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Loki

Assisti no fim da noite de ontem ao filme-show-happening dos Chemical Brothers, que teve pré-estréia em São Paulo e em outras 19 cidades do mundo.

O filme pode ser encarado como um DVD ao vivo projetado em uma telona de cinema (exigência dos Brothers pra fazer algo que não isolasse os fãs em casa), mas ao mesmo tempo Don’t Think está no limite do 3D sem óculos graças a pupilas dilatadas. Mas depois eu falo mais dele.

O filme estréia mesmo no dia 3 de fevereiro e será exibido em pelo menos seis cidades brasileiras – aqui tem uma lista. E certifique-se que o volume da sala esteja no talo.

Um senhor teaser esse do disco novo do Air:

É apenas a trilha sonora para o clássico Le Voyage dans la Lune, que Georges Méliès lançou há 110 anos, que não é nada menos que o primeiro filme de ficção científica do mundo. Disse Nicolas Godin ao Guardian:

“If there was an original score, it would be horrible to make new music and destroy a piece of art. I would hate it if someone did that to one of my records. When a piece of art is done, it’s done. But the fact that there was no original score was too good an opportunity to miss”

Vi lá no Camilo.

E o site theshiznit repete a brincadeira do ano passado

tem bem mais.

Quando o sujeito é fodão, sai de baixo. Vi na Fader.


Justice – “On’n’on (Ruined by Rick Rubin)” (MP3)

…até demais.

Dica do Terron.

O Tumblr só compila pérolas ditas por Luana em sua conta no Twitter. Sente só:

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Ai meu deus.

Rapture
Cine Joia @ São Paulo
25 de janeiro de 2012


“House of Jealous Lovers”

Que show foda foi esse do Rapture, no dia do aniversário de São Paulo. Nem o calor e o som (ainda) embolado do Cine Joia foram suficientes para apagar o excesso de adrenalina feliz que a banda nova-iorquina injetou num público naturalmente empolgado, mostrando que a evolução de clone do Cure rumo a uma abordagem mais séria da dance music erguessem a banda a um posto como uma espécie de reserva do LCD Soundsystem na seleção deste novo rock do século 21. Não é pouco.

Ainda mais quando se leva em consideração que um dos integrantes toca sax – e caminha pelo palco tocando o sax, como num clipe dos anos 80 (faltou o keytar, mas tudo bem). E quando os quatro colocaram para funcionar músicas que não foram feitas para a pista – “Sail Away”, “Children”, “Come Back to Me”, “Never Die Again” e a faixa-título do terceiro álbum da banda, In The Grace of Your Love -, o show voltava a ser uma apresentação de rock moderno, sem os clichês ou chavões que a tempos contaminam a versão tradicional do gênero. Até os ecos de Cure ressurgiam nos timbres de guitarra ou nas linhas de baixo, mas bem diluídos pelos beats que deram o tom da noite.

Mas houve momentos em que público e banda se envolviam num uníssono de vozes e energia, que tornaram o show memorável – como em “House of Jealous Lovers”, “Get Myself Into It”, “W.A.Y.U.H.” e “How Deep is Your Love”, esta última estrategicamente tocada no final de forma a deixar claro sua função na atual fase da banda. O resultado foi um público fatigado e sorridente, suado e sem acreditar direito no que havia acabado de acontecer no palco. E ao ver os rostos dos músicos, a impressão era que havia reciprocidade no sentimento. Imagina isso no Rio…

Abaixo, alguns vídeos que fiz do show:

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4:20