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Loki

Depois de vários teasers, Mick Jagger, Keith Richards e Ronnie Wood oficializaram a volta dos Rolling Stones ao anunciar o disck Foreign Tongues para o próximo dia 10 de julho. Produzido pelo mesmo Andrew Watt que fez o disco mais recente do grupo, Hackney Diamonds, o novo álbum conta com participações de Steve Winwood, Paul McCartney e Robert Smith, além da participação póstuma do eterno Charlie Watts. Paul e Winwood a gente entende, mesma geração, mesma cena, mas… como é que o Robert Smith foi parar no disco novo do grupo? O próprio Mick Jagger explicou num evento realizado na tarde desta terça-feira em Nova York, que encontrou o líder do Cure no estúdio, todo caracterizado (capa e batom, de lei), perguntou se era ele mesmo, disse que nunca haviam se conhecido e perguntou se ele não queria participar do disco. A vida é boa demais, diz aí…

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Os pés no abismo

A temporada Acontecimento, que o trio fluminense Crizin da Z.O. começou nesta segunda-feira no Centro da Terra, desceu os primeiros degraus em direção a um desconhecido sônico em que novos experimentos sonoros, citações de faixas de seu disco Acelero (de 2024) e porções musicais trazidas pelos convidados formam uma nova realidade. Quem abriu o caminho da temporada foi Kiko Dinucci que mais uma vez trouxe sua guitarra elétrica para ser desconstruída naquele palco, acompanhando movimento semelhante ao que fez o guitarrista do trio, Marcelo Fiedler. Só que cada um vinha de um rumo: Kiko do punk e Marcelo do metal, aos poucos amalgamando seus ruídos elétricos em uma parede de microfonia e distorção em que o MC Cris Onofre soltava seus impropérios apocalípticos enquanto distorcia a própria voz e disparava bases e o percussionista Danilo Machado vinha com o molho mínimo e convincente pra abrasileirar ainda mais aquele barulho todo, seja nas congas ou apenas no pandeiro. Em dois momentos, Kiko puxou duas de suas armas mais pesadas: “Veneno”, arrebatamento em forma de briga de rua que compôs com Ogi e fez Crizin decorar toda a letra, e um de seus hinos, a hipnótica “Crack pra Ninar”, que embalou o final dessa primeira noite, deixando o grupo pronto para o salto, com os pés pendurados à beira de um abismo.

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Enorme satisfação em receber mais uma vez no Centro da Terra o trio fluminense Crizin da Z.O., que ocupa as segundas-feiras de maio com temporada Acontecimento, em que utiliza o palco do teatro como um espaço-tempo imprevisível. E assim Cris Onofre, Marcelo Fiedler e Danilo Machado convidam diferentes artistas para criar nestes instantes e a cada segunda-feira recebem novos parceiros. A primeira,a dia 4, vem com Kiko Dinucci abrindo caminhos. Depois, dia 11, recebem a dupla Deaf Kids. No dia 18 é a vez de receberem os produtores MNTH, Lcuas Pires e Mbé e encerram estes acontecimentos com a presença de Juçara Marçal no dia 25, sempre misturando funk carioca com elementos de vanguarda, noise e eletrônica. As apresentações começam pontualmente a partir das 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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O fim de semana ainda contou com a dobradinha do Justice com o Tame Impala quando a banda de Kevin Parker tocou na capital francesa neste domingo e chamou a dupla parisiense como atração surpresa na abertura da noite. Mas o filé veio quando Kevin chamou os dois para o início do bis do Tame Impala, quando tocaram a faixa “Neverender” em que a dupla Gaspard Augé e Xavier de Rosnay convidou para colaborar em seu disco de 2024, Hyperdrama. Sente só: Continue

Hayley Williams segue com a turnê de seu Ego Death At A Bachelorette Party e antes de chegar ao final do show que fez neste fim de semana no Moody Theatre, em Austin, soltou um aceno ao Fleetwood Mac no meio de “Good Ol’ Days”, que encerra a primeira parte do show. A música já faz referência ao olhar pesado que a vocalista da banda Stevie Nicks deu para seu ex, o guitarrista Lindsay Buckingham, no show de retorno da banda em 1997, quando, ao cantar a faixa “Silver Springs”, fez questão de olhar diretamente para o ex-marido ao cantar que “você nunca se livrará do som da mulher que te amou”. E embora Hayley, na canção diga, literalmente que “Eu não sou Stevie, não vou te rogar praga”, ela cantou justamente o trecho “you’ll never get away from the sound of the woman that loved you” ao final da canção. E, de quebra, ela ainda alimentou ainda mais a expectativa de ver o clássico casal juntos novamente no palco, como têm ameaçado desde o ano passado.

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Pelos relatos, o segundo show que Emicida fez de sua volta aos palcos na sexta-feira seguiu o mesmo script que o da quinta – à exceção de uma improvisada batalha de rimas que ele puxou com os convidados Projota, Rashid e Jotapê, num momento inspiradíssimo que ele teve de compartilhar em seu Instagram. Olha isso: Continue

Eis a capa de Coração Disparado, disco em duas partes que Giovani Cidreira começa a mostrar a partir do próximo dia 5, quando lança a primeira delas, gravada ao vivo no Porão da Casa de Francisa, no ano passado. E como aperitivo desta nova fase, Gio e Benke Ferraz, dos Boogarins, que produziu o disco, gravaram várias demos e versões ao vivo de músicas que testaram para esse show, que agora disponibilizam no Bandcamp de Giovani com o título de Demos ao Vivo e Outras Coisas – entre elas, duas versões para músicas do Legião Urbana, “Angra dos Reis” e “Teatro dos Vampiros”. Ouça abaixo: Continue

Estive em Fortaleza neste fim de semana, quando pude assistir ao festival que comemorava o 27º aniversário do Dragão do Mar, um dos centros culturais mais importantes do Brasil. E entre as atrações, o principal destaque foi a volta do Cidadão Instigado aos palcos com seu primeiro disco de inéditas em 11 anos – e com uma formação completamente diferente. Escrevi sobre o festival em mais uma colaboração para o Toca UOL. Continue

Tô falando que 2026 tá ficando bom e mais um indício disso é que a banda baiana Tangolo Mangos finalmente vai lançar o sucessor de seu disco de estreia Garatujas. Pedágios y Caronas será lançado no mês que vem e traz a banda afiadíssima depois de meses na estrada tanto pelo Brasil quanto no exterior. E o primeiro aperitivo do novo trabalho é o single “Dominó”, que eles antecipam em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. Escrito e cantado pelo percussionista Bruno “Neca” Fechini, a faixa traz uma malemolência sossegada que contrasta com o elemento fulminante dos shows – que também está logo no início do novo disco. Mas a escolha é estratégica, como explica o vocalista e guitarrista Felipe Vaqueiro: “Durante a mixagem, no Estúdio Ori, em Salvador, percebemos o quanto nossos engenheiros e co-produtores – Apu Tude e Victor Vaughan -, assim como seus colegas e visitantes que passavam por lá, ficavam com essa música na cabeça, cantarolando até ao longo dos dias das sessões, como também acontecia com o público nos show”, lembra.

“Ainda que não tenha a carga de velocidade e agressividade de outras músicas do disco, ela conquista e cativa pelo suíngue e qualidade da canção, e vimos isso acontecer com públicos não só no Brasil mas nas nossas experiências tocando em países europeus”, continua Vaqueiro. “Além disso, a gente achou que seria interessante introduzir esse novo universo de faixas com uma música que dá uma amostra do teor pop e cancioneiro que vem aí, mas sem revelar o todo. Talvez outras músicas do álbum como single entregassem uma silhueta sintética mais bem definida do que vem pela frente, mas ‘Dominó’ funciona muito bem como essa espiada do futuro trabalho.” A banda já marcou o show de lançamento do disco em São Paulo, quando tocam ao lado da dupla Kim e Dramma no Porão da Casa de Francisca, no próximo dia 28.

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Acho tão bom que os anos 90 estão sendo revividos de forma epistolar, com cada um dos seus subgêneros particularmente revisitados em vez de serem misturados num requentado coletivo que misturaria grunge, trip hop, shoegazer, nu metal, mangue beat, gangsta rap e o Pato Fu (quem viveu aquela época lembra de um rótulo azedo do período, a infame “MISTUREBA”). Felizmente estamos voltando à última década do século passado como se consultássemos uma coleção em vez de ler um almanaque ou ouvir um imenso mashup com músicas que não têm nada a ver umas com as outras. Outro momento deste revival foi anunciado nesta terça-feira, quando o mago dos vinis DJ Shadow avisou que irá levar seu álbum de 1996, o único Endtroducing…, para a estrada a partir de setembro, passando por 18 cidades entre os EUA e o Canadá. É meio inevitável que ele anuncie em breve uma perna dessa turnê pela Europa e não custa sonhar que, eventualmente, ele venha parar aqui no Brasil, onde já tocou em 2006 (no Tim Festival) e 2012 (nos 10 anos da festa Chocolate). Quem já o assistiu tocando ao vivo tem uma ideia do que ele pode fazer com esse disco mágico…