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Loki

Eis Coexist, via Nodata.

Outra festa que perdi foi a ANALÓGICODIGITAL que comemorou o aniversário de cinco anos dos Veneno. Felizmente, a Bárbara estava lá e registrou o clima de perdição ensandecida já característico destas noitadas no centro abaixo. Na próxima eu reapareço!

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Não pude ir na sexta passada porque foi bem o dia da minha cirurgia, mas o Pattoli e o Victor não deixaram o fogo da Noite Trabalho Sujo apagar, como dá pra ver pelas fotos da Bárbara aí embaixo. E essa semana quem coordena tudo é a Babee, que convocou o Klaus pra incendiar a nossa querida pishteenha.

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Muito boa essa história.

Grande Guilherme Arantes, bem melhor que o Elton John.

As meninas do blog Viver de Chamego deram uma geral no Tumblr do Devendra Banhard e descobriram várias fotos em que o hermano Rodrigo Amarante encarna o papagaio de pirata prototípico, com um humor ao mesmo tempo infame e débil mental. Se você está achando que essa foto dele com as meninas do Cansei aí em cima é demais, dá uma sacada no resto, logo abaixo…

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4:20

Já tinha tocado nesse assunto e voltei a insistir em como as eleições podem acelerar o cansaço em relação ao Facebook, no Brasil, na minha coluna desta edição do Link…

As eleições podem acelerar a desimportância do Facebook
Um ou dois temas monopolizam o feed

Alguns amigos e conhecidos meus abandonaram o Facebook. Cada um por um motivo diferente ou específico.

Não chega a ser uma onda como a de orkuticídios que começou quando a primeira rede social de sucesso no Brasil se popularizou demais (antecipando o termo “orkutização” que já abordei em colunas passadas). Mas são insatisfações diferentes que fazem muita gente deletar a própria conta ou abandoná-la.

Há quem não confie no fato de um único site centralizar tantas informações sobre tanta gente. Há quem se sinta incomodado com o incessante clima de oba-oba do site – curtições, fotos sorridentes, paisagens, viagens, festas. Há quem discorde das políticas de privacidade da rede social. Ou quem não goste do aplicativo do Feice para o celular. Ou quem cansou do humor nonsense ou das discussões intermináveis. Ou dos perfis falsos. Ou quem não quer manter toda sua vida em um único ambiente, permitindo que parentes, colegas de trabalho e amigos de infância se encontrem num mesmo lugar. Ou de gente que se aproveita do conforto da rede social para destilar ódio, inveja ou preconceitos de toda a ordem. Há quem também não goste de ser tratado como produto ou do excesso de publicidade na rede (que, na minha opinião, é o que vai acabar com o Facebook – não matando, mas o tornando desimportante).

Uma coisa é praticamente consenso inclusive entre os que resolvem continuar no Facebook: existe uma monótona rotina relacionada a um ou dois temas que acabam dominando o feed em uma rede de quase um bilhão de pessoas. Na semana passada, o Facebook anunciou que está às vésperas de atingir essa quantidade de usuários (foram 955 milhões em junho, segundo o instituto de pesquisa norte-americano Nielsen).

Você sabe. Basta entrar na rede social para ver um link que foi postado por dois ou três amigos. Dependendo do teor da notícia, é fácil prever que durante o resto do dia (e da semana), esse link será compartilhado por mais um tanto de outros usuários da rede. Tanto faz se é um vídeo, uma notícia, uma foto ou um tweet redirecionado.

O desdobramento desta primeira etapa são discussões intermináveis em que dois ou três usuários da rede – e amigos seus que, na maioria dos casos, só vão se cruzar porque são seus amigos – monopolizam o debate, deixando a discussão em segundo plano e partindo para ataques pessoais grotescos. Lá pelo trigésimo comentário o tema original da discussão já era. Assistimos a um ataque verborrágico de gente disposta a mudar o ponto de vista alheio a partir de uma discussão pela internet.

E nesta terça-feira começa o horário eleitoral em todo o Brasil e, com ele, efetivamente, as eleições de 2012. Isso significa que não bastasse ter de aturar todo o tipo de gente implorando por seus votos em cartazes, jingles, carros de som, faixas e pichações, ainda vamos ter o desprazer de ver amigos e conhecidos nossos – uns mais prezados que outros – transformando-se em cabos eleitorais amalucados, debatendo questões secundárias ou risíveis para justificar suas preferências políticas.

Idealmente, o Facebook seria uma arena perfeita para um debate político civilizado. Mas, se nem mesmo na televisão os principais candidatos conseguem manter a compostura, o que podemos esperar de eleitores que perdem as estribeiras para tentar aparecer ou convencer o outro de que seu ponto de vista é o melhor?

Por isso, vejo quatro opções desenrolando-se nos próximos meses. Na primeira, continua-se no Facebook e recebe-se uma enxurrada de santinhos digitais, todos eles lutando pela sua atenção, aos berros. Noutra, continua-se usando a rede, mas aprendendo a utilizar os recursos apresentados pela repórter Anna Carolina Papp na matéria nesta edição do Link – usando as ferramentas que a própria rede social oferece para conter a avalanche de opiniões alheias. Numa terceira, simplesmente deixa-se de usar o Facebook enquanto a eleição não termina. E na quarta, finalmente, abandona-se a rede social de vez.

Algo me diz que a última opção vai ser cada vez mais popular…

E a sexta passada com a Manu Barem foi uma ótima despedida para esse período que vou ficar nesse outro ritmo. As fotos da Bárbara, logo abaixo, dão a medida da paixão. E sexta que vem começa o período que me afasto da pilha dessa rotina pelo menos até outubro com uma fase em que não estarei presente nas Noites Trabalho Sujo – mas deixo-a nas mãos de compadres e queridas que já incendiaram algumas das noites mais clássicas da temporada. Quem conduz a festa na próxima sexta é o Pattoli, aí já viu, né…

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Você sabe como são essas festas do VENENO com o TRABALHO SUJO na TRACKERS: quando você menos espera, pinta um sábado memorável do nada! E a festa de agosto promete ser épica como sempre – pra começar, o trio VENENO SOUNDYSTEM aproveita a oportunidade para festejar seus cinco anos de grooves analógicos sem fronteiras – sejam geográficas, históricas ou galáticas. E o convidado do PEBA TROPIKAL, RONALDO EVANGELISTA e MAURICIO FLEURY é o mestre DJ PAULÃO, com sua coleção impecável de pérolas negras em forma de LP. Na pista digital, o incansável ALEXANDRE MATIAS não comparece pessoalmente pois encontra-se em recuperação – mas suas vibrações se materializam em uma pista que começa com a dupla TAÍS TOTI e ANDRÉ PALUGAN desfilando hits modernos e clássicos dos anos 90, passa pela incendiária volta das AWE MARIAH (HELÔ LUPINACCI + MARI GOUVEIA + LOU FEDERMAN tocam sem a presença de SANTAROSA BARRETO, em temporada nova-iorquina) comandando uma micareta sexy iemanjá e termina com a dupla RAFA SPOLADORE + DANILO CABRAL, entre riffs de guitarra e baixos da pesada. Alguma dúvida de que vá ser histórico? Nenhuma!

VENENO 5 anos + TRABALHO SUJO
No som os DJs: Maurício Fleury, Ronaldo Evangelista, Peba Tropikal, Paulão, Helô Lupinacci, Mari Gouveia, Lou Federman, Rafa Spoladore, Danilo Cabral, Taís Toti e André Palugan. projeções: Várzea Ilustrada.

Trackertower
Rua Dom José de Barros 337, esquina com av. São João
$25 (só entra com nome na lista! baile@venenosoundsystem.com)

Poizé, a partir dessa sexta até pelo menos outubro, tiro meu time de campo das discotecagens das Noites Trabalho Sujo por motivos médicos. Mas a melhor sexta de São Paulo não para – e pra isso, convidei alguns chapas para coordenar as próximas edições. Nesta primeira sexta sem mim, quem toma conta das atividades é o grande Pattoli, do Churrasco Grego, que convocou o Victor Mancini para um duelo de sucessos de todos os gêneros e todas as épocas. As coordenadas são as mesmas que você já conhece – mas caso não sabia, basta ver no site do Alberta ou na página do evento no Facebook. E para mandar os nomes para a lista de desconto, é só enviar para o email noitestrabalhosujo@gmail.com até às oito da sexta-feira. Divirtam-se por mim!