

2014 tem sido um ano incrível para Richard D. James, um dos artistas mais complexos e importante da atualidade. Não bastasse a simples notícia do lançamento de seu primeiro disco em 13 anos, o demolidor Syro, o ano também tem sido palco para extensas entrevistas em que o senhor Aphex Twin discute minuciosamente sua produção (vale ler o longos papos com ele e Philip Sherburne no Pitchfork, com Simon Vozick-Levinson na Rolling Stone e com Ruth Saxelby na Fader). Mas nada que se compare à extensa que teve com o amigo Dave Noyze, do blog Noyzelab, em que ele além de falar de equipamentos sonoros das mais diferentes espécies, desenterrou vários experimentos sonoros, uns cabeçudaços, outros esquizofrênicos – e até uns trechos compostos por seu filho de seis anos.
Vale dedicar-se ao longo papo na íntegra aqui. E é só a parte 1…

Quem foi na reabertura do Alberta #3 na sexta-feira viu que o nosso querido clubinho da São Luís voltou com tudo (quem não foi pode conferir as fotos do Marcos Finotti aqui). E a partir dessa sexta-feira as Noites Trabalho Sujo voltam ao seu lar, semanalmente, para matar a saudade dos velhos tempos e começar mais uma nova fase.

Depois de trazer alienígenas para a Terra em Distrito 9 e humanos para o espaço em Elysium, Neill Blomkamp volta a usar a ficção científica como metáfora para falar sobre diferenças, preconceitos e o comportamento humano. E desta vez usa a robótica e a inteligência artificial como tema no filme Chappie, cujo personagem-título é tão carismático quanto Wall-E ou Short Circuit (vocês se lembram…).
O filme estréia em março do ano que vem e conta com um elenco formado por Hugh Jackman, Sigourney Weaver e Dev Patel, além de Sharlto Copley (o herói de Distrito 9 e o vilão de Elysium) no papel do robô.


Lembram daquele hit do Kendrick Lamar que ele lançou para antecipar o lançamento de seu próximo disco? Olha o clipe dele aí…


Os fãs de John Carpenter sabem que seu talento por trás das câmeras é reforçado por trilhas sonoras pesadas e sintéticas, de alma oitentista e coração eletrônico, compostas pelo próprio diretor. E essa sonoridade, meio retrô meio futurista, está em voga nessa segunda década do século, sendo apropriada por nomes tão diferentes quanto Kavinsky, Drokk e Chromatics. Pois a face compositora do mestre da ação e do horror finalmente irá ser tratada com toda a importância merecida quando for lançada, no início do ano que vem, a coletânea Lost Themes, que reúne músicas que ele compôs mas não usou em seus filmes, de onde saiu essa emocionante “Vortex”.

Criolo abriu novembro no susto, liberando pra streaming, download gratuito e venda seu terceiro disco, Convoque Seu Buda, que já tinha sido anunciado na semana passada. Já ouviu? Saca só:
E tá descendo bem, viu…
