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Loki

E hoje no Prata da Casa tem o Afroeletro, que, apesar do nome, bebe mais na música nordestina do que no eletro em si – como descrevo no texto que escrevi sobre a banda para o projeto do Sesc. Para ir no show, às 21h, basta chegar no Sesc Pompéia com até uma hora de antecendência para retirar o ingresso (o show é de graça). Vamo aê?

O quinteto paulistano é mais um dos representantes da redescoberta da música africana que vem acontecendo no início desta nova década – e pode enganar a começar pelo próprio nome, já que o sufixo “electro” remete ao batidão pós-hip hop dos anos 80 que serviu de combustível para uma cena dance music – quase sempre com vocalistas geladas – na década passada. Mas em vez de uma incursão pelas sonoridades eletrônicas modernas, a viagem proposta pelo grupo liga o continente africano ao nordeste brasileiro, quando o groove de guitarras secas, baixo no contratempo e percussão polirrítmica se encontram com o tambor de crioula do Maranhão, pontos de candomblé, cantos de capoeira, versos de cavalo-marinho do Pernambuco e até rimas de rap tipicamente paulistano. Seu primeiro disco foi lançado no início do ano e reúne integrantes do Bixiga 70, a guitarra afromacarrônica do paulistano Kiko Dinucci e a presença do pernambucano Siba, num caldeirão de ritmos e melodias que ampliam ainda mais a presença da música africana no Brasil do século 21.

4:20

Sexta histórica à vista! O primeiro motivo para você não perder a festa de hoje é que minha convidada é uma das revelações de 2012, a sagaz Manu Barem, que desfila hits de primeiríssima linha e bagaceiras de baixíssimo calão como se as duas categorias fossem a mesma. O outro motivo é que eu vou ficar pelo menos um mês e meio sem poder frequentar minha própria feshteenha – vou tirar uma licença e deixo compadres e queridas tomando conta da melhor sexta-feira de São Paulo, mas eu mesmo só devo reaparecer na cabine lá pelo início de outubro, se tudo der certo. Por isso, não perca a festa de hoje, hein! Se você ainda não sabe o caminho das pedras, dá uma sacada no site do Alberta ou na página do evento no Facebook que tá tudo lá. E se quiser mandar nomes para lista de desconto, basta escrever para o email noitestrabalhosujo@gmail.com até às oito de hoje. Vamo que vamo!

Pousando na marra

Que nóia.

4:20

INCESTO!

O pior é que você sempre soube essa história…

Alguém anotou a placa daquela sexta-feira? A última coisa que eu lembro vagamente foi aquela sequência de meia hora de Beatles… Depois tudo vira um borrão de delírio, dança e êxtase que, pelo que conferimos abaixo nas fotos da Bárbara, não rolou só comigo. E nessa sexta temos a querida Manu Barem, na última Noite Trabalho Sujo em que toco pelos próximos dois meses. Semana que vem eu explico melhor isso.

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4:20

De novo, russos:

E o hoje o Prata da Casa recebe O Terno, que está lançando seu primeiro disco, batizado 66, neste começo de semestre. Sabe como funciona o Prata, né? Chega lá pelas 20h que é quando os ingressos (gratuitos) começam a ser distribuídos – e o show rola pontualmente às 21h. Vamo lá? Abaixo o texto que escrevi sobre o trio pro programa do projeto:

O jovem trio paulistano é um dos muitos grupos da cidade que estabeleceram suas raízes nos mesmos anos 60 que viram os Beatles e a invasão britânica nos EUA, a Motown e o nascimento da soul music, o tropicalismo e a jovem guarda no Brasil. Esse território é fértil há muitas décadas e não só bandas de São Paulo vêm beber nessa fonte; o rock gaúcho, por exemplo, é outro clássico exemplo deste parentesco musical. N’O Terno, liderado pelo filho do Mulheres Negras Maurício Pereira, Tim Bernardes (Guilherme Peixe no baixo e Victor Chaves na bateria completam o grupo), essa referênca passa para a metalinguagem e a citação à década surge tanto em disco quanto em letra – vide o primeiro disco, batizado apenas de 66, que também é o nome da primeira faixa trabalhada pelo grupo, que brinca com a dicotomia entre a nostalgia e a modernidade em letras como “Me diz meu Deus o que é que eu vou cantar? Se até cantar sobre ‘me diz meu Deus o que é que eu vou cantar’ já foi cantado por alguém?”.