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Sabrina Carpenter ♥ Stevie Nicks

Duas tendências de 2026 se colidiram nesta segunda-feira no infame baile do Met Gala, que aconteceu no Metropolitan Museum Of Art de Nova York e foi marcado por protestos e convites declinados, especificamente pelo fato dos principais patrocinadores e convidados de honra serem o senhor e senhora Amazon, Jeff Bezos e sua esposa Lauren Sánchez Bezos. Entre os convidados que foram estavam duas atrações musicais de gerações diferentes que veem 2026 sorrir para elas, ambas subindo ao palco em momentos distintos e reunidas a seguir. Primeiro veio Sabrina Carpenter, que fez seu primeiro show após de ter sido abençoada por Madonna no festival de Coachella, que cantou suas “House Tour”, “Espresso” e “Please Please Please”, seguida da eterna fleetwood mac Stevie Nicks, que cantou uma música sua (“Edge of Seventeen”) e três de sua antiga banda (“Landslide”, “Gypsy” e “Don’t Stop”), sendo que em duas delas chamou Carpenter para o palco. A ascensão de Sabrina Carpenter e a volta do Fleetwood Mac (ou ao menos de uma turnê em homenagem ao grupo) seguem fortes como tendências do ano. Bem como o boicote a eventos de bilionários.

Assista abaixo:  

Como foi a premiação da APCA nesta segunda-feira

“Nós vimos vários aspectos da cultura do Brasil passar por aqui”, disse Ney Matogrosso ao final da premiação da Associação Paulista dos Críticos de Arte que aconteceu nesta segunda-feira, no Teatro Sérgio Cardoso, ao receber o Grande Prêmio da Crítica que o júri da categoria música popular (da qual faço parte). “Eu não tenho muita coisa pra dizer, eu só quero confirmar que eu sou muito feliz por fazer parte disso, da cultura do nosso país, da cultura do Brasil. Eu sou muito orgulhoso disso, muito obrigado”. A fala sucinta de Ney resumiu o clima de festa e resistência que atravessou a premiação nesta segunda, que foi transmitida ao vivo pelo YouTube. Além de Ney, também foram premiados Jadsa (show do ano, que também fez um show abrindo a premiação), Douglas Germano (música do ano), Gaby Amarantos (disco do ano), a exposição em homenagem ao hip hop brasileiro em cartaz no Sesc 24 de Maio (projeto especial do ano), Luedji Luna (artista do ano) e Ajuliacosta (revelação do ano), estas duas últimas não puderam comparecer à festa. Assista à íntegra da premiação abaixo:  

Os pés no abismo

A temporada Acontecimento, que o trio fluminense Crizin da Z.O. começou nesta segunda-feira no Centro da Terra, desceu os primeiros degraus em direção a um desconhecido sônico em que novos experimentos sonoros, citações de faixas de seu disco Acelero (de 2024) e porções musicais trazidas pelos convidados formam uma nova realidade. Quem abriu o caminho da temporada foi Kiko Dinucci que mais uma vez trouxe sua guitarra elétrica para ser desconstruída naquele palco, acompanhando movimento semelhante ao que fez o guitarrista do trio, Marcelo Fiedler. Só que cada um vinha de um rumo: Kiko do punk e Marcelo do metal, aos poucos amalgamando seus ruídos elétricos em uma parede de microfonia e distorção em que o MC Cris Onofre soltava seus impropérios apocalípticos enquanto distorcia a própria voz e disparava bases e o percussionista Danilo Machado vinha com o molho mínimo e convincente pra abrasileirar ainda mais aquele barulho todo, seja nas congas ou apenas no pandeiro. Em dois momentos, Kiko puxou duas de suas armas mais pesadas: “Veneno”, arrebatamento em forma de briga de rua que compôs com Ogi e fez Crizin decorar toda a letra, e um de seus hinos, a hipnótica “Crack pra Ninar”, que embalou o final dessa primeira noite, deixando o grupo pronto para o salto, com os pés pendurados à beira de um abismo.

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Crizin da Z.O.: Acontecimento

Enorme satisfação em receber mais uma vez no Centro da Terra o trio fluminense Crizin da Z.O., que ocupa as segundas-feiras de maio com temporada Acontecimento, em que utiliza o palco do teatro como um espaço-tempo imprevisível. E assim Cris Onofre, Marcelo Fiedler e Danilo Machado convidam diferentes artistas para criar nestes instantes e a cada segunda-feira recebem novos parceiros. A primeira,a dia 4, vem com Kiko Dinucci abrindo caminhos. Depois, dia 11, recebem a dupla Deaf Kids. No dia 18 é a vez de receberem os produtores MNTH, Lcuas Pires e Mbé e encerram estes acontecimentos com a presença de Juçara Marçal no dia 25, sempre misturando funk carioca com elementos de vanguarda, noise e eletrônica. As apresentações começam pontualmente a partir das 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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Duas Spice Girls se reencontram

Enquanto os rumores sobre uma possível volta das Spice Girls seguem no éter das possibilidades, Mel C – que está fazendo uma turnê pela Inglaterra divulgando seu disco mais recente (chamado Sweat) – convidou ninguém menos que Mel B para o palco de seu show em Leeds no sábado passado, quando cantaram, para surpresa do público, o hit “Spice Up Your Life”. Voltem logo, mulheres!

Assista abaixo:  

Tame Impala ♥ Justice

O fim de semana ainda contou com a dobradinha do Justice com o Tame Impala quando a banda de Kevin Parker tocou na capital francesa neste domingo e chamou a dupla parisiense como atração surpresa na abertura da noite. Mas o filé veio quando Kevin chamou os dois para o início do bis do Tame Impala, quando tocaram a faixa “Neverender” em que a dupla Gaspard Augé e Xavier de Rosnay convidou para colaborar em seu disco de 2024, Hyperdrama. Sente só:  

Rádio Eldorado vive!

Depois do protesto contra o fim da Rádio Eldorado na Paulista neste domingo é a Casa de Francisca que agora abre espaço para a resistência desta entidade que é uma das principais emissoras de rádio do País. A partir das 18h, a apresentação Rádio Eldorado Vive! acontece ao vivo no Largo da Misericórdia em frente à tradicional casa, com as presenças da Charanga do França, Roberta Martinelli, Emanuel Bomfim, Mauricio Pereira e outros convidados. O evento é gratuito, é só chegar!

Hayley Williams ♥ Fleetwood Mac

Hayley Williams segue com a turnê de seu Ego Death At A Bachelorette Party e antes de chegar ao final do show que fez neste fim de semana no Moody Theatre, em Austin, soltou um aceno ao Fleetwood Mac no meio de “Good Ol’ Days”, que encerra a primeira parte do show. A música já faz referência ao olhar pesado que a vocalista da banda Stevie Nicks deu para seu ex, o guitarrista Lindsay Buckingham, no show de retorno da banda em 1997, quando, ao cantar a faixa “Silver Springs”, fez questão de olhar diretamente para o ex-marido ao cantar que “você nunca se livrará do som da mulher que te amou”. E embora Hayley, na canção diga, literalmente que “Eu não sou Stevie, não vou te rogar praga”, ela cantou justamente o trecho “you’ll never get away from the sound of the woman that loved you” ao final da canção. E, de quebra, ela ainda alimentou ainda mais a expectativa de ver o clássico casal juntos novamente no palco, como têm ameaçado desde o ano passado.

Assista abaixo:  

Descendo a ladeira da tristeza

Olivia Rodrigo participou do Saturday Night Live neste fim de semana e, além de participar de alguns quadros e cantar mais uma vez “Drop Dead”, primeiro single de seu próximo álbum, You Seem Pretty Sad for a Girl so in Love, revelou mais uma música, a primeira que dá o tom do adjetivo que parece ser central no novo disco. A triste balada “Begged” é a mesma que ela cantou ao lado de Weyes Blood num show fechado que fez em Los Angeles no outro fim de semana, e mais uma vez Natalie Mering estava ao seu lado, só que como apenas uma das integrantes dos grupo dos vocais de apoio, frisando sua participação como coadjuvante. E parece que a tristeza do título é real.

Assista abaixo:  

Shakira ♥ Maria Bethania

Shakira abalou o Rio de Janeiro no terceiro ano consecutivo que a prefeitura daquela cidade transforma um morno outono num quente réveillon fora de hora, repercutindo na imprensa internacional ao mesmo tempo em que faz as redes sociais tornarem-se monotemáticas durante um fim de semana. E por mais que a colombiana tenha um rosário de hits, que seu português seja perfeito, que tenha feito uma enorme celebração latina no palco e convidado celebridades brasileiras do naipe de Anitta, Caetano Veloso e Ivete Sangalo, nenhum instante foi mais intenso do que quando ela chamou ninguém que Maria Bethânia para cantar “O Que É O Que É” – e sentido a força do público brasileiro cantando um de seus hinos informais num de seus maiores palcos, a praia de Copacabana. Que momento!

Assista abaixo: