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Loki

Desde que o Belas Artes assumiu a curadoria de filmes do Frei Caneca, a programação daquele cinema melhorou horrores, como é o caso dessa mostra Davids, que reúne dois #janeirocapri do primeiro escalão em filmes que trazem Bowie no elenco e Lynch na direção. A seleta deste último tá melhor que a do primeiro (podia ter Furyo, O Grande Truque, Labirinto, Zoolander e até o documentário Moonage Daydream) e podiam trazer o ponto de encontro dos dois (o soberbo e aterrador Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer), mas não tô reclamando — olha essa sequência de filmes, afinal… A mostra também acontece no Rio de Janeiro, no Belas Artes Botafogo.

Dona de um dos melhores discos de 2025, a vocalista do grupo The Marias, María Zardoya, estreou seu projeto solo Not for Radio nos palcos pela primeira vez nesta segunda-feira, quando deu início à divulgação ao vivo de seu ótimo Melt no teatro Fox, em Oakland, nos EUA. Além de tocar todas as músicas de seu disco, ainda tocou três inéditas, o hit “No One Noticed” de sua banda e uma versão deslumbrante para “Nude”, do Radiohead. Sente o drama abaixo.. Continue

Nenhum diretor personifica tão bem a ideia da cinefilia para além da indústria do que o húngaro Bela Tarr, que morreu nesta terça-feira. Autor com letra maiúscula, nunca fez concessões para o cinema como indústria ou comércio e dirigiu filmes épicos e lentos, sem ação ou espetáculo, sem preocupar-se com narrativas tradicionais ou métricas estabelecidas. Colocava moral, ética e existencialismo no mesmo patamar da grande arte, fazendo filmes que eram essencialmente políticos e humanísticos ao mesmo tempo em que negava-se a facilitar a obra para o espectador, convidando-o mais a experimentar suas peças audiovisuais do que a entendê-las. Trabalhava com atores não-profissionais, filmava cenas longas e por vezes improvisadas, sempre esticando-a por minutos lentos e contemplativos, quase sempre num preto e branco de alto contratantes, sempre abordando temas pesados e difíceis, como a decadência da humanidade, o fim da utopia política, o fracasso da modernidade, a repetição, a dificuldade em se comunicar e ser compreendido como centro do caos social que tornou-se a sociedade, sempre com tons de desilusão e desesperança. Entre seus clássicos estão filmes como Danação (1988), Sátántangó (com suas lendárias sete horas de duração, 1994), meu favorito Harmonias de Werckmeister (2000) e O Cavalo de Turim (2011). Um diretor único, incomparável e seminal, que deixa nosso plano numa época que parece ter abandonado as características que ele exigia de seu público: a atenção, a paciência, a imersão filosófica e a disposição psicológica. Um mestre.

Vamos começar o ano com os Mutantes tocando “A Day in the Life”? Desenterraram essa joia da segunda edição do programa Jovem Urgente, produzido pela TV Cultura em 1969, com o clássico grupo paulistano relendo a magnus opus dos Beatles ao vivo em frente às câmeras, com direito a Arnaldo e Sérgio dividindo os vocais de John e Paul, respectivamente, enquanto Rita solta o ad lib da flauta doce. E é muito bom quando o Arnaldo se empolga no teclado no interlúdio de McCartney cantado pelo irmão. Cortesia do @beatnick_95. Feliz 2026!

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“I have no idea where I’m going, here I come”

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“Ela quer te matar, ela nasceu pra morrer”

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“I just woke up from a dream”

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“Melodie is a wound”

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“Aff, Don, puta que pa-”

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“O sol na pele é bom, mais do que isso, meu bem, não sei, já é paraíso”

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