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Loki

Dois compadres cariocas chegam a São Paulo depois de emplacar seus respectivos projetos em sua cidade natal. É certo que o Rio de Janeiro melhorou com a existência do Queremos (plataforma de crowdrefunding tocada pelo sócio Bruno Natal – dono do URBe – e outros amigos) e do Novas Freqüências (festival de nova música eletrônica do vizinho Chico Dub) e agora as duas marcas tentam começar a entrar no jogo de xadrez da noite paulistana, sempre em mutação. A iniciativa – começar em São Paulo com um festival de música de vanguarda – é corajosa e as duas grifes ficaram frente a frente para uma entrevista mútua, abaixo. O festival já está rolando no Rio de Janeiro essa semana e acontece em São Paulo no sábado, a partir das 18h, no Beco – com apresentações de Pole, Actress e Hype Williams. Vale conferir:

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E eu falei que o disco novo do Hurtmold tá pra sair, né? Pois eis um aperitivo do novo Mils Crianças, que foi gravado em abril deste ano no El Rocha, com produção de Fernando Sanches e mixagem do Scotty Hard. O show de lançamento acontece dia 15, no Sesc Pompéia, e a faixa abaixo, “Chavera”, é a quinta música das nove do disco (a ordem das músicas segue abaixo):

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O Mockers você conhece: é o Cidadão Instigado sem Fernando Catatau tocando Beatles. E que tal um show em que eles dividem os vocais com a Céu? Vai rolar nesse sábado, no Sesc Pompéia. Eles me descolaram uma versão de ensaio para “And Your Bird Can Sing”, que escolhi pra inaugurar minha conta no Soundcloud.

Mais uma Noite Trabalho Sujo memorável, daquelas que vão ficar na cabeça e no coração por um bom tempo – pois além de tocarmos apenas Beatles (sem versões, sem carreira solo, sem remix), eu, o Danilo, o Mutley, o Wilsera e a Babee tivemos a manha de não repetir nenhuma música sequer por toda a madruga. Foi épico, como dá pra sacar pelas fotos da Bárbara, aí embaixo. A próxima festa tem o Pattoli tocando junto com a irmã dele, a Bia, e a Noite Trabalho Sujo está na eleição de Melhor Noite de 2012 segundo o Guia da Folha. Vota lá!

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Outro mestre que se vai, com a singular característica de que sua obra mais popular também é a mais importante, como se Abbey Road ou Revolver tivessem provocado a beatlemania ou se Kind of Blue, In a Silent Way e o Bitches’ Brew fossem um mesmo disco. Time Out é o nome da obra-prima do quarteto do pianista que faria aniversário no dia seguinte à sua morte e é um dos melhores discos de todos os tempos. Ponha os fones, aperte o play e celebre a existência do mestre Brubeck.

E um aviso: se você ainda não tem esse disco em vinil, espere que logo logo vai aparecer uma versão deluxe de chorar…

4:20

E aproveitando a onda de sucesso que vem surgindo ao redor de seus Chromatics, Johnny Jewel lançou mais um disco, desta vez compilando material gravado durante as sessões de um dos grandes discos de 2012, o ótimo Kill For Love. Running from the Sun funciona como um gêmeo mau e coadjuvante do disco lançado do início do ano, mais sombrio e menos inocente e foi organizado e remasterizado em uma madrugada insone. O clima gelado chega ao auge em quase meia hora de gravação, com uma versão gelada de “Blue Moon” que encerra o álbum. A íntegra do disco e a ordem das faixas seguem abaixo:

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4:20

E esse cover, hein? Quando começa, dá a impressão de que é só uma forma de traçar a conexão entre as duas bandas. Até que entra a voz de Ruth Radelet eum mundo se abre…

Toquei essa música há uns dois Vida Fodona e esqueci de sublinhá-la aqui. Bem boa.

Vi no Pitchfork.