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Loki

Não dá pra ficar parado…

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A banda mais barulhenta de Seattle volta ao Brasil depois de 11 anos: é o que promete o André Barcinski, que publicou um vídeo do grupo Mudhoney anunciando quatro shows no país e um na Argentina, que devem acontecer em março do ano que vem. E segundo o próprio Barcinski, que está trazendo ótimos shows para o Brasil ao lado do Leandro “Emo” Carbonato, da Powerline, na próxima quarta-feira eles anunciam as datas, os locais e quando começam a venda dos ingressos. Que notícia boa!

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Triste coincidência o fato de um dos fundadores do Trio Mocotó, o grande cuiqueiro Fritz Escovão, nascido Luiz Carlos de Souza Muniz, morrer poucos meses após a morte de seu substituto no grupo, o mestre Skowa. Um ás na cuíca, era peça fundamental no trio que acompanhou Jorge Ben no início dos anos 70 ao lado de seus compadres Nereu Gargalo e João Parahyba e que seguiu fazendo história mesmo após Ben ter mudado de fase. O grupo surgiu em uma das encarnações do bar Jogral, em São Paulo, e desde 1970, firmou-se como uma das principais usinas sonoras brasileiras, acompanhando artistas como Chico Buarque, Clementina de Jesus, Nelson Cavaquinho e Cartola em suas passagens pela cidade. O suíngue levanta-defunto característico do trio logo faria turnês em todo o país e no exterior, eternizando seus sucessos em álbuns imortais como Muita zorra (1971), Trio Mocotó (1973) e Trio Mocotó (1977), além de tocar ao lado de Ben nos eternos Força bruta (1970) e Negro é lindo (1971). Um dos maiores nomes do samba-rock, o trio desfez-se no meio daquela década e ressurgiu no início deste século, com o disco chamado Samba-Rock, lançado em 2001, mas Fritz, alegando motivos de saúde, deixou a banda naquele momento, que seguiu com o recém-falecido Skowa em seu lugar. Um mestre que se vai.

Densa e hipnótica. Assim foi a apresentação que Fernando Catatau e Isadora Stevani fizeram neste primeiro dia de outubro no Centro da Terra, quando reuniram suas ferramentas para criar uma instalação em movimento chamada Outra Dimensão. A descrição do que acontecia no palco – em que o guitarrista desdobrava seu instrumento com auxílio de sintetizadores e pedais para ter sua sonoridade traduzida em movimento pelas imagens em movimento reativas da artista visual – parece simples mas criava um espaço imaginário único, em que coordenadas cartesianas fluidas buscavam firmar alguma referência no que chegava em forma de som, conduzindo o público a um transe que por vezes era idílico e onírico e em outras era pesado e incômodo, sem nunca perder sua natureza abstrata, mesmo quando a guitarra soava apenas como uma guitarra. Um encontro artístico a dois ao mesmo tempo introspectivo e expansivo, este mapa de um não-território me pareceu apenas o primeiro passo numa parceria que pode abrir ainda mais fronteiras a cada nova apresentação. Por isso, que venham outras!

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Começamos o outubro de música no Centro da Terra abrindo um portal para o encontro de linguagens, quando o músico e produtor Fernando Catatau e sua companheira, a artista plástica Isadora Stevani, misturam som em imagem num espetáculo inédito concebido especialmente para o teatro, que batizaram de Outra Dimensão. Nesta realidade não-existente, os dois dialogam sobre a experiência do tempo, a percepção da realidade e os mistérios da existência em uma noite que une texturas sonoras elétricas e eletrônicas a visuais de diferentes naturezas que convergem-se no mesmo espaço imaginário. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda na bilheteria e no site do Centro da Terra.

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Mais um trailer do épico decano do Coppola que finalmente chegará aos cinemas – inclusive no Brasil! Veja abaixo: Continue

Depois do showzaço que fizeram na semana passada no Sesc Pompeia, o quinteto que pariu um dos grandes discos de 2024 volta a se reunir para mais uma apresentação ao vivo do espetáculo Maria Esmeralda – e desta vez é na rua. Thalin, VCR Slim, Cravinhos, Pirlo e iloveyoulangelo se reúnem mais uma vez para contar sua história de dor, sofrimento e rendenção neste sábado, no Largo do Arouche, no centro de São Paulo, dentro da programação do 5° Festival Bares pela Democracia, evento organizado por agentes culturais, artistas, empresários e movimentos populares para endossar a candidatura de Guilherme Boulos pela prefeitura da cidade. O evento começa às 11h e vai até às 21h e reúne bandas, artistas e festas como o DJ Chiquinho (festa Virilha), DJ Rod Silva, DJ Carol Ueno, Analog Trio com Jorge Du Peixe, Marafo e Bruno Secilians, a festa Je Treme Mon’Amour e o Pagode da 27, além de atrações infantis, como a banda Fera Neném e a discotecagem do Disco é Brinquedo. O evento é organizado pela Articulação Bares pela Democracia, que reúne mais de 70 estabelecimentos da cidade e foi lançada em 2022, como uma resposta às políticas tacanhas do desgraçado que esteve na presidência entre 2019 e 2022. Nesta quinta edição, entre os nomes envolvidos estão restaurantes, bares, feiras e casas de show como Aconchegante Bar, Casa Híbrida, Canto, Cervejaria Centralm Mamadi, Van Grogh, Armazém do Campo, Casa Tucupi, Carburadores, Chèvere, Los Dos Taqueria, Tabuleiro do Acarajé, Mista Coqueteis, Cervejaria Duas Irmãs, Porão da Cerveja, Barra Funda Lager, Van Der Ale e a feira Jardim Secreto e Feira Vermelha. Veja os horários das atrações abaixo: Continue

E o King Crimson segue sua meticulosa tarefa de disponibilizar para os fãs a maior quantidade de sua música gravada a partir de versões expandidas de sua concisa discografia. Desta vez é o brutal Red, que completa meio século de idade neste 2024, a receber uma nova edição, reunindo novas mixagens, os “mixes elementais” feito pelo produtor e ex-empresário da banda David Singleton, gravações de shows da época e trechos das gravações do disco. Red – The 50th Anniversary Edition será lançado no dia 25 de outubro e já está em pré-venda, tanto em CD (que conta com um blu-ray com as gravações de nove shows que o grupo gravou em 1974) quanto em vinil. O disco marca o fim da primeira fase da banda clássica, com sua formação reduzida a um trio liderado – sempre – por seu fundador Robert Fripp na guitarra, Bill Bruford na bateria e John Wetton no baixo e vocais e traz a fase mais incisiva da banda, além de ser seu disco mais popular após o disco de estreia, In the Court of Crimson King, lançado cinco anos antes. O disco ainda conta com participações de músicos ligados a outras formações da banda, como David Cross, Mel Collins, Ian McDonald, Robin Miller e Mark Charig, mas seu cerne está na dinâmica entre os três instrumentistas principais, além de trazer a imortal “Starless”. A nova edição ainda traz os Elemental Mixes, feito pelo produtor e ex-empresário David Singleton da banda, que reuniu trechos das gravações para reimaginar o disco a partir de outras versões instrumentais, além de uma nova edição mixada em 2024 feita pelo às Steven Wilson sob supervisão de Robert Fripp. Veja abaixo a cara da nova edição do disco: Continue

Quando falamos sobre Andre 3000 já sabemos que podemos esperar o inesperado, mas o público que foi assistir à segunda apresentação ao vivo da turnê em que ele está divulgando o disco de flautas que lançou no ano passado não estava pronto para a surpresa que ele preparou para aquela noite de sábado. Ao passar por Detroit, ele convidou para dividir o palco do Winspear Opera House ninguém menos que uma das principais estrelas da cidade, sua ex-companheira Erykah Badu, madre superiora do soul deste século com quem ele teve um longo relacionamento, que inclusive gerou um filho (Steve, de 26 anos, que por sua vez estava na plateia). Os dois entraram no transe de improviso que é a característica do disco New Blue Sun, o ex-rapper com suas flautas e Badu ao theremin, num registro que Badu – que teria inspirado o hit “Ms. Jackson”, da banda de Andre, Outkast – chamou de “coparentalidade” em sua conta no Instagram, frisando que a relação familiar que ainda mantém com Andre também se expande para a música. Coisa de adulto, sabe. Assista abaixo: Continue

A arca de Letrux

“Que Xou da Xuxa é esse?”, esbravejou espantada Letrux logo no início de uma de suas apresentações no Sesc Vila Mariana neste fim de semana. Sampleando a mistura de frustração e indignação do meme recente de uma fã infantil para o contexto do show de seu terceiro álbum, Letrux Como Mulher Girafa, a vocalista Letícia Novais espantou de vez o fantasma da pandemia que ainda ficava à sombra nas últimas vezes que a vi ao vivo, ainda mostrando seu excelente Aos Prantos, segundo disco de tema trágico que teve a má sorte de ser lançado no dia em que o Brasil entrou em quarentena, há longos quatro anos. A nuvem preta que pairava sobre aquele disco e suas apresentações ao vivo já dissipou-se no horizonte (embora ela tenha feito questão de frisar que ainda sente sua inevitável presença), mas no novo show, ela juntou a força animal que dá o tom do disco para retomar a luz solar que vibrava com ela no palco, mesmo nos momentos noturnos, sejam pela melancolia ou pelo clima de balada. E foi nesse ritmo que ela abriu a noite, invertendo expectativas ao começar com a música que seria o bis, a contagiante “Flerte Revival”, chamar a banda para a frente do palco para saudar o público e apresentá-la músico a músico como se o show já estivesse no fim. Ela mesma abriu o show de fora do palco, vestida de leão, e com essa energia não deixou o clima cair em momento algum, mesmo que um fã estivesse disposto a passar o show inteiro conversando com ela – saia justa que Letícia tirou de letra. Ladeada por seus principais braços – o tecladista Arthur Braganti e a guitar heroine Navalha Carrera, ambos brilhando em momentos específicos – ela comandava uma banda que não perdia o pique, mesmo nos momentos mais intimistas e combinou músicas de seus três álbuns sem tirar o foco do disco mais recente, lançado no ano passado, sua arca de Noé particular em que reuniu canções animalescas para expurgar os anos de trevas que atravessamos. E ainda prometeu um show em que vai tocar seus três discos na íntegra. Um show intenso como sempre, mas, principalmente, alto astral.

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