Trabalho Sujo - Home

Loki

matias-bianca

Sexta-feira passada foi incrível – eu e Bianca derretemos a pista hit atrás de hit como dá pra ver pelas fotos da Bárbara, aí embaixo. E quem comanda essa noite de sexta é o Pattoli e seus compadres do TV Preto e Branco. Vai perder?

Continue

OEsquema voltou!

…e o Trabalho Sujo também!

cabras

Baleiamos esses dias por problemas com o servidor, mas aparentemente voltamos ao normal. Aos poucos, novos posts.

4:20

caracara

Chaves e o Inferno

chaves-620x400

Vocês acham que assistem apenas à rotina de uma vila mexicana com humor de circo e personagens unidimensionais? Reveja seus conceitos – Chaves é a melhor metáfora para o inferno católico. Ou, pelo menos, é o que argumenta brilhantemente Ademir Luiz na revista Bula. Um trecho:

Sartre escreveu em sua famosa peça “Entre Quatro Paredes”, de 1945, que “o inferno são os outros”. Não existe uma definição universalmente aceita sobre o conceito de in­ferno na tradição teológica ocidental. Segundo o historiador Jean Delumeau, no livro “Entrevistas Sobre o Fim dos Tempos”, o catolicismo tradicional, apoiando-se em Santo Agostinho, apregoava a “existência de um lugar de sofrimento eterno para aqueles que tiverem praticado um mal considerável nessa vida e dele jamais se tenha arrependido”. Essa noção, um tanto incongruente com a imagem de um Deus misericordioso, não prosperou fora do imaginário po­pular, sendo substituída pela so­lução do Purgatório, desenvolvida no século II, sobretudo, por Orígenas. Nin­guém mais estaria condenado para sempre, embora, excetuando-se os santos, todos tivessem que passar por um período variável de purificação, com a garantia da salvação ao final. Santo Irineu discordava. Para ele, “os pecadores confirmados, obstinados, se apartaram de Deus, também se apartaram da vida”. Portanto, após o julgamento final, os condenados seriam simplesmente apagados da existência.

A polêmica continuou pelos séculos dos séculos, com novos debatedores: Tomás de Aquino, Lutero, Joaquim de Fiore. Na literatura, Dante e Milton criaram visões poderosas do inferno. O trio de condenados de Sartre, os cenobitas sadomasoquistas de Clive Barker e os pecadores amaldiçoados de Roberto Bolaños são recriações contemporâneas perturbadoras.

Sim, Roberto Bolaños. Não, não se trata do falecido ficcionista chileno Roberto Bolaño (1953–2003), autor do calhamaço “2666”. O Bolaños com S é um artista infinitamente superior. Refiro-me ao ator, escritor e diretor mexicano Roberto Gómez Bolaños, apelidado, num exagero quase perdoável, de Chespirito, ou “Pequeno Shakespeare” à mexicana. Ele é o criador de uma das mais sutis, brilhantes e temíveis representações do inferno em qualquer das artes: o seriado “Chaves”. Se, conforme ensinou Baudelaire, “a maior artimanha do demônio é convencer-nos de que ele não existe”, podemos concluir que esse mesmo demônio não iria apresentar seus domínios por meio de estereótipos: escuridão, chamas, tridentes, lava. Em “Chaves”, verdadeiramente, “o inferno são os outros”.

Bolaños encheu sua criação de sinais que devem ser decodificados para que se revele seu verdadeiro sentido de auto moralizante. O primeiro e mais importante é o título. Originalmente, o seriado chama-se “El Chavo Del Ocho”, ou traduzindo do espanhol: “O Moleque do Oito”. Ninguém sabe o verdadeiro nome do protagonista, que nunca foi pronunciado. Cha­mam-no apenas de “Moleque”. O nome próprio Chaves é uma adaptação brasileira, uma corruptela da palavra “chavo”. É certo que um “chavo”, ou “moleque”, é quem faz molecagens; quem subverte a ordem do que seria moral e socialmente aceito como correto. Em livre interpretação, o “moleque” é um pecador. Portanto, o seriado trata de pecados. Não de pecados mortais, pois do contrário dificilmente seus personagens gerariam simpatia, mas, com certeza, de pecados capitais.

E continua lá…

canseidesergato-00

O autor (ou autora) da página Cansei de Ser Gato começou num tumblr, mas em seguida migrou sua produção para o Facebook. O que não invalida sua presença nesta categoria, veja alguns exemplos abaixo:

Continue

4:20

everything-sin

Benedict_Cumberbatch

O melhor Sherlock em ação atualmente (desculpaê Robert Downey Jr.) já mostrou sua versatilidade quando comparamos seus trabalhos na série com o personagem no último Jornada nas Estrelas ou o espião em Tinker Taylor Soldier Spy. O apresentador inglês Graham Norton resolveu explorar mais a fundo sua atuação ao pedir que ele lesse um texto num tom mais… sinistro. Veja abaixo:

Continue

Pantim Lulina

Ela liberou na semana passada, mas só consegui publicar a primeira faixa de Pantim, o segundo disco da Lulina, agora. A foto da capa do disco – acima, lindaça – foi tirada pela sogra dela.

pedro-verissimo

Conheça: Pedro Veríssimo
Baixe o disco em seu site oficial e veja o clipe de “Por Aí”

Ao contrário da maioria dos músicos, o primeiro trabalho de Pedro Veríssimo foi autoral. Pedro era vocalista de uma das mais celebradas (embora menos ouvidas) bandas gaúchas da virada do século – a Tom Bloch -, uma banda que talvez tenha sofrido do mal de não pertencer ao universo imaginário da cena musical de sua época, de bandas com apelo humorístico e apego à new wave e ao rock pra dançar, epitomizada na Bidê ou Balde. A Tom Bloch, em contrapartida, era séria e contemplativa, um National com sotaque do Rio Grande. Gravou dois discos, um EP, tocou muito pelo Brasil e muito mais no Rio Grande do Sul, ganhou fãs e entrou para a história.

Foi quando Pedro se viu solo com uma carreira essencialmente autoral. “Levou tempo pra conseguir desligar o módulo Tom Bloch”, ele me explica Pedro Veríssimo, detalhando que passou por “um processo que consistiu basicamente em tocar músicas dos outros, coisa que numa banda autoral como a Tom Bloch eu quase nunca tinha feito.E minha experiência de palco até ali tinha sido só essa, tocando nossas músicas pra pessoas que muitas vezes estavam ouvindo tudo pela primeira vez”.

Sua transição começou em parceria com a cantora gaúcha Izmália – “uma cantora cujo estilo é o oposto do meu, do repertório à postura no palco e relação com a platéia”, tocando covers de artistas como Radiohead e David Bowie. Depois se apresentou com a Orquestra de Ulbra em concertos chamados Clássicos do Rock, de repertório óbvio, a partir do título. “É interessante não escolher o que se vai cantar, tudo é proposto pelo maestro”, lembra, comentando que “digamos que eu nunca me imaginaria cantando Jethro Tull…”. Além destes trabalhos também participou de um projeto que juntava música e gastronomia chamado O Sabor e o Som (“sempre com uma cidade diferente como tema, a cada evento um setlist e um menu diferentes. Um laboratório bem divertido e muito gostoso de fazer. Literalmente”), antes de mudar-se para o Rio de Janeiro.

“Foi só quando comecei a passar mais tempo no Rio e montei um show por aqui – também de covers, inclusive de Tom Bloch – que a vontade de compor reapareceu. A formação era voz, guitarra e baixo acústico. Basicamente a mesma com a qual gravei, adicionando aí uma bateria mínima. Nos ensaios com o Fernando Aranha (guitarra), Marcello Cals (bateria) e Claudio Alves (baixo acústico) é que começou a se desenhar esse album”, lembra.

O novo trabalho, seu primeiro disco solo, chama-se Esboços e é claramente uma continuação natural de seu trabalho com a Tom Bloch – música contemporânea tocada por uma banda de formação rock, ênfase na canção, o grande trunfo de Pedro. “O álbum se originou a partir de um projeto interativo patrocinado pela Petrobrás Cultural em que eu montei um site em que me propus a postar uma música inédita a cada 15 dias – as vezes menos, as vezes mais – e deixar o público responder com imagens inspiradas por cada single”.

“Chamei de Esboços porque todas as canções são como estudos, tentativas sem grandes pretensões”, continua. “Não é um album de certezas e nem queria que fosse. Mas deixou mais claro na minha cabeça o que era Tom Bloch e o que sou eu – a banda tinha conceitos mais firmas, coisas pré-definidas, se valia muito do estúdio e das possibilidades de recortes e sobreposições, loops e texturas. Esse trabalho solo não, meio que vai se definindo enquanto é feito, é igual tanto na gravação quanto ao vivo, uma banda tocando tudo com a mesma formação”.

O disco foi produzido por JR Tostoi, guitarrista de outra grande banda que não aconteceu (e por motivos semelhantes aos que fizeram a Tom Bloch não decolar), o Vulgue Tostoi, no estúdio Ministereo. “A idéia era meio um esquema de ‘adicione água’: terminar o arranjo, gravar, mixar e postar sem muito tempo para pensar. E com um prazo relativamente curto entre uma postagem e outra. As canções e essa galeria com as intervenções do público ficaram no ar por um tempo, nesse formato estilhaçado. Mas o todo tinha coerência e achei que fazia sentido reunir num arquivo único, num album. Além do que facilitava para quem se interessase em ouvir poder baixar tudo num clic só e não ficar catando pelo site. Demos um tapa na mixagem, arrumamos pequenos detalhes e masterizamos. Por ter sido bancado por um patrocinador, achei que o mais correto era colocar pra baixar de graça mesmo. Não pretendo prensar nenhuma cópia, é um album virtual e sem intermediários”.

Isso quer dizer que não iremos mais ouvir a Tom Bloch? “Acho que esse disco é um meio de caminho, não só pra mim mas pra Tom Bloch também. Notícias em breve”. Vamos aguardar.

Conheça novas bandas aqui.

noites_bianca_jhordao

Essa sexta eu convidei a querida Bianca Jhordão, vocalista do Leela, para esquentar mais uma Noite Trabalho Sujo no Alberta #3. No cardápio dela muito rock e música pra dançar. No meu, músicas do século 21 e clássicos da música moderna, além do inevitável leque de hits de todas as épocas que deixa todo mundo feliz e satisfeito – sempre. O rumo está dado tanto página do evento no Facebook quanto no site do Alberta. E quem quiser desconto na entrada, é só mandar os nomes para a lista pro email noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h dessa sexta. Vai ser fueda!