
O compadre Caramuru Baumgarten viu meus posts sobre inteligência artificial expandindo capas de discos e me chamou num canto pra mostrar algumas que tinha feito.
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Agora que abriu a porteira, já era: tem mais gente jogando capas de discos para serem expandidas por algoritmos designers. Separei umas que cogitam realidades estranhas demais para além das imagens que já conhecemos.
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E o Marko viu o post que fiz nesta segunda sobre a inteligência artificial esticando as bordas de discos clássicos brasileiros e resolveu fazer essa mesma experiência com discos estrangeiros, botando Led Zeppelin, Beatles, Miles Davis, John Coltrane, King Crimson, The Who, Patti Smith, Pink Floyd, entre outros, para ampliar seus horizontes visuais à base de inspiração robô.
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No Twitter, o Jéferfon Menezes publicou o resultado das provocações que fez a um programa de inteligência artificial para que este completasse capas de discos clássicos brasileiros para além de suas fronteiras visuais – e como essa tal de IA viaja…
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Mais um banho de axé que é esse show que o Russo Passapusso formou ao lado da sua dupla de ídolos Antonio Carlos e Jocafi aconteceu nessa sexta-feira, na Casa Natura Musical, que ainda contou com a presença de Karina Buhr em duas canções. Não bastasse o encontro mágico deste trio, que, mais uma vez, usa o recurso cênico da mesa de boteco para recuperar as energias dos veteranos da música baiana, a banda formada para acompanhar esse encontro é inacreditável: Curumin, Zé Nigro, Lucas Martins, Saulo Duarte, Maurício Badé, Edy Trombone, Estefane Santos e o maestro Ubiratan Marques, além da participação do ator Luiz Carlos Bahia. No final da noite, o vocalista baiano emendou duas faixas de seu primeiro disco solo (a faixa-título “Paraíso da Miragem” e “Paraquedas”) e transformou tudo em vibração curativa junto ao público que era exatamente o que ele estava precisando, num final emocionante. É o melhor show brasileiro atualmente, se passar por perto, não deixe passar – que a alma sai nova em folha.
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(Foto: Victor Cohen/divulgação)
Outro dia a ex-baterista do Lava Divers, Ana Zumpano, que mudou-se para São Paulo em 2019 e vem jogando em diferentes posições da cena indie, me procurou para falar de seu novo projeto, que começou como uma sessão de ensaios com o guitarrista Beeau Goméz e aos poucos foi ganhando corpo, apertando ainda mais o pedal da psicodelia garageira que paira sobre a cena indie brasileira desde o início do século. A dupla finalmente estreia no mundo fonográfico nesta sexta-feira, quando lançam seu primeiro single, “Voo”, nas plataformas digitais e dividem o palco com os grupos Monchmonch e Bumbomudo nessa sexta-feira, no Fffront, em São Paulo. E ela descolou o primeiro clipe da banda em primeira mão para ser visto aqui no Trabalho Sujo, que já dá um gostinho da lisergia que vem por aí…
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Mais um dos discos abatidos pela pandemia, o excelente Corpo Nós, primeiro disco solo do guitarrista Guilherme Held, finalmente será lançado ao vivo. O disco, dirigido por Rômulo Froes, reúne não apenas a produção musical do guitarrista discípulo de Lanny Gordin, como boa parte dos artistas com quem ele colaborou nas primeiras décadas de sua carreira – um elenco estelar que inclui Criolo, Curumin, Tulipa Ruiz, Kiko Dinucci, Mariana Aydar, Rubel, Marcelo Cabral, Daniel Ganjaman, Thalma de Freitas, Juliana Perdigão, Fernando Catatau, Pericles Cavalcanti, Dudu Tsuda, Filipe Catto, Simone Sou, Thiago França, Bruno Buarque, Bixiga 70 e tantos outros, além de mestres como Milton Nascimento, Jards Macalé e Letieres Leite. Para o show que acontece nesta quinta-feira, no Sesc Pompeia, Held reuniu uma banda de peso, formada por Sérgio Machado (bateria), Fábio Sá (baixo), Dustan Gallas (teclados), Allan Abaddia (trombone), Cuca Ferreira (sax), Rômulo Nardes (percussão) e participações de Ná Ozzetti, Romulo Fróes, Iara Renó e Marcelo Pretto. O disco foi lançado em 2020, durante a pandemia, e por isso não teve um show de lançamento de fato, falha que será corrigida nesta quinta-feira, às 21h30, no Sesc Pompeia, e Held aproveitou a deixa para mostrar o clipe que fez para “Tempo de ouvir o chão”, que tem as participações de . Juliana Perdigão e Romulo Fróes, lançado em primeiro mão aqui no Trabalho Sujo. “É uma produção simples, com efeito super 8, que traz os convidados da canção e a participação dos meus cachorros John e Yoko”, explica o guitarrista. “São cenas na minha laje e na janela do Rômulo, sem muito roteiro e só no bom gosto do Mihay, diretor do clipe”.
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Kenneth Anger, que morreu nesta quarta aos 96 anos, misturou ciências ocultas, experimentos de imagem, cultura gay e o baixo calão de Hollywood para revolucionar a contracultura dos anos 60 e o cinema de vanguarda em clássicos cult como Fireworks (1947), Inauguration of the Pleasure Dome (1954), Scorpio Rising (1963) Lucifer Rising (1972) e Invocation of My Demon Brother (1969).

Apesar de ambos serem octagenários, Jards Macalé e João Donato, que apresentaram-se nessa quinta-feira na Casa Natura Musical, são de gerações diferentes. Gravaram juntos há quase dois anos o sensacional Síntese do Lance completamente entrosados, mas os oito anos que os separam eram uma era geológica quando começaram na música – Jards ainda estava aprendendo a tocar seu violão quando Donato já se esbaldava na vida noturna carioca com seu piano. O ponto em comum, relembrado pelos dois, era João Gilberto: um dos primeiros ídolos de Jards tocava nos mesmos palcos que também se apresentava o tecladista acreano quando nem bossa nova existia e a aura do velho baiano pairava sobre a apresentação que fizeram juntos – num momento central do show, literalmente, quando Jards invocou o fantasma de João quando telefonou para seu velho número e recebeu uma canção postumamente (“Um Abraço do João”) seguido de uma canção de Donato que teve sua letra escrita por João (“Minha Saudade”). O entrosamento dos dois músicos era patente, mas a idade faz com que os dois não atravessem toda a apresentação juntos, fazendo sets solo ao lado dos músicos que os acompanhavam (o baixista Guto Wirtii, o baterista Renato Massa Calmon, o trumpetista José Arimatéia e o trombonista Marco Aurélio Tiquinho). Mas o bom mesmo era quando Jards e Donato estavam no palco ao mesmo tempo, celebrando uma música brasileira que ajudaram a transformar. Foi foda.
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Dois chuveiros que se encontram sob uma textura retrô. A letra da canção “Banho de Sal” ganha tons surrealistas no clipe que o jovem maestro Bruno Bruni escolheu para encerrar o ciclo de seu segundo disco, Broovin 2, que foi lançado durante a pandemia. “Essa música nasceu num período em que as parcerias musicais só tavam funcionando online”, lembra o músico. “Eu tinha essa música parada e mandei para a Ana Passarinho criar qualquer coisa em cima, meio sem compromisso. E ela acabou criando essa letra, que me pareceu super sincera sobre o momento que a gente tava vivendo – e a melodia que ela criou é foda. Pra mim essa música é sobre a necessidade de dar um banho na alma – e foi daí que o Tom Vouga, que dirigiu o clipe, tirou a idéia da trama entre chuveiros! Eu demorei pra entender até ver a fantasia pronta.” O clipe deste groove jazz funk estreia em primeira mão no Trabalho Sujo, explicando que o clipe foi filmado em VHS para passar uma “camada de verniz festa no McDonalds de millenial” e tornar o resultado final mais afetivo.
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