
E as pistas deixadas nas mídias sociais do trio The Smile durante o fim de semana levaram para o caminho certo e o grupo paralelo do Radiohead acaba de anunciar o lançamento de Cutouts, seu terceiro álbum e o segundo lançado em 2024. O novo disco é composto de músicas que ficaram de fora do disco lançado no inicio do ano, mas não vale dizer que é o Amnesiac do Kid A deles (mesmo porque Wall Of Eyes tá longe de ser um Kid A). Programado para ser lançado em outubro, teve mais duas músicas reveladas nesta quarta “Zero Sum” (bem fase clássica dos Talking Heads) e a ambient “Foreign Spies”, ambas lançadas com vídeos feitos pelo artista audiovisual Weirdcore. Confira abaixo: Continue

Imagine que você está em Glasgow, na Escócia, curtindo o show foda de praxe do Yo La Tengo quando dois dos principais representantes da música local sobem ao palco para dividir uma música, transformando o trio em quinteto. Foi isso que aconteceu nesta terça-feira, quando, no meio do show que o grupo nova-iorquino fazia na casa de shows SWG3, os dois guitarristas fundadores do Teenage Fanclub, Norman Blake e Raymond McGinley se juntaram ao guitarrista Ira Kaplan, à baterista Georgia Hubley e ao baixista James McNew para tocar uma versão fabulosa da clássica “I Heard You Looking”, um dos momentos mais transcendentais do show do Yo La Tengo. Por sorte tínhamos uma heroína na plateia que registrou esse acontecimento, confira abaixo: Continue

O Set que Paola Ribeiro armou nesta terça-feira no Centro da Terra fez os espectadores seguir o rumo que os artistas propunham no palco, abrindo um caminho para que a consciência possa perder-se em si mesma. A noite começou com Paola, sozinha, fora do palco, atrás do público, filmando sua boca que era projetada por Laysa Elias na performance “Ah!”, em que estendia a vogal entre a fala e o canto até ela tornar-se tão abstrata quanto a boca sem rosco que aparecia em frente à plateia. Depois, no palco, juntaram-se a ela, primeiro Douglas Leal e depois Panamby que, passeando por instrumentos, acompanharam a voz de Paola que, por sua vez, desconstruía um berimbau, ora tocando-o apenas como instrumento de corda, ora apenas como instrumeto de percussão. O transe abstrato tomou conta do público, que assistiu calado aos sentimentos crus expostos em sua frente – tudo isso iluminado pela luz discreta e intensa de Charlie Ho, que trabalhou apenas com as cores primárias, para preservar a aura elemental da noite.
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E Gabriel Thomaz encerrou sua temporada Eu Nem Era Nascido no Centro da Terra atualizando o título para as próximas gerações e finalmente colocando em prática uma ideia que carrega há quase duas décadas, data de uma das primeiras músicas que compôs pensando no público infantil e que só agora pode mostrá-la pela primeira vez num palco (“Papagaio Quequeco”). A primeira apresentação dos Autoraminhas – o mesmo grupo Autoramas, só que tocando músicas para crianças – começou com a música-tema do seriado do Batman nos anos 60, passeou pela trilha sonora da Vila Sésamo (ao visitar a inesquecível “Abecedário”, escrita por Marcos Valle), pelo repertório da primeira banda do Gabriel, Little Quail (com “O Sol Eu Não Sei” e “1-2-3-4”), e pela new wave de Portugal (“Robot”, do grupo Salada de Frutas, que o grupo já toca em seu show para adultos). Mas o ouro da apresentação está nas músicas feitas para esse novo formato, com músicas que explicam-se em seus títulos, como “Hora do Recreio”, “Cosquinha no Dedão”, a genial “Ornotorrinquinho” (descrita como uma versão infantil do Devo), a irresistível “Ritmo do Algoritmo” (falando em “faça o que seu mestre mandar”), a explosiva “Energia Atômica” (berrada por duas fãs mirins do grupo) e uma música com uma única sílaba (“ba”) repetida ad infinitum. Antes do show terminar, Gabriel chamou BNegão ao palco, que cantou sua “Dança do Patinho” naquele contexto inusitado – e funcionou! A apresentação não teve bis e sim uma extensa hora do recreio, quando o grupo chamou as crianças presentes no público para brincar com as baquetas na bateria, tocando teclado, tentando tocar guitarra e fazendo vocais improvisados e dancinhas, tornando o final do primeiro show do Autoraminhas num happening. Esse final caótico e fofo começou sobre a mesma base do tema de Batman que abriu a noite e que transformou-se numa mistura de improviso livre com playground que divertiu tanto as crianças, a banda e o público, numa pequena demonstração do que o mundo da música pode oferecer pra essa molecada – afinal, segue sendo rock mesmo sendo pras crianças! Pé na tábua, Autoraminhas!
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Vocês ficam aí ouriçados com a volta do Oasis e nem sacaram que o Smile está aos poucos preparando o lançamento de mais um disco em 2024. No início deste mês, o projeto paralelo do Radiohead encabeçado por Thom Yorke e pelo guitarrista Jonny Greenwood lançou um vinil direto nas lojas, sem nenhum anúncio prévio, contendo duas canções inéditas, “Don’t Get Me Started” e “The Slip”. Poucos dias depois, o lado A do single apareceu nas plataformas digitais de áudio e ganhou um clipe, mas o que parecia ser apenas uma idiossincrasia temporária ganhou contornos criptográficos nas redes sociais do trio. Começou na sexta, quando o Twitter do grupo simplesmente escreveu “BOJUTZMKZSKYZGXZKJ” sem dar a menor explicação. Outros posts igualmente cifrados começaram a aparecer no Facebook, no Instagram, no YouTube, no TikTok, no Threads e no canal na banda no Discord. Até que um usuário do Reddit chamado ManInCloak (o “Homem de Capa”) começou a decifrar estes posts a partir de chaves clássicas de criptografia e aos poucos foi ordenando o que seriam os nomes e a ordem das músicas do novo álbum, ainda sem título (pelo menos ainda não craqueado). Tirando a primeira e a nona faixa, que ainda não há pistas sobre elas, o próximo disco do grupo teria a seguinte lista de músicas, veja abaixo: Continue

Na próxima sexta-feira, reúno duas bandas reincidentes no Inferninho Trabalho Sujo, desta vez no Picles, para aquecer o coração indie de qualquer um. Começamos a noite com o quarteto Monstro Bom lançando seu EP Verde-Limão pela primeira vez ao vivo, seguido de mais um dos shows anuais da Fernê, a banda indie favorita de seu artista indie favorito. A noite ainda conta com a Lina Andreosi discotecando entre os shows e comigo e a minha sidekick do mundo invertido Bamboloki incendiando a pista com aquelas músicas tortas que só a gente consegue fazer o povo dançar! O Picles fica no número 1838 da Cardeal Arcoverde e abre a partir das oito da noite… Vamos?

E a Balaclava aperta a veia prog ao anunciar mais um showzaço esse semestre, desta vez trazendo o violinista, tecladista e flautista David Cross, integrante de uma das fases clássicas do cabeçudaço King Crimson, para uma apresentação em que, ao lado de seu conjunto, irá tocar a íntegra do soberbo Larks’ Tongues in Aspic (1973), além de músicas dos discos Starless and Bible Black e Red, ambos lançados há 50 anos. O show acontece dia 28 de novembro na Casa Rockambole e ainda contará com uma roda de conversa antes do show em que Cross falará ao lado do baterista de sua banda (Jeremy Stacey, que toca na fase atual do King Crimson) e do produtor e empresário iugoslavo Leonardo Pavkovic, que à frente do selo MoonJune Records, mantém a chama progressiva acesa até hoje. Os ingressos já estão à venda.

E por falar em aparição surpresa, quem deu as caras sem avisar antes num show nessa terça-feira foi Sir Paul McCartney, que subiu no palco da casa de shows Stephen Talkhouse numa praia na região de Nova York onde o produtor Andrew Watt fazia uma festa com o baterista do Red Hot Chili Peppers, Chad Smith. Paul subiu no palco e cantou duas músicas, “I Saw Her Standing There” – música que abre o primeiro disco dos Beatles – e “Rockin’ in the Free World”, de Neil Young, que ele cantou ao lado da namorada de Watt, Charlotte Lawrence. Só imagina…
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Bem boa a primeira edição do Inferninho Trabalho Sujo na Porta, que aconteceu neste sábado com discotecagem minha, da Pérola, da Fran e da Lina e, claro, com o show da banda Celacanto, que está cada vez mais afiada. Com um pé no indie rock e outro no rock progressivo, a banda desbrava um território musical complexo e difícil, trabalhando com o entrelaçamento de texturas, andamentos e timbres ao mesmo tempo em que cantam sobre questões existenciais e sentimentais de nossas vidas. O vocalista Miguel Leite puxa o grupo com sua voz e guitarra, acompanhado de perto sempre do segundo guitarrista Eduardo Barquinho, do baixista Matheus Arruda e o baterista Giovanni Lenti, que singram por melodias tortuosas e arranjos intricados enquanto tem a atenção completa do público que compareceu à Porta. Foi demais!
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Essa aconteceu no fim de semana passado, quando Alcione visitou – sem avisar – seu maior fã em uma passagem por Campina Grande, na Paraíba, realizando o sonho da vida de Reginaldo Marrom. Ele não coube em si quando viu a musa de sua devoção entrando no cômodo dedicado à cantora, decorado com capas de discos e revistas, DVDs, pôsteres, reportagens e todo o tipo de lembrança sobre a diva. Que momento!
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