O documentário Montage of Heck, sobre Kurt Cobain, está vindo aí e deve dar início a uma onda de nostalgia e uma releitura sobre a personalidade do líder do Nirvana. Escrevi sobre isso no meu blog do UOL:
http://matias.blogosfera.uol.com.br/2015/04/16/assista-ao-nirvana-tocando-para-apenas-duas-pessoas/

Kurt Cobain aos 14 anos
O suicídio de Kurt Cobain completou 21 anos no início deste mês, mas a efeméride é só o começo de uma avalanche de novidades relacionadas à biografia do líder do Nirvana que já estamos sendo submetidos desde o anúncio do novo documentário, “Kurt Cobain: Montage of Heck”. Editado a partir de entrevistas com pessoas muito próximas à vida de Kurt Cobain antes da fama e toneladas de material caseiro tanto em vídeo quanto em áudio, o filme dirigido por Brett Morgen é uma versão oficial da história de Cobain, uma vez que o diretor teve acesso ao acervo de Kurt através da viúva Courtney Love e a filha do casal, Frances Bean Cobain, atua como produtora executiva do documentário.
Entre as novidades que já apareceram estão os trechos de uma apresentação de uma versão primitiva do Nirvana apresentando-se em uma sala de estar para um público de duas pessoas, seguida de um trecho de entrevista com o baixista e amigo confidente de Kurt, Krist Novoselic. Duas cenas do filme oferecidas ao jornal New York Times:
O amigo conta que quando conheceu Cobain, ele trabalhava como faxineiro. “Ele sempre fazia alguma tipo de arte – normalmente desfigurando algo. Ele nunca ficava sem ter o que fazer. Isso apenas vinha dele; ele tinha de se expressar.”

Kurt e a filha Frances Bean Cobain, hoje produtora executiva do documentário
Parte dessa expressão está registrada em mais de 100 fitas cassetes que Kurt Cobain guardava com registros de diferentes fases de sua vida, não apenas registrando estágios iniciais ou ideias para canções, mas falando ao telefone, comentando músicas que ouvia no rádio, falando sozinho. O diretor Morgen teve acesso a esse material, que foi armazenado num depósito por Courtney Love logo após a morte de seu marido e nunca mais haviam sido revisitadas. Desse material foi de onde saiu uma demo que a revista norte-americana Rolling Stone disponibilizou em seu site:
Em entrevista ao jornal New York Times, o diretor do documentário disse que queria mostrar o lado contraditório de Kurt Cobain – que além de ser um rock star deprimido com o próprio sucesso ele também era uma pessoa amável e bem humorada, sempre lembrada com carinho por pessoas mais próximas. Morgen dirigiu os ótimos “O Show Não Pode Parar” (sobre o produtor de cinema Robert Evans, responsável por “O Poderoso Chefão”, “Love Story” e “Chinatown”), “Chicago 10” (sobre os protestos de 1968 em Chicago, nos EUA) e “Crossfire Hurricane” (sobre os Rolling Stones) e achava que iria encontrar um clichê de história do rock que teria sua história contada em 18 meses. O trabalho se esticou por oito anos à medida em que o diretor pode mergulhar em um artista que conhecia superficialmente e que fora contratado para documentar. O filme ainda deve gerar um livro e um disco com a trilha sonora, ambos sem previsão de lançamento.
“Kurt Cobain: Montage of Heck” deverá estrear nos cinemas norte-americanos no dia 24 de abril e depois será exibido na HBO no dia 4 de maio. Não há previsão sobre exibições no Brasil, embora especule-se sobre uma única sessão no dia 12 de maio, ainda não confirmada. Assista ao trailer abaixo:

E o Kevin Parker segue mostrando suas duas músicas novas antes de revelar todo o conteúdo do novo álbum do Tame Impala, chamado de Currents. Desta vez foi a vez da hipnótica “Let it Happen”, no programa do Conan O’Brien.

Cara, eu não tava animado com essa volta dos Replacements até que vi o setlist do show de Seattle, no início da turnê na semana passada, e comecei a caçar os vídeos desse show online… Putamerda, que parada foda. Pena que ninguém vai trazer os Rolling Stones do indie americano dos anos 80 pro Brasil.
“Seen Your Video” e “Color Me Impressed”
“The Ledge”
“I’ll Be You”, “Anywhere’s Better Than Here”, “Take Me Down To The Hospital”, “Tommy Gets His Tonsils Out”, “I’m In Trouble”, “Left Of The Dial”, “Can’t Hardly Wait”, “Bastards Of Young”, “Skyway” e “Alex Chilton”
“Within Your Reach”, “Can’t Hardly Wait”, “Bastards of Young” e “My Boy Lollipop”
“20th Century Boy”
“I’m In Trouble”, “Kissing In Action”, “Left of the Dial” e “Valentine”

O Caribou reforça a conexão entre a infância e a psicodelia nesse belíssimo clipe pra “Can’t Do Without You”, a faixa que puxa seu discaço do ano passado, Our Love.

O belga Vito De Luca volta a dar as caras com mais um delicioso vôo disco de seu Aeroplane. “Let’s Get Slow”, com vocais do Benjamin Diamond, escorrega macio naquele groove sintético minimal característico de seu bate-estaca na macia. Muito bom.

A lenta e densa “Kim’s Caravan”, talvez a música central do disco de estreia de Courtney Barnett, é a nova música da jovem indie hero a passar pelo tratamento videoclipe. A música também foi a escolhida pela australiana para ser seu single limitado em vinil do Record Store Day deste ano, que ainda traz uma versão para a magistral “I Keep a Close Watch”, do John Cale, no lado B.




