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Noites Trabalho Sujo apresenta Jesse Marmo + Danilo Cabral + Luiz Pattoli + Alexandre Matias

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Preparados para uma noite inesquecível? É o que promete esse encontro fantástico na Noite Trabalho Sujo de hoje, quando eu, Pattoli e Danilo recebemos o mestre Jesse Marmo para uma seleta caprichada de hits de toda a espécie. Vai ser uma noite daquelas em que ninguém fica parado – atirando para todo tipo de som que funciona na pista. Vamo lá? As coordenadas estão tanto na página do evento no Facebook quanto no site do Alberta – para mandar seu nome para a lista de desconto, basta enviar no email noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h. A melhor sexta de São Paulo segue naquele ritmo que você já conhece…

Freaks and Geeks dez anos depois

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Freaks and Geeks, para quem não sabe, é o átomo partido que deu origem ao universo de Judd Apatow. O diretor e produtor talvez seja um dos melhores retratistas de uma geração norte-americana que, nascida entre os anos 60 e 70, viu ruir uma série de fantasias e ilusões que funcionavam como liga social no século 20, para abraçar, indefesos, a overdose de tudo num século 21 deslumbrado com a própria juventude. É o que une comédias tolas e existencialistas como O Virgem de 40 Anos, Superbad, Pineapple Express, Ligeiramente Grávidos e os recentes Bem Vindo aos 40 (que ainda não estreou no Brasil) e o seriado Girls. Toda a origem deste universo está na única temporada de Freaks and Geeks, uma longa peça de teatro sobre a convivência (e posterior aproximação) de dois grupos alheios ao centro do universo social de uma escola de segundo grau em 1980: os jovens roqueiros que odiavam estudar e os primeiros nerds jogadores de RPG, unidos pela personagem de Lindsay Weir (Linda Cardellini), que, depois da morte da avó, passa a andar com os maconheiros da escola. Com apenas 18 episódios e um final aberto mas conclusivo, Freaks and Geeks mexe com sentimentos eternos reempacotados para um mundo que, em pouco tempo, viraria do avesso justamente à medida em que os freaks e os geeks começassem a se reconhecer uns nos outros, gerando o mundo que vivemos hoje. A revista Vanity Fair reuniu o elenco do seriado para uma longa conversa sobre sua produção, no início da década passada, e aproveitou para fazer retratos do elenco mais de uma década depois, abaixo:

 

Mostra Prata da Casa: Kika e Tibério Azul

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Pernambuco e São Paulo se encontram hoje no palco da choperia do Sesc Pompéia na terceira noite da Mostra Prata de Casa – e o encontro é bem macio. De um lado, a lírica doce e jamaicana musicalidade de Kika; do outro, o canto tranquilo e sossegado de Tibério Azul. Será que os dois tocam juntos no final, como aconteceu nas noites anteriores? O show começa às 21h e os ingressos custam R$ 8,00. Abaixo, o texto que escrevi para o catálogo da Mostra. Kika até descolou um remix dub que o Victor Rice fez para “Sai da Frente”, de seu excelente disco de estréia, ouça abaixo:

Pop sobre tudo

Enquanto África e Pernambuco temperam duas noites diferentes da Mostra Prata da Casa deste ano, uma terceira apresentação dupla reúne dois extremos destes dois universos para mostrar que eles têm mais em comum do que aparentam. Tanto Kika quanto Tibério Azul se apresentaram no final do ano e ambos navegam por mares psicodélicos sem deixar-se levar pelo delírio rítmico ou pelo transe instrumental. Ambos levantam a bandeira da música pop para tocar no rádio, sem deixar para trás características específicas dos universos de onde vieram. A cantora e compositora Kika está bem próxima do centro afropaulistano e gravou seu excelente disco Pra Viagem no mesmo estúdio Traquitana que viu o nascimento da banda Bixiga 70. Já Tiberio Azul pertence à safra de artistas que veio de Pernambuco logo após o fim do mangue beat e depois de passar por diferentes bandas, lançou seu primeiro disco solo no ano passado. Em comum, são dois artistas doces e sinceros, que cantam macio e tranquilamente, com um pé no pop radiofônico e outro num ar hippie sem a conotação pejorativa do termo. Tiberio reforça sua veia nordestina ao subir no palco ao lado de um acordeonista, invocando até Alceu Valença – um dos poucos pernambucanos tradicionais a não ser festejado pela geração de Chico Science – em seu repertório de pérolas que desnudam a fragilidade do macho brasileiro. Kika, presa até as canelas no lodaçal jamaicano do dub mas sem perder o sol de vista, passeia sorridente por canções singelas e aparentemente frágeis, mas que escondem uma visão feminina incisiva e moderna. Dois shows que pareciam apenas corretos e que ganharam novas dimensões principalmente devido à presença magnética de compositores em ascensão..