
Quem: Lavoura
Ouça o álbum anterior da banda, Kosmophonia
Os limites da música instrumental brasileira estão em constante expansão – e ao completar dez anos de estrada, o grupo Lavoura não é diferente. Ao lançar seu novo disco Nu Steps, o grupo de Bauru radicado em São Paulo começa uma nova fase ao buscar novos horizontes para além da música eletrônica. “Acho que o disco novo é mais mais orgânico que o anterior (Kosmophonia)”, explica o tecladista Fernando TRZ Falcoski. “É um disco mais ligado ao jazz do que à eletrônica, apesar de ela continuar diluída no conceito, rítmos e nos timbres”.
“O processo de composição do Nu Steps foi mais livre”, continua TRZ, explicando que as músicas surgiram a partir de jam sessions, onde a banda ensaia, no Atelier La Tintota, na Barra Funda, em São Paulo. No novo trabalho, as novas referências musicais ganham ares globais – e além da fusão jazzística citada pelo tecladista, pode-se ouvir referências que ecoam os timbres tristes do broken beat, os andamentos tortos do dubstep e até referências latinas eletrônicas.
“A evolução foi natural”, segue o tecladista. “Aprofundamos nossa pesquisa estética e nosso modo de tocar, interagir e compor conjuntamente, buscando uma evolução espiritual em grupo, através de nossa música, trazendo a ela níveis mais abstratos de percepção, mas claro sem perder nossa essência de levarmos a música brasileira para territórios da música urbana global, dialogando com os novos gêneros como nu-jazz, broken beats, afrobeat e dubstep”. Além de TRZ, a banda é formada por Caleb Mascarenhas (sintetizadores, monome e efeitos), Fabiano Alcântara (baixo) e Paulo Pires (bateria, bateria eletrônica e percussão).
O novo disco pode ser ouvido no canal do YouTube da banda.
Ouça mais novidades musicais aqui.

Eugênio e Ronaldo estão fazendo uma série de vídeos sobre garimpar discos de vinil em sebos e já entrevistaram o Peba, o Maurício, o Gorky, o Bruno e o Yoka, além de mim, no vídeo abaixo.


Toco mais uma vez nessa sexta e desta vez minha convidada vem de Curitiba – a Sol Lingnau é residente na festa Tied to the 90s, no clássico James, na capital paranaense e desta vez não fica presa a uma só década, como você já sabe pelo cardápio musical da melhor sexta-feira de São Paulo. Por isso tome eletrônica, indie rock, dance music, rock clássico, disco music e soul para não deixar ninguém parado. O caminho das pedras pode ser descoberto na página do evento no Facebook ou no site do Alberta, não tem erro. E para incluir seu nome na lista de desconto, mande-o para o email noitestrabalhosujo@gmail.com, mande seus até às 20h. Ah, essa noite…

Em agosto…
TENSO.


Eis o primeiro clipe do disco novo do Franz Ferdinand!

Jack Kirby entrou para a história dos quadrinhos como o cocriador de todo o panteão Marvel, ao lado de Stan Lee, mas sua importância vai muito além da mera paternidade de algumas das principais franquias pop do planeta (como se isso fosse pouca coisa). Do mesmo jeito que seu chapa reinventou o formato a partir da fissura nerd de seus leitores – o velho Stan foi um dos primeiros a entender a natureza do nerdismo e a reforçava a cada novo personagem criado, protagonista ou coadjuvante -, Kirby explorava os limites do quadrinho como linguagem, em muitos casos, literalmente. Basta ver a série de páginas duplas compiladas laboriosamente por este nerd heróico chamado Derek Langille, que reuniu, em uma conta de Flickr, todas as gloriosas páginas duplas desenhadas por Jack, em que imagens megalomaníacas ou extravagantes esticavam-se em um longo e detalhado quadrinho. O fato de ele ter dedicado este formato a cenas específicas da adaptação de 2001 de Kubrick para o formato HQ já mostra o nível da importância de Kirby como narrador visual. Abaixo, reuniu algumas das pérolas encontradas por Langille:

E por falar em Godard, sabiam que seu novo filme, Adieu ao Langage, além de ser em 3D também terá distribuição comercial nos Estados Unidos? Será que a ascensão do nicho pode provocar um revival em larga escala da carreira de um dos poucos gênios vivos do cinema?
Fora que o tema desse filme é seríssimo…

Camilo linkou o set que o jovem mestre Cut Chemist fez numa das sessões do projeto Cinespia, que exibe filmes para lugares improváveis pela Califórnia, realizada no cemitério Hollywood Forever. O filme exibido era Os Embalos de Sábado à Noite e Chemist aproveitou o gancho disco music para compilar raridades do período em um set memorável, que pode ser comprado via Bandcamp (por cinco dólares) ou ouvido de graça abaixo:
As faixas tocam estão relacionadas a seguir: