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Loki

terminar-uma-conversa

A Fast Company desenterrou uma tese de 1989 apresentada ao Departamento de Estudos da Comunicação da Universidade de San Jose, nos EUA, em que uma certa Josephine Bao-Sun Chen estuda as diferentes formas que conversas terminam, para chegar à matriz acima, redesenhada pelo blog Know More, do Washington Post. Agora só falta alguém fazer uma versão em português. Alguém se habilita?

4:20

CH-Nov2011-31

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O ator inglês Stephen Fry esteve entre o milhão e meio de pessoas que se reuniu em Paris após o já histórico atentado à redação do jornal Charlie Hebdo. E antes de ir para a rua, escreveu o seguinte texto em seu blog, que republico em inglês (e se alguém se dispor a traduzir eu republico aqui):

I remember all those years ago when the fatwa was declared on Salman Rushdie, plenty of British writers and commentators who absolutely should have known better claimed that The Satanic Verses ‘really wasn’t that good’, the implication being that it was therefore hardly worth making a stand against the death sentence laid on its author. As it happens (not that it matters of course) … The Satanic Verses is one of the great post-war comic novels. Similar horrible nonsense was spouted recently by some on the subject of the Sony film The Interview. ‘Oh, it’s actually rather poor.’

The now largely forgotten writer, broadcaster and Christian apologist Malcolm Muggeridge destroyed his legacy as a serious and interesting man in fifteen footling minutes on television in which he languidly described Monty Python’s Life of Brian as ‘tenth rate’ … as if that were a reason to stop it being screened. Utterly disingenuous. He wanted to stop it being screened because he was ‘offended’ by its ‘blasphemy’ and so he offered the same non-argument as those advanced by his fellow Festival of Light founder Mary Whitehouse of hilarious memory: “Oh I’m not shocked, oh no. In fact I found it rather boring.” Of course you did darling, and therefore we must certainly censor it right away. Bah! These days Life of Brian regularly comes top in all time best comedy film polls and Muggeridge might only be warmly remembered for being the MI5 officer who debriefed in kindly manner P. G. Wodehouse and his wife in Paris after its liberation in 1944.

So let no one think that in order to be defended against censorship of any kind, let alone the terminal horrors of Wednesday 7th January, a work of art or a film or a novel or a cartoon need be ‘first rate’ (whatever that means).

And aren’t we all tired of those who claim to know the answer to life, death and the creation being so fucking sensitive about their knowledge? If I knew the answer to it all, if I thought I understood the wishes of the author of the universe and was privileged to understand what happens to us after death, the last thing I would be is all prickly and defensive. ‘Mock me all you like,’ I’d cry. ‘Go on, laugh your socks off, paint crude daubs, make mocking films. They pass me by as the idle wind which I respect not.’

Como sempre, vale ler a íntegra.

4:20

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Donos do meu disco favorito do ano passado, o Spoon nem esperou 2015 começar para mostrar o que eles já vêm preparando para o ano – e no dia 30 do mês passado, em Houston, eles mostraram uma música inédita, a balada “Satelitte”.

Sim, o título da música tá escrito errado porque foi assim que ele apareceu escrito no setlist do mesmo show.

spoon-setlist

supercollider

O carioca Daniel Ruiz, do Sambasupercollider, deu um tapa na reta “Gandaia“, da Karol Conká, deixando-a quebrada e mudando o rebolado da faixa sem tirá-la da pista. Saca só:

umo

Nossos hipsters noturnos favoritos, o trio de Portland Unknown Mortal Orchestra passou o final de 2014 finalizando o sucessor de seu soberbo disco de 2013, II. O grupo abriu sua conta no Soundcloud no final do ano passado quando começou a desovar rascunhos para o próximo disco, entre eles suas jam sessions eletrônicas chamadas “SB-01” e “SB-02”, esta última publicada no dia de natal.

O líder do grupo, Ruban Nielson, disse ao site inglês Live4Ever que o novo disco, que ainda não tem nome, foi diretamente inspirado pelo disco mais recente do Daft Punk: “No último disco queríamos que soasse como um velho disco de vinil gasto, mas este novo foi de uma certa forma encorajado pelo Random Access Memories e pela forma que o Daft Punk fez um disco old school soar hi-fi, soando bem e reluzente, mas ainda conectado à forma como os velhos discos soavam. Este disco é a minha versão para isso.”

O trio também vem antecipando novidades em sua conta no Instagram:

SB-02 drops at midnight PST

Um vídeo publicado por UMO (@unknownmortalorchestra) em

all done! recapped cleaned and three dead keys back from the dead. Spent $160

crumb-hebdo

Crumb fez este cartum em solidariedade aos seus camaradas mortos na redação do Charlie Hebdo e a tradução, abaixo, é da editora Venetta, que publicou o desenho em sua página no Facebook.

Um cartunista acovardado
– He he
– Só brincadeira!
– Na verdade essa é a bunda do meu amigo Mohamid Bakhsh, um produtor cinematográfico que mora em Los Angeles, Califórnia!
(No cartaz): A bunda peluda de Mohamid!

noitestrabalhosujo_150109-0

Começamos muito bem o ano, eu, Babee e Danilo, numa festa que começou com Dr. Dog e terminou com Sia – e todo mundo extasiado de tanto dançar e cantar junto (saca só as fotos da Natália). A festa não pára e essa sexta-feira está na mão da Babee, que chamou o Goos pra quebrar tudo com ela. Boraê!

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Quem é Charlie?

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O jornalista norte-americano David Brooks, colunista do New York Times, concorda com o apoio à causa do jornal Charlie Hebdo mas faz questão de enfatizar que os Estados Unidos estão longe de aceitar o tipo de humor da publicação francesa. Reproduzo um trecho de seu texto, com a tradução feita pelo Estadão (o original em inglês pode ser lido aqui, a tradução na íntegra aqui):

A reação ao ataque de Paris revela que grande parte da sociedade se apressa em endeusar os que ofendem o ponto de vista dos terroristas na França, mas é muito menos tolerante com os que ofendem seus próprios pontos de vista em seu país.

Basta olharmos para todas as pessoas que reagem excessivamente a agressões muito menores que ocorrem em um câmpus universitário. A Universidade de Illinois demitiu um professor que dava aula sobre a posição da Igreja Católica na questão da homossexualidade. A Universidade de Kansas suspendeu um professor que usou termos duros em um tuíte contra a Associação Nacional do Rifle. A Universidade Vanderbilt criticou um grupo cristão que insistia que a instituição fosse dirigida por cristãos.

Os americanos talvez elogiem o Charlie Hebdo pela coragem de publicar cartuns que ridicularizam o profeta Maomé, mas, quando a ativista holandesa Ayaan Hirsi Ali é convidada para visitar o câmpus, há frequentes pedidos para impedir que ela fale em público.

Portanto, este deveria ser um momento de reflexão. Embora estejamos profundamente abalados pelo massacre dos cartunistas, nesta hora é importante que tenhamos uma visão menos hipócrita em relação às nossas personalidades controvertidas, provocadores e chargistas.

E se nos Estados Unidos – “land of the free” – as coisas são desse jeito, imagina se um cartum como o que estampa a capa do Charlie Hebdo aí em cima fosse publicado na capa de qualquer veículo impresso no Brasil…