
Nesta terça-feira temos a satisfação de receber a cantora e compositora mineira Josy.Anne, que começa a revelar a segunda parte de sua trilogia, batizada de Negra Ressonância Mineira, depois de lançar o primeiro capítulo como um disco, chamado de Mozamba. No espetáculo desta terça, ela começa a investigar como será a continuação de sua saga, em que ela mergulha nas tradições de seu estado para falar sobre negritude e ancestralidade a partir deste recorte social e geográfico. No segundo ato, que ela chama de Bateia (que vem com um subtítulo ousado: Gira Que Salta para o Novo), ela vem acompanhada de uma bandaça, com Curumin na bateria, Maurício Badé na percussão e Podeserdesligado nos efeitos e produção eletrônica. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.
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Se o primeiro Kung Fury, lançado há dez anos, já era o cúmulo dos anos 80, que dizer de sua continuação, que foi finalizada há dois anos mas ainda não foi lançada por questões legais? Olha esses 10 minutos absurdos que vazaram essa semana provavelmente pra reaquecer o interesse no filme, que ainda conta com Michael Fassbender, Schwarzenegger e David Hasselhoff no elenco…?
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O encontro de Maria Beraldo e Arrigo Barnabé no palco que aconteceu neste sábado, no Sesc Avenida Paulista, é uma grande ideia, para começar, conceitual. Parte do encontro Travessia, idealizado por Caroline Zitto e dirigido pelo Curumin, a apresentação foi a segunda noite do evento, no dia seguinte à da dupla Di Melo e Jadsa e no dia anterior à junção de Yma e Maurício Pereira. O alinhamento cósmico Arrigo e Beraldo não é novidade, só ganha outros contornos em 2025, quando a compositora catarinense já tem sua carreira solo consolidada (com o ótimo segundo disco Colinho, lançado em 2024) e não mais como integrante da banda do mestre Crocodilo. Sem acompanhamentos, os dois se confrontaram com vozes e instrumentos – Arrigo sentado ao piano elétrico, Beraldo alternando-se entre ficar sentada ou de pé para tocar clarinete ou guitarra. Os dois começaram com um envolvente número instrumental (ele ao piano, ela no clarinete) e foram para a chuvosa (num sábado igualmente chuvoso) “Cidade Oculta” de Arrigo emendada com uma versão deslumbrante para “Ninfomaníaca” do disco mais recente de Maria, que Arrigo aproveitou para recitar a tradução que Augusto de Campos fez para o Canto I do Inferno da Divina Comédia, de Dante Alighieri. Ele deixou o palco e ela seguiu só na guitarra, quando puxou sua “Da Menor Importância”, de seu primeiro disco, Cavala, emendou um solo de clarinete (enquanto fazia sua guitarra rugir com os pés) que transformou-se em uma versão cacofônica de “Rainha” para chegar à melodia plena da fatalista “Baleia”. Arrigo voltou ao palco quando sozinho ao piano visitou Itamar Assumpção (“Noite Torta”), Carlos Drummond de Andrade (ao recitar de pé “Relógio do Rosário”) e um número instrumental, antes de trazer de volta sua pupila e entraram juntos na parte final do show. Esta veio com a mistura de “Diversões Eletrônicas” com “I Can’t Stand My Father Anymore”, que foi sensacional, e descambou a dupla final do show, quando visitaram as clássicas “Sabor de Veneno” e “Clara Crocodilo” para a encerrar a apresentação lá no alto e num lugar familiar aos dois, numa boa amostra do que foi essa noite mágica.
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O que Ana Frango Elétrico está aprontando? Veja abaixo: Continue

E essa intervenção do artista português Bordallo II,que escancarou a especulação imobiliária lusitana ao transformar a Praça Duque da Terceira, junto ao Cais do Sodré, em Lisboa, capital da nossa Guiana, num tabuleiro de Banco Imobiliário? Tem mais imagens lá no Insta e no site dele – e algumas abaixo: Continue

Quando Björk anunciou que lançaria uma apresentação ao vivo nas salas de cinema do mundo, esperava-se que ela desse passos além dos filmes que partiram de shows de artistas gigantes como Beyoncé e Taylor Swift, ampliando o alcance de turnê imensas primeiro para telonas e depois para serviços de streaming. Lógico que, por não ser uma artista comercial de tal porte, não havia expectativa sobre ela suplantar os números e a escala de Renaissance: A Film by Beyoncé e Taylor Swift: The Eras Tour, ambos de 2023, fazendo justamente algo que os filmes das duas musas do pop deste século até tentaram, mas sem tanto sucesso: se tornar uma obra de arte. Cornucopia, que estreia essa semana em cinemas de todo o mundo, foi anunciado como a versão filmada de um show único que ela fez em Lisboa, em 2023, reunindo um grupo de artistas que aumentava ainda mais suas ambições artísticas, como a diretora argentina Lucrecia Martel (que dirigiu o show), a diretora islandesa Ísold Uggadóttir (que dirigiu o filme), o diretor musical islandês Bergur Þórisson, o percussionista austríaco Manu Delago, a harpista norte-americana Katie Buckley e o grupo de sopro irlandês Viibra, além de instrumentos improváveis como uma flauta circular e uma harpa magnética, uma câmara de reverberação instalada no palco, cortinas móveis e telas de LED e figurino e maquiagem excêntrica, como é de se esperar da cantora islandesa. Quase todo o show gira em torno de seu disco de 2017, Utopia, embora conte com músicas dos álbuns Vunicultura (2015) e Fossora (2022), além de um único hit solitário, “Isobel”, de seu clássico segundo disco Post (que completa 30 anos este ano). O show é deslumbrante e é tudo que os fãs da artista podem esperar, mas… como filme deixa a desejar. Esperava que ela pudesse explorar mais ainda os limites do cinema, fazendo uma ponte entre show e audiovisual de uma forma mais interessante do que o que se vê, mas o mais perto que ela chega disso é quando, a partir do primeiro terço do filme, começa a ocupar a tela com imagens que estão projetadas nos telões do show. Mas o que parecia ser um início de conversa entre o show do passado e o filme de 2025 termina aí e o filme é só mais um show filmado. Até o show em Pompeia que o Pink Floyd acabou de relançar nos cinemas (lançado originalmente em 1972) ousa mais como cinema do que este Cornucopia. Que é bonito e ousado, misturando reinos animal e vegetal em uma evolução possível da vida no futuro do planeta, trazendo uma bela mensagem de esperança em relação ao futuro (além de três clipes escondidos após os créditos), mas isso é mérito do show, não do filme. O filme só registra isso. Bem, mas é só – nada distante do que em outros tempos seria só um DVD ao vivo. Pô, Björk…
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Reveladas as atrações de mais uma edição do festival Cecília Viva, que visa arrecadar fundos para fazer a boa e velha Associação Cecília voltar a existir. E embora não tenha o escopo da primeira edição, realizada no Cine Joia no início do ano com Boogarins, Kiko Dinucci, Rakta, Crizin da Z.O., Test e DJ Nuts, não deixa a peteca cair mesmo acontecendo num lugar bem menor, a Porta, entre os bairros de Pinheiros e Vila Madalena. O evento acontece no dia 15 de maio e reúne três pesos pesados da psicodelia brasileira de épocas diferentes, todos de São Paulo: Ema Stoned, Bike e Violeta de Outono. Os ingressos já estão à venda neste link.

Avassaladora a passagem da Onda de Beleza Natural pelo palco do Centro da Terra nesta terça-feira. Misturando de forma inusitadamente mágica levadas paraenses e caribenhas com improvisos jazz cabeçudaços, o quarteto mescal as vibrações da guitarra melódica – e, por várias vezes, funky e noise – de Marcos Campello (que por vezes toca um trompete piccolo ou distorce a voz com efeitos) e o flow free jazz do sax de Alex Zhem, sempre muitíssimo acompanhado de uma cozinha quebrada formada pelo baixo de João Lourenço e pela bateria de Phill Fernandes. Às vésperas de lançar seu primeiro disco, Apocalypso, eles mostram que a aparente difícil contraposição de valores musicais tão distintos flui maravilhosamente bem.
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Nesta terça-feira recebemos no Centro da Terra o quarteto instrumental de improvisação livre carioca Onda de Beleza Natural, que mistura jazz, noise, afrobeat, sax e guitarradas e está prestes a lançar seu primeiro disco, batizado de Apocalypso. E vem daí o título da apresentação desta semana, Pré-Apocalypso, que antecipa a estreia da banda, formada por Marcos Campello (guitarra), Alex Zhem (sax tenor), João Lourenço (baixo) e Phill Fernandes (bateria), que faz o calypso caribenho sacudir em tempos tortos e timbres distorcidos. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.
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A Gop Tun acaba de anunciar não apenas um mas três shows do mago chileno Nicolas Jaar no Brasil! É a primeira vez que ele vem ao país desde que fez uma apresentação formidável no Dekmantel Brasil em 2017 e agora passa pelo Rio de Janeiro (dia 31 de julho, no Sacadura 154), por Curitiba (1º de agosto, na Ópera de Arame) e por São Paulo (dia 2, na Arca). Os ingressos começam a ser vendidos no dia 13 de maio, mas quem se cadastrar na pré-venda neste link (com inscriçoes abertas até o dia 9 de maio) pode comprar no dia anterior. Abaixo alguns vídeos que fiz da apresentação dele há oito anos: Continue