lorde para dividir o hit “Girl, So Confusing” que as duas já haviam dividido na segunda versão que a sensação inglesa fez da música que lançou em seu sexto álbum. E como em se tratando da Charli, muito sempre é pouco, o mesmo show ela ainda contou com as participações o cantor Troye Sivan, com quem dividiu “Talk Talk” num remix que acabaram de lançar, e com a novíssima Addison Rae, que está começando a bombar com o hit viral “Diet Pepsi”, que foi revisitado por Charli e Troye. Nada mal, veja abaixo:  

Um mergulho no Outro

E Nathalie Alvim encerrou a série de apresentações solo que as quatro integrantes do grupo vocal Gole Seco vem apresentando dentro da temporada que elas estão fazendo no Centro da Terra nesta segunda-feira, ao reunir uma banda formada por Wagner Barbosa (teclados, baixo e synths), Ivan Liberato (guitarra) e Marco Trintinalha (bateria híbrida). Ancorando sua apresentação em seu primeiro EP, chamado Outro, ela aproveitou para apresentar músicas inéditas e visitar composições alheias com sua bela voz e sua presença de palco cativante, como quando visitou “Virgem” de Marina Lima acompanhada apenas de seu guitarrista ou “Soluços” de Jards Macalé acompanhada de suas parceiras de Gole Seco num arranjo escrito por ela mesma. Mas ainda não é o fim da temporada Gole a Gole, que aproveita que o mês tem cinco segundas-feiras para encerrar com uma apresentação inédita do grupo, que acontece no último dia deste mês.

Assista abaixo:  

Trabalho Sujo Apresenta: Dummy 30 anos – Matar Um Homem Morto

Em mais uma sessão Trabalho Sujo Apresenta realizada no Cine Belas Artes, celebramos o primeiro disco da banda Portishead, Dummy, lançado há exatos 30 anos. Em mais um show que dirijo, reuni três jovens talentos da nova cena paulistana para recriar o disco que elevou o trip hop a um novo patamar a partir do encontro de Manu Julian (vocalista das bandas Fernê e Pelados), Thales Castanheira (que acompanha Manu em seus shows solo) e Lauiz (produtor musical e também integrante do grupo Pelados). Os três contarão com o apoio visual de Danilo Sansão, que, ao lado de Manu, traduz na tela do cinema de rua mais tradicional de São Paulo, a estreia da banda de Bristol no espetáculo Dummy 30 anos – Matar Um Homem Morto, inspirado não apenas no álbum de 1994 mas também no vídeo que o antecedeu, To Kill a Dead Man, quando a banda experimentou misturar jazz dos anos 50 e trilhas sonoras dos anos 60 no amálgama de soul music, música eletrônica, hip hop e reggae que já vinha sendo conduzido pelos conterrâneos de artistas como Massive Atttack e Tricky. A apresentação acontece no dia 17 de outubro e os ingressos já estão à venda neste link.

Andre 3000 e Erykah Badu: Um caso de família

Quando falamos sobre Andre 3000 já sabemos que podemos esperar o inesperado, mas o público que foi assistir à segunda apresentação ao vivo da turnê em que ele está divulgando o disco de flautas que lançou no ano passado não estava pronto para a surpresa que ele preparou para aquela noite de sábado. Ao passar por Detroit, ele convidou para dividir o palco do Winspear Opera House ninguém menos que uma das principais estrelas da cidade, sua ex-companheira Erykah Badu, madre superiora do soul deste século com quem ele teve um longo relacionamento, que inclusive gerou um filho (Steve, de 26 anos, que por sua vez estava na plateia). Os dois entraram no transe de improviso que é a característica do disco New Blue Sun, o ex-rapper com suas flautas e Badu ao theremin, num registro que Badu – que teria inspirado o hit “Ms. Jackson”, da banda de Andre, Outkast – chamou de “coparentalidade” em sua conta no Instagram, frisando que a relação familiar que ainda mantém com Andre também se expande para a música. Coisa de adulto, sabe. Assista abaixo:  

The National tocando Echo & The Bunnymen com o guitarrista do War on Drugs

Imagina que no meio do show do The National a banda convida o guitarrista do War on Drugs para tocar uma música do Echo & The Bunnymen. Pois isso aconteceu duas vezes neste fim de semana, quando Adam Granduciel se juntou ao grupo liderado por Matt Berninger na sexta (em Toronto, no Canadá) e no sábado (em Cuyahoga Falls, nos EUA), para tocar o hit “Bring on the Dancing Horses”. Nada mal, dá uma sacada como foi no show de sexta…