
Que beleza poder juntar dois talentos que acompanho há um tempo para desenvolver uma temporada autoral conjunta. As produtoras e multiinstrumentistas Sue e Desirée Marantes começam sua temporada Mil Fitas nesta segunda-feira no Centro da Terra, sempre reunindo artistas para criar paisagens sonoras a partir de diferentes abordagens. Nesta primeira segunda, dia 5, as duas mostram suas composições solo ao lado das também multiartistas Dharma Jhaz e Carol Costa. Na próxima, dia 12, elas recriam a garagem da Desirée, que também é um estúdio, com as participações dos vizinhos Carabobina (o casal Alejandra Luciani e Rafael Vaz) e de Fer Koppe, quando Sue assume as projeções da noite. Na terceira segunda mês, elas reúnem a Mudas de Marte Improvise Orquestra trabalhando o conceito de improviso conduzido com uma galera da pesada Ricardo Pereira, Romulo Alexis, Bernardo Pacheco, Natasha Xavier, Guilherme Peluci, Kiko Dinucci, Paola Ribeiro, Sarine, Gylez, entre outros a confirmar. A temporada termina dia 26, quando as duas tocam ao lado da banda Ema Stoned, da produtora e musicista Saskia e o do guitarrista dos Boogarins Dinho Almeida. As apresentações começam pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados por este link.

Tá achando que tinha acabado? Agora o Caramuru resolveu fazer capas expandidas por inteligência artificial a partir de discos independentes brasileiros… E acho engraçado que as pessoas pegam birra de algo só por ter virado tendência, sem perceber que as implicações desta nova ferramenta vão além da própria tendência em si…
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O Marko segue expandindo capas de discos por inteligência artificial e eu dei um toque nele pra fazer alguns clássicos do indie rock.
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Thiago e Cabral mandaram avisar que os discos dos Marginals finalmente chegaram às plataformas digitais. Pra quem chegou há pouco tempo, o Marginals era um trio de free jazz formado pelos dois – Thiago França no sax e Marcelo Cabral no contrabaixo acústico – com o Tony Gordin na batera e funcionou como laboratório de fritação pros três, que sempre partiam do zero em sessões de improviso pesadas, isso há uma década. Desenterrei esse vídeo que fiz de um show que produzi com eles em uma das edições da saudosa festa Sussa – Tardes Trabalho Sujo no saudoso Neu, há quase dez anos anos – e foi a última apresentação do trio.
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Pra maioria das pessoas, nomes como Olivia Tremor Control, Neutral Milk Hotel, Apples In Stereo, Of Montreal, Elf Power e Music Tapes parecem paródias de nomes de bandas inventadas como fizeram Robert Anton Wilson e Robert Shea no final de seu épica trilogia Illuminatus! Mas para poucos, são senhas para um universo de psicodelia e experimentação, magia e ciência sônica aliada ao uso de psicodélicos recreativos, clássicos do rock e espírito de comunidade que ia de encontro à lógica de marketing total que dominou o mercado da música a partir dos anos 80. Reunidos sob o nome de Elephant 6 esta cena musical que começou na cidade norte-americana de Anthens, na Georgia, e não era nem uma gravadora, um movimento musical ou um coletivo artístico, mas um híbrido destas coisas que começou a surgir ao redor das três primeiras bandas criadas por Bill Doss, Will Cullen Hart, Jeff Mangum e Robert Schneider: Olivia Tremor Control, Neutral Milk Hotel e Apples In Stereo. Este é o foco do documentário Elephant 6 Recording Co., que finalmente viu a luz do dia no ano passado, depois de anos em produção e chega às salas de cinema brasileiras graças ao festival In Edit, cuja 15ª edição acontece neste mês. Assista ao trailer abaixo: Continue

Você não viu nada. Se liga em mais uma série feita pelo Caramuru.
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Eu gosto quando a lógica da inteligência artificial segue um padrão mais naturalista, sem partir pro surrealismo, tentando manter a essência da capa do disco no contexto falso que ela mesma cria para esses ícones.
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O compadre Caramuru Baumgarten viu meus posts sobre inteligência artificial expandindo capas de discos e me chamou num canto pra mostrar algumas que tinha feito.
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Agora que abriu a porteira, já era: tem mais gente jogando capas de discos para serem expandidas por algoritmos designers. Separei umas que cogitam realidades estranhas demais para além das imagens que já conhecemos.
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E o Marko viu o post que fiz nesta segunda sobre a inteligência artificial esticando as bordas de discos clássicos brasileiros e resolveu fazer essa mesma experiência com discos estrangeiros, botando Led Zeppelin, Beatles, Miles Davis, John Coltrane, King Crimson, The Who, Patti Smith, Pink Floyd, entre outros, para ampliar seus horizontes visuais à base de inspiração robô.
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