
Maria & Joana é um “projeto infográfico”, como define seu próprio autor, o português Diogo Azevedo. O projeto, que visa usar a arte pra conscientizar as pessoas sobre a causa cannabis, começou como um trabalho de conclusão de curso na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e ganhou vida própria.
Saca mais lá na página do projeto no Feice.


E Prince aos poucos começa a mostrar seu novo trabalho e sua nova banda, 3rd Eye Girl, formada apenas por mulheres. Em uma apresentação no programa do Jimmy Fallon nessa sexta, ele tocou a nova “Screwdriver” e a clássica “Bambi” (de 1979!) (veja abaixo) e confirma que sua nova fase é bem puxada na guitarra elétrica. Segue mestre!

E é claro que os Simpsons não iam ficar fora dessa…

E agora?

…e seus gráficos fossem mais realistas, teríamos algo parecido com isso:
Brandon Laatsch, o autor dessa incrível versão, disse ter levado 50 dias para criá-la.

Estou acompanhando com curiosidade o crescimento deste tal “Harlem Shake” que muitos apostam ser “o próximo ‘Gangnam Style’“.

Não acho que seja por aí.

É inevitável a viralidade de “Harlem Shake” pelo puro e simples pressuposto de que o humor na internet tem como ponto de partida o nonsense e o excesso de referências (o que linka tudo a tudo), sejam elas pop ou eruditas. No caso de “Harlem Shake”, o que vemos, na verdade, é um template, um formato, para diferentes versões, feitas por qualquer um. Não é um Tourist Guy ou Seu Madruga esperando para ser encaixado em diferentes contextos. É um código não-verbal de comportamento físico realizado a partir de um conjunto de regras bem simples: nos apresentam a um ambiente estático, à exceção de um único protagonista, que se movimenta sozinho no meio de um grupo de pessoas repetindo uma rotina que está alheia ao personagem solitário, que quase sempre usa um capacete. “Con los terroristas!” é o brado que inaugura esta primeira fase. Que dura quinze segundos.
De repente, a música derrete-se entre graves esborrachados que se estatelam no chão, logo que o vocal grave chama o “do the Harlem Shake”. Ao mesmo tempo, a paisagem nos diferentes clipes vira do avesso. Toda a multidão que parecia estar indiferente à primeira parte da música transforma-se em uma festa completamente absurda, em que maquiagem, fantasias e coreografias individuais que deixem bem claro que o mundo enlouqueceu. Em outros quinze segundos.
A mania foi uma invenção de um grupo de skatistas australianos que, chateados sem ter o que fazer, resolveram brincar com a música “Harlem Shake”, do produtor norte-americano Baauer, do selo Mad Decent, do Diplo (ouça abaixo). Inventaram uma coreografia ridícula, mas que deu certo.
A comparação com “Gangnam Style” não faz sentido por uma série de motivos. A começar pelo fato de PSY ser um artista que produziu o próprio vídeo para sua música com a intenção de torná-la hit online a partir da falta de senso de ridículo. “Harlem Shake” era uma brincadeira de uns amigos que espalhou-se sem nenhuma promoção, usando apenas a força do nonsense para ser imitado, parodiado e homenageado. O clipe de PSY era, sozinho, uma íma de atenção – que não por acaso chegou ao primeiro bilhão de visualizações na história do YouTube. “Harlem Shake” já deve ter sido ouvida mais de um bilhão de vezes, mas em inúmeros vídeos espalhados em diferentes cantos da internet – inclusive fora dela, uma vez que o viral chamou atenção para uma música que, até janeiro passado, era virtualmente desconhecida. E, principalmente, é um viral ridiculamente curto, de trinta segundos, o que não toma tanta atenção como, por exemplo, todas as paródias feitas para “Gangnam Style”.
“Harlem Shake” segue viralizando – enquanto isso, reuni alguns dos melhores “harlem shakes” que vi por aí. Tem algum faltando?
Breaking Bad e The Wire… Repita comigo: Breaking Bad e The Wire.

Lana Del Rey já está escrevendo as canções para seu próximo disco. Depois de mudar-se para a Inglaterra, ela tirou um tempo em Santa Monica, na California, um lugar “liricamente mais espiritual”, como disse em entrevista à BBC. Ela também disse que está pensando o disco com os mesmos “três caras” que a ajudaram no ótimo Born to Die, seu disco de estréia do ano passado, entre eles o diretor francês Yoann Lemoine, o Woodkid, que dirigiu os clipes de “Born to Die” e “Blue Jeans”. O disco ainda não previsão de quando será lançado.